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PERFIL COMPLETO DA RAÇA

Australian Terrier

Pequeno no tamanho, enorme na coragem — um trabalhador australiano que nunca aprendeu a desistir

Origem: Austrália

O Australian Terrier parece pequeno até começar a agir. Então aparecem a determinação, a velocidade, a curiosidade e aquela confiança quase desproporcional ao tamanho do corpo.

Australian Terrier adulto de pelagem áspera azul e castanha em ambiente externo
EnergiaAlta
PortePequeno
PelagemDupla
Expectativa de vidaAproximadamente 11 a 15 anos
SOBRE A RAÇA

Uma história selecionada para uma função.

O Australian Terrier parece pequeno até começar a agir.

Então aparecem a determinação, a velocidade, a curiosidade e aquela confiança quase desproporcional ao tamanho do corpo. Desenvolvido em uma Austrália ainda rural e difícil, esse pequeno terrier precisava enfrentar roedores, vigiar propriedades, acompanhar pessoas e trabalhar em terrenos pouco acolhedores.

Por baixo da aparência simpática existe, portanto, um verdadeiro cão de trabalho. Inteligente, alerta e profundamente ligado à família, o Australian Terrier combina a coragem típica dos terriers com uma capacidade surpreendente de adaptação à vida moderna. É pequeno o suficiente para morar em espaços urbanos, mas mantém dentro de si a personalidade de um cachorro que nasceu para enfrentar problemas muito maiores do que ele.

História e origem

O Australian Terrier ocupa uma posição especial na história da cinofilia australiana.

Ele é considerado pela Fédération Cynologique Internationale uma das primeiras — e possivelmente a primeira raça canina desenvolvida propriamente na Austrália.

Isso é importante porque seus ancestrais eram britânicos.

Durante o século XIX, colonos levaram para a Austrália diferentes tipos de terriers utilizados para controlar ratos, pequenos animais e outras pragas.

Mas a Austrália apresentava condições muito diferentes das encontradas na Grã-Bretanha.

As propriedades eram extensas.

O terreno podia ser duro.

O clima variava bastante.

E os cães precisavam executar várias funções ao mesmo tempo.

Não bastava simplesmente perseguir ratos.

O cachorro precisava ser resistente.

Precisava alertar sobre movimentos incomuns.

Precisava circular entre construções rurais.

Precisava trabalhar próximo a pessoas.

E precisava continuar funcional em condições difíceis.

O padrão oficial da FCI registra que o Australian Terrier provavelmente descende de um tipo conhecido como Broken Coated Terrier, encontrado na Tasmânia, em Nova Gales do Sul e em Victoria.

Esse antigo tipo de cão provavelmente recebeu contribuição genética de diferentes terriers britânicos.

Entre os ancestrais mencionados no histórico oficial estão:

Skye Terrier.

Scottish Terrier, então também associado ao nome Aberdeen Terrier.

Dandie Dinmont Terrier.

E, em determinados períodos, Yorkshire Terrier.

Essa combinação ajuda a explicar algumas características visualmente curiosas da raça.

O corpo alongado e relativamente baixo lembra antigos terriers escoceses.

A pelagem áspera oferece proteção.

Enquanto o pequeno topete de pelos mais macios sobre a cabeça parece quase uma lembrança distante de linhagens britânicas mais ornamentadas.

No início do século XIX, colonos livres próximos às localidades de Campbelltown e Ross, na Tasmânia, já criavam pequenos cães de pelagem áspera, coloração azulada e marcações castanhas.

Segundo o histórico oficial da FCI, esses cães pesavam aproximadamente dez libras e eram conhecidos pela eficiência como cães de guarda.

Pequenos.

Mas atentos.

Exatamente o tipo de cachorro útil em propriedades onde qualquer movimento estranho precisava ser percebido rapidamente.

Com o passar do tempo, os criadores australianos começaram a estabilizar um tipo próprio.

A raça deixou de ser apenas uma mistura funcional de terriers importados.

Começou a adquirir aparência, comportamento e características reproduzíveis.

Foi assim que surgiu o Australian Terrier moderno.

O reconhecimento internacional viria posteriormente.

A Fédération Cynologique Internationale reconheceu definitivamente a raça em 20 de junho de 1963, classificando-a no Grupo 3, entre os terriers de pequeno porte. FCI

Mas a função continua registrada no padrão.

A própria FCI define o Australian Terrier como um dos menores terriers de trabalho, desenvolvido para ser simultaneamente auxiliar e companheiro em terrenos e épocas difíceis.

É uma descrição curta.

Mas explica praticamente toda a raça.

Peso típicoAproximadamente 6,5 kg nos machos; fêmeas ligeiramente mais leves
AlturaAproximadamente 25 cm na cernelha; fêmeas ligeiramente menores
Função históricaGrupo 3 — Terriers; Seção 2 — Terriers de pequeno porte
Confiança dos dadosAlta
Ficha rápida completa
Nome oficialAustralian Terrier
ApelidosAussie Terrier, Australian, Terrier Australiano
País de origemAustrália
Grupo FCIGrupo 3 — Terriers; Seção 2 — Terriers de pequeno porte
Função originalControle de roedores, vigilância e auxílio geral em propriedades rurais
Função atualCompanhia, cão de alerta, esportes caninos e atividades de controle de pragas
PortePequeno
AlturaAproximadamente 25 cm na cernelha; fêmeas ligeiramente menores
PesoAproximadamente 6,5 kg nos machos; fêmeas ligeiramente mais leves
Expectativa de vidaAproximadamente 11 a 15 anos
PelagemDupla, com pelo externo áspero, reto e denso e subpelo curto e macio
Cor no padrão FCIAzul, azul-aço ou azul-acinzentado escuro com castanho intenso; areia clara; ou vermelho sólido
Nível de energiaModerado a alto
Queda de pelosBaixa a moderada
Adaptação a apartamentoBoa, com exercícios e estímulos adequados
Experiência do tutorIniciante a intermediária

Aparência e características físicas

O Australian Terrier é pequeno.

Mas não deve parecer frágil.

O padrão FCI descreve um cachorro robusto, baixo, ligeiramente comprido em relação à altura e claramente marcado pela personalidade física típica dos terriers.

A estrutura transmite funcionalidade.

O corpo é mais comprido do que alto.

O dorso permanece nivelado.

O lombo é forte.

O peito apresenta profundidade moderada e costelas bem desenvolvidas.

A musculatura não precisa criar uma aparência pesada.

O objetivo sempre foi mobilidade.

O cachorro precisava entrar em espaços pequenos, mudar de direção rapidamente e perseguir pequenos animais.

A cabeça possui uma característica particularmente marcante.

Ela é relativamente longa e forte.

O crânio é plano, de largura moderada e preenchido entre os olhos.

O focinho deve possuir aproximadamente o mesmo comprimento do crânio.

Essa proporção cria uma cabeça muito diferente da encontrada em algumas raças pequenas modernas, nas quais o focinho foi progressivamente reduzido.

No Australian Terrier, o focinho precisa permanecer forte.

Existe uma razão.

Ele foi desenvolvido para capturar e eliminar pragas.

O padrão da FCI enfatiza expressamente a importância de uma mandíbula poderosa e funcional.

Os olhos são pequenos.

Ovais.

Castanho-escuros.

E apresentam uma expressão intensa e inteligente.

As orelhas são pequenas, eretas e pontiagudas.

Elas se movimentam rapidamente diante de sons e contribuem bastante para aquela expressão permanentemente alerta.

Outro detalhe interessante aparece sobre a cabeça.

O Australian Terrier possui um topete de textura mais macia.

Ele contrasta claramente com a pelagem áspera do restante do corpo.

É uma característica tão típica que faz parte da aparência oficial da raça.

A pelagem corporal possui aproximadamente 6 centímetros de comprimento.

É reta.

Dura.

Densa.

Por baixo existe um subpelo curto e macio.

Ao redor do pescoço forma-se uma espécie de juba ou colar.

Essa concentração de pelos continua pela região frontal do peito e contribui para a aparência rústica do cachorro.

A combinação não é apenas estética.

Uma pelagem dura protege contra vegetação, clima e pequenos ferimentos superficiais durante o trabalho.

As cores oficiais são bastante específicas.

A primeira possibilidade é:

azul, azul-aço ou azul-acinzentado escuro, acompanhado por marcações castanhas intensas.

Essas marcas aparecem normalmente no rosto, nas orelhas, sob o corpo e nos membros.

A segunda possibilidade é areia clara.

E a terceira é vermelho sólido.

Manchas brancas no peito ou nas patas são penalizadas pelo padrão.

A altura desejada gira em torno de 25 centímetros.

O peso aproximado de referência é 6,5 kg nos machos.

É realmente um cachorro pequeno.

Mas existe muita estrutura dentro daqueles poucos quilos.

Tutor indicado

  • Procura um cão pequeno, mas robusto.
  • Mora em apartamento e pode oferecer passeios diariamente.
  • Gosta de cães alertas e participativos.
  • Deseja um companheiro inteligente.
  • Tem interesse em treinamento e esportes caninos.
  • Procura uma raça relativamente adaptável.
  • Não quer uma pelagem de manutenção extremamente complexa.
  • Gosta da personalidade determinada dos terriers.
  • Pode oferecer atividades mentais e brincadeiras.
  • Procura um cão pequeno que acompanhe uma rotina ativa.

Tutor não indicado

  • Possui pequenos roedores ou animais semelhantes soltos em casa.
  • Procura um cachorro extremamente passivo.
  • Não gosta de latidos de alerta.
  • Não pretende realizar treinamento.
  • Não consegue oferecer caminhadas diariamente.
  • Deseja um cão confiável solto em qualquer ambiente.
  • Não gosta de comportamentos de escavação.
  • Prefere cães com baixo impulso de perseguição.
  • Espera obediência automática.
  • Procura uma raça que praticamente não precise de estímulo mental.

Em resumo

O Australian Terrier talvez seja um dos exemplos mais interessantes de adaptação na história dos terriers.

Seus ancestrais chegaram da Grã-Bretanha.

Mas foi a Austrália que terminou de moldá-lo.

Um novo continente exigia um cachorro diferente.

Pequeno o bastante para ser prático.

Resistente o bastante para trabalhar.

Corajoso o bastante para enfrentar pragas.

Atento o bastante para vigiar uma propriedade.

E sociável o bastante para dividir a vida com as pessoas depois que o trabalho terminasse.

O resultado sobrevive até hoje.

O mundo moderno talvez não precise mais que todos os Australian Terriers passem o dia perseguindo ratos em propriedades rurais.

Mas o cachorro ainda carrega aquela programação.

Ele observa.

Investiga.

Aprende.

Persegue.

E participa.

Seu tamanho pode fazê-lo parecer apenas mais uma raça pequena.

A convivência rapidamente demonstra que existe muito mais ali.

Porque o Australian Terrier nunca parece ter recebido a informação de que é pequeno.

E talvez seja justamente por isso que conseguiu ser tão útil.

Durante gerações, enquanto cães maiores protegiam grandes propriedades e conduziam animais, este pequeno australiano assumia trabalhos que exigiam entrar onde os outros não conseguiam.

Hoje, ele pode estar no sofá.

Mas dentro daquele corpo de aproximadamente seis quilos ainda existe o mesmo cachorro.

Um trabalhador que olha para um problema maior do que ele e provavelmente pensa apenas uma coisa:

“Então vamos resolver.”

Avaliação editorial de compatibilidade
Apego ao tutor5/5
Adaptação a apartamento4/5
Nível de energia4/5
Necessidade de exercícios3/5
Inteligência4/5
Facilidade de treinamento4/5
Tolerância à solidão3/5
Convivência com crianças pequenas3/5
Convivência com crianças maiores4/5
Convivência com outros cães3/5
Convivência com gatos3/5
Convivência com pequenos animais1/5
Sociabilidade com desconhecidos3/5
Instinto de alerta5/5
Tendência a latir4/5
Queda de pelos2/5
Exigência de cuidados com a pelagem2/5
Tolerância ao calor3/5
Adequação para tutores iniciantes4/5
Custo geral de manutenção2/5
Fontes e links de verificação
PERSONALIDADE

Como essa raça tende a viver com pessoas.

O Australian Terrier apresenta exatamente a personalidade que sua aparência sugere.

Alerta.

Confiante.

Curioso.

Determinado.

E bastante consciente de tudo aquilo que acontece ao redor.

O padrão FCI o define essencialmente como um terrier de trabalho, mas destaca que sua lealdade e temperamento equilibrado também o tornam muito adequado como cão de companhia.

O padrão americano complementa essa descrição com quatro características especialmente claras:

espirituoso.

alerta.

corajoso.

autoconfiante.

Esse conjunto explica muito da experiência de conviver com a raça.

O Australian Terrier raramente parece indiferente.

Se alguma coisa se movimenta no quintal, ele percebe.

Se surge um ruído diferente, ele escuta.

Se existe um buraco interessante para investigar, provavelmente irá verificar.

Se um pequeno animal corre diante dele, seu cérebro pode ativar imediatamente séculos de seleção como caçador de pragas.

A raça também costuma desenvolver forte vínculo com a família.

É comum que o cachorro queira acompanhar seus tutores pela casa.

Pode ser afetuoso.

Brincalhão.

E bastante participativo.

O American Kennel Club descreve a raça como dedicada e adaptável, destacando sua capacidade de viver em diferentes ambientes. American Kennel Club

Existe, porém, uma diferença entre afeto e submissão.

O Australian Terrier continua sendo um terrier.

Isso significa que possui opinião própria.

Pode testar limites.

Pode tentar descobrir maneiras alternativas de alcançar aquilo que deseja.

E pode ignorar momentaneamente o tutor quando uma oportunidade de perseguição parece mais interessante.

Essa personalidade é justamente parte de seu charme.

Mas precisa ser direcionada.

Um Australian Terrier sem regras pode acabar administrando a casa de acordo com uma legislação desenvolvida por ele mesmo.

Convivência com crianças

O Australian Terrier pode ser um excelente companheiro familiar.

Seu tamanho pequeno facilita bastante a convivência dentro de casa.

Ao mesmo tempo, sua estrutura é mais robusta do que a de muitas raças pequenas de companhia.

Isso significa que pode participar de brincadeiras e atividades sem a fragilidade física encontrada em alguns cães miniaturizados.

Com crianças maiores, existe ótimo potencial.

O cachorro pode acompanhar brincadeiras.

Procurar objetos.

Aprender pequenos truques.

Participar de caminhadas.

E interagir bastante com a família.

O principal ponto de atenção está na típica personalidade terrier.

Ele possui limites.

Não deve ser tratado como brinquedo.

Crianças pequenas precisam aprender que não se deve:

puxar a pelagem.

segurar o cachorro à força.

mexer em seu alimento.

incomodá-lo enquanto dorme.

ou persegui-lo quando procura distância.

A supervisão continua sendo importante.

Existe também outra questão.

Terriers podem reagir rapidamente a movimentos.

Crianças correndo e gritando podem estimular brincadeiras mais intensas.

O adulto precisa ensinar autocontrole ao cão e comportamento respeitoso à criança.

Quando os dois lados aprendem as regras, o Australian Terrier pode integrar muito bem uma família.

Convivência com outros animais

Aqui aparece claramente a herança funcional da raça.

O Australian Terrier foi desenvolvido para controlar animais pequenos.

Isso significa que existe instinto predatório relevante.

Ratos.

Camundongos.

Pequenos roedores.

E outros animais rápidos podem despertar uma reação imediata.

O AKC destaca que o impulso de perseguir pequenos animais permanece muito presente na raça. American Kennel Club

Por isso, convivência com hamsters, coelhos, porquinhos-da-índia e pequenos animais semelhantes exige enorme cautela.

Não é sensato confiar apenas no tamanho do cachorro.

Terriers foram desenvolvidos justamente para enfrentar animais em espaços pequenos.

Com gatos, a situação pode ser diferente.

Um Australian Terrier criado desde filhote com um gato pode aprender perfeitamente que aquele animal pertence à família.

Mas gatos desconhecidos correndo pelo quintal podem despertar perseguição.

Com outros cães, a convivência pode funcionar bem.

Socialização precoce aumenta bastante essa possibilidade.

Ainda assim, alguns exemplares podem apresentar a confiança típica dos terriers e entrar em conflitos com cães maiores sem demonstrar qualquer preocupação com a diferença de tamanho.

O tutor precisa lembrar de uma coisa.

O Australian Terrier sabe que mede aproximadamente 25 centímetros.

Ele simplesmente pode não considerar essa informação muito relevante.

Apartamento e espaço

Aqui aparece uma das grandes vantagens da raça.

O Australian Terrier pode se adaptar muito bem à vida em apartamento.

Seu tamanho ajuda.

Sua necessidade de exercício é perfeitamente administrável por pessoas que mantenham uma rotina ativa.

E sua pelagem não exige instalações especiais.

O AKC considera a raça bastante adaptável a diferentes ambientes, incluindo vida urbana. American Kennel Club

Mas existem dois fatores que precisam ser administrados.

O primeiro é a energia.

O segundo é o instinto de alerta.

Um terrier criado para perceber movimentos estranhos pode considerar ruídos no corredor, portas, elevadores e pessoas passando em frente ao apartamento como eventos dignos de comunicação.

Isso significa:

latidos.

Treinamento precoce ajuda bastante.

O cachorro precisa aprender quais sons fazem parte da rotina.

Caminhadas diárias também são importantes.

O Australian Terrier pode ser pequeno, mas não é um cão sedentário.

Uma rotina composta apenas por sair rapidamente para necessidades fisiológicas dificilmente aproveita aquilo que a raça tem a oferecer.

Casas com quintal também funcionam muito bem.

Mas existe uma recomendação particularmente importante.

O terreno deve ser seguro.

Terriers escavam.

Australian Terriers podem escavar bastante.

Se existir alguma coisa interessante do outro lado da cerca, o cachorro pode começar um pequeno projeto de engenharia civil sem solicitar autorização.

CUIDADOS

O trabalho cotidiano que precisa caber na sua vida.

A aparência rústica do Australian Terrier combina com uma manutenção relativamente simples.

O pelo externo é áspero.

Reto.

Denso.

E possui aproximadamente seis centímetros de comprimento no corpo.

Por baixo existe um subpelo macio.

A escovação regular ajuda a retirar pelos mortos e manter a textura correta.

Uma ou duas vezes por semana costuma funcionar bem para animais de companhia.

A pelagem tradicionalmente não deve ser excessivamente aparada ou transformada em algo artificialmente macio.

A textura dura é característica funcional da raça.

Ela ajuda a proteger o corpo contra condições ambientais.

Banhos podem ocorrer conforme necessidade.

Excesso de banhos ou produtos inadequados pode alterar a textura natural da pelagem.

O topete merece atenção.

Apesar de ser mais macio, normalmente não exige trabalho complexo.

A região do pescoço e peito possui maior volume de pelos e deve ser verificada durante a escovação.

As orelhas eretas oferecem boa ventilação.

Ainda assim, precisam ser inspecionadas regularmente.

Unhas devem permanecer curtas.

Higiene dental merece atenção especial.

Cães pequenos podem desenvolver problemas dentários com relativa facilidade, portanto escovação dos dentes e acompanhamento veterinário são medidas importantes.

Exercícios e atividades

O Australian Terrier possui energia moderada a alta.

Não exige quilômetros de corrida todos os dias.

Mas precisa de atividade regular.

Caminhadas diárias funcionam muito bem.

Brincadeiras com bolas também.

Jogos de busca.

Treinamento.

Atividades de faro.

Brinquedos interativos.

Tudo isso pode ajudar.

O AKC destaca que a raça participa com sucesso de diferentes esportes caninos e costuma aprender rapidamente. American Kennel Club

Agility pode ser especialmente interessante.

O tamanho reduzido e a agilidade natural favorecem a modalidade.

Rally obedience também pode funcionar.

Obediência.

Earthdog e atividades similares de terrier, onde disponíveis.

Jogos domésticos de procurar objetos.

O Australian Terrier não precisa necessariamente de uma profissão.

Mas gosta de possuir ocupações.

Existe ainda uma atividade que muitos exemplares realizariam voluntariamente durante horas:

investigar.

Permitir que o cão cheire durante passeios oferece enorme estímulo mental.

Isso pode parecer pouco para uma pessoa.

Para um cachorro, analisar cheiros significa processar uma quantidade impressionante de informações.

Também é importante evitar um erro frequente com raças pequenas.

Carregar o cachorro constantemente.

O Australian Terrier possui pernas.

E foi desenvolvido para utilizá-las.

Ele pode e deve caminhar, respeitando naturalmente idade, saúde e condições climáticas.

Alimentação

A alimentação do Australian Terrier precisa respeitar seu tamanho.

Isso parece óbvio.

Mas cães pequenos são frequentemente superalimentados porque as quantidades parecem visualmente reduzidas para humanos.

Um pequeno punhado de petiscos pode representar uma parte enorme das calorias diárias de um cachorro de 6 kg.

Por isso, petiscos utilizados durante treinamento precisam ser considerados dentro da alimentação total.

A dieta deve ser adequada à idade.

Filhotes necessitam de alimento formulado para crescimento.

Adultos precisam de quantidade ajustada à atividade.

Cães idosos podem precisar de mudanças conforme metabolismo e condição física.

O Australian Terrier deve permanecer firme e atlético.

Não arredondado.

A cintura precisa ser perceptível.

As costelas devem ser facilmente palpáveis sob uma fina camada de gordura.

Cães extremamente ativos podem demandar um pouco mais de energia.

Animais que passam mais tempo dentro de casa precisam de porções menores.

Água limpa e fresca deve permanecer sempre disponível.

SAÚDE

Predisposição não é destino, mas precisa entrar na escolha.

O Australian Terrier é geralmente descrito como uma raça robusta.

Sua origem como cão funcional provavelmente ajudou a preservar uma estrutura relativamente saudável.

A expectativa de vida informada pelo American Kennel Club fica aproximadamente entre 11 e 15 anos. American Kennel Club

Ainda assim, existem condições que merecem acompanhamento.

O AKC destaca que criadores responsáveis costumam avaliar os reprodutores para problemas como luxação de patela e doença de Legg-Calvé-Perthes. American Kennel Club

A luxação de patela ocorre quando a patela sai de sua posição normal.

Pode variar desde casos leves até situações que provocam dor e alterações de movimento.

A doença de Legg-Calvé-Perthes afeta a cabeça do fêmur e tende a aparecer em cães jovens de pequeno porte.

Problemas metabólicos e outras alterações podem existir em determinadas linhagens, razão pela qual a escolha do criador continua sendo fundamental.

Um bom criador deve falar abertamente sobre saúde.

Não apenas sobre títulos de exposição.

Exames dos pais.

Histórico de longevidade da família.

Problemas observados em gerações anteriores.

Tudo isso possui valor.

Outro cuidado importante é o peso.

Apesar de pequeno, o Australian Terrier possui estrutura forte.

Isso pode levar algumas pessoas a aceitarem facilmente alguns quilos extras.

Mas proporcionalmente, pequenas variações representam muito para um cachorro de aproximadamente 6,5 kg.

Um único quilo adicional pode significar mais de 15% de seu peso ideal.

Manter condição corporal adequada ajuda articulações e saúde metabólica.

TREINAMENTO

Inteligência sem rotina também produz problemas.

O Australian Terrier é inteligente.

Muito inteligente.

A questão é que inteligência não significa obediência automática.

O cachorro pode compreender exatamente aquilo que está sendo pedido.

E ainda avaliar se existe alguma alternativa mais interessante.

Essa é uma característica clássica dos terriers.

Treinamento funciona melhor quando existe motivação.

Recompensas alimentares podem ajudar.

Brinquedos.

Brincadeiras.

Elogios.

Acesso a ambientes interessantes.

Tudo isso pode ser utilizado.

Sessões curtas tendem a produzir resultados melhores do que exercícios longos e repetitivos.

O Australian Terrier aprende rápido.

Depois de compreender um comportamento, repetir aquilo dezenas de vezes pode parecer pouco interessante.

O tutor precisa manter alguma variedade.

A chamada merece atenção especial.

Um cachorro pequeno pode desaparecer rapidamente atrás de um animal.

Por isso, liberdade sem guia deve ser reservada a áreas realmente seguras.

Socialização precoce também é fundamental.

Pessoas diferentes.

Crianças.

Outros cães.

Ambientes urbanos.

Carros.

Bicicletas.

Barulhos.

Veterinário.

Tudo deve ser apresentado gradualmente.

Existe ainda um ponto importante sobre treinamento de cães pequenos.

Muitos comportamentos indesejados são tolerados simplesmente porque o animal pesa poucos quilos.

Pular nas pessoas.

Rosnar por recursos.

Puxar na guia.

Ignorar comandos.

Latir incessantemente.

Se um cachorro de 40 kg fizesse isso, o tutor provavelmente procuraria solução imediatamente.

O Australian Terrier merece exatamente o mesmo nível de educação.

Ser pequeno não elimina a necessidade de boas maneiras.

GALERIA

Conheça diferentes expressões da raça.

Pontos positivos

  • Procura um cão pequeno, mas robusto.
  • Mora em apartamento e pode oferecer passeios diariamente.
  • Gosta de cães alertas e participativos.
  • Deseja um companheiro inteligente.
  • Tem interesse em treinamento e esportes caninos.
  • Procura uma raça relativamente adaptável.
  • Não quer uma pelagem de manutenção extremamente complexa.
  • Gosta da personalidade determinada dos terriers.
  • Pode oferecer atividades mentais e brincadeiras.
  • Procura um cão pequeno que acompanhe uma rotina ativa.

Pontos de atenção

  • Possui pequenos roedores ou animais semelhantes soltos em casa.
  • Procura um cachorro extremamente passivo.
  • Não gosta de latidos de alerta.
  • Não pretende realizar treinamento.
  • Não consegue oferecer caminhadas diariamente.
  • Deseja um cão confiável solto em qualquer ambiente.
  • Não gosta de comportamentos de escavação.
  • Prefere cães com baixo impulso de perseguição.
  • Espera obediência automática.
  • Procura uma raça que praticamente não precise de estímulo mental.