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PERFIL COMPLETO DA RAÇA

Russkaya Psovaya Borzaya

O aristocrata russo que troca o silêncio por uma explosão de velocidade

Origem: Rússia

Dentro de casa, ele pode parecer uma escultura. Permanece deitado com as pernas longas organizadas de maneira improvável, observa a família à distância e raramente desperdiça energia reagindo a acontecimentos que considera irrelevantes. Então algo corre.

Cão adulto da raça Borzoi em pé ao ar livre, com corpo alto e esguio, cabeça longa, pelagem branca sedosa e manchas claras.
EnergiaModerada
PorteGrande
PelagemLonga
Expectativa de vidaGeralmente entre 9 e 14 anos
SOBRE A RAÇA

Uma história selecionada para uma função.

Dentro de casa, ele pode parecer uma escultura.

Permanece deitado com as pernas longas organizadas de maneira improvável, observa a família à distância e raramente desperdiça energia reagindo a acontecimentos que considera irrelevantes.

Então algo corre.

Pode ser um gato, uma ave, uma folha atravessando o campo ou apenas um movimento percebido no limite da visão.

O Borzoi levanta, acelera e, em poucos segundos, aquele cão aparentemente contemplativo transforma-se em uma máquina de perseguição.

Essa mudança resume a raça.

O Borzoi foi desenvolvido na Rússia como um grande lebrel de caça. Em vez de seguir rastros principalmente pelo olfato, localizava animais com os olhos, partia em alta velocidade e utilizava agilidade, força e precisão para alcançá-los.

Sua imagem ficou associada aos nobres russos, às grandes propriedades rurais e às caçadas cerimoniais realizadas com cavalos, sabujos e dezenas ou até centenas de cães.

Mas sua elegância não surgiu apenas para impressionar.

O corpo estreito, o peito profundo, a coluna flexível, as pernas compridas e a musculatura seca foram selecionados para produzir velocidade real. A pelagem longa protegia contra o clima, enquanto a visão e a reação imediata permitiam perseguir lebres, raposas e, em menor proporção, lobos. FCI

Na convivência familiar, o Borzoi costuma ser calmo, sensível e discretamente afetuoso.

Ele não precisa demonstrar entusiasmo permanente para criar um vínculo profundo.

Pode simplesmente escolher o mesmo cômodo, deitar perto do tutor e permanecer ali, acompanhando tudo sem transformar cada momento em uma emergência emocional.

Sua tranquilidade, porém, não elimina o instinto de caça.

Um Borzoi não deve ser solto em locais abertos apenas porque parece obediente dentro de casa. Quando uma pequena presa corre, a resposta visual pode surgir antes que o tutor consiga terminar de chamá-lo.

Ele é silencioso, elegante e, muitas vezes, reservado.

Mas existe um corredor extraordinário escondido naquela aparente serenidade.

História e origem

A história do Borzoi desenvolveu-se ao longo de séculos na Rússia.

O padrão atual da FCI relaciona seus primeiros protótipos ao período iniciado por volta do século XV, quando cães russos fortes foram cruzados com lebréis de origem asiática utilizados por povos tártaros. Posteriormente, outras populações contribuíram para a formação do tipo que hoje reconhecemos. FCI

Entre as influências registradas no padrão estão:

  • lebréis tártaros de origem árabe, chamados Koutsi;
  • cães russos fortes conhecidos como Loshaya;
  • o Chart Polski, ou Galgo Polonês;
  • o Klock, um grande lebrel barbado da Curlândia;
  • Greyhounds;
  • lebréis das regiões montanhosas e da Crimeia.

Esses cruzamentos não foram realizados de uma única vez nem obedeceram a uma fórmula fixa.

A raça foi sendo construída à medida que caçadores selecionavam cães capazes de trabalhar em diferentes paisagens russas, desde terrenos irregulares que exigiam aceleração explosiva até estepes onde resistência e perseguições mais longas se tornavam necessárias. FCI

Um caçador guiado pelos olhos

O Borzoi pertence ao grupo dos lebréis.

Esses cães localizam e perseguem a presa principalmente pela visão, ao contrário de sabujos especializados em seguir rastros com o nariz.

Durante a caça, o Borzoi precisava perceber rapidamente o movimento de um animal distante, acelerar, aproximar-se e executar mudanças bruscas de direção.

Sua função tradicional envolvia principalmente:

  • lebres;
  • raposas;
  • animais encontrados em terreno aberto;
  • lobos, em caçadas específicas e menos frequentes.

A FCI atual enfatiza que a utilização contra lebres e raposas foi mais comum do que a caça ao lobo, apesar de a antiga denominação inglesa Russian Wolfhound ter transformado o confronto com lobos na imagem mais conhecida da raça. FCI

As grandes propriedades russas

Entre os séculos XVIII e XIX, a caça com grandes grupos de cães tornou-se uma prática associada à aristocracia russa.

Nobres mantinham canis com dezenas ou centenas de animais. A organização podia incluir:

  • Borzois;
  • sabujos utilizados para localizar e movimentar a presa;
  • cavalos;
  • tratadores;
  • caçadores;
  • equipes responsáveis pelos canis;
  • roupas e equipamentos cerimoniais.

Os sabujos poderiam localizar e deslocar o animal para uma área aberta. Nesse momento, os Borzois eram liberados, frequentemente em grupos pequenos, para iniciar a perseguição visual.

A caçada não era apenas uma atividade utilitária.

Funcionava como demonstração de riqueza, organização e prestígio social.

O padrão da FCI registra que algumas propriedades mantinham centenas de cães e que as diferentes matilhas possuíam aparência e capacidades próprias. FCI

O canil Pershino

Um dos programas mais famosos pertenceu ao grão-duque Nikolai Nikolaevich.

Sua propriedade de Pershino tornou-se conhecida pela criação de Borzois selecionados tanto pela beleza quanto pela velocidade e paixão pela caça.

Os cães de Pershino influenciaram profundamente a imagem internacional da raça. Exemplares e descendentes foram exportados para outros países, contribuindo para a formação de populações fora da Rússia. FCI

A existência de grandes canis permitia comparar muitos cães, selecionar trabalhadores eficientes e manter diferentes famílias genéticas.

Também produzia variações de tipo.

Antes da unificação do padrão, algumas linhagens eram mais pesadas, outras mais leves, com diferenças na pelagem, na cabeça, na velocidade e no estilo de caça.

O primeiro padrão unificado

O primeiro congresso de admiradores da raça foi realizado em 1874.

Em 1888, a Sociedade de Caça de Moscou adotou um padrão elaborado por N. P. Yermolov. Esse documento ajudou a unificar as características consideradas essenciais e tornou-se a base conceitual de padrões posteriores. FCI

Os princípios fundamentais preservados ao longo do tempo incluem:

  • aparência aristocrática;
  • estrutura alta e estreita;
  • musculatura seca;
  • ossatura forte sem excesso;
  • cabeça longa;
  • peito profundo;
  • linha superior característica;
  • capacidade para trote amplo e galope veloz;
  • temperamento calmo fora da perseguição.

O padrão passou por revisões durante os séculos XX e XXI, mas a relação entre aparência e função continuou sendo central. FCI

Revolução e destruição dos grandes canis

A Revolução Russa de 1917 encerrou a vida e a estrutura econômica de grande parte da aristocracia.

Muitos canis foram destruídos, dispersados ou abandonados. A criação organizada que existia nas grandes propriedades sofreu uma ruptura profunda. Borzoiclubofamerica

A raça, porém, já havia sido levada para outros países.

Borzois exportados para a Europa e para a América ajudaram a manter populações fora da Rússia. Criadores estrangeiros conservaram linhagens e registros enquanto a criação no país de origem atravessava décadas de reorganização.

Isso não significa que a raça tenha desaparecido completamente da Rússia.

Significa que a preservação internacional adquiriu importância decisiva em um momento em que muitas estruturas tradicionais haviam sido destruídas.

Da denominação Russian Wolfhound para Borzoi

Nos Estados Unidos e em outros países de língua inglesa, a raça foi chamada durante muito tempo de Russian Wolfhound.

Em 1936, o nome oficial norte-americano foi alterado para Borzoi, e o clube da raça também mudou sua denominação.

A palavra russa relacionada a borzoi pode ser traduzida de forma aproximada como rápido ou veloz, uma referência direta à função do cão. Borzoiclubofamerica

O AKC havia reconhecido a raça ainda em 1891, antes da alteração do nome. American Kennel Club

O Borzoi contemporâneo

Atualmente, o Borzoi vive principalmente como cão de companhia e exposição.

Também participa de:

  • lure coursing;
  • corridas;
  • provas de faro;
  • rally;
  • obediência;
  • terapia;
  • atividades recreativas.

O coursing utiliza um alvo mecânico para simular o movimento de uma presa, permitindo que o cão demonstre aceleração, visão, curvas e capacidade de perseguição em ambiente controlado.

Essa atividade não reproduz completamente a antiga caça russa.

Mas utiliza as capacidades físicas e comportamentais que ajudaram a formar a raça.

Peso típicoMachos: aproximadamente 34 a 48 kg; fêmeas: aproximadamente 27 a 39 kg
AlturaMachos: desejável de 75 a 85 cm; fêmeas: 68 a 78 cm
Função históricaGrupo 10 — Lebréis; Seção 1 — Lebréis de pelo longo ou franjado
Confiança dos dadosAlta
Ficha rápida completa
Nome oficialRusskaya Psovaya Borzaya
ApelidosBorzoi, Galgo Russo, Lebrel Russo, Russian Wolfhound, Russian Hunting Sighthound
País de origemRússia
Grupo FCIGrupo 10 — Lebréis; Seção 1 — Lebréis de pelo longo ou franjado
Função originalCaça visual a lebres, raposas e, com menor frequência, lobos
Função atualCompanhia, coursing, corridas, exposições, faro e atividades recreativas
PorteGrande
AlturaMachos: desejável de 75 a 85 cm; fêmeas: 68 a 78 cm
PesoMachos: aproximadamente 34 a 48 kg; fêmeas: aproximadamente 27 a 39 kg
Expectativa de vidaGeralmente entre 9 e 14 anos
PelagemLonga, sedosa, leve, ondulada ou formada por cachos amplos, com franjas abundantes
Cor no padrão FCIDiversas cores e combinações são aceitas, exceto marrom, azul, isabela e outras diluições associadas a trufa não preta
Nível de energiaModerado, com necessidade de correr em segurança
Queda de pelosModerada a alta, especialmente durante as trocas de pelagem
Adaptação a apartamentoBaixa a moderada, dependendo da rotina, do espaço e do acesso a áreas cercadas
Experiência do tutorTutor intermediário ou experiente com lebréis e forte instinto de perseguição

Aparência e características físicas

O Borzoi é um cão alto, estreito, forte e elegantemente curvado.

A FCI descreve uma aparência aristocrática, acompanhada por musculatura longa e bem desenvolvida, pele fina e ossatura forte sem se tornar pesada. FCI

O corpo é ligeiramente mais comprido do que alto.

Fêmeas podem apresentar formato um pouco mais alongado que os machos.

A estrutura precisa combinar:

  • velocidade;
  • flexibilidade;
  • resistência;
  • força;
  • agilidade;
  • capacidade de realizar um galope de dupla suspensão.

Um cão extremamente fino, frágil ou sem musculatura não representa corretamente a raça.

Da mesma forma, excesso de massa comprometeria sua capacidade para correr.

Cabeça longa e estreita

A cabeça do Borzoi é uma de suas características mais reconhecíveis.

Ela é:

  • longa;
  • estreita;
  • seca;
  • proporcional ao corpo;
  • formada por linhas suaves;
  • acompanhada por stop pouco visível.

Vista de perfil, a parte superior da cabeça apresenta uma linha longa e discretamente convexa. O focinho é ligeiramente mais comprido que o crânio e pode apresentar uma curvatura suave perto da trufa. FCI

A aparência alongada não deve comprometer:

  • fechamento da boca;
  • força dos maxilares;
  • respiração;
  • visão;
  • dentição;
  • capacidade de alimentação.

A cabeça foi desenvolvida dentro de um conjunto funcional, não como exagero isolado.

Trufa

A trufa é grande e sempre preta, independentemente da cor da pelagem.

Projeta-se ligeiramente além da mandíbula inferior e possui narinas adequadas para a respiração durante atividade intensa. FCI

Olhos

Os olhos são grandes, amendoados e variam do castanho ao castanho-escuro.

As bordas das pálpebras devem ser pretas e bem ajustadas.

A expressão costuma parecer:

  • atenta;
  • distante;
  • calma;
  • sensível;
  • reservada.

O Borzoi utiliza intensamente a visão.

Movimentos periféricos que passariam despercebidos para uma pessoa podem provocar uma resposta imediata.

Essa atenção visual ajuda a explicar por que aves, gatos, bicicletas e animais correndo despertam tanto interesse.

Orelhas

As orelhas são pequenas, finas, móveis e implantadas relativamente altas.

Em repouso, permanecem voltadas para trás e próximas ao pescoço. Quando o cão está atento, podem elevar-se sobre a cartilagem e apontar para os lados ou para a frente.

O padrão aceita que uma ou até as duas orelhas fiquem momentaneamente eretas, formando aquilo que o documento compara a orelhas de cavalo. FCI

Esse movimento contribui para a mudança de expressão entre o cão relaxado e o animal que acabou de perceber algo distante.

Pescoço

O pescoço é longo, seco, musculoso e discretamente arqueado.

Precisa oferecer amplitude para equilibrar o corpo durante a corrida e força suficiente para a função histórica de contenção da presa. FCI

Excesso de pele, pescoço curto ou musculatura insuficiente prejudicam o conjunto.

Linha superior

A linha do dorso e do lombo forma uma curva suave.

Nos machos, essa curvatura costuma ser mais evidente. Nas fêmeas, pode ser mais discreta.

O ponto mais alto aparece normalmente na região lombar, e não diretamente sobre os ombros. FCI

Essa arquitetura não é uma deformidade.

Está ligada à flexibilidade da coluna e à produção do galope necessário para perseguir animais em alta velocidade.

A curvatura, porém, não deve ser rígida, abrupta ou exagerada.

O dorso precisa continuar forte e flexível.

Peito e abdômen

O peito é profundo, oval e alcança quase a altura dos cotovelos.

A caixa torácica oferece espaço para coração e pulmões, enquanto a região posterior das costelas torna-se mais estreita.

O abdômen é fortemente recolhido, formando a silhueta típica dos lebréis. FCI

Esse recolhimento não representa magreza extrema.

Um Borzoi saudável deve apresentar musculatura e condição corporal adequadas, mesmo que sua anatomia seja naturalmente esguia.

Pernas e patas

As pernas são longas, secas e musculosas.

Os membros anteriores precisam permanecer retos e paralelos. A parte traseira possui coxas longas e musculatura desenvolvida, responsável pela propulsão.

As patas traseiras são estreitas e alongadas, conhecidas como pés de lebre. Os dedos são longos, arqueados e unidos, com unhas fortes. FCI

A estrutura das patas ajuda na aderência e na eficiência durante o galope.

Movimento

Na rotina cotidiana, o movimento típico é um trote amplo, livre e aparentemente fácil.

Durante a perseguição, transforma-se em galope completo.

O Borzoi precisa cobrir terreno com eficiência, sem passos curtos, rígidos ou pesados. FCI

Quando corre em alta velocidade, o corpo alterna momentos em que:

  • as pernas se estendem;
  • a coluna se alonga;
  • os membros se recolhem sob o tronco;
  • todas as patas deixam o chão.

Esse mecanismo permite aceleração muito superior à sugerida pela tranquilidade observada dentro de casa.

Cauda

A cauda é longa, fina e pode apresentar formato de foice ou sabre.

Possui franjas abundantes e, em repouso, permanece baixa. Durante a atividade, ajuda no equilíbrio e nas mudanças de direção. FCI

Pelagem

A pelagem é longa, leve, sedosa e flexível.

Pode ser:

  • ondulada;
  • formada por cachos amplos;
  • relativamente lisa em determinadas regiões;
  • mais curta na cabeça, orelhas e face interna dos membros.

As franjas aparecem principalmente:

  • no pescoço;
  • no peito;
  • no abdômen;
  • atrás das pernas;
  • sob a cauda.

A textura não deve ser pesada, lanosa ou excessivamente compacta. FCI

Cores

A FCI aceita uma ampla variedade, incluindo:

  • branco;
  • fulvo em diferentes tonalidades;
  • vermelho;
  • preto;
  • cinza;
  • sable;
  • tigrado;
  • combinações sólidas;
  • manchas brancas;
  • marcações castanhas.

O padrão internacional exclui marrom, azul, isabela e outras cores diluídas acompanhadas por pigmentação não preta da trufa. FCI

A cor nunca deve ser escolhida acima de:

  • saúde;
  • temperamento;
  • estrutura;
  • diversidade genética;
  • qualidade do criador.

Tutor indicado

  • aprecia cães grandes e tranquilos;
  • possui casa espaçosa;
  • dispõe de área realmente cercada;
  • aceita manter o cão na guia;
  • gosta de caminhadas;
  • deseja praticar lure coursing;
  • prefere um cão pouco barulhento;
  • compreende comportamento independente;
  • utiliza treinamento positivo;
  • possui crianças maiores e respeitosas;
  • consegue manter pequenos animais separados;
  • aceita escovar frequentemente;
  • possui veículo adequado;
  • está disposto a pesquisar criadores responsáveis.

Tutor não indicado

  • deseja soltar o cão em áreas abertas;
  • possui gatos, coelhos ou aves sem possibilidade de manejo;
  • procura obediência automática;
  • prefere um cão muito expansivo;
  • mora em espaço extremamente pequeno;
  • não possui acesso a área cercada;
  • não consegue transportar um cão grande;
  • deseja um parceiro para brincadeiras físicas bruscas;
  • não pretende escovar a pelagem;
  • utiliza punição física;
  • não consegue manter portões seguros;
  • procura uma raça barata de manter;
  • deseja um cão de guarda territorial;
  • espera que tranquilidade signifique ausência de exercícios.

Em resumo

O Borzoi é um grande lebrel russo desenvolvido ao longo de séculos para perseguir animais pela visão.

Sua formação reuniu diferentes populações de lebréis e cães russos, produzindo um animal capaz de combinar aceleração, resistência, força e agilidade.

Durante os séculos XVIII e XIX, a raça tornou-se símbolo das grandes propriedades e das caçadas aristocráticas russas. Canis com dezenas ou centenas de cães selecionavam diferentes linhagens, entre as quais o famoso programa de Pershino.

A Revolução de 1917 destruiu grande parte dessa estrutura.

A presença de Borzois já exportados para outros países ajudou a preservar a raça internacionalmente.

O Borzoi moderno mantém a aparência que tornou seus ancestrais tão reconhecíveis:

  • cabeça longa;
  • peito profundo;
  • abdômen recolhido;
  • pernas altas;
  • linha superior curvada;
  • pelagem sedosa;
  • movimento amplo.

Dentro de casa, costuma ser calmo, silencioso e discretamente afetuoso.

Em movimento, transforma-se.

A visão de um animal correndo pode ativar uma perseguição imediata, razão pela qual guia e cercamento são indispensáveis.

Pode conviver bem com crianças respeitosas e cães conhecidos. A compatibilidade com gatos e pequenos animais é limitada e nunca deve ser presumida.

A pelagem exige escovação regular e apresenta trocas intensas.

A saúde precisa ser acompanhada especialmente em relação a dilatação e torção gástrica, osteossarcoma, coração, tireoide, olhos e mielopatia degenerativa.

O Borzoi não é um cão que tenta dominar todos os ambientes com barulho ou agitação.

Ele observa.

Espera.

Economiza energia.

E, quando algo se move no horizonte, revela em poucos segundos aquilo que séculos de seleção russa construíram sob sua aparência aristocrática:

um dos mais impressionantes perseguidores do mundo canino.

Avaliação editorial de compatibilidade
Apego ao tutor4/5
Adaptação a apartamento2/5
Nível de energia3/5
Necessidade de exercícios3/5
Inteligência4/5
Facilidade de treinamento2/5
Tolerância à solidão3/5
Convivência com crianças pequenas3/5
Convivência com crianças maiores4/5
Convivência com outros cães4/5
Convivência com gatos2/5
Convivência com pequenos animais1/5
Sociabilidade com desconhecidos2/5
Instinto de alerta3/5
Tendência a latir2/5
Queda de pelos4/5
Exigência de cuidados com a pelagem3/5
Tolerância ao calor2/5
Adequação para tutores iniciantes2/5
Custo geral de manutenção4/5
Fontes e links de verificação
PERSONALIDADE

Como essa raça tende a viver com pessoas.

O padrão da FCI descreve o Borzoi como um cão de temperamento calmo, com resposta visual muito evidente e atitude neutra a amistosa em relação às pessoas. FCI

A tranquilidade é uma de suas características mais marcantes.

Dentro de casa, muitos exemplares são:

  • silenciosos;
  • limpos;
  • pouco destrutivos quando adultos;
  • discretos;
  • sensíveis;
  • capazes de descansar por longos períodos.

Essa calma não significa ausência de necessidade física.

Significa que o Borzoi tende a economizar energia entre atividades.

Afeto discreto

O Borzoi pode ser profundamente ligado à família sem agir como um cão permanentemente dependente.

Alguns procuram contato físico e carinho. Outros preferem deitar perto, mas não necessariamente sobre as pessoas.

Seu afeto costuma aparecer de forma sutil:

  • acompanhar o tutor;
  • escolher o mesmo cômodo;
  • encostar a cabeça;
  • aceitar carinho com calma;
  • aproximar-se quando a casa está silenciosa;
  • observar a rotina.

O cão não precisa pular ou latir para demonstrar vínculo.

Independência

A raça foi desenvolvida para perceber a presa e reagir rapidamente.

Durante a perseguição, não podia esperar instruções humanas para cada curva ou aceleração.

Essa história favoreceu uma personalidade independente.

O Borzoi aprende, mas nem sempre demonstra entusiasmo por repetir exercícios apenas para satisfazer o treinador.

O AKC descreve a raça como inteligente, afetuosa e, ao mesmo tempo, independente e ocasionalmente teimosa. Paciência, consistência e bom humor são considerados essenciais no treinamento. American Kennel Club

Instinto de perseguição

O comportamento mais importante para qualquer futuro tutor compreender é a perseguição visual.

Um Borzoi pode reagir a:

  • gatos;
  • coelhos;
  • aves;
  • cães pequenos correndo;
  • animais silvestres;
  • bicicletas;
  • objetos movimentados pelo vento.

A reação pode ocorrer em uma fração de segundo.

A aceleração é rápida, e o cão pode percorrer grande distância antes que a pessoa consiga reagir.

Por isso, o AKC recomenda que o Borzoi permaneça em área cercada ou preso à guia durante passeios. Soltá-lo em locais abertos não é considerado seguro. American Kennel Club

Reserva com desconhecidos

Muitos Borzois são reservados diante de pessoas desconhecidas.

Podem observar sem buscar contato imediato.

Essa postura não deve ser confundida automaticamente com medo ou hostilidade.

Um exemplar equilibrado consegue permanecer neutro, aceitar a presença de visitantes e responder ao tutor, mesmo sem desejar interação física.

A socialização precoce ajuda a evitar que a reserva se transforme em:

  • medo;
  • fuga;
  • reatividade;
  • dificuldade veterinária;
  • insegurança em ambientes novos.

Sensibilidade

O Borzoi costuma ser sensível ao tom de voz e à pressão emocional.

Métodos violentos podem produzir:

  • afastamento;
  • medo;
  • recusa;
  • bloqueio;
  • perda de confiança;
  • respostas defensivas.

A raça responde melhor a sessões curtas, recompensas adequadas e orientação consistente.

Gritar não torna o exercício mais compreensível.

Apenas torna o ambiente mais desagradável.

Vocalização

O Borzoi normalmente não está entre as raças mais barulhentas.

Pode latir diante de:

  • algo incomum;
  • animais no exterior;
  • excitação;
  • necessidade de sair;
  • separação;
  • frustração.

Entretanto, muitos exemplares permanecem silenciosos durante grande parte do dia.

Essa característica pode facilitar a vida urbana, embora tamanho, espaço e necessidade de correr continuem sendo limitações importantes.

Solidão

A tolerância à solidão varia.

Alguns Borzois conseguem descansar durante períodos razoáveis quando foram ensinados gradualmente. Outros sentem-se melhor com a presença de pessoas ou de outro cão compatível.

Longas jornadas diárias sem passeio, interação ou acesso adequado ao ambiente podem produzir:

  • inquietação;
  • destruição;
  • vocalização;
  • ansiedade;
  • apatia.

O fato de parecer independente não significa que deva viver isolado.

Convivência com crianças

O Borzoi pode conviver bem com crianças tranquilas e respeitosas.

Seu temperamento costuma ser gentil, e muitos exemplares demonstram paciência dentro de casa. Entretanto, a raça não é normalmente conhecida por apreciar brincadeiras físicas intensas ou manipulação constante.

O AKC descreve o Borzoi como afetuoso com a família, mas digno demais para se entusiasmar com brincadeiras bruscas. American Kennel Club

A convivência funciona melhor quando as crianças aprendem a:

  • não montar sobre o cão;
  • não puxar sua pelagem;
  • não abraçá-lo à força;
  • não interromper o sono;
  • respeitar alimentação;
  • permitir que ele se afaste;
  • não abrir portões;
  • não correr com pequenos animais ao lado dele.

Tamanho e velocidade

O Borzoi é alto e pode derrubar uma criança pequena durante uma corrida ou brincadeira.

Mesmo um movimento amistoso pode causar acidente quando realizado por um cão de grande porte.

A cauda, as pernas e o corpo precisam ser considerados dentro de ambientes apertados.

Filhotes e adolescentes podem ser especialmente desajeitados.

Crianças correndo

Movimentos rápidos podem estimular perseguição.

Uma criança correndo pelo quintal não é necessariamente percebida como presa, mas pode despertar excitação e iniciar uma corrida intensa.

Brincadeiras desse tipo precisam ser supervisionadas e interrompidas quando o cão perde controle.

Privacidade

O Borzoi geralmente valoriza a possibilidade de descansar sem ser incomodado.

Uma cama ou área tranquila ajuda a prevenir conflitos.

A criança deve compreender que o cão pode gostar dela e ainda desejar ficar sozinho em determinados momentos.

Compatibilidade com crianças pequenas: moderada, com supervisão constante

Compatibilidade com crianças maiores e respeitosas: boa a muito boa

Convivência com outros animais

O Borzoi foi criado para trabalhar junto de outros cães.

Caçadas russas utilizavam grupos de lebréis, e a capacidade de cooperar sem conflitos permanentes possuía importância funcional.

Muitos exemplares convivem bem com cães conhecidos, especialmente quando foram socializados cedo.

Outros Borzois e cães grandes

A raça costuma apreciar a companhia de outros lebréis.

Cães com estilos de comunicação e brincadeira semelhantes podem correr juntos e depois descansar durante longos períodos.

A convivência tende a funcionar melhor quando:

  • os cães possuem temperamentos compatíveis;
  • existe espaço;
  • apresentações são graduais;
  • recursos são administrados;
  • brincadeiras podem ser interrompidas;
  • nenhum cão é forçado a compartilhar cama ou alimento.

Cães pequenos

Cães pequenos que vivem na mesma casa podem ser aceitos como membros da família.

O risco aumenta quando correm, gritam ou apresentam comportamento semelhante ao de uma presa.

Um Borzoi pode brincar de maneira segura com determinado cão pequeno durante anos e ainda reagir de forma diferente a outro animal desconhecido.

Apresentações e supervisão continuam necessárias.

Gatos

A convivência com gatos é imprevisível.

Alguns Borzois criados desde filhotes com gatos vivem pacificamente com eles. Outros mantêm interesse predatório elevado.

Mesmo um cão que aceita o gato dentro de casa pode persegui-lo no quintal quando ele corre.

O AKC alerta que qualquer animal pequeno em movimento pode ativar a resposta de perseguição. American Kennel Club

O gato precisa possuir:

  • áreas elevadas;
  • rotas de fuga;
  • alimentação separada;
  • cômodos exclusivos;
  • caixa de areia protegida;
  • períodos sem contato.

Quando o tutor estiver ausente, a separação pode ser necessária.

Pequenos animais

Coelhos, hamsters, porquinhos-da-índia, aves e outros animais pequenos apresentam compatibilidade muito baixa.

O Borzoi foi desenvolvido para perseguir exatamente movimentos desse tipo.

Uma gaiola leve ou instalada ao alcance do cão não representa proteção adequada.

O comportamento pode ocorrer sem raiva ou agressividade.

É uma resposta predatória.

Apartamento e espaço

O Borzoi pode ser surpreendentemente tranquilo dentro de casa.

Entretanto, sua adaptação a apartamentos é limitada principalmente pelo tamanho, pela logística e pela necessidade de acesso regular a áreas seguras.

O Royal Kennel Club considera mais adequada uma casa grande, preferencialmente em região menos urbana e com jardim amplo. The Royal Kennel Club

Tamanho real

Um Borzoi adulto ocupa bastante espaço quando:

  • deita;
  • vira em corredores;
  • entra no elevador;
  • passa por móveis;
  • transporta a cauda;
  • viaja de carro;
  • precisa ser atendido por um veterinário.

Sua cama pode ocupar área semelhante à de um pequeno sofá.

Mesas baixas, objetos frágeis e corredores apertados exigem reorganização.

Escadas

Filhotes não devem subir e descer longas escadarias repetidamente.

O corpo cresce rapidamente, e articulações ainda imaturas precisam ser protegidas.

Adultos saudáveis podem utilizar escadas, mas pisos escorregadios representam risco para pernas longas e acelerações repentinas.

Tapetes e superfícies aderentes ajudam a prevenir quedas.

Elevadores e áreas comuns

Em apartamentos, o tutor precisa ensinar:

  • entrada e saída controladas;
  • espera diante da porta;
  • neutralidade com pessoas;
  • convivência com cães em espaços estreitos;
  • uso de focinheira quando necessário;
  • caminhada sem puxar.

Um encontro inesperado com um cão pequeno correndo no corredor pode criar uma situação perigosa.

Necessidade de área cercada

Caminhadas são importantes, mas não reproduzem completamente a corrida livre.

O Borzoi precisa ter oportunidades periódicas de correr em área:

  • ampla;
  • completamente cercada;
  • sem buracos;
  • sem pequenos animais;
  • distante de trânsito;
  • com portões seguros.

Parques abertos e campos sem barreiras não são apropriados.

Quintal

Um quintal ajuda, mas precisa possuir cercamento alto e resistente.

O cão pode saltar, acelerar ou aproveitar uma abertura quando percebe movimento do outro lado.

Portões devem permanecer trancados, e crianças não devem ser responsáveis por abri-los.

Dentro da família

O Borzoi não deve permanecer permanentemente do lado externo da casa.

A pelagem oferece proteção climática, mas não substitui:

  • convivência;
  • conforto;
  • segurança;
  • supervisão;
  • vínculo humano.

Ele foi criado em canis organizados e trabalhava com outros cães e pessoas.

Isolamento prolongado não corresponde a uma vida adequada.

Adaptação a apartamento: possível para determinados indivíduos e tutores muito organizados, mas uma casa ampla com acesso a área cercada costuma ser mais apropriada.

CUIDADOS

O trabalho cotidiano que precisa caber na sua vida.

A pelagem do Borzoi exige manutenção moderada.

O Royal Kennel Club recomenda escovação mais de uma vez por semana e confirma que a raça solta pelos. The Royal Kennel Club

Escovação

A rotina normalmente inclui duas ou três escovações semanais.

Durante as trocas de pelagem, pode ser necessário escovar diariamente.

As áreas mais propensas a nós incluem:

  • atrás das orelhas;
  • pescoço;
  • axilas;
  • peito;
  • franjas das pernas;
  • culotes;
  • cauda.

A escova precisa alcançar os fios sem arranhar a pele fina.

Pentes podem ser utilizados para verificar a presença de pequenos emaranhados.

Trocas de pelagem

Fêmeas podem perder grande volume de pelo depois do cio, da gestação ou de alterações hormonais.

A aparência da pelagem pode variar significativamente ao longo do ano.

Isso não significa necessariamente doença, mas perdas anormais, áreas sem pelo, coceira ou dificuldade de crescimento precisam de avaliação.

Banho

O banho deve ocorrer conforme a necessidade.

A pelagem precisa ser:

1. completamente molhada; 2. lavada com produto próprio para cães; 3. bem enxaguada; 4. seca até a raiz; 5. escovada com cuidado.

Umidade retida em áreas densas pode favorecer nós e irritação.

Tosa

O Borzoi não precisa de raspagem corporal.

A pelagem faz parte da proteção da pele e da identidade funcional da raça.

Aparos discretos podem ser realizados nas patas e em regiões higiênicas, conforme a rotina do cão.

Raspar o corpo não substitui medidas de proteção contra o calor.

Orelhas

As orelhas são pequenas e cobertas por pelo curto, mas ainda precisam de inspeção.

O tutor deve observar:

  • odor;
  • secreção;
  • vermelhidão;
  • coceira;
  • carrapatos;
  • sementes;
  • ferimentos.

Unhas

As unhas precisam permanecer curtas e funcionais.

Unhas longas prejudicam:

  • aderência;
  • corrida;
  • apoio;
  • movimentação;
  • estabilidade.

Como as patas são estreitas e os dedos longos, o cuidado regular é importante.

Patas

Depois de correr ou caminhar em áreas naturais, devem ser verificadas:

  • almofadas;
  • espaços entre os dedos;
  • unhas;
  • cortes;
  • espinhos;
  • queimaduras;
  • sementes;
  • carrapatos.

Dentes

A escovação dental frequente ajuda a prevenir placa, inflamação gengival e perda dentária.

As diretrizes da WSAVA destacam a importância da prevenção e do acompanhamento profissional da saúde oral. WSAVA

Cama e pele

A pele é fina e o corpo possui pouca cobertura de gordura sobre algumas regiões ósseas.

Uma cama macia ajuda a reduzir pressão em:

  • cotovelos;
  • quadris;
  • peito;
  • jarretes.

Calos, feridas ou áreas irritadas precisam ser observados.

Exercícios e atividades

O Borzoi apresenta uma combinação incomum entre tranquilidade doméstica e capacidade atlética.

Não necessita permanecer em movimento durante o dia inteiro.

Precisa, porém, de exercício diário e oportunidades seguras para utilizar a corrida.

O Royal Kennel Club utiliza como referência até uma hora diária de exercício, enquanto o AKC recomenda caminhadas ou corrida em área cercada. The Royal Kennel Club

A rotina pode incluir:

  • caminhadas;
  • corridas livres em espaço cercado;
  • lure coursing;
  • brincadeiras com outros lebréis;
  • faro;
  • trilhas com guia;
  • rally;
  • obediência recreativa;
  • exercícios de mobilidade.

Caminhadas

Caminhadas regulares ajudam a:

  • preservar musculatura;
  • controlar peso;
  • oferecer estímulos;
  • melhorar circulação;
  • desenvolver neutralidade;
  • permitir exploração.

A guia deve permanecer presa a equipamento seguro.

Colares e peitorais precisam ser ajustados ao pescoço estreito e à cabeça alongada, evitando escapes.

Alguns tutores utilizam coleiras próprias para lebréis, mais largas e ajustadas para reduzir o risco de o cão recuar e retirar a cabeça.

Corrida cercada

O Borzoi beneficia-se de momentos em que pode acelerar livremente.

A área deve ser inspecionada para detectar:

  • buracos;
  • arames;
  • objetos pontiagudos;
  • superfícies escorregadias;
  • pequenos animais;
  • portões abertos;
  • obstáculos perigosos.

A velocidade transforma pequenos defeitos no terreno em riscos graves.

Lure coursing

O lure coursing utiliza um objeto artificial movimentado por um sistema mecânico.

A modalidade estimula:

  • visão;
  • perseguição;
  • velocidade;
  • curvas;
  • capacidade de acompanhar mudanças de direção.

O Borzoi pode apresentar excelente desempenho, mas precisa estar saudável e condicionado.

A atividade deve respeitar:

  • idade;
  • coração;
  • musculatura;
  • articulações;
  • clima;
  • qualidade do terreno.

Filhotes

Filhotes Borzoi crescem rapidamente.

Não devem realizar:

  • corridas forçadas ao lado de bicicletas;
  • longos percursos;
  • saltos repetitivos;
  • mudanças bruscas em piso escorregadio;
  • exercício intenso em terreno duro;
  • coursing antes da maturidade adequada.

Brincadeiras livres controladas, caminhadas curtas, socialização e treinamento são mais apropriados durante o crescimento.

Calor

A pelagem longa e o tamanho corporal exigem cuidado em climas quentes.

O Borzoi pode correr com entusiasmo mesmo quando a temperatura já representa risco.

No Brasil, atividades devem ocorrer preferencialmente:

  • no início da manhã;
  • no final da tarde;
  • à noite;
  • em áreas sombreadas.

Água, pausas e observação da respiração são indispensáveis.

Fraqueza, desorientação, salivação intensa ou colapso exigem atendimento veterinário imediato.

Descanso

Depois de correr, o Borzoi costuma desejar repouso.

O tutor deve oferecer:

  • água;
  • ambiente fresco;
  • cama macia;
  • espaço sem perturbações;
  • tempo para recuperação.

Camas acolchoadas ajudam a proteger regiões ósseas de um corpo naturalmente magro.

Alimentação

O Borzoi deve receber uma alimentação completa e equilibrada, adequada à idade, à condição corporal, à atividade e à saúde.

Apesar do tamanho, alguns adultos consomem menos alimento do que pessoas esperam. Filhotes, porém, precisam de energia e nutrientes para sustentar um crescimento rápido. American Kennel Club

A quantidade diária deve considerar:

  • idade;
  • peso;
  • condição corporal;
  • atividade;
  • castração;
  • clima;
  • saúde;
  • petiscos;
  • densidade calórica do alimento.

As diretrizes da WSAVA recomendam avaliação individual baseada em histórico alimentar, peso, condição corporal e massa muscular. WSAVA

Filhotes

Filhotes precisam de alimento formulado para o crescimento de cães grandes.

O objetivo é desenvolver:

  • ossos fortes;
  • musculatura;
  • articulações;
  • sistema nervoso;
  • condição corporal adequada.

Excesso de calorias pode acelerar o ganho de peso e aumentar a carga mecânica sobre o corpo em formação.

Suplementos de cálcio, fósforo, vitaminas ou minerais não devem ser oferecidos sem orientação veterinária.

Adultos

Adultos normalmente podem receber duas refeições medidas por dia.

Dividir a porção permite controlar melhor o consumo e evita uma única refeição muito volumosa.

O AKC recomenda evitar exercício intenso imediatamente antes ou depois da alimentação devido à preocupação com dilatação gástrica. American Kennel Club

Essa medida não elimina o risco.

O tutor ainda precisa conhecer os sinais de emergência e discutir estratégias individuais com o veterinário.

Condição corporal

O Borzoi é naturalmente magro.

Isso não significa que deva apresentar perda muscular ou ossos excessivamente destacados.

O tutor deve avaliar:

  • costelas palpáveis;
  • cintura visível;
  • musculatura das coxas;
  • cobertura sobre a coluna;
  • energia;
  • manutenção do peso.

A pelagem pode esconder alterações corporais.

O exame com as mãos é tão importante quanto observar.

Petiscos

Petiscos podem ajudar no treinamento, mas precisam ser contabilizados.

O Borzoi pode não responder bem a alimentos de baixo valor quando o ambiente apresenta distrações.

É preferível utilizar recompensas pequenas e adequadas em vez de oferecer grandes quantidades.

Hidratação

Água fresca deve permanecer disponível.

Durante caminhadas, corridas ou coursing, o tutor precisa planejar pausas e recuperação.

O cão não deve iniciar exercício intenso desidratado nem permanecer sob calor excessivo.

Dietas caseiras

Dietas preparadas em casa precisam ser formuladas por médico-veterinário especializado em nutrição.

Misturas improvisadas podem apresentar desequilíbrios de:

  • cálcio;
  • fósforo;
  • proteínas;
  • aminoácidos;
  • vitaminas;
  • minerais;
  • ácidos graxos.

Erros nutricionais durante o crescimento de um cão gigante podem causar consequências permanentes.

SAÚDE

Predisposição não é destino, mas precisa entrar na escolha.

O Borzoi é geralmente considerado uma raça relativamente saudável, mas possui riscos importantes relacionados ao grande porte, ao peito profundo e à genética de determinadas linhagens.

O Borzoi Club of America recomenda que reprodutores sejam avaliados para:

  • olhos;
  • coração;
  • tireoide;
  • mielopatia degenerativa.

Esses exames formam o conjunto utilizado para obtenção do número CHIC nos Estados Unidos. O clube também destaca que ainda não existem testes capazes de prever individualmente todos os casos de dilatação gástrica e osteossarcoma. American Kennel Club

Dilatação e torção gástrica

A dilatação e torção gástrica, conhecida como GDV, é uma emergência.

O estômago se distende e pode girar, comprometendo circulação, órgãos e respiração.

Cães grandes e de peito profundo apresentam risco aumentado. Merck Veterinary Manual

Os sinais podem incluir:

  • tentativas de vomitar sem produzir conteúdo;
  • salivação;
  • inquietação;
  • abdômen aumentado;
  • dor;
  • fraqueza;
  • respiração alterada;
  • colapso.

O atendimento deve ser imediato.

Não se deve esperar para observar se o cão melhorará sozinho.

O tutor também pode conversar com o veterinário sobre gastropexia preventiva. O procedimento fixa o estômago e reduz substancialmente o risco de torção, embora não impeça todos os episódios de distensão. Veterinária Cornell

Osteossarcoma

O osteossarcoma é um tumor ósseo agressivo.

O Borzoi Club of America considera a doença uma preocupação relevante e participa de iniciativas de pesquisa voltadas ao câncer ósseo. American Kennel Club

Os sinais podem incluir:

  • claudicação persistente;
  • dor;
  • inchaço em um membro;
  • dificuldade para apoiar;
  • fratura após trauma pequeno;
  • redução repentina da atividade.

Cães grandes e gigantes apresentam maior predisposição geral ao osteossarcoma, que frequentemente atinge ossos longos e possui capacidade de disseminação precoce. Veterinária Cornell

Uma claudicação que não melhora precisa ser investigada.

Não deve ser atribuída automaticamente à idade ou a uma simples distensão muscular.

Coração e morte súbita

O clube da raça acompanha doenças cardíacas e episódios de morte súbita.

Avaliação cardíaca por especialista integra os exames recomendados, e o BCOA mantém programas de monitoramento Holter para registrar a atividade elétrica do coração durante 24 horas. Borzoiclubofamerica

O Holter pode ajudar a identificar arritmias que não aparecem durante um exame curto.

Possíveis sinais cardíacos incluem:

  • desmaios;
  • fraqueza;
  • intolerância ao exercício;
  • tosse;
  • respiração acelerada;
  • recuperação anormalmente lenta;
  • colapso.

A ausência de sintomas não elimina a utilidade do rastreamento em reprodutores.

Tireoide

A avaliação da tireoide faz parte do protocolo recomendado pelo clube.

O hipotireoidismo pode estar associado a:

  • letargia;
  • ganho de peso;
  • intolerância ao frio;
  • alterações de pele;
  • queda anormal de pelo;
  • infecções recorrentes;
  • crescimento lento da pelagem.

O diagnóstico exige interpretação clínica e exames laboratoriais; um único valor isolado nem sempre é suficiente. Merck Veterinary Manual

Olhos

Exame realizado por oftalmologista veterinário é recomendado para reprodutores.

O AKC também menciona a atrofia progressiva da retina entre as condições acompanhadas na raça. American Kennel Club

Sinais que precisam de avaliação incluem:

  • dificuldade no escuro;
  • colisões com objetos;
  • opacidade;
  • vermelhidão;
  • secreção;
  • alteração das pupilas;
  • redução da visão.

Mielopatia degenerativa

O teste genético para a variante SOD1A relacionada à mielopatia degenerativa integra o conjunto recomendado pelo clube norte-americano. American Kennel Club

A doença pode causar perda progressiva de coordenação e força nos membros posteriores.

Um resultado genético de risco não representa certeza absoluta de desenvolvimento, mas ajuda no planejamento dos acasalamentos.

Problemas ortopédicos

O AKC menciona avaliações e acompanhamento para condições como:

  • displasia de quadril;
  • displasia de cotovelo;
  • osteocondrite dissecante;
  • alterações articulares.

American Kennel Club

O futuro tutor deve observar:

  • claudicação;
  • dificuldade para levantar;
  • recusa de exercício;
  • mudança na passada;
  • dor depois de correr;
  • perda de musculatura;
  • relutância para subir escadas.

Crescimento rápido

Filhotes Borzoi crescem rapidamente e podem parecer desajeitados durante determinadas fases.

Alimentação excessiva e exercício inadequado aumentam a carga sobre ossos e articulações.

O objetivo deve ser crescimento constante e condição corporal magra, não alcançar o maior tamanho possível no menor tempo.

Sensibilidade a medicamentos e anestesia

Lebréis possuem características fisiológicas e corporais diferentes de muitas outras raças, incluindo baixa proporção de gordura corporal.

Antes de qualquer anestesia, o tutor deve informar ao veterinário que o paciente é um Borzoi e fornecer histórico completo de medicamentos e reações anteriores.

A decisão sobre fármacos, doses e monitoramento pertence à equipe veterinária.

Exames recomendados antes da reprodução

O protocolo norte-americano inclui:

1. exame oftalmológico; 2. avaliação cardíaca; 3. avaliação da tireoide; 4. teste genético para mielopatia degenerativa.

Criadores cuidadosos também devem acompanhar:

  • longevidade;
  • incidência de câncer;
  • histórico de GDV;
  • morte súbita;
  • saúde ortopédica;
  • temperamento;
  • diversidade genética;
  • causas de morte dos parentes.

Antes de adquirir um filhote

O futuro tutor deve solicitar:

  • pedigree verificável;
  • exames dos pais;
  • resultados cardíacos;
  • avaliação da tireoide;
  • exames oftalmológicos;
  • resultado de mielopatia degenerativa;
  • histórico de osteossarcoma;
  • histórico de dilatação gástrica;
  • informações sobre longevidade;
  • contrato;
  • acompanhamento do criador.

Um número CHIC indica que os exames definidos foram realizados e publicados.

Não garante que todos os resultados sejam normais nem que o cão jamais desenvolverá uma doença.

TREINAMENTO

Inteligência sem rotina também produz problemas.

O Borzoi é inteligente, mas seu estilo de aprendizagem difere daquele observado em cães selecionados para obediência contínua.

Ele compreende rapidamente.

A questão é se considera a repetição suficientemente relevante.

Reforço positivo

As sessões devem utilizar:

  • alimento;
  • acesso ao ambiente;
  • movimentos controlados;
  • brinquedos;
  • elogios;
  • oportunidades para correr;
  • atividades de faro.

O treinamento funciona melhor quando é:

  • breve;
  • variado;
  • claro;
  • consistente;
  • encerrado antes de gerar desinteresse.

Repetição

Pedir o mesmo comportamento dezenas de vezes pode fazer o Borzoi perder participação.

Ele não precisa necessariamente de mais pressão.

Pode precisar de uma sessão melhor planejada.

O treinador deve evitar confundir independência com incapacidade.

A raça consegue aprender obediência, rally, faro e diferentes exercícios, mas costuma responder mal ao treinamento mecânico. O próprio clube norte-americano registra participação de Borzois em obediência e atividades olfativas. Borzoiclubofamerica

Chamada

A chamada precisa ser ensinada desde filhote.

O treinamento começa em:

1. ambientes fechados; 2. distância curta; 3. áreas cercadas; 4. guia longa; 5. distrações progressivas; 6. recompensas muito valiosas.

Mesmo um Borzoi com excelente treinamento não deve ser solto perto de trânsito, áreas abertas ou pequenos animais.

O instinto visual pode vencer a resposta aprendida.

Manejo físico continua indispensável. American Kennel Club

Caminhada com guia

O Borzoi precisa aprender a caminhar sem puxar antes de alcançar o tamanho adulto.

Habilidades importantes incluem:

  • acompanhar mudanças de direção;
  • responder ao nome;
  • esperar diante de portas;
  • retornar quando a guia tensiona;
  • ignorar pequenos animais à distância;
  • permanecer calmo diante de cães.

Socialização

O filhote deve conhecer gradualmente:

  • adultos;
  • crianças;
  • cães equilibrados;
  • ambientes urbanos;
  • veículos;
  • clínicas veterinárias;
  • superfícies;
  • elevadores;
  • ruídos;
  • pessoas com roupas diferentes;
  • manipulação corporal.

A socialização precisa respeitar sua sensibilidade.

Forçar o filhote a aceitar contato físico pode aumentar insegurança.

O objetivo é desenvolver confiança e neutralidade.

Focinheira

O treinamento positivo com focinheira tipo cesta é útil para qualquer cão grande e pode ser especialmente importante quando existe forte impulso predatório.

A focinheira pode auxiliar em:

  • transporte;
  • atendimento veterinário;
  • exigências locais;
  • emergências;
  • introduções cuidadosamente manejadas.

Ela não substitui guia, cercamento ou supervisão.

Roubo de alimentos

A altura do Borzoi permite alcançar mesas e bancadas com facilidade.

O cão pode descobrir rapidamente que alimentos deixados próximos à borda estão disponíveis.

Manejo ambiental, superfícies livres e treinamento de permanência reduzem o problema.

Métodos agressivos

Punições físicas podem deteriorar rapidamente a confiança.

O Borzoi pode:

  • afastar-se;
  • parar de responder;
  • demonstrar medo;
  • resistir à aproximação;
  • reagir defensivamente.

Firmeza significa manter regras claras e impedir comportamentos perigosos.

Não significa intimidar.

GALERIA

Conheça diferentes expressões da raça.

Pontos positivos

  • aprecia cães grandes e tranquilos;
  • possui casa espaçosa;
  • dispõe de área realmente cercada;
  • aceita manter o cão na guia;
  • gosta de caminhadas;
  • deseja praticar lure coursing;
  • prefere um cão pouco barulhento;
  • compreende comportamento independente;
  • utiliza treinamento positivo;
  • possui crianças maiores e respeitosas;
  • consegue manter pequenos animais separados;
  • aceita escovar frequentemente;
  • possui veículo adequado;
  • está disposto a pesquisar criadores responsáveis.

Pontos de atenção

  • deseja soltar o cão em áreas abertas;
  • possui gatos, coelhos ou aves sem possibilidade de manejo;
  • procura obediência automática;
  • prefere um cão muito expansivo;
  • mora em espaço extremamente pequeno;
  • não possui acesso a área cercada;
  • não consegue transportar um cão grande;
  • deseja um parceiro para brincadeiras físicas bruscas;
  • não pretende escovar a pelagem;
  • utiliza punição física;
  • não consegue manter portões seguros;
  • procura uma raça barata de manter;
  • deseja um cão de guarda territorial;
  • espera que tranquilidade signifique ausência de exercícios.