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PERFIL COMPLETO DA RAÇA

Lhasa Apso

O pequeno sentinela do Himalaia que nunca esqueceu sua função

Origem: Tibete (China), sob patronato cinófilo da Grã-Bretanha

Por baixo da pelagem longa, do rosto aparentemente delicado e do tamanho que cabe facilmente em um apartamento existe um cão que passou séculos tomando decisões por conta própria. O Lhasa Apso não foi criado simplesmente para decorar os palácios e mosteiros do Tibete. Ele vivia dentro deles como sentinela, atento a movimentos, sons e pessoas desconhecidas.

Cão adulto da raça Lhasa Apso com pelagem longa e abundante em tons dourados, pelos caindo ao redor da face, olhos escuros e cauda curvada sobre o dorso.
EnergiaModerada
PortePequeno
PelagemDupla
Expectativa de vidaCerca de 12 a 15 anos
SOBRE A RAÇA

Uma história selecionada para uma função.

Por baixo da pelagem longa, do rosto aparentemente delicado e do tamanho que cabe facilmente em um apartamento existe um cão que passou séculos tomando decisões por conta própria.

O Lhasa Apso não foi criado simplesmente para decorar os palácios e mosteiros do Tibete. Ele vivia dentro deles como sentinela, atento a movimentos, sons e pessoas desconhecidas. Enquanto cães maiores faziam a proteção externa, o pequeno Lhasa funcionava como um sistema de alarme de quatro patas.

Essa origem continua visível em seu comportamento moderno.

Ele pode ser afetuoso, divertido e profundamente ligado à família, mas normalmente não distribui amizade automática para qualquer pessoa que atravessa a porta. Inteligente, seguro e independente, observa primeiro.

Depois decide.

E talvez esse seja o segredo para entender a raça: o Lhasa Apso parece um pequeno cão de companhia moderno, mas dentro dele ainda existe um antigo guardião tibetano.

História e origem

A história do Lhasa Apso não começa em uma sala de exposições.

Começa no Himalaia.

O Tibete possui algumas das regiões habitadas mais elevadas do planeta, com ar rarefeito, inverno rigoroso, vento, poeira, radiação solar intensa e enormes variações de temperatura.

Foi nesse ambiente que pequenos cães resistentes foram selecionados durante séculos.

A FCI destaca justamente essa adaptação: o Lhasa precisava ser suficientemente robusto para sobreviver às condições severas das grandes altitudes tibetanas. Sua pelagem longa e firme, acompanhada por subpelo, funcionava como isolamento térmico; os pelos sobre a face ajudavam a proteger contra vento, poeira e luminosidade intensa. FCI

Mas resistência climática era apenas uma parte da função.

O alarme dentro do mosteiro

Nos mosteiros e residências tibetanas existia praticamente uma divisão de tarefas.

Cães grandes, como ancestrais do atual Mastim Tibetano, podiam exercer proteção externa.

O pequeno Lhasa ficava dentro das construções.

Ali sua função não era vencer fisicamente um invasor.

Era percebê-lo antes.

Audição, atenção ao ambiente e desconfiança natural diante de desconhecidos transformavam aquele cão de poucos quilos em um eficiente sentinela doméstico.

O American Kennel Club registra que Lhasas foram mantidos durante séculos como companheiros e cães de guarda em mosteiros e palácios isolados do Himalaia. American Kennel Club

O cão-leão

A raça possui forte relação simbólica com a cultura tibetana.

Uma interpretação do antigo nome tibetano Apso Seng Kyi é “cão-leão barbado” ou “bearded lion dog”.

O leão-da-neve ocupa um lugar importante na simbologia tibetana e aparece em tradições religiosas e culturais da região.

Naturalmente, o Lhasa não foi criado porque alguém decidiu fabricar uma miniatura literal de leão.

Mas a combinação entre:

  • juba facial;
  • pelagem abundante;
  • postura autoconfiante;
  • importância espiritual;
  • comportamento vigilante

ajudou a fortalecer essa associação.

Cães que não eram simplesmente vendidos

Durante muito tempo, Lhasas eram animais altamente valorizados no Tibete.

Alguns eram oferecidos como presentes por autoridades religiosas e membros da elite.

Essa tradição acabaria tendo importância fundamental para a expansão internacional da raça.

A chegada à Europa

Os primeiros Apsos chegaram à Grã-Bretanha no início da década de 1920.

Havia, entretanto, um problema.

Europeus ainda não distinguiam claramente vários pequenos cães tibetanos de pelagem abundante.

Durante algum tempo, animais diferentes foram agrupados genericamente sob denominações como Lhasa Terrier.

Posteriormente, as diferenças entre o Lhasa Apso e o Tibetan Terrier foram sendo formalizadas.

Em 1933, foi criado na Grã-Bretanha um clube especializado na raça. FCI

O caminho para os Estados Unidos

Um personagem importante nessa expansão foi o naturalista e viajante americano Suydam Cutting.

Durante viagens ao Tibete, Cutting estabeleceu relação com o 13º Dalai Lama.

Segundo a história registrada pelo AKC, recebeu Lhasas como presentes, e os cães levados para sua propriedade nos Estados Unidos tiveram papel importante na formação das linhagens americanas.

Em 1935, o American Kennel Club reconheceu oficialmente o Lhasa Apso. American Kennel Club

A FCI reconheceu definitivamente a raça em 19 de novembro de 1960. FCI

O antigo cão de mosteiro havia cruzado o mundo.

Mas não abandonaria completamente seu antigo trabalho.

Peso típicoAproximadamente 5,4 a 8,2 kg
AlturaMachos: ideal de aproximadamente 25 cm; fêmeas ligeiramente menores
Função históricaGrupo 9 — Cães de Companhia; Seção 5 — Raças Tibetanas
Confiança dos dadosAlta
Ficha rápida completa
Nome oficialLhasa Apso
ApelidosLhasa, Apso, Bearded Lion Dog, Apso Seng Kyi
País de origemTibete (China), sob patronato cinófilo da Grã-Bretanha
Grupo FCIGrupo 9 — Cães de Companhia; Seção 5 — Raças Tibetanas
Função originalCompanhia e sentinela no interior de mosteiros, palácios e residências tibetanas
Função atualCompanhia e cão de alerta
PortePequeno
AlturaMachos: ideal de aproximadamente 25 cm; fêmeas ligeiramente menores
PesoAproximadamente 5,4 a 8,2 kg
Expectativa de vidaCerca de 12 a 15 anos
PelagemLonga, pesada, reta e firme, com subpelo moderado
Cor no padrão FCIDourado, areia, mel, grizzle escuro, ardósia, fumaça, particolor, preto, branco ou acastanhado
Nível de energiaModerado
Queda de pelosBaixa
Adaptação a apartamentoMuito boa
Experiência do tutorIniciante dedicado ou tutor intermediário

Aparência e características físicas

O Lhasa Apso é pequeno.

Não deve parecer frágil.

Esse detalhe é fundamental.

Debaixo de toda aquela pelagem existe um cão compacto, resistente e proporcionalmente mais comprido do que alto.

A FCI resume sua aparência como:

  • equilibrada;
  • robusta;
  • fortemente revestida por pelagem;
  • sem exageros. FCI

A cabeça

O crânio é moderadamente estreito.

O focinho possui aproximadamente 4 cm e corresponde a cerca de um terço da distância total entre a ponta do nariz e a parte posterior do crânio.

O nariz é preto.

Os olhos devem ser:

  • escuros;
  • ovais;
  • de tamanho médio;
  • voltados para a frente.

Não devem ser excessivamente grandes ou salientes.

As orelhas são pendentes e muito revestidas por pelos. FCI

A famosa franja

O padrão permite pelos caindo sobre os olhos.

Mas faz uma observação importante:

eles não podem impedir o cão de enxergar.

Isso é importante porque estética nunca deveria superar função ou bem-estar.

Aquela imagem de um cachorro praticamente desaparecendo atrás da própria franja pode ser visualmente marcante, mas a visão deve permanecer funcional. FCI

Corpo

O corpo é compacto e um pouco mais longo do que alto.

A linha superior deve ser nivelada.

A região lombar é forte.

Os membros são bem desenvolvidos e revestidos por pelos.

Os pés são arredondados, semelhantes a “pés de gato”, com almofadas firmes.

A movimentação deve ser livre e viva.

A cauda

A cauda é inserida alta e carregada sobre o dorso.

É abundantemente coberta por pelos e pode apresentar uma pequena dobra na extremidade.

Esse formato contribui fortemente para a silhueta típica dos cães tibetanos.

Tutor indicado

  • mora em apartamento;
  • procura um cão pequeno e robusto;
  • gosta de cães inteligentes e independentes;
  • deseja um companheiro muito ligado à família;
  • aprecia cães atentos e vigilantes;
  • consegue oferecer caminhadas e estímulo mental diariamente;
  • aceita escovar e cuidar frequentemente da pelagem;
  • utiliza treinamento baseado em reforço positivo;
  • prefere uma raça com relativamente pouca queda de pelos;
  • respeita cães que possuem personalidade própria.

Tutor não indicado

  • deseja um cão automaticamente amigável com todos;
  • procura obediência imediata e absoluta;
  • não tolera latidos de alerta;
  • passa longos períodos fora de casa;
  • não deseja investir tempo em cuidados com a pelagem;
  • possui crianças muito pequenas que ainda brincam de maneira brusca;
  • pretende deixar o cachorro sem socialização;
  • deseja um parceiro para exercícios físicos muito intensos;
  • não aceita certa independência ou teimosia;
  • procura um cachorro completamente passivo.

Em resumo

O Lhasa Apso é uma pequena fraude visual.

A pelagem sugere delicadeza.

O tamanho sugere um cachorro de colo.

A expressão sugere tranquilidade.

Então alguém toca a campainha.

E aparecem mil anos de seleção tibetana.

Por séculos, esse pequeno cão viveu dentro de palácios, casas e mosteiros, observando aquilo que acontecia ao redor enquanto cães muito maiores faziam a proteção externa.

Ele não precisava derrotar o intruso.

Precisava perceber que alguma coisa estava errada.

Essa função deixou marcas profundas.

O Lhasa moderno continua atento, inteligente, independente e frequentemente reservado com pessoas que ainda não conquistaram sua confiança.

Ao mesmo tempo, com sua família pode ser profundamente afetuoso, divertido e até ridículo de uma maneira que contrasta deliciosamente com sua aparência aristocrática.

Cabe perfeitamente em muitos apartamentos.

Mas não cabe muito bem na ideia de que cachorro pequeno significa cachorro sem opinião.

O Lhasa Apso é companheiro.

É comediante.

É sentinela.

E, mesmo milhares de quilômetros distante do Himalaia, ainda parece acreditar que alguém precisa continuar tomando conta do mosteiro.

Avaliação editorial de compatibilidade
Apego ao tutor5/5
Adaptação a apartamento5/5
Nível de energia3/5
Necessidade de exercícios3/5
Inteligência4/5
Facilidade de treinamento3/5
Tolerância à solidão2/5
Convivência com crianças pequenas3/5
Convivência com crianças maiores4/5
Convivência com outros cães4/5
Convivência com gatos4/5
Convivência com pequenos animais3/5
Sociabilidade com desconhecidos2/5
Instinto de alerta5/5
Tendência a latir4/5
Queda de pelos2/5
Exigência de cuidados com a pelagem5/5
Tolerância ao calor2/5
Adequação para tutores iniciantes3/5
Custo geral de manutenção3/5
Fontes e links de verificação
PERSONALIDADE

Como essa raça tende a viver com pessoas.

A aparência frequentemente engana quem conhece o Lhasa apenas por fotografias.

Ele parece um pequeno cachorro delicado e cerimonioso.

O cérebro discorda.

A FCI descreve seu temperamento como alegre, assertivo, atento, estável e um pouco reservado com desconhecidos. FCI

Essa combinação explica grande parte do comportamento da raça.

Independência com propósito

O Lhasa foi selecionado para perceber alguma coisa estranha e reagir sem esperar instruções humanas.

Isso favoreceu:

  • autonomia;
  • capacidade de decisão;
  • atenção ao ambiente;
  • desconfiança seletiva;
  • persistência.

Hoje essas mesmas características podem ser interpretadas como “teimosia”.

E algumas vezes são.

Mas existe diferença entre falta de inteligência e independência.

O Lhasa geralmente entende muito bem o que está sendo pedido.

A questão é que ele pode desejar saber por que deveria fazer aquilo.

O próprio AKC descreve a raça como muito inteligente, mas capaz de se tornar obstinada diante de treinamento repetitivo ou coercitivo. American Kennel Club

Com a família

Com pessoas conhecidas, o comportamento muda.

Muitos Lhasas são:

  • afetuosos;
  • brincalhões;
  • engraçados;
  • participativos;
  • profundamente ligados aos moradores da casa.

Possuem uma curiosa combinação de dignidade e comédia.

Podem passar alguns minutos observando o ambiente com uma expressão quase imperial e, em seguida, fazer alguma coisa completamente absurda.

O AKC resume a raça com três palavras bastante adequadas:

confiante, inteligente e cômica. American Kennel Club

Convivência com crianças

O Lhasa Apso pode conviver bem com crianças.

Mas existe uma condição importante:

respeito.

Ele não é necessariamente o pequeno cachorro que aceitará silenciosamente ser:

  • apertado;
  • carregado incorretamente;
  • perseguido;
  • puxado pelos pelos;
  • acordado bruscamente;
  • tratado como brinquedo.

Por sua personalidade relativamente independente e por seu tamanho pequeno, tende a combinar melhor com crianças que já aprenderam a interpretar limites e sinais do cão.

Crianças muito pequenas exigem supervisão constante.

O problema não é apenas o comportamento do cachorro.

Um Lhasa adulto pesa poucos quilos e pode sofrer lesões se cair de braços humanos, for pisado ou receber brincadeiras excessivamente bruscas.

Compatibilidade com crianças pequenas: moderada.

Compatibilidade com crianças maiores e respeitosas: boa a muito boa.

Convivência com outros animais

Com socialização precoce, o Lhasa pode conviver muito bem com outros cães.

Mas novamente aparece sua personalidade.

Alguns indivíduos podem não perceber que são pequenos.

A segurança característica da raça pode fazer um Lhasa se posicionar diante de cães muito maiores com uma confiança superior àquilo que a matemática recomendaria.

Apresentações controladas são importantes.

A convivência com gatos também tende a funcionar quando o contato é bem introduzido, principalmente desde jovem.

Não é uma raça tipicamente desenvolvida para caça intensa a pequenos animais, mas diferenças individuais existem.

Socialização continua sendo mais importante do que simplesmente confiar em uma descrição genérica da raça.

Apartamento e espaço

Aqui o Lhasa apresenta uma grande vantagem.

Seu tamanho pequeno, necessidade moderada de exercícios e capacidade de viver bem dentro de casa tornam a raça muito adequada para apartamentos.

Ele não precisa de um enorme quintal.

Precisa de rotina.

Caminhadas, brincadeiras, exploração e contato social continuam necessários.

O principal desafio do apartamento talvez seja outro:

o sistema de alarme tibetano continua instalado.

Lhasas percebem:

  • passos no corredor;
  • elevadores;
  • campainhas;
  • portas;
  • pessoas chegando;
  • barulhos diferentes;
  • movimentação próxima da residência.

Isso pode resultar em latidos de alerta.

Treinamento desde jovem ajuda a ensinar quando o aviso já cumpriu sua função.

O objetivo não precisa ser eliminar completamente o comportamento de alerta.

Esse comportamento está profundamente ligado à história da raça.

A meta é impedir que cada ruído do prédio vire uma emergência diplomática.

CUIDADOS

O trabalho cotidiano que precisa caber na sua vida.

Aqui aparece o maior compromisso de manutenção da raça.

A famosa pelagem longa não se mantém sozinha.

Segundo o padrão FCI, o pelo externo deve ser:

  • longo;
  • pesado;
  • reto;
  • firme;
  • nem lanoso nem sedoso.

Existe também subpelo moderado. FCI

Pelagem longa

Um Lhasa mantido com pelagem completa exige escovação cuidadosa várias vezes por semana — frequentemente quase diária, dependendo do comprimento, textura e rotina.

Nós tendem a aparecer especialmente:

  • atrás das orelhas;
  • axilas;
  • peito;
  • barriga;
  • pernas;
  • região do pescoço.

PetMD recomenda, como referência geral, escovação aproximadamente três a quatro vezes por semana para cães de pelagem longa. PetMD

Puppy cut

Muitos tutores que não pretendem participar de exposições optam por uma tosa mais curta conhecida popularmente como puppy cut.

Ela reduz significativamente a complexidade da manutenção.

Mas não elimina:

  • escovação;
  • banhos;
  • higiene facial;
  • cuidado com olhos;
  • unhas;
  • ouvidos.

Pelagem curta não significa cachorro sem manutenção.

Banho

PetMD utiliza como referência banhos a cada duas a quatro semanas, embora a frequência real dependa da pelagem, do ambiente e das necessidades individuais. PetMD

Secagem completa é fundamental.

Subpelo úmido pode favorecer irritações e problemas de pele.

Olhos

Os olhos merecem atenção especial.

Pelos entrando constantemente em contato com a superfície ocular podem causar irritação.

A região deve ser observada diariamente.

Pelos podem ser presos adequadamente ou manejados de forma a preservar visão e conforto.

O American Lhasa Apso Club alerta que irritação crônica pode contribuir para problemas da córnea, incluindo ceratite pigmentar. American Lhasa Apso Club

Dentes

Como ocorre em muitas raças pequenas, higiene dentária deve começar cedo.

Escovação frequente com produto veterinário ajuda a reduzir acúmulo de placa e doença periodontal.

Unhas e ouvidos

Unhas devem ser aparadas regularmente.

Os ouvidos pendentes precisam de inspeção para:

  • vermelhidão;
  • odor;
  • excesso de secreção;
  • sinais de dor.

Exercícios e atividades

O Lhasa não precisa correr dezenas de quilômetros.

Também não deve passar a vida no sofá.

Sua necessidade de exercício é moderada e normalmente pode ser atendida com:

  • caminhadas diárias;
  • brincadeiras dentro de casa;
  • atividades de faro;
  • busca de brinquedos;
  • pequenos exercícios de obediência;
  • desafios mentais;
  • agility adaptado;
  • exploração de novos ambientes.

PetMD destaca caminhadas, brincadeiras, treinamento, agility e atividades mentais entre boas opções para a raça. PetMD

A inteligência do Lhasa torna estímulo mental particularmente importante.

Um cachorro que passou séculos avaliando o ambiente pode ficar entediado se sua vida moderna for reduzida a comer e dormir.

Cuidados com calor

A pelagem abundante e o focinho relativamente curto exigem atenção especial durante dias muito quentes.

Exercícios devem ser adaptados à temperatura.

Sinais como:

  • ofegação exagerada;
  • fraqueza;
  • dificuldade respiratória;
  • língua muito escura;
  • desorientação;
  • intolerância súbita ao exercício

exigem interrupção da atividade e, dependendo da intensidade, avaliação veterinária.

Alimentação

O Lhasa Apso é pequeno.

Isso significa que pequenas diferenças na quantidade de alimento podem produzir grandes diferenças proporcionalmente.

Dez ou vinte gramas extras por dia parecem pouco para uma pessoa.

Para um cachorro de seis quilos, acumulados durante meses, podem representar ganho relevante de peso.

A alimentação deve considerar:

  • idade;
  • peso;
  • condição corporal;
  • nível de atividade;
  • estado de saúde;
  • densidade energética do alimento.

Um alimento completo e equilibrado apropriado à fase de vida normalmente fornece os nutrientes necessários.

Suplementos não devem ser adicionados automaticamente.

O peso precisa ser acompanhado pela condição corporal e não apenas pela balança.

A pelagem abundante pode esconder aumento de gordura.

É possível olhar para um Lhasa todos os dias e não perceber imediatamente que o pequeno sentinela está ficando redondo embaixo do casaco.

Adultos normalmente podem receber a quantidade diária dividida em duas refeições, conforme alimento utilizado e orientação veterinária.

Água fresca deve permanecer sempre disponível.

SAÚDE

Predisposição não é destino, mas precisa entrar na escolha.

O Lhasa Apso costuma apresentar boa longevidade e pode ultrapassar facilmente uma década de vida.

Isso não significa ausência de problemas hereditários.

Alterações renais hereditárias

O AKC destaca a disfunção renal hereditária como uma das preocupações mais importantes historicamente associadas à raça.

A gravidade pode variar.

Um problema importante é que nem sempre existe teste simples capaz de identificar todos os portadores.

Por isso, histórico das linhagens e responsabilidade do criador são especialmente relevantes. American Kennel Club

Sinais de doença renal podem incluir:

  • aumento de sede;
  • maior volume de urina;
  • perda de peso;
  • redução de apetite;
  • vômitos;
  • apatia.

Qualquer alteração persistente merece investigação veterinária.

Atrofia progressiva da retina — PRA

A PRA envolve degeneração progressiva da retina.

Em fases iniciais, o tutor pode perceber dificuldade maior em locais escuros.

Com a progressão, a visão pode ser comprometida de maneira significativa.

O AKC inclui PRA entre as condições oculares importantes a serem discutidas com criadores. American Kennel Club

Olho seco

A ceratoconjuntivite seca ocorre quando existe produção insuficiente de lágrimas.

Pode causar:

  • vermelhidão;
  • secreção;
  • desconforto;
  • inflamação da córnea.

Sem controle adequado, pode produzir lesões importantes.

Glaucoma

O American Lhasa Apso Club chama atenção especificamente para glaucoma.

A condição pode elevar a pressão dentro do olho e causar dor intensa e perda irreversível da visão.

Olho vermelho, córnea turva, pupila alterada, sensibilidade facial ou perda súbita de visão justificam avaliação veterinária urgente. American Lhasa Apso Club

Luxação de patela

A patela pode deslocar-se de sua posição normal.

Alguns cães apresentam aquele comportamento típico de:

1. levantar subitamente uma pata traseira; 2. caminhar alguns passos pulando; 3. voltar ao normal.

Casos leves podem exigir acompanhamento.

Casos graves podem exigir cirurgia.

Displasia coxofemoral

Embora muito mais associada popularmente a cães grandes, a displasia de quadril também pode ocorrer em raças pequenas, incluindo o Lhasa.

Criadores responsáveis acompanham a saúde ortopédica das linhagens.

Cherry eye

Prolapso da glândula da terceira pálpebra pode produzir uma massa avermelhada no canto interno do olho.

Deve ser avaliado por veterinário.

Avaliações importantes antes da compra

Ao conversar com um criador responsável, pergunte sobre:

  • histórico renal das linhagens;
  • exames oftalmológicos;
  • casos de PRA;
  • glaucoma;
  • olho seco;
  • patelas;
  • quadris;
  • longevidade de pais e avós;
  • causas de morte dos cães mais velhos da família.

Não basta perguntar:

“Os pais são saudáveis?”

Peça documentação quando existirem exames disponíveis.

TREINAMENTO

Inteligência sem rotina também produz problemas.

Treinar um Lhasa Apso usando repetição mecânica pode ser uma experiência filosófica.

Você pede.

Ele olha.

Você repete.

Ele continua olhando.

E existe uma boa possibilidade de que ele tenha entendido desde a primeira vez.

O desafio é manter o treinamento interessante.

O AKC observa que Lhasas são inteligentes, mas podem se tornar bastante resistentes quando submetidos a exercícios repetitivos, intimidação ou pressão excessiva. American Kennel Club

Por isso, sessões funcionam melhor quando são:

  • curtas;
  • variadas;
  • positivas;
  • consistentes;
  • recompensadoras.

Reforço positivo com alimentos, brinquedos ou elogios tende a produzir resultados melhores.

Socialização

A socialização merece atenção especial devido à tradicional reserva com estranhos.

Desde filhote, o Lhasa deve conhecer de maneira controlada:

  • homens;
  • mulheres;
  • crianças;
  • pessoas usando chapéus ou uniformes;
  • outros cães;
  • diferentes ambientes;
  • sons urbanos;
  • carros;
  • clínicas veterinárias;
  • superfícies variadas.

O objetivo não é transformar um Lhasa em um cachorro que adore automaticamente qualquer estranho.

É ensiná-lo que novidade não significa necessariamente ameaça.

GALERIA

Conheça diferentes expressões da raça.

Pontos positivos

  • mora em apartamento;
  • procura um cão pequeno e robusto;
  • gosta de cães inteligentes e independentes;
  • deseja um companheiro muito ligado à família;
  • aprecia cães atentos e vigilantes;
  • consegue oferecer caminhadas e estímulo mental diariamente;
  • aceita escovar e cuidar frequentemente da pelagem;
  • utiliza treinamento baseado em reforço positivo;
  • prefere uma raça com relativamente pouca queda de pelos;
  • respeita cães que possuem personalidade própria.

Pontos de atenção

  • deseja um cão automaticamente amigável com todos;
  • procura obediência imediata e absoluta;
  • não tolera latidos de alerta;
  • passa longos períodos fora de casa;
  • não deseja investir tempo em cuidados com a pelagem;
  • possui crianças muito pequenas que ainda brincam de maneira brusca;
  • pretende deixar o cachorro sem socialização;
  • deseja um parceiro para exercícios físicos muito intensos;
  • não aceita certa independência ou teimosia;
  • procura um cachorro completamente passivo.