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PERFIL COMPLETO DA RAÇA

Braque Saint-Germain

O caçador real que herdou a velocidade inglesa e a sensibilidade francesa

Origem: França

Ele parece ter sido criado para permanecer visível. O corpo é branco, marcado por grandes áreas alaranjadas. A trufa é rosa-escura, os olhos possuem tonalidade dourada e nenhuma parte de sua pigmentação deve apresentar preto.

Cão adulto da raça Braque Saint-Germain em pé em um campo, com corpo atlético, pelagem branca com manchas laranja, orelhas pendentes, trufa rosa e expressão atenta.
EnergiaMuito alta
PorteMédio
PelagemCurta
Expectativa de vidaGeralmente entre 12 e 15 anos
SOBRE A RAÇA

Uma história selecionada para uma função.

Ele parece ter sido criado para permanecer visível.

O corpo é branco, marcado por grandes áreas alaranjadas. A trufa é rosa-escura, os olhos possuem tonalidade dourada e nenhuma parte de sua pigmentação deve apresentar preto. No campo, essa combinação clara destaca-se contra a vegetação e permite acompanhar o cão mesmo quando ele se afasta durante a procura.

Mas a aparência elegante revela apenas metade de sua história.

O Braque Saint-Germain nasceu de uma tentativa deliberada de reunir dois mundos. De um lado, a velocidade, o alcance e a elegância do Pointer Inglês. Do outro, a robustez, a cooperação e a capacidade de recuperação dos antigos bracos franceses.

O resultado foi um cão de aponte atlético, resistente e intensamente ligado às pessoas.

Sua função principal é encontrar aves escondidas. Ele percorre o terreno em galope regular, mantendo a cabeça elevada para interpretar os odores transportados pelo vento. Quando localiza a caça, reduz o movimento e assume uma posição imóvel, informando ao caçador onde existe algo que os olhos humanos ainda não conseguem ver.

Depois do disparo, pode procurar e recuperar a ave com boca cuidadosa.

A Federação Cinológica Internacional descreve um cão sociável, equilibrado, afetuoso e relativamente fácil de treinar, mas incapaz de responder bem a uma condução brusca. Também destaca sua paixão pela caça de faisões, perdizes e galinholas e sua forte proximidade com a família. FCI

Essa sensibilidade é essencial para compreender a raça.

O Braque Saint-Germain não precisa de um tutor que tente vencê-lo.

Precisa de alguém que saiba conduzi-lo.

Quando recebe exercícios, treinamento, faro e participação familiar, pode ser gentil e tranquilo dentro de casa. Quando é mantido sem atividade ou permanece isolado durante longas jornadas, a mesma inteligência que o torna excelente no campo pode produzir inquietação, destruição, fuga e ansiedade.

Ele nasceu nos canis reais franceses.

Mas não deseja viver como peça de museu.

Continua sendo um caçador — apenas esperando que alguém lhe ofereça uma missão digna de sua herança.

História e origem

O Braque Saint-Germain é uma das raras raças caninas cuja formação inicial pode ser associada a um período, um local e um cruzamento relativamente bem documentados.

A raça foi criada por volta de 1830 nos canis reais de Compiègne, durante o reinado de Carlos X da França. Sua origem está na combinação entre Pointers Ingleses e cães continentais franceses de aponte. Posteriormente, o programa foi transferido para Saint-Germain-en-Laye, local que forneceria o nome definitivo da raça.

A história preservada pelo clube francês identifica uma ninhada produzida pelo cruzamento entre Miss, uma fêmea Pointer Inglesa, e Zamor, um Braco Francês branco e castanho, como parte central da fundação do novo tipo. Os descendentes reuniam características que interessavam aos caçadores franceses: elegância, velocidade e procura mais ampla vindas do Pointer, combinadas com maior robustez, proximidade do condutor e aptidão para recuperação herdadas dos bracos continentais. Central Canine

Inicialmente, esses cães também foram associados ao nome Braque de Compiègne.

Quando os animais e o trabalho de seleção foram levados para os canis de Saint-Germain-en-Laye, a nova denominação começou a consolidar-se. O nome não descrevia apenas uma região geográfica; registrava a ligação da raça com os estabelecimentos reais e florestais onde seu tipo foi desenvolvido.

O objetivo não era simplesmente criar um Pointer Inglês de cor diferente.

Os criadores procuravam um cão que pudesse trabalhar segundo as condições e tradições francesas.

Ele precisava:

  • procurar aves em campos e bosques;
  • manter contato útil com o caçador;
  • apontar com firmeza;
  • suportar jornadas prolongadas;
  • aceitar treinamento;
  • recuperar a presa sem danificá-la;
  • conviver de maneira equilibrada fora do campo.

A combinação produziu um cão de ossatura mais substancial que a do Pointer Inglês típico, mas menos pesado que muitos bracos franceses antigos.

Sua movimentação permaneceu baseada no galope. O alcance da busca deveria ser médio, permitindo cobrir bem o terreno sem transformar o trabalho em uma perseguição distante e difícil de acompanhar. A cabeça elevada ajudava a captar odores transportados pelo ar, enquanto o corpo musculoso oferecia resistência para manter a atividade. FCI

A caça de aves tornou-se sua principal especialidade.

O padrão atual cita expressamente:

  • faisão;
  • perdiz;
  • galinhola.

Também permite o trabalho com animais de pelo, embora a utilização principal continue sendo a caça de pena. FCI

O Braque Saint-Germain ganhou grande popularidade durante o século XIX.

Na primeira exposição canina francesa, realizada em Paris em 1863, foi a raça de aponte apresentada em maior número. Sua aparência clara e elegante chamava atenção nas exposições, enquanto o desempenho no campo sustentava sua reputação entre caçadores.

Esse período coincidiu com o surgimento da cinofilia organizada.

Antes dos livros genealógicos, muitos cães eram identificados principalmente por região, proprietário ou função. A criação de exposições, padrões e registros começou a transformar populações de trabalho em raças formalmente reconhecidas.

O Saint-Germain participou desse processo desde os primeiros eventos franceses.

A valorização em exposições, entretanto, criou uma tensão que acompanha muitas raças de caça.

O cão precisava conservar beleza e uniformidade sem perder:

  • olfato;
  • resistência;
  • estabilidade;
  • capacidade de aponte;
  • recuperação;
  • vontade de trabalhar.

A exigência de prova de trabalho mantida pela FCI demonstra que a identidade da raça continua ligada ao campo, não apenas à conformação apresentada em uma pista. FCI

O clube francês foi fundado em março de 1913.

Sua criação ocorreu quando a raça já havia alcançado notoriedade, mas começava a enfrentar maior concorrência de outros cães de aponte franceses, britânicos e alemães.

As guerras mundiais, as mudanças na organização rural e a transformação das práticas de caça reduziram muitas populações caninas europeias.

O Braque Saint-Germain sobreviveu, mas nunca recuperou completamente a difusão alcançada no século XIX. Atualmente, o clube oficial francês ainda o descreve como uma raça rara, com pequeno número anual de nascimentos. Central Canine

A raridade produz dois efeitos.

Por um lado, ajuda a impedir uma popularização descontrolada.

Por outro, aumenta os riscos de:

  • perda de diversidade genética;
  • utilização repetitiva de poucos reprodutores;
  • desaparecimento de linhagens;
  • dificuldade para encontrar parceiros não aparentados;
  • pouca disponibilidade de dados de saúde.

Cada acasalamento possui importância maior dentro de uma população pequena.

Por isso, criadores responsáveis precisam considerar não apenas campeonatos e aparência, mas parentesco, longevidade, temperamento, saúde ortopédica e capacidade de trabalho.

A FCI reconheceu definitivamente a raça em 16 de dezembro de 1954. O padrão internacional atual, publicado em 2023, mantém a França como país de origem e o Braque Saint-Germain no Grupo 7, entre os cães continentais de aponte submetidos a prova de trabalho. FCI

O United Kennel Club também reconhece a raça no grupo dos cães de caça e preserva uma descrição fortemente alinhada ao padrão francês: porte médio, pelagem branca e fulva, musculatura robusta, sociabilidade e facilidade relativa de treinamento. United Kennel Club

Nos Estados Unidos, o American Kennel Club mantém o Braque Saint-Germain dentro do Foundation Stock Service, sistema destinado ao registro e ao acompanhamento de populações ainda não plenamente reconhecidas nos grupos competitivos regulares da entidade. American Kennel Club

No Brasil, a raça é extremamente incomum.

A aquisição de um exemplar legítimo provavelmente envolverá importação ou contato com criadores estrangeiros. O futuro tutor precisa verificar:

  • pedigree reconhecido;
  • microchip;
  • identificação dos pais;
  • origem da ninhada;
  • exames de saúde;
  • parentesco;
  • documentação sanitária;
  • temperamento;
  • aptidão funcional.

Um cão branco e laranja semelhante a um Pointer não se torna Braque Saint-Germain apenas pela aparência.

A ausência de pigmentação preta, os olhos dourados, a trufa rosa-escura, as proporções e a genealogia documentada fazem parte de um conjunto muito específico.

Peso típicoAproximadamente 18 a 26 kg
AlturaMachos: 56 a 62 cm; fêmeas: 54 a 59 cm, com tolerância de 2 cm para exemplares excepcionais
Função históricaGrupo 7 — Cães de aponte; Seção 1.2 — Cães de aponte continentais
Confiança dos dadosAlta
Ficha rápida completa
Nome oficialBraque Saint-Germain
ApelidosBraco Saint-Germain, Braco de Saint-Germain, Saint-Germain Pointer, Braque de Compiègne
País de origemFrança
Grupo FCIGrupo 7 — Cães de aponte; Seção 1.2 — Cães de aponte continentais
Função originalLocalizar, apontar e recuperar principalmente aves de caça
Função atualCaça, provas de campo, companhia ativa, faro, rastreamento, recuperação, obediência e esportes caninos
PorteMédio
AlturaMachos: 56 a 62 cm; fêmeas: 54 a 59 cm, com tolerância de 2 cm para exemplares excepcionais
PesoAproximadamente 18 a 26 kg
Expectativa de vidaGeralmente entre 12 e 15 anos
PelagemCurta, fechada e não excessivamente fina
Cor no padrão FCIBranco opaco com marcações laranja ou fulvas; salpicado discreto é tolerado, mas não desejado
Nível de energiaAlto
Queda de pelosModerada
Adaptação a apartamentoBaixa a moderada, dependendo da rotina
Experiência do tutorTutor intermediário; iniciante ativo pode precisar de acompanhamento profissional

Aparência e características físicas

O Braque Saint-Germain possui proporções médias, musculatura evidente e ossatura relativamente forte.

Seu corpo deve oferecer resistência para o trabalho sem perder elegância ou mobilidade. A FCI procura um cão capaz de manter um galope regular e flexível, com alcance médio e boa capacidade para cobrir terreno.

A influência do Pointer Inglês aparece em:

  • linhas atléticas;
  • pernas relativamente longas;
  • movimento em galope;
  • procura com cabeça elevada;
  • pelagem branca e laranja;
  • expressão alerta.

A herança continental aparece na maior substância, na proximidade com o condutor e na disposição natural para recuperar a caça.

O equilíbrio entre esses elementos é mais importante que qualquer característica isolada.

Um cão pesado demais perderia resistência e flexibilidade.

Um exemplar excessivamente fino perderia a robustez que diferencia o Saint-Germain de um Pointer Inglês típico.

A cabeça apresenta linhas superiores do crânio e do focinho paralelas ou muito discretamente divergentes. O stop é moderado e não deve formar uma quebra excessivamente profunda.

O crânio é suavemente arredondado, com parte posterior de formato ogival e protuberância occipital perceptível. Os arcos zigomáticos não devem ser muito pronunciados. FCI

O focinho possui aproximadamente o mesmo comprimento que o crânio.

A ponte nasal pode ser reta ou discretamente convexa. O conjunto precisa oferecer espaço suficiente para passagem de ar, estruturas olfativas e maxilares capazes de transportar aves com segurança.

A trufa é uma das características mais particulares da raça.

Ela deve ser:

  • larga;
  • acompanhada por narinas abertas;
  • rosa-escura;
  • completamente livre de pigmentação preta.

A ausência de preto não representa falta de pigmento acidental.

É parte essencial da identidade genética e visual da raça. FCI

Os lábios cobrem completamente a mandíbula inferior, mas permanecem relativamente finos.

Não devem possuir manchas negras.

O palato também precisa estar livre de pigmentação preta. FCI

Essa exigência estende-se a diversas regiões.

O padrão desqualifica a presença de preto:

  • na trufa;
  • nos lábios;
  • no palato;
  • nas unhas;
  • na pelagem.

O Braque Saint-Germain pode apresentar diferentes intensidades de laranja, mas não deve possuir qualquer pigmentação negra. FCI

Os maxilares são fortes e de comprimento equivalente.

Os dentes devem ser grandes, alinhados e fechar em mordedura em tesoura. A ausência de mais de um dente, além dos primeiros pré-molares, pode levar à desqualificação dentro do padrão de exposição. FCI

Os olhos são relativamente grandes, bem abertos e acomodados nas órbitas.

Sua cor ideal é amarelo-dourada.

A expressão precisa parecer:

  • franca;
  • suave;
  • atenta;
  • confiável;
  • gentil.

Olhos castanhos ou pretos não são aceitos pelo padrão. Olhos muito claros, pequenos ou de expressão excessivamente inquieta também são penalizados. FCI

A combinação entre olhos dourados, trufa rosa e pelagem branca cria uma aparência luminosa.

Essa pigmentação clara não deve ser confundida com albinismo. O cão possui pigmentação funcional, apenas dentro das tonalidades características da raça.

As orelhas ficam implantadas aproximadamente na linha dos olhos.

Não são excessivamente longas e apresentam uma dobra longitudinal no pavilhão. As extremidades são arredondadas, e as orelhas ficam discretamente afastadas da cabeça em vez de completamente coladas às faces. FCI

A cor das orelhas deve ser fulva.

Uma quantidade muito pequena de branco pode ser tolerada, mas não é procurada.

O pescoço é musculoso, relativamente longo e discretamente arqueado.

Uma barbela muito pequena é tolerada, mas grandes quantidades de pele não pertencem ao tipo desejado.

O pescoço precisa permitir:

  • porte elevado da cabeça;
  • liberdade durante o galope;
  • inspeção do terreno;
  • transporte da presa;
  • movimentação equilibrada.

O corpo possui dorso horizontal.

O lombo é relativamente curto, largo e firme. A garupa apresenta inclinação discreta, suficiente para contribuir para a propulsão sem produzir uma traseira caída. FCI

O peito é longo, profundo e largo.

A ponta do esterno projeta-se discretamente, e as costelas são compridas e bem arqueadas.

A linha inferior sobe suavemente, sem transição brusca. Como o tórax se prolonga bastante para trás, o flanco permanece curto.

Essa construção oferece espaço para coração e pulmões e ajuda a sustentar atividade prolongada.

O Saint-Germain não foi criado para uma corrida curta e explosiva.

Precisa conservar um galope eficiente durante a procura.

Os membros anteriores apresentam ossatura forte e musculatura visível sob a pele.

Os ombros são longos, inclinados e musculosos, apropriados para um cão galopador. Os antebraços são verticais e fortes, enquanto os metacarpos permanecem curtos e apenas discretamente inclinados.

A parte traseira possui coxas longas e musculosas.

Os jarretes são largos, alinhados com o corpo e acompanhados por metatarsos curtos, secos e verticais.

Essa estrutura deve produzir impulso sem instabilidade.

As patas são relativamente longas, com dedos fechados e almofadas firmes.

As unhas devem ser muito claras ou brancas. Unhas pretas constituem pigmentação incompatível com o padrão.

A cauda possui implantação relativamente baixa.

É grossa na base, afina progressivamente e não deve ultrapassar o jarrete. Durante a atividade, fica aproximadamente horizontal.

O padrão descreve a cauda natural.

Ela participa da comunicação, do equilíbrio durante o galope e das mudanças de direção.

O movimento normal da raça é o galope.

Ele deve ser:

  • flexível;
  • equilibrado;
  • regular;
  • sustentável;
  • de alcance médio.

Em qualquer andamento, a cabeça permanece ligeiramente acima da linha superior e nunca abaixo dela. Essa posição ajuda o cão a trabalhar com odores transportados pelo ar.

A pelagem é curta e não excessivamente fina.

Não exige tosa nem modelagem.

O pelo deve proteger a pele sem esconder musculatura e condição corporal.

A cor é branca opaca com marcações laranja ou fulvas.

Pequeno salpicado pode aparecer, mas não é desejado. O padrão procura áreas relativamente limpas e definidas, especialmente nas orelhas, que devem permanecer predominantemente fulvas.

A escolha de um filhote não deve ser baseada apenas na distribuição das manchas.

A prioridade precisa permanecer em:

  • saúde;
  • temperamento;
  • estrutura;
  • capacidade de trabalho;
  • diversidade genética;
  • qualidade dos pais.

Tutor indicado

  • mantém uma rotina ativa;
  • gosta de caminhadas e trilhas;
  • deseja praticar faro;
  • procura um cão afetuoso;
  • possui boa disponibilidade;
  • aprecia treinamento cooperativo;
  • utiliza reforço positivo;
  • pode oferecer área cercada;
  • aceita treinar chamada;
  • convive com crianças respeitosas;
  • possui outros cães equilibrados;
  • aceita queda moderada de pelos;
  • pesquisa criadores responsáveis;
  • está disposto a realizar exames preventivos.

Tutor não indicado

  • procura um cão sedentário;
  • passa longas jornadas fora;
  • não pretende treinar;
  • possui aves domésticas soltas;
  • deseja um cão de guarda física;
  • mantém rotina urbana sem exercícios;
  • utiliza punição severa;
  • não possui áreas seguras para atividade;
  • pretende deixá-lo permanentemente no quintal;
  • não aceita instinto de caça;
  • não quer cuidar das orelhas;
  • busca manutenção veterinária mínima;
  • escolhe a raça apenas pela aparência;
  • deseja um cão emocionalmente independente;
  • não tolera pelos pela casa.

Em resumo

O Braque Saint-Germain é um cão francês de aponte criado por volta de 1830 nos canis reais de Compiègne e posteriormente desenvolvido em Saint-Germain-en-Laye.

Sua formação reuniu Pointers Ingleses e bracos continentais franceses. O clube da raça associa sua origem especialmente aos descendentes de Miss e Zamor, combinação que ajudou a unir velocidade, elegância, robustez, cooperação e capacidade de recuperação.

A raça tornou-se muito popular durante o século XIX.

Foi o cão de aponte mais numeroso na primeira exposição canina francesa, realizada em 1863. O clube oficial foi fundado em março de 1913.

Atualmente, permanece rara.

Sua população reduzida torna importantes a preservação da diversidade genética, o controle do parentesco e a utilização de reprodutores saudáveis e funcionalmente equilibrados. Central Canine

Fisicamente, é médio a grande, musculoso e de ossatura relativamente forte.

A trufa é rosa-escura, os olhos são amarelo-dourados e a pelagem é branca opaca com marcações laranja ou fulvas.

Nenhuma pigmentação preta é aceita. FCI

O galope precisa ser flexível, equilibrado e sustentável.

A cabeça permanece acima da linha do dorso, permitindo que o cão utilize odores transportados pelo vento. Sua procura possui alcance médio e mantém conexão útil com o condutor.

O temperamento ideal é sociável, equilibrado, afetuoso e sensível.

O Saint-Germain aprende com relativa facilidade, mas não responde bem a métodos bruscos. Forma vínculos intensos e prefere viver integrado à família. FCI

Pode conviver muito bem com crianças e outros cães.

Gatos exigem socialização, enquanto aves e pequenos animais precisam de manejo rigoroso devido ao instinto de caça.

A pelagem é simples de manter.

Orelhas, olhos, patas e pele clara precisam de observação regular, especialmente depois de atividades externas.

Na saúde, a displasia coxofemoral é a principal condição acompanhada oficialmente pelo clube francês. A raridade da população também torna prudentes exames adicionais, histórico familiar detalhado e análise cuidadosa de parentesco. Central Canine

O Braque Saint-Germain nasceu de uma tentativa de unir dois cães diferentes.

Não se tornou uma cópia perfeita de nenhum deles.

Herdou do Pointer a velocidade e o alcance.

Dos antigos bracos franceses, recebeu substância, cooperação e proximidade humana.

Talvez seja justamente essa mistura que explique sua característica mais marcante.

Ele consegue percorrer um campo inteiro procurando algo invisível.

Mas nunca deixa de verificar onde está a pessoa que escolheu seguir.

Avaliação editorial de compatibilidade
Apego ao tutor5/5
Adaptação a apartamento2/5
Nível de energia5/5
Necessidade de exercícios5/5
Inteligência4/5
Facilidade de treinamento4/5
Tolerância à solidão2/5
Convivência com crianças pequenas4/5
Convivência com crianças maiores5/5
Convivência com outros cães4/5
Convivência com gatos2/5
Convivência com pequenos animais1/5
Sociabilidade com desconhecidos4/5
Instinto de alerta3/5
Tendência a latir2/5
Queda de pelos3/5
Exigência de cuidados com a pelagem1/5
Tolerância ao calor3/5
Adequação para tutores iniciantes3/5
Custo geral de manutenção3/5
Fontes e links de verificação
PERSONALIDADE

Como essa raça tende a viver com pessoas.

O Braque Saint-Germain foi desenvolvido como caçador cooperativo.

Sua personalidade ideal reúne intensidade no campo e estabilidade na convivência.

A FCI o descreve como muito sociável, equilibrado e afetuoso. Também afirma que ele não tolera tratamento brusco durante o treinamento, embora seja, de maneira geral, relativamente fácil de educar. FCI

Essa sensibilidade não representa fragilidade.

O cão precisa enfrentar:

  • vegetação;
  • terrenos variados;
  • sons de disparos;
  • longas jornadas;
  • água;
  • clima;
  • frustração durante a procura.

Ele pode ser fisicamente resistente e emocionalmente sensível ao mesmo tempo.

A característica significa que aprende melhor quando confia no condutor.

O vínculo com a família costuma ser intenso.

O padrão registra que o Saint-Germain é muito próximo das pessoas e aprecia viver dentro do ambiente familiar. FCI

Na rotina doméstica, isso pode aparecer como:

  • acompanhamento entre os cômodos;
  • escolha por descansar perto das pessoas;
  • procura por contato físico;
  • observação constante;
  • interesse em participar das atividades;
  • dificuldade com isolamento prolongado.

O cão não precisa permanecer recebendo atenção durante todo o dia.

Mas precisa sentir que faz parte da vida da casa.

A energia é alta.

Mesmo quando demonstra calma dentro de casa, conserva resistência para trabalhar durante horas. A tranquilidade doméstica geralmente aparece depois que as necessidades físicas e mentais foram atendidas.

Sem atividade adequada, o Saint-Germain pode desenvolver:

  • destruição;
  • escavação;
  • roubo de objetos;
  • vocalização;
  • tentativas de fuga;
  • ansiedade;
  • agitação;
  • perseguição de animais.

Seu olfato e seu instinto de caça são intensos.

Durante passeios, pode reagir a:

  • pássaros;
  • coelhos;
  • gatos correndo;
  • rastros;
  • cheiros trazidos pelo vento;
  • animais escondidos na vegetação.

O comportamento pode incluir elevação da cabeça, mudança de direção, aceleração, imobilidade de aponte ou tentativa de perseguição.

Treinamento ajuda a controlar essas respostas.

Não elimina sua origem.

A raça possui inteligência prática.

Aprende rapidamente:

  • rotinas;
  • gestos;
  • sinais à distância;
  • caminhos;
  • localização de objetos;
  • horários;
  • comportamentos que produzem recompensas.

Também percebe inconsistências humanas.

Uma regra aplicada apenas ocasionalmente dificilmente será compreendida como regra.

O desejo de cooperar facilita o treinamento de:

  • chamada;
  • caminhada com guia;
  • recuperação;
  • faro;
  • obediência;
  • rally;
  • exercícios à distância;
  • provas de campo.

O cão pode, porém, perder concentração diante de uma ave ou de um odor muito interessante.

O treinamento precisa começar em ambientes simples e aumentar gradualmente a dificuldade.

A recuperação da presa faz parte de sua função.

A FCI destaca que o Saint-Germain recupera com boca suave, carregando a ave sem aplicar pressão excessiva. FCI

Na vida doméstica, esse comportamento pode aparecer quando o cão recolhe:

  • brinquedos;
  • bolas;
  • panos;
  • roupas;
  • sapatos;
  • objetos encontrados durante passeios.

Ensinar trazer, entregar, soltar e trocar transforma uma predisposição natural em atividade cooperativa.

Perseguir o cão quando ele pega um objeto pode transformar o roubo em brincadeira.

A sociabilidade com desconhecidos tende a ser boa.

Um exemplar equilibrado pode receber pessoas de maneira amistosa ou demonstrar pequena reserva inicial. Agressividade injustificada e timidez excessiva são desqualificantes no padrão.

O Saint-Germain não foi desenvolvido para proteção territorial intensa.

Pode latir diante de uma chegada e sua presença atlética pode intimidar, mas não deve ser escolhido como cão de guarda física.

Estimular suspeita ou agressividade pode prejudicar sua estabilidade.

A tendência a latir costuma ser baixa ou moderada.

Vocalização excessiva geralmente está ligada a:

  • isolamento;
  • tédio;
  • frustração;
  • estímulos externos;
  • falta de exercício;
  • ansiedade;
  • comportamento recompensado involuntariamente.

A tolerância à solidão tende a ser baixa.

O cão pode aprender a permanecer sozinho durante períodos razoáveis, desde que o treinamento seja gradual.

Longas jornadas diárias sem companhia ou atividade não combinam bem com sua forte proximidade humana.

Um Saint-Germain equilibrado também precisa aprender a descansar.

Depois das atividades, deve conseguir:

  • beber água;
  • reduzir a respiração;
  • deitar;
  • dormir;
  • permanecer sem exigir interação;
  • aceitar que a brincadeira terminou.

Aumentar continuamente o exercício sem ensinar calma pode produzir apenas um atleta mais condicionado e igualmente incapaz de relaxar.

Convivência com crianças

O Braque Saint-Germain pode apresentar excelente convivência com crianças quando recebe socialização adequada.

Sua natureza afetuosa, sociável e equilibrada favorece a integração familiar. FCI

O principal risco costuma estar relacionado ao tamanho e à energia.

Um adulto pode derrubar uma criança durante:

  • corridas;
  • saltos;
  • recepções entusiasmadas;
  • busca de brinquedos;
  • mudanças de direção;
  • movimentos da cauda.

O cão precisa aprender desde filhote:

  • manter as quatro patas no chão;
  • esperar;
  • ir para uma cama;
  • afastar-se quando solicitado;
  • soltar objetos;
  • interromper brincadeiras;
  • não perseguir crianças correndo.

As crianças também precisam receber regras.

Não devem:

  • puxar as orelhas;
  • tocar nos olhos;
  • montar sobre o cão;
  • mexer na comida;
  • retirar objetos da boca;
  • acordá-lo bruscamente;
  • abraçar à força;
  • abrir portões;
  • incomodar durante o descanso.

A aparência gentil não significa tolerância ilimitada.

Crianças pequenas e cães nunca devem permanecer sem supervisão direta.

Supervisionar significa estar fisicamente presente e capaz de intervir, não apenas acompanhar por uma câmera ou ouvir de outro cômodo.

O instinto de recuperação pode fazer com que o cão carregue brinquedos infantis.

Bolas, bonecos e objetos macios podem parecer itens perfeitamente adequados à busca.

A família precisa:

  • separar brinquedos caninos e infantis;
  • guardar objetos pequenos;
  • ensinar trocas;
  • evitar perseguições;
  • recompensar a entrega.

Crianças maiores e responsáveis podem participar de:

  • treinamento;
  • jogos de faro;
  • busca de objetos;
  • escovação;
  • preparação de brinquedos interativos;
  • caminhadas supervisionadas.

A responsabilidade principal continua pertencendo aos adultos.

Compatibilidade com crianças pequenas: boa a muito boa, com supervisão

Compatibilidade com crianças maiores e respeitosas: excelente

Convivência com outros animais

A sociabilidade faz parte do temperamento esperado do Braque Saint-Germain.

Muitos exemplares convivem bem com outros cães quando as apresentações são realizadas corretamente.

A raça foi frequentemente mantida e trabalhada em ambientes onde existiam outros cães de caça, favorecendo animais capazes de cooperar sem conflito constante. FCI

A convivência entre cães funciona melhor quando:

  • as apresentações são graduais;
  • existe espaço;
  • a alimentação é separada;
  • brinquedos valiosos são administrados;
  • cada cão possui local de descanso;
  • as brincadeiras incluem pausas.

O estilo pode envolver corridas, perseguições e contato físico.

Cães muito pequenos, idosos ou frágeis podem ser derrubados mesmo sem agressividade.

A convivência com gatos é possível, especialmente quando o Saint-Germain cresce ao lado deles.

O movimento rápido continua sendo um estímulo poderoso.

O gato precisa possuir:

  • áreas elevadas;
  • rotas de fuga;
  • alimentação separada;
  • caixa de areia protegida;
  • cômodos exclusivos;
  • períodos sem contato com o cão.

Um gato conhecido dentro de casa pode ser tratado como membro da família.

Um gato estranho correndo pelo quintal pode provocar perseguição.

A compatibilidade com aves domésticas é baixa.

O Braque Saint-Germain foi criado principalmente para localizar faisões, perdizes, galinholas e outras aves. FCI

Galinhas, patos, codornas, pombos e pássaros precisam permanecer em instalações seguras.

O treinamento de autocontrole ajuda, mas não substitui separação física.

Coelhos, hamsters, porquinhos-da-índia e outros pequenos animais também exigem cuidado.

O cão pode:

  • apontar;
  • perseguir;
  • tentar capturar;
  • tentar carregar;
  • ferir durante uma investigação aparentemente curiosa.

A diferença de tamanho torna qualquer erro potencialmente grave.

Em propriedades rurais, o Saint-Germain pode aprender a respeitar cavalos, bovinos e ovinos.

Ele não é um cão de pastoreio e não deve ser estimulado a perseguir rebanhos.

As apresentações precisam ocorrer com guia, distância e supervisão.

Apartamento e espaço

O Braque Saint-Germain apresenta adaptação baixa a moderada a apartamentos.

Seu porte não é gigantesco, mas a energia, o instinto de caça e a necessidade de exploração exigem uma rotina muito acima da média.

Ele pode viver em ambiente urbano quando recebe:

  • caminhadas longas;
  • trabalho de faro;
  • treinamento;
  • corrida em área cercada;
  • companhia;
  • oportunidades de exploração;
  • períodos de descanso;
  • controle de vocalização.

Um apartamento bem administrado pode ser melhor que uma propriedade onde o cão permanece isolado no quintal.

A metragem não substitui participação humana.

Dentro de casa, o cão precisa aprender:

  • permanecer em sua cama;
  • não correr em corredores estreitos;
  • controlar saltos;
  • esperar diante de portas;
  • não roubar objetos;
  • aceitar momentos sem interação;
  • relaxar depois do exercício.

Elevadores e áreas comuns exigem treinamento específico.

O Saint-Germain deve conseguir:

  • esperar a abertura da porta;
  • entrar sob comando;
  • permanecer próximo do tutor;
  • ignorar pessoas;
  • passar por outros cães;
  • sair com calma;
  • manter as patas no chão.

Um quintal facilita brincadeiras e exercícios curtos.

Precisa ser completamente cercado.

Aves, gatos, odores e animais silvestres podem motivar:

  • salto;
  • escavação;
  • fuga;
  • passagem por portões;
  • perseguição.

O quintal não substitui passeios.

O mesmo terreno perde rapidamente novidade e oferece pouca estimulação olfativa depois de explorado repetidamente.

A raça não deve viver permanentemente em canil ou área externa.

Sua pelagem curta oferece proteção limitada contra frio intenso e exposição prolongada. Mais importante ainda, a proximidade com as pessoas faz parte de seu equilíbrio emocional.

Adaptação a apartamento: possível para famílias muito ativas, mas pouco indicada para rotinas sedentárias ou longas ausências.

CUIDADOS

O trabalho cotidiano que precisa caber na sua vida.

A pelagem curta do Braque Saint-Germain possui manutenção simples.

Uma escovação semanal costuma ser suficiente para remover pelos mortos, distribuir a oleosidade natural e permitir a inspeção da pele.

Podem ser utilizados:

  • luva de borracha;
  • escova macia;
  • pano apropriado;
  • equipamento para pelo curto.

Durante períodos de maior queda, duas ou três sessões semanais podem ajudar.

O banho deve ocorrer conforme a necessidade.

Pode ser indicado depois de:

  • lama;
  • natação;
  • trilhas;
  • caça;
  • contato com substâncias irritantes;
  • forte odor.

Produtos formulados para cães ajudam a preservar a barreira da pele.

A pelagem branca torna determinadas alterações mais visíveis.

O tutor deve observar:

  • vermelhidão;
  • feridas;
  • nódulos;
  • coceira;
  • áreas sem pelo;
  • carrapatos;
  • irritações;
  • queimaduras solares em regiões pouco cobertas.

A trufa clara e as áreas de pele rosada podem exigir maior atenção durante exposição solar intensa.

Sombra, horários adequados e orientação veterinária sobre proteção própria para animais são preferíveis ao uso improvisado de produtos humanos.

As orelhas pendentes reduzem a ventilação do canal auditivo.

Depois de banho ou natação, precisam ser secas.

O tutor deve procurar:

  • odor;
  • vermelhidão;
  • secreção;
  • coceira;
  • dor;
  • movimentos repetidos da cabeça;
  • sensibilidade ao toque.

A otite externa é uma inflamação comum em cães e pode envolver alergias, umidade, corpos estranhos, parasitas e microrganismos. O tratamento depende da causa, e episódios recorrentes precisam de investigação veterinária. Merck Veterinary Manual

Os olhos devem ser examinados para identificar:

  • vermelhidão;
  • secreção;
  • opacidade;
  • lacrimejamento;
  • dor;
  • dificuldade para abrir;
  • traumas provocados por vegetação.

A atividade em campo aumenta o contato com galhos, sementes e poeira.

Os lábios podem acumular pequenas quantidades de:

  • água;
  • saliva;
  • alimento;
  • sujeira.

Um pano úmido seguido de secagem costuma ser suficiente.

As unhas precisam permanecer curtas.

Comprimento excessivo prejudica:

  • apoio;
  • aderência;
  • postura;
  • galope;
  • conforto.

Depois das atividades externas, as patas devem ser verificadas.

Procure:

  • cortes;
  • espinhos;
  • sementes;
  • carrapatos;
  • rachaduras;
  • unhas quebradas;
  • objetos entre os dedos;
  • queimaduras.

A higiene dental deve incluir escovação frequente com produto veterinário.

Doenças orais estão entre as condições mais comuns dos animais de companhia, e as diretrizes da WSAVA destacam a importância da prevenção, dos exames e do tratamento profissional quando indicado. WSAVA

O Braque Saint-Germain solta pelos moderadamente ao longo do ano.

Os fios curtos podem aderir a:

  • sofás;
  • roupas;
  • tapetes;
  • bancos de automóvel.

A raça não é hipoalergênica.

Exercícios e atividades

O Braque Saint-Germain possui energia e resistência elevadas.

Sua estrutura foi projetada para galope regular, busca de alcance médio e atividade sustentada em diferentes terrenos.

A rotina ideal combina:

1. exercício físico; 2. faro; 3. treinamento; 4. exploração; 5. cooperação; 6. descanso.

Caminhadas diárias ajudam a:

  • manter musculatura;
  • controlar peso;
  • oferecer cheiros;
  • praticar a guia;
  • desenvolver neutralidade;
  • reduzir ansiedade.

Parte do passeio deve permitir farejamento.

O nariz não representa uma distração inútil.

É a principal ferramenta de trabalho da raça.

Adultos saudáveis podem beneficiar-se de corrida em áreas cercadas.

O local precisa possuir:

  • portões fechados;
  • ausência de trânsito;
  • terreno inspecionado;
  • espaço para desacelerar;
  • cercamento confiável;
  • nenhuma ave doméstica acessível.

Atividades de faro são particularmente adequadas.

O tutor pode:

  • esconder alimentos;
  • criar pequenas trilhas;
  • pedir que encontre brinquedos;
  • localizar pessoas;
  • trabalhar discriminação de odores;
  • utilizar caixas;
  • praticar mantrailing.

O trabalho olfativo oferece cansaço mental sem exigir impacto articular constante.

A recuperação de objetos aproveita uma habilidade natural.

Podem ser utilizados:

  • bolas;
  • dummies;
  • brinquedos;
  • objetos escondidos;
  • itens flutuantes.

A atividade precisa incluir:

  • espera;
  • busca;
  • retorno;
  • entrega;
  • encerramento.

Lançamentos contínuos até a exaustão podem criar comportamento obsessivo, frenagens violentas e lesões.

Provas de campo e treinamentos inspirados na caça permitem preservar:

  • procura;
  • utilização do vento;
  • aponte;
  • estabilidade;
  • resposta ao condutor;
  • recuperação;
  • resistência.

O cão não precisa participar de caça real para utilizar essas capacidades.

Exercícios esportivos podem recriar parte do desafio sem abater animais.

Trilhas são uma boa opção para adultos condicionados.

O tutor deve levar:

  • água;
  • guia;
  • identificação;
  • proteção contra parasitas;
  • material básico de primeiros socorros;
  • tempo para pausas.

Depois da atividade, é necessário examinar:

  • patas;
  • olhos;
  • orelhas;
  • pele;
  • unhas;
  • espaços entre os dedos.

Alguns exemplares gostam de nadar e podem aprender recuperação aquática.

A atividade precisa ser supervisionada devido a:

  • correnteza;
  • algas;
  • água contaminada;
  • anzóis;
  • objetos submersos;
  • fadiga;
  • dificuldade de saída.

Depois da natação, as orelhas devem ser secas.

A raça também pode participar de:

  • rally;
  • obediência;
  • rastreamento;
  • agility adaptado;
  • canicross moderado;
  • exercícios de detecção;
  • provas de recuperação.

Filhotes precisam de movimento, mas não de exaustão.

A rotina deve priorizar:

  • brincadeiras livres;
  • socialização;
  • faro;
  • treinamento curto;
  • exploração;
  • descanso.

Devem ser evitados:

  • corridas prolongadas;
  • saltos altos;
  • escadas repetitivas;
  • pisos escorregadios;
  • frenagens constantes;
  • excesso de peso;
  • atividades intensas impostas.

No Brasil, o calor exige cuidado.

Exercícios mais intensos devem ocorrer preferencialmente:

  • no início da manhã;
  • no fim da tarde;
  • à noite;
  • em áreas sombreadas.

Água e pausas precisam estar disponíveis.

O cão também deve aprender a desligar.

Depois do exercício, precisa conseguir beber, reduzir a respiração, deitar e dormir.

Descanso não é ausência de treinamento.

É uma das habilidades mais importantes para um cão ativo que vive dentro de uma família.

Alimentação

O Braque Saint-Germain deve receber alimentação completa e equilibrada, adaptada à idade, ao peso, à saúde e ao nível de atividade.

Um cão que participa de caça, trilhas ou provas de campo possui gasto energético diferente de um companheiro que realiza passeios moderados.

A avaliação nutricional precisa considerar:

  • fase da vida;
  • condição corporal;
  • massa muscular;
  • castração;
  • atividade;
  • clima;
  • petiscos;
  • histórico médico;
  • densidade calórica do alimento.

As diretrizes da WSAVA recomendam planos nutricionais individualizados e acompanhamento da condição corporal e da massa muscular. WSAVA

Filhotes devem receber alimento formulado para crescimento de cães de porte médio ou grande.

O objetivo é desenvolver:

  • ossos;
  • articulações;
  • musculatura;
  • sistema nervoso;
  • condição corporal magra.

Excesso de energia não produz um adulto melhor.

Aumenta o peso sobre articulações ainda imaturas.

Suplementos de cálcio, fósforo, vitaminas ou minerais não devem ser adicionados a uma alimentação completa sem orientação veterinária.

Adultos geralmente podem receber duas refeições medidas por dia.

A quantidade precisa ser ajustada conforme:

  • peso;
  • exercício;
  • metabolismo;
  • castração;
  • petiscos;
  • densidade energética;
  • época do ano.

Cães de trabalho podem precisar de maior consumo durante períodos de atividade intensa.

O ajuste deve considerar:

  • manutenção do peso;
  • musculatura;
  • resistência;
  • recuperação;
  • qualidade das fezes;
  • disposição.

Um cão de campo precisa ser magro e musculoso.

Não subalimentado nem gordo.

As costelas devem ser palpáveis sob uma camada discreta de gordura.

A cintura precisa ser visível quando o cão é observado de cima.

O abdômen deve apresentar elevação moderada.

A pelagem curta facilita a avaliação corporal, mas o tutor ainda deve utilizar as mãos e acompanhar o peso na balança.

Petiscos são úteis no treinamento.

Precisam ser pequenos e contabilizados.

Parte da própria ração pode ser utilizada para:

  • chamada;
  • faro;
  • manipulação;
  • socialização;
  • obediência;
  • controle diante de aves.

Refeições muito grandes imediatamente antes ou depois de atividade intensa devem ser evitadas.

Depois do exercício, é prudente aguardar a respiração e a temperatura corporal normalizarem antes de oferecer uma grande porção.

Essas medidas não eliminam o risco de dilatação gástrica, mas ajudam a organizar uma rotina mais segura.

Água limpa deve permanecer disponível.

Durante trilhas, caça ou treinamento, o tutor precisa transportar água.

Rios, lagos e poças podem conter:

  • bactérias;
  • parasitas;
  • algas;
  • produtos químicos;
  • salinidade inadequada.

Dietas preparadas em casa precisam ser formuladas por médico-veterinário especializado em nutrição.

Misturar carne, arroz e legumes não garante equilíbrio de:

  • aminoácidos;
  • cálcio;
  • fósforo;
  • vitaminas;
  • minerais;
  • ácidos graxos.

A aparência atlética do cão não comprova que a alimentação esteja completa.

SAÚDE

Predisposição não é destino, mas precisa entrar na escolha.

O Braque Saint-Germain é descrito pelo clube francês como uma raça relativamente rústica.

A principal condição hereditária acompanhada oficialmente é a displasia coxofemoral. O clube implantou há anos um programa de detecção e recomenda ninhadas produzidas por reprodutores radiografados e avaliados. Central Canine

A pequena população exige cautela na interpretação.

A ausência de uma longa lista de doenças específicas não significa que a raça seja imune a problemas.

Pode significar que existem poucos cães, poucos exames publicados e poucos levantamentos epidemiológicos capazes de revelar frequências confiáveis.

A displasia coxofemoral ocorre quando a articulação do quadril apresenta desenvolvimento ou estabilidade inadequados.

Pode provocar:

  • dificuldade para levantar;
  • claudicação;
  • redução da atividade;
  • dor;
  • perda muscular;
  • movimento semelhante a salto de coelho;
  • artrose.

A condição possui componentes genéticos e ambientais. Cães de populações acompanhadas devem ser avaliados antes da reprodução. Merck Veterinary Manual

O resultado normal dos pais reduz riscos populacionais.

Não garante que todos os descendentes terão quadris perfeitos.

Também influenciam:

  • velocidade de crescimento;
  • condição corporal;
  • alimentação;
  • exercícios;
  • traumas;
  • biomecânica individual.

O controle de peso é especialmente importante.

Um cão de caça deve permanecer musculoso e atlético, não pesado.

O excesso de gordura aumenta a carga sobre quadris, joelhos, cotovelos e coluna.

Embora o clube francês destaque principalmente os quadris, uma criação prudente pode considerar também:

  • avaliação dos cotovelos;
  • exame oftalmológico;
  • exame cardíaco clínico;
  • avaliação da dentição;
  • histórico de epilepsia;
  • histórico de câncer;
  • longevidade familiar;
  • causas de morte;
  • temperamento.

Esses exames adicionais não representam uma declaração de que determinadas doenças sejam comuns na raça.

Funcionam como precaução dentro de uma população rara, na qual a perda de informação pode afetar várias gerações.

As orelhas pendentes precisam de acompanhamento.

Otites podem causar odor, coceira, secreção, dor e movimentos repetidos da cabeça. Episódios recorrentes exigem identificação da causa, pois a simples aplicação repetida de produtos pode não resolver alergias, corpos estranhos ou outros fatores primários. Merck Veterinary Manual

O trabalho em campos, bosques e áreas rurais aumenta a exposição a:

  • cortes;
  • perfurações;
  • sementes;
  • espinhos;
  • carrapatos;
  • pulgas;
  • mosquitos;
  • animais silvestres;
  • intoxicações;
  • traumas oculares;
  • lesões musculares.

O corpo deve ser examinado depois de cada atividade intensa.

A prevenção contra parasitas precisa ser definida com o veterinário conforme a região.

O Braque Saint-Germain possui peito profundo e corpo atlético.

Não existem dados suficientes para afirmar que a torção gástrica seja uma doença frequente da raça, mas tutores de cães médios ou grandes com essa conformação devem conhecer seus sinais.

A dilatação e torção gástrica é uma emergência na qual o estômago se expande e gira, comprometendo a circulação e a respiração. Merck Veterinary Manual

Os sinais incluem:

  • tentativa de vomitar sem produzir conteúdo;
  • salivação;
  • inquietação;
  • abdômen aumentado;
  • dor;
  • fraqueza;
  • colapso.

O atendimento deve ser imediato.

O risco individual e a eventual gastropexia preventiva podem ser discutidos com o veterinário, especialmente quando existem parentes afetados.

A pigmentação clara exige observação da pele exposta.

Feridas persistentes, alterações de cor, crostas ou nódulos precisam ser avaliados.

A trufa rosa-escura é normal no Saint-Germain; lesões ou mudanças progressivas não devem ser confundidas com a pigmentação típica.

A diversidade genética é uma questão central.

O clube francês reconhece que a raça possui poucos nascimentos anuais. Central Canine

Criadores responsáveis precisam acompanhar:

  • grau de parentesco;
  • utilização excessiva de poucos machos;
  • fertilidade;
  • tamanho das ninhadas;
  • longevidade;
  • causas de morte;
  • saúde ortopédica;
  • temperamento;
  • capacidade de trabalho;
  • pigmentação correta.

Selecionar apenas pela aparência pode reduzir a diversidade sem melhorar a raça.

Um programa responsável deve considerar:

1. radiografias oficiais dos quadris; 2. exame clínico dos cotovelos ou radiografias quando disponíveis; 3. avaliação oftalmológica; 4. exame cardíaco; 5. histórico familiar de doenças neurológicas e câncer; 6. longevidade dos parentes; 7. análise de pedigree e parentesco; 8. avaliação de temperamento; 9. comprovação de capacidade funcional.

Antes de adquirir um filhote, o futuro tutor deve solicitar:

  • pedigree verificável;
  • microchip;
  • identidade dos pais;
  • resultado dos quadris;
  • histórico ortopédico;
  • informações oftalmológicas;
  • longevidade familiar;
  • causas de morte;
  • grau de parentesco;
  • temperamento dos pais;
  • contrato;
  • suporte do criador.

A frase “a raça é rústica” não substitui exames.

TREINAMENTO

Inteligência sem rotina também produz problemas.

O Braque Saint-Germain é considerado relativamente fácil de treinar, mas não tolera condução brusca.

Essa combinação aparece diretamente no padrão oficial e nas orientações do clube francês. FCI

O melhor treinamento utiliza:

  • clareza;
  • consistência;
  • recompensas;
  • progressão gradual;
  • prevenção de erros;
  • vínculo;
  • limites previsíveis.

Boas recompensas incluem:

  • alimento;
  • brinquedos;
  • elogios;
  • contato;
  • acesso a cheiros;
  • busca de objetos;
  • liberdade controlada;
  • retorno à atividade.

Para um cão de caça, a permissão para farejar pode ser mais valiosa que um petisco.

O tutor pode pedir um comportamento e recompensá-lo permitindo que o cão explore determinado local.

Treinamento positivo não significa ausência de regras.

A família pode:

  • impedir acesso;
  • utilizar barreiras;
  • controlar recursos;
  • interromper brincadeiras;
  • retirar oportunidades;
  • pedir espera;
  • redirecionar;
  • recompensar alternativas.

As regras precisam ser semelhantes entre todos os moradores.

Sessões curtas e frequentes tendem a funcionar melhor que repetições longas.

O Saint-Germain pode aprender rapidamente, mas perder precisão quando a atividade se torna monótona ou emocionalmente pesada.

A chamada é prioridade.

O treinamento deve avançar por etapas:

1. dentro de casa; 2. em ambiente tranquilo; 3. em área cercada; 4. com guia longa; 5. diante de cheiros moderados; 6. próximo de aves a distância; 7. com recompensas de alto valor.

Mesmo um cão bem treinado deve permanecer preso perto do trânsito ou em áreas abertas sem segurança.

A caminhada com guia precisa começar antes que o filhote desenvolva força adulta.

O treinamento deve incluir:

  • resposta ao nome;
  • mudanças de direção;
  • retorno quando a guia tensiona;
  • espera;
  • passagem controlada por portas;
  • neutralidade com cães;
  • autorização para farejar.

O controle diante de aves não procura eliminar o interesse.

Busca ensinar:

  • atenção;
  • chamada;
  • permanência;
  • interrupção;
  • afastamento;
  • retorno;
  • espera.

Punir a existência do instinto pode gerar conflito e insegurança.

Direcioná-lo cria cooperação.

A entrega de objetos pode ser ensinada com:

  • trocas;
  • duas bolas;
  • recompensas;
  • chamada;
  • elogios;
  • ausência de perseguição.

Arrancar objetos diretamente da boca pode aumentar fuga ou proteção de recursos.

A socialização deve apresentar gradualmente:

  • adultos;
  • crianças;
  • cães equilibrados;
  • gatos;
  • veículos;
  • bicicletas;
  • ambientes urbanos;
  • superfícies;
  • clínicas veterinárias;
  • sons;
  • água;
  • vegetação;
  • períodos sozinho.

Socialização não significa obrigar o cão a interagir com tudo.

O objetivo é desenvolver segurança e neutralidade.

Cães destinados à caça precisam ser condicionados cuidadosamente a sons de disparos.

A exposição deve começar com baixa intensidade e grande distância, associada a experiências positivas.

Um ruído intenso produzido perto de um filhote pode criar medo duradouro.

O treinamento de independência também precisa começar cedo.

O cão deve aprender a:

  • descansar em cama própria;
  • permanecer atrás de uma barreira;
  • ficar em outro cômodo;
  • utilizar brinquedos seguros;
  • tolerar saídas curtas;
  • receber o tutor sem explosão excessiva.

A duração das ausências aumenta gradualmente.

O Saint-Germain precisa aceitar manipulação desde filhote:

  • inspeção das orelhas;
  • toque nas patas;
  • corte de unhas;
  • exame dos olhos;
  • abertura da boca;
  • escovação;
  • atendimento veterinário.

Métodos agressivos podem provocar:

  • medo;
  • afastamento;
  • bloqueio;
  • perda de confiança;
  • redução da iniciativa;
  • reatividade defensiva;
  • recusa em trabalhar.

Firmeza significa consistência e clareza.

Não violência.

Um iniciante ativo pode ter sucesso com a raça, especialmente quando recebe acompanhamento de um profissional que compreenda cães de caça e utilize métodos modernos.

O tamanho é manejável.

A sensibilidade, a energia e o instinto exigem envolvimento verdadeiro.

GALERIA

Conheça diferentes expressões da raça.

Pontos positivos

  • mantém uma rotina ativa;
  • gosta de caminhadas e trilhas;
  • deseja praticar faro;
  • procura um cão afetuoso;
  • possui boa disponibilidade;
  • aprecia treinamento cooperativo;
  • utiliza reforço positivo;
  • pode oferecer área cercada;
  • aceita treinar chamada;
  • convive com crianças respeitosas;
  • possui outros cães equilibrados;
  • aceita queda moderada de pelos;
  • pesquisa criadores responsáveis;
  • está disposto a realizar exames preventivos.

Pontos de atenção

  • procura um cão sedentário;
  • passa longas jornadas fora;
  • não pretende treinar;
  • possui aves domésticas soltas;
  • deseja um cão de guarda física;
  • mantém rotina urbana sem exercícios;
  • utiliza punição severa;
  • não possui áreas seguras para atividade;
  • pretende deixá-lo permanentemente no quintal;
  • não aceita instinto de caça;
  • não quer cuidar das orelhas;
  • busca manutenção veterinária mínima;
  • escolhe a raça apenas pela aparência;
  • deseja um cão emocionalmente independente;
  • não tolera pelos pela casa.