Beagle
O pequeno sabujo que transforma qualquer passeio em investigação
Origem: Reino Unido
Alegre e sociável, mas guiado pelo nariz. Vocalização e independência precisam caber na rotina e no ambiente.
Uma história selecionada para uma função.
Ele pode sair de casa para uma caminhada de vinte minutos e encontrar trabalho suficiente para ocupar o dia inteiro.
Um cachorro passou pela calçada. Alguém carregou comida dentro de uma sacola. Um gato atravessou o jardim durante a madrugada. Para as pessoas, o caminho parece comum. Para o Beagle, está coberto por notícias.
Criado para seguir lebres e coelhos em matilhas, ele aprendeu a colocar o nariz no chão, separar odores e continuar avançando mesmo quando a presa desaparecia da vista. Essa persistência produziu um cão alegre, sociável e cheio de energia, mas também capaz de ignorar chamados quando encontra uma pista mais interessante.
Dentro de casa, o Beagle pode ser afetuoso, divertido e excelente companheiro familiar. Entretanto, sua expressão inocente esconde um especialista em fugas, buscas alimentares e investigações não autorizadas. Conviver bem com ele exige exercício, segurança e a compreensão de que seu nariz não é apenas uma característica: é o centro de sua existência.
História e origem
Selecionado para seguir rastros em grupo, o Beagle combina resistência, olfato poderoso e comunicação vocal.
Ficha rápida completa
Aparência e características físicas
O Beagle é um sabujo compacto, robusto e atlético.
Seu corpo precisa apresentar substância sem parecer grosseiro. Não deve ser excessivamente fino, pesado, comprido ou baixo.
A FCI descreve uma construção vigorosa e compacta, capaz de transmitir qualidade sem perder funcionalidade. O conjunto deve sugerir um cão preparado para atividade, resistência e perseguição.
A altura desejável encontra-se entre 33 e 40 centímetros.
Nos Estados Unidos, existem duas variedades de exposição:
- até 13 polegadas, aproximadamente 33 cm;
- acima de 13 e até 15 polegadas, aproximadamente 38 cm.
Essa divisão norte-americana não é adotada pelo padrão da FCI. American Kennel Club
O Beagle costuma pesar entre aproximadamente 9 e 14 quilos, mas o peso precisa ser interpretado junto com a altura e a estrutura.
Um cão baixo e leve não deve possuir o mesmo peso de um exemplar próximo ao limite superior. Mais importante do que atingir um número específico é conservar:
- costelas perceptíveis;
- cintura visível;
- musculatura;
- mobilidade;
- ausência de gordura excessiva.
A cabeça possui bom comprimento e força, mas não deve parecer grosseira.
Nas fêmeas, pode ser discretamente mais fina.
O crânio é moderadamente largo e ligeiramente arredondado. A transição entre a testa e o focinho é bem definida e divide o comprimento total da cabeça de maneira aproximadamente equilibrada.
O focinho não é pontudo.
As mandíbulas são fortes, com dentição completa e mordedura em tesoura.
Os lábios apresentam desenvolvimento moderado, sem a pele muito solta observada em sabujos maiores como o Bloodhound.
O nariz é amplo e preferencialmente preto. Em cães de coloração mais clara, menor pigmentação pode ser aceita.
As narinas são abertas, condição importante para um animal que trabalha inalando continuamente partículas odoríferas.
Os olhos são relativamente grandes, bem separados e podem ser castanho-escuros ou cor de avelã.
Não devem permanecer excessivamente profundos nem salientes.
A expressão correta é suave, amistosa e atenta. É justamente essa aparência delicada que frequentemente permite ao Beagle convencer pessoas de que não estava realmente tentando roubar o alimento deixado sobre a mesa.
As orelhas são longas, finas e possuem extremidades arredondadas.
Sua inserção é baixa, e elas permanecem caídas próximas das bochechas.
Quando estendidas para a frente, alcançam quase a extremidade do nariz.
Durante o rastreamento, as orelhas movimentam o ar e as partículas ao redor da cabeça, ajudando a manter os odores próximos do focinho.
Esse formato também reduz a ventilação do canal auditivo, aumentando a necessidade de inspeção e secagem.
O pescoço é suficientemente longo para permitir que o cão alcance o solo com facilidade.
Possui uma curvatura discreta e pode apresentar pequena quantidade de pele solta na garganta, mas não uma barbela pesada.
O corpo é equilibrado e relativamente curto na região lombar.
A linha superior permanece reta e nivelada. O lombo é forte e flexível.
O peito desce abaixo dos cotovelos. As costelas são bem arqueadas e estendem-se para trás, oferecendo capacidade respiratória para atividades prolongadas.
O abdômen não deve apresentar recolhimento exagerado.
O Beagle precisa parecer atlético, mas não possuir a cintura extrema de um galgo.
As pernas dianteiras são retas, verticais e sustentadas por ossatura arredondada.
Os ombros apresentam boa inclinação e não devem ser excessivamente carregados.
Os cotovelos permanecem firmes, sem desviar para dentro ou para fora.
Os pés são compactos, fortes, bem arqueados e protegidos por almofadas espessas. A FCI não deseja o formato alongado conhecido como pé de lebre.
Os membros posteriores possuem coxas musculosas e joelhos bem angulados.
Os jarretes permanecem baixos, firmes e paralelos.
A movimentação deve ser livre, firme e capaz de cobrir terreno.
As pernas dianteiras alcançam bem à frente sem elevação exagerada, enquanto os membros traseiros produzem impulso.
O dorso precisa permanecer nivelado, sem balanço excessivo.
A cauda possui inserção alta, comprimento moderado e boa quantidade de pelo.
É conduzida alegremente para cima, mas não deve enrolar-se sobre o dorso nem inclinar-se para a frente desde a base.
A ponta é obrigatoriamente branca no padrão da FCI.
A marca branca possuía utilidade funcional. Com a cabeça baixa e o corpo parcialmente escondido pela vegetação, a extremidade clara da cauda ajudava o caçador a localizar o cão.
A pelagem é curta, densa e resistente às condições climáticas.
Embora pareça fina, possui cobertura suficiente para proteger o corpo durante atividades externas.
O Beagle apresenta queda de pelos durante todo o ano, frequentemente mais intensa na primavera ou em mudanças de estação. O AKC descreve uma pelagem dupla e densa, que se torna mais pesada no inverno. American Kennel Club
As cores reconhecidas pela FCI incluem:
- tricolor preto, castanho e branco;
- azul, branco e castanho;
- padrão texugo;
- padrão lebre;
- padrão limão;
- limão e branco;
- vermelho e branco;
- castanho e branco;
- preto e branco;
- totalmente branco.
Com exceção dos cães totalmente brancos, essas cores podem aparecer mosqueadas. Nenhuma outra cor é permitida pelo padrão internacional. A ponta da cauda deve ser branca.
O tricolor é o padrão mais conhecido, mas não representa a única combinação legítima.
Cães limão e branco podem nascer quase inteiramente claros e desenvolver tonalidades mais evidentes durante o crescimento. O manto preto de alguns tricolores também pode diminuir ou adquirir áreas castanhas com a idade.
O Beagle não deve ser confundido com o Harrier ou o Foxhound Inglês.
O Harrier é maior e possui maior alcance de passada. O Foxhound é ainda mais alto, forte e desenvolvido para acompanhar caçadas mais rápidas.
O Beagle preserva o formato clássico de um sabujo de matilha, mas em uma estrutura compacta que permite ao caçador acompanhá-lo a pé.
Tutor indicado
Pessoa cuja rotina real comporte as necessidades físicas, mentais, financeiras e sociais deste perfil.
Tutor não indicado
- deseja um cão silencioso;
- passa longas horas fora de casa;
- oferece apenas passeios rápidos;
- pretende soltá-lo em áreas sem cerca;
- deixa portas e portões abertos;
- não consegue controlar a alimentação;
- mantém coelhos ou pequenos animais soltos;
- deseja obediência automática;
- utiliza punições físicas;
- não aceita destruição durante a juventude;
- não pretende realizar atividades de faro;
- deixa lixo e comida acessíveis;
- possui vizinhos intolerantes a uivos;
- não tem paciência para treinamento de retorno;
- deseja um cão de guarda;
- espera que o quintal substitua os passeios;
- escolhe a raça apenas pela expressão simpática;
- não está preparado para um especialista em fugas.
Em resumo
O Beagle foi desenvolvido para um tipo de caça no qual o ser humano precisava acompanhar os cães caminhando.
Por isso, não bastava ser rápido.
Ele precisava encontrar a lebre, permanecer sobre a pista, trabalhar em matilha e continuar avançando durante muito tempo.
O resultado foi um cão compacto, resistente e dono de uma persistência capaz de surpreender qualquer pessoa que tenha conhecido a raça apenas por fotografias.
Dentro de casa, o Beagle costuma ser alegre, carinhoso e sociável. Pode conviver muito bem com crianças e outros cães e transformar atividades simples em momentos de brincadeira.
Entretanto, seu comportamento não pode ser separado de seu nariz.
Ele seguirá cheiros, procurará alimentos, tentará escapar e poderá ignorar chamados quando encontra uma pista especialmente interessante.
Sua pelagem exige pouco trabalho, mas a queda de pelos é real. Seu porte facilita a vida em apartamento, mas os uivos podem causar conflitos. Sua motivação alimentar ajuda no treinamento, mas também torna o controle do peso indispensável.
O Beagle não precisa de um tutor que tente impedir toda investigação.
Precisa de alguém capaz de transformar o olfato em atividade, estabelecer segurança e ensinar que determinadas pistas podem ser seguidas enquanto outras precisam ser abandonadas.
Quando recebe exercício, companhia, treinamento e oportunidades para farejar, oferece uma convivência extraordinariamente alegre.
A expressão pode parecer inocente. Os olhos podem sugerir que ele jamais desobedeceria.
Mas basta um cheiro atravessar o caminho para o pequeno sabujo revelar sua verdadeira identidade.
A cabeça desce, a cauda branca sobe e o mundo inteiro passa a existir apenas do nariz para a frente.
Avaliação editorial de compatibilidade
Fontes e links de verificação
- FCI Standard No
- Beagle Dog Breed Information
- Detector Dogs | Animal and Plant Health Inspection Service
- Beagle | Breeds A to Z | The Kennel Club
- The National Beagle Club of America, Inc. - NBC Health ...
- The National Beagle Club of America, Inc. - Screening Tests
- Beagle | Breeds A to Z
- Hound Group Health Testing Requirements – American Kennel Club
- The Royal Kennel Club — Beagle Breed Standard
- USDA APHIS — Detector Dogs
Como essa raça tende a viver com pessoas.
Costuma ser sociável com pessoas e cães. Pode parecer teimoso quando, na verdade, está priorizando um cheiro mais interessante.
Convivência com crianças
O Beagle costuma apresentar excelente compatibilidade com crianças.
Seu comportamento alegre, sociável e brincalhão permite participação em atividades familiares. O porte é suficientemente robusto para lidar com movimento, mas não tão grande a ponto de tornar o contato difícil para a maioria das famílias.
O AKC e o Royal Kennel Club destacam a natureza amistosa, afetuosa e voltada à companhia da raça. American Kennel Club
Entretanto, nenhuma interação deve ocorrer sem supervisão adequada.
O Beagle pode ficar muito excitado diante de:
- crianças correndo;
- alimentos;
- bolas;
- brinquedos;
- gritos;
- brincadeiras no quintal.
Durante esses momentos, pode saltar, esbarrar ou utilizar a boca para tentar alcançar objetos.
Crianças pequenas também podem manipular o cão de forma inadequada.
Devem aprender a:
- não puxar as orelhas;
- não montar sobre o cão;
- não apertar seu corpo;
- não abraçá-lo contra a vontade;
- não perturbá-lo durante o sono;
- não tocar enquanto ele come;
- não retirar objetos diretamente da boca;
- não persegui-lo quando tenta afastar-se;
- não abrir portões;
- não deixar alimentos ao alcance.
A última regra é particularmente importante.
O Beagle pode retirar comida das mãos de uma criança ou aproveitar qualquer lanche abandonado sobre uma superfície baixa.
Isso pode parecer engraçado nas primeiras vezes, mas favorece roubo, excesso de peso e conflitos.
O cão precisa aprender a:
- manter as quatro patas no chão;
- esperar;
- afastar-se durante refeições;
- soltar e trocar objetos;
- ir para uma cama;
- interromper brincadeiras;
- caminhar sem puxar;
- esperar diante de portas.
Crianças maiores podem participar de jogos de faro.
Elas podem esconder brinquedos ou pequenas porções da própria ração em caixas e permitir que o cão procure.
Essa atividade oferece uma forma segura de utilizar o olfato e fortalece a relação entre o animal e a família.
A supervisão adulta continua necessária para controlar os petiscos e impedir disputas por objetos.
Compatibilidade com crianças pequenas: excelente
Compatibilidade com crianças maiores e respeitosas: excelente
Convivência com outros animais
O Beagle foi desenvolvido para trabalhar em matilhas e costuma apresentar excelente convivência com outros cães.
Muitos exemplares apreciam companhia canina, brincadeiras e descanso em grupo.
Outro cão também pode reduzir parte do isolamento social, embora não substitua a interação humana e a educação para permanecer sozinho.
As apresentações devem ser realizadas gradualmente.
Mesmo uma raça sociável pode demonstrar:
- proteção de alimentos;
- disputa por brinquedos;
- excitação excessiva;
- desconforto com cães invasivos;
- competição por atenção;
- diferenças individuais de personalidade.
No início da convivência, é prudente separar:
- refeições;
- ossos;
- brinquedos de alto valor;
- camas;
- momentos de descanso.
O Beagle pode vocalizar muito durante brincadeiras. Sons intensos não representam necessariamente conflito, mas o tutor precisa observar se os cães alternam papéis, conseguem fazer pausas e respeitam tentativas de afastamento.
A convivência com gatos pode funcionar, principalmente quando começa durante a infância.
Um gato tranquilo e conhecido pode ser incorporado ao grupo familiar.
Entretanto, o movimento rápido ainda pode despertar perseguição.
Um Beagle que respeita o gato da casa pode reagir de maneira diferente diante de um felino desconhecido no jardim.
A convivência precisa oferecer ao gato:
- áreas elevadas;
- rotas de fuga;
- alimentação separada;
- caixas sanitárias protegidas;
- locais de descanso inacessíveis ao cão.
Coelhos, hamsters, porquinhos-da-índia, ratos domésticos e aves apresentam baixa compatibilidade.
O Beagle foi criado justamente para rastrear pequenos animais. Mesmo quando não demonstra agressividade, pode perseguir, agarrar ou provocar enorme estresse.
Esses animais devem permanecer em recintos resistentes e completamente inacessíveis.
Não se deve realizar contato direto apenas para testar a reação.
Durante os passeios, gatos, aves e animais silvestres podem ativar o instinto de perseguição.
A guia e o controle das portas continuam indispensáveis.
Apartamento e espaço
O Beagle pode viver em apartamento.
Seu porte compacto, a pelagem curta e a sociabilidade permitem boa adaptação física a residências menores.
O Royal Kennel Club considera a raça compatível tanto com a cidade quanto com o campo e indica que uma casa pequena pode ser suficiente. Royal Kennel Club
Entretanto, o tamanho do imóvel representa apenas uma parte da equação.
Os desafios reais são:
- energia;
- vocalização;
- solidão;
- interesse por cheiros;
- necessidade de exercícios;
- risco de fuga;
- busca por alimentos.
Em edifícios, corredores e elevadores concentram uma grande quantidade de odores.
O Beagle pode parar diante de portas, tentar seguir moradores, puxar em direção ao lixo ou investigar cada canto.
Precisa aprender a:
- esperar antes de sair;
- atravessar a porta sob comando;
- entrar e sair do elevador com calma;
- caminhar sem puxar;
- ignorar alimentos encontrados;
- passar por outros cães;
- retornar ao apartamento;
- interromper vocalizações;
- descansar depois dos passeios.
Os uivos podem causar conflitos sérios com vizinhos.
Um Beagle que permanece sozinho durante muitas horas pode vocalizar de maneira prolongada.
Antes de deixá-lo por períodos maiores, a família precisa desenvolver gradualmente sua tolerância à ausência.
A preparação pode incluir:
1. pequenas separações dentro da residência; 2. permanência atrás de barreiras; 3. saídas de poucos segundos; 4. retorno antes do início do desespero; 5. aumento progressivo; 6. associação com brinquedos seguros.
O apartamento também precisa ser protegido contra a curiosidade alimentar.
Armários baixos, lixeiras, sacolas e mochilas devem permanecer fechados de maneira eficiente.
Uma simples tampa pode não resistir a um cão que possui tempo, motivação e um nariz capaz de confirmar que existe comida do outro lado.
Janelas, varandas e portas precisam de segurança.
Telas frágeis não devem ser consideradas suficientes para conter um Beagle determinado a alcançar um cheiro ou animal.
Uma casa com quintal facilita a rotina, mas a cerca precisa possuir:
- altura adequada;
- portões travados;
- proteção na parte inferior;
- ausência de vãos;
- inspeções periódicas;
- supervisão.
O AKC recomenda cercas com aproximadamente 1,5 metro e proteção subterrânea contra escavação. American Kennel Club
O quintal não substitui passeios.
Depois que o Beagle conhece todos os cheiros do terreno, pode começar a procurar aquilo que existe do lado de fora.
A residência ideal não é necessariamente grande. É segura, ativa e preparada para impedir que o cão transforme uma distração humana em uma expedição.
O trabalho cotidiano que precisa caber na sua vida.
A pelagem do Beagle possui manutenção simples, mas a raça solta mais pelos do que sua cobertura curta sugere.
Os fios são densos, lisos e resistentes ao clima.
A escovação semanal costuma ser suficiente durante períodos normais. Nas trocas sazonais, pode ser realizada duas ou três vezes por semana.
O AKC recomenda escova de cerdas médias, luva de borracha ou ferramenta específica para sabujos. American Kennel Club
A escovação ajuda a:
- retirar pelos mortos;
- distribuir a oleosidade;
- observar a pele;
- localizar carrapatos;
- identificar caroços;
- reduzir pelos sobre móveis.
O Beagle não precisa de tosa.
Raspar a pelagem não impede o aquecimento e remove parte da proteção natural contra sol, sujeira e pequenas escoriações.
Banhos devem ocorrer conforme a necessidade.
O cão pode retornar de passeios com lama, cheiros e resíduos encontrados durante suas investigações.
O xampu precisa ser próprio para cães e completamente enxaguado.
As orelhas pendentes representam o principal cuidado de higiene.
A menor ventilação pode favorecer acúmulo de umidade e crescimento de micro-organismos.
O tutor deve examinar semanalmente:
- odor;
- secreção;
- vermelhidão;
- coceira;
- dor;
- excesso de cera;
- pequenos ferimentos.
Depois de banhos, chuva ou natação, as orelhas precisam ser secas.
Limpar excessivamente também pode causar irritação. A solução e a frequência devem seguir orientação veterinária.
Cotonetes não devem ser introduzidos profundamente no canal.
Os olhos devem permanecer limpos e sem sinais de dor.
Lacrimejamento discreto pode acontecer, mas secreção persistente, opacidade, vermelhidão ou dificuldade visual exigem avaliação.
As unhas precisam ser mantidas curtas.
Unhas compridas alteram a postura, reduzem a tração e podem provocar desconforto durante caminhadas e corridas.
As patas devem ser examinadas depois de trilhas.
Sementes, espinhos, pedras e pequenos cortes podem permanecer entre os dedos.
A higiene dentária precisa incluir escovação frequente com creme veterinário.
Mau hálito intenso, sangramento, dentes quebrados ou dificuldade para mastigar não devem ser ignorados.
A pele também merece atenção.
Coceira, otites recorrentes e lambedura podem estar relacionadas a alergias, condição citada pelo National Beagle Club entre os problemas observados na raça. Clube Nacional do Beagle
Exercícios e atividades
O Beagle possui energia alta e precisa de exercício diário.
O AKC recomenda pelo menos uma hora por dia, enquanto o Royal Kennel Club utiliza referência semelhante de até uma hora. Cães jovens, indivíduos de trabalho e exemplares particularmente ativos podem necessitar de mais atividade e enriquecimento mental. American Kennel Club
A rotina não deve consistir apenas em permitir acesso ao quintal.
O Beagle precisa:
- caminhar;
- encontrar cheiros novos;
- explorar;
- resolver problemas;
- interagir;
- treinar;
- descansar depois da atividade.
Atividades adequadas incluem:
- caminhadas exploratórias;
- trilhas;
- rastreamento;
- mantrailing;
- nosework;
- busca de objetos;
- procura de alimentos;
- provas de campo;
- rally;
- agility adaptado;
- brincadeiras com outros cães compatíveis.
O faro deve fazer parte da rotina diária.
O tutor pode esconder pequenas porções da refeição em:
- caixas;
- toalhas;
- tapetes de farejamento;
- brinquedos dispensadores;
- cômodos;
- jardins seguros.
As buscas devem começar simples.
O Beagle precisa compreender que existe uma tarefa e aprender a utilizar o nariz de maneira organizada.
Depois podem ser introduzidos:
- trajetos maiores;
- curvas;
- diferentes superfícies;
- caixas vazias;
- odores concorrentes;
- pistas mais antigas.
Durante as caminhadas, o tutor pode alternar dois modos.
Em determinados momentos, o cão caminha com a guia mais curta e presta atenção. Em outros, recebe autorização para explorar utilizando uma guia maior.
Essa diferença precisa ser ensinada por sinais claros.
Permitir farejamento não significa aceitar que o cão arraste a pessoa para todos os lados.
A guia longa pode ser utilizada em áreas seguras, longe de ruas, ciclistas e obstáculos.
Deve ser conectada a um peitoral bem ajustado, reduzindo o impacto caso o cão acelere subitamente.
Áreas destinadas à corrida livre precisam ser completamente cercadas.
O Beagle não deve ser solto em um parque aberto apenas porque respondeu bem ao chamado dentro de casa.
A presença de uma pista animal modifica significativamente a dificuldade.
Filhotes não devem realizar:
- corridas forçadas;
- longas distâncias;
- saltos repetitivos;
- tração intensa;
- exercício ao lado de bicicletas;
- mudanças bruscas sobre pisos escorregadios.
Durante o crescimento, são mais indicados:
- passeios curtos;
- exploração;
- brincadeiras livres;
- treinamento;
- socialização;
- faro.
No calor brasileiro, as atividades precisam ocorrer cedo ou no final do dia.
Apesar da pelagem curta, o Beagle pode sofrer hipertermia, principalmente quando está acima do peso.
Antes da caminhada, o tutor deve verificar a temperatura do piso.
Sinais de superaquecimento incluem:
- ofegação extrema;
- salivação intensa;
- fraqueza;
- desorientação;
- vômitos;
- dificuldade para caminhar.
O exercício precisa ser combinado com treinamento de descanso.
Um Beagle constantemente estimulado pode desenvolver dificuldade para permanecer tranquilo.
Cama, mastigação segura e períodos sem interação fazem parte de uma rotina equilibrada.
Alimentação
A alimentação do Beagle deve ser completa, equilibrada e rigorosamente medida.
A motivação alimentar da raça pode ser útil no treinamento, mas também cria risco elevado de consumo excessivo.
Deixar ração disponível durante todo o dia dificulta o acompanhamento da quantidade.
Adultos normalmente podem receber duas refeições diárias.
A porção indicada pelo fabricante funciona apenas como referência inicial e deve ser ajustada conforme:
- peso;
- idade;
- castração;
- atividade;
- metabolismo;
- condição corporal;
- doenças.
Filhotes precisam de alimento formulado para crescimento.
O objetivo é permitir desenvolvimento gradual, evitando excesso de gordura durante a formação das articulações.
As costelas devem ser facilmente percebidas sob uma camada moderada de gordura.
Vista de cima, a cintura precisa permanecer visível.
O Beagle não deve adquirir formato cilíndrico.
A família inteira precisa seguir as mesmas regras.
Um pequeno pedaço de alimento oferecido por várias pessoas pode resultar em grande excesso calórico ao final do dia.
Petiscos utilizados no treinamento devem ser descontados da alimentação diária.
Parte da própria ração pode ser reservada para:
- exercícios;
- tapetes de farejamento;
- buscas;
- brinquedos dispensadores;
- trilhas de odor.
O Beagle precisa trabalhar para encontrar parte da comida, não necessariamente receber mais comida.
A casa deve impedir acesso a:
- lixo;
- sacolas;
- medicamentos;
- chocolate;
- uvas e passas;
- produtos com xilitol;
- alimentos gordurosos;
- ossos cozidos;
- comida de outros animais.
O comando para abandonar alimentos é importante, mas não substitui prevenção.
A água precisa permanecer limpa e disponível.
Aumento persistente da sede, alteração do apetite, perda de peso ou ganho rápido precisam ser investigados.
Suplementos não devem ser oferecidos automaticamente.
Um alimento completo fornece os nutrientes necessários para a maioria dos cães saudáveis.
Dietas caseiras precisam ser formuladas por médico-veterinário especializado em nutrição.
Misturar carne, arroz e legumes sem cálculo não garante equilíbrio nutricional.
Predisposição não é destino, mas precisa entrar na escolha.
Obesidade, problemas de ouvido e algumas condições neurológicas aparecem em certas linhagens.
Inteligência sem rotina também produz problemas.
Recompensas valiosas e treino de chamada são essenciais, mas não substituem o manejo físico em locais abertos.
Conheça diferentes expressões da raça.

Pontos positivos
- Alegre e sociável
- Boa convivência com cães
- Porte administrável
Pontos de atenção
- Vocalização alta
- Forte instinto de farejo
- Pode ser independente no treino