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PERFIL COMPLETO DA RAÇA

Papillon — variedade de orelhas eretas do Continental Toy Spaniel

O pequeno aristocrata que parece delicado até começar a correr

Origem: França e Bélgica

![Image](https://cdn.akc.org/content/hero/Papillonheroimage.jpg) ![Image](https://cdn.akc.org/content/article-body-image/happy_pap.jpg) ![Image](https://cdn.akc.org/content/hero/papillion_puppers_hero.jpg) ![Image](https://cdn.akc.org/content/article-body-image/pap_pup_running.jpg) Durante séculos, cães minúsculos desse tipo apareceram ao lado de nobres,…

Cão adulto da raça Papillon em pé, com corpo pequeno, pelagem branca e colorida, olhos escuros, cauda franjada e grandes orelhas eretas cobertas por longos pelos semelhantes às asas de uma borboleta.
EnergiaAlta
PortePequeno
PelagemDupla
Expectativa de vidaCerca de 14 a 16 anos
SOBRE A RAÇA

Uma história selecionada para uma função.

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Durante séculos, cães minúsculos desse tipo apareceram ao lado de nobres, rainhas, crianças da aristocracia e famílias ricas nos retratos europeus. Eram pequenos o suficiente para o colo, elegantes o suficiente para a corte e bonitos o suficiente para ganhar espaço nas pinturas dos grandes mestres.

Seria fácil concluir que o Papillon foi criado apenas para decorar salas.

Esse é o erro.

Dentro daquele corpo que frequentemente não passa de quatro ou cinco quilos existe um cão extraordinariamente rápido, atento, treinável e atlético. O AKC descreve a raça como feliz, alerta e amigável e destaca sua capacidade de competir em agility e aprender tarefas muito além do que sua aparência de cão ornamental sugere. American Kennel Club

Seu nome nasceu das enormes orelhas eretas cobertas por franjas, cuja silhueta lembra as asas abertas de uma borboleta.

Em francês:

papillon significa borboleta.

Mas a característica que acabou batizando a raça é relativamente recente.

Por séculos, os ancestrais desses cães tiveram orelhas caídas.

A borboleta apareceu depois.

História e origem

Poucas raças possuem uma espécie de álbum de família artístico tão impressionante.

Em vez de depender apenas de registros de canis ou textos antigos, podemos acompanhar a evolução dos pequenos spaniels continentais através das pinturas europeias.

O Papillon Club of America registra pequenos spaniels semelhantes aos ancestrais da raça em obras dos grandes mestres desde pelo menos o início do século XVI. Ticiano, um dos maiores pintores do Renascimento veneziano, retratou esses cães repetidamente. Outros aparecem em obras associadas às cortes da França, Itália, Espanha e Países Baixos. Papillon Club

Isso é importante porque mostra algo incomum.

O Papillon não nasceu como miniaturização recente de um cachorro moderno.

O tipo pequeno de companhia já fazia parte da vida europeia há séculos.

Durante o Renascimento, manter um cachorro que não precisava caçar, guardar uma propriedade ou conduzir animais era também demonstração de posição social.

Um animal exclusivamente de companhia consumia recursos sem produzir alimento ou trabalho.

Era, em certa medida, luxo vivo.

Esses pequenos spaniels tornaram-se especialmente populares em ambientes aristocráticos.

Foram associados às cortes francesas e aparecem ao lado de adultos e crianças em retratos da nobreza. O AKC e o Papillon Club of America registram sua presença histórica entre as elites europeias, incluindo referências a Luís XIV e Maria Antonieta. American Kennel Club

Mas existe um detalhe curioso:

durante grande parte dessa história, aquelas famosas “asas de borboleta” ainda não existiam.

Os pequenos spaniels tinham orelhas caídas.

Era o tipo que hoje conhecemos como Phalène.

O Papillon Club of America registra que a forma ereta começou a ganhar destaque principalmente no final do século XIX. A aparência se tornou tão popular que a palavra francesa Papillon passou rapidamente a identificar o novo tipo. Papillon Club

O nome Phalène foi preservado para a variedade antiga de orelhas caídas.

Phalène, em francês, faz referência a uma mariposa.

Temos, portanto, uma raça cujas duas variedades foram poeticamente batizadas de acordo com insetos alados:

Papillon — borboleta.

Phalène — mariposa.

Sob a FCI, ambas pertencem ao mesmo padrão nº 77, mas são variedades distintas para premiação internacional. FCI

Outra característica histórica interessante é que França e Bélgica compartilham oficialmente a origem.

Durante séculos, pequenos spaniels circularam entre regiões, cortes, comerciantes e criadores europeus. O Papillon Club of America cita pesquisas históricas que atribuem a criadores franceses e belgas participação importante na consolidação do tipo moderno. Papillon Club

Nos Estados Unidos, o primeiro Papillon registrado pelo AKC entrou no stud book em 1915, enquanto o Papillon Club of America seria estabelecido mais tarde, em 1935. American Kennel Club

A FCI reconheceu definitivamente o Continental Toy Spaniel em 1º de janeiro de 1954. FCI

O curioso é observar o que aconteceu depois.

O cachorro criado durante séculos para ocupar colos aristocráticos entrou no século XX e descobriu que poderia:

correr agility,

competir em obediência,

aprender truques,

rastrear,

trabalhar como cão de terapia

e participar de praticamente qualquer atividade compatível com seu tamanho.

A corte desapareceu.

O pequeno spaniel ficou.

E começou a mostrar que talvez ninguém tivesse percebido todo o potencial que estava sentado naquele colo.

Peso típicoFCI: mínimo 1,5 kg; categorias abaixo de 2,5 kg e de 2,5 a 4,5 kg para machos ou até 5 kg para fêmeas
AlturaAproximadamente 28 cm na cernelha
Função históricaGrupo 9 — Cães de companhia; Seção 9 — Spaniels Anões Continentais
Confiança dos dadosAlta
Ficha rápida completa
Nome oficialPapillon — variedade de orelhas eretas do Continental Toy Spaniel
ApelidosPap, Butterfly Dog, cão-borboleta
País de origemFrança e Bélgica
Grupo FCIGrupo 9 — Cães de companhia; Seção 9 — Spaniels Anões Continentais
Função originalCompanhia
Função atualCompanhia, agility, obediência, rally, tricks, terapia e outros esportes caninos
PortePequeno
AlturaAproximadamente 28 cm na cernelha
PesoFCI: mínimo 1,5 kg; categorias abaixo de 2,5 kg e de 2,5 a 4,5 kg para machos ou até 5 kg para fêmeas
Expectativa de vidaCerca de 14 a 16 anos
PelagemLonga, fina, brilhante, levemente ondulada e sem subpelo
Cor no padrão FCITodas as cores são admitidas sobre fundo branco; branco deve predominar no corpo e nas pernas
Nível de energiaModerado a alto
Queda de pelosBaixa a moderada
Adaptação a apartamentoExcelente
Experiência do tutorIniciante dedicado ou tutor experiente

Aparência e características físicas

O Papillon é pequeno, elegante e refinado.

Mas o padrão FCI utiliza uma expressão importante:

gracioso, porém robusto.

Isso significa que delicadeza visual não deve se transformar em fragilidade estrutural extrema. FCI

O corpo é ligeiramente mais comprido do que alto.

A cabeça é proporcionalmente pequena e mais leve que a encontrada nos spaniels maiores.

O focinho é fino, relativamente curto e afunila em direção ao nariz.

O nariz deve ser pequeno, preto e bem pigmentado.

Os olhos são grandes sem serem saltados, escuros e extremamente expressivos. FCI

Mas inevitavelmente chegamos às orelhas.

No Papillon, elas ficam eretas, inseridas relativamente altas e bem abertas lateralmente.

A FCI determina inclusive que a parte interna da orelha forme aproximadamente um ângulo de 45 graus com a horizontal. Uma orelha apontando verticalmente para cima como em alguns Spitz não corresponde ao tipo correto. FCI

O que realmente cria a imagem de borboleta são as franjas.

Longos fios pendem da face externa das orelhas e ultrapassam seus contornos.

Vistas de frente, as duas orelhas abertas, o pelo comprido e a faixa clara central da cabeça podem produzir uma silhueta surpreendentemente semelhante a uma borboleta com as asas estendidas.

A cauda é outra característica marcante.

É relativamente longa e revestida por franjas abundantes, formando uma pluma.

Quando o cachorro está ativo, é carregada elevada sobre a linha do dorso, mas não deve ficar rigidamente enrolada sobre ele. FCI

Os pés são relativamente alongados.

O padrão os chama de “hare feet” — pés de lebre.

Os fios entre os dedos podem avançar além das extremidades e reforçar visualmente essa forma alongada. FCI

A pelagem também é bastante diferente daquela de vários outros cães pequenos.

Não existe subpelo.

O pelo é:

  • fino;
  • abundante;
  • brilhante;
  • ligeiramente ondulado;
  • assentado sobre o corpo;
  • com textura sedosa, mas não excessivamente mole.

Fica curto no focinho e na parte frontal das pernas e cresce progressivamente no pescoço, peito, orelhas, parte posterior das pernas, coxas e cauda.

Isso explica por que o Papillon consegue possuir aparência exuberante sem precisar carregar uma massa de subpelo semelhante à de um Spitz.

As cores são muito abertas dentro do padrão FCI.

Todas são admitidas sobre fundo branco.

No corpo e nas pernas, porém, o branco precisa permanecer dominante em relação à cor.

Boa pigmentação do nariz, pálpebras e lábios continua sendo importante.

O movimento deve ser livre, fácil, orgulhoso e elegante.

Um Papillon correto não deveria se deslocar como uma porcelana cuidadosamente carregada através da sala.

Deveria andar como um pequeno atleta.

Tutor indicado

  • mora em apartamento;
  • procura um cão muito pequeno;
  • deseja forte vínculo com o tutor;
  • gosta de cães inteligentes;
  • quer ensinar truques;
  • deseja praticar agility ou outros esportes em pequena escala;
  • procura um cachorro fácil de transportar;
  • gosta de companheiros participativos;
  • aceita escovação regular;
  • consegue cuidar muito bem da higiene dentária;
  • deseja um cão de longa expectativa de vida;
  • possui crianças maiores e cuidadosas;
  • gosta de caminhadas e atividades moderadas;
  • quer um cão elegante sem manutenção de subpelo intenso;
  • aprecia animais alertas e expressivos.

Tutor não indicado

  • possui crianças muito pequenas e sem supervisão constante;
  • deseja um cachorro extremamente resistente a brincadeiras físicas bruscas;
  • passa longos períodos fora de casa;
  • não tolera latidos de alerta;
  • não pretende oferecer treinamento ou estímulo mental;
  • possui cães grandes muito brutos na brincadeira;
  • não quer cuidar dos dentes diariamente;
  • procura um cão sedentário;
  • acredita que cães Toy não precisam passear;
  • quer deixar o cachorro pular constantemente de móveis altos;
  • deseja um animal emocionalmente distante;
  • prefere uma raça que possa ser tratada de forma fisicamente robusta sem grande preocupação com quedas.

Em resumo

A história do Papillon começa quase como caricatura da aristocracia.

Palácios.

Retratos.

Vestidos enormes.

Crianças nobres.

Reis.

Rainhas.

E em algum ponto da pintura, um pequeno spaniel perfeitamente acomodado no colo de alguém que provavelmente possuía mais terras do que uma cidade inteira.

Durante séculos, era isso que ele deveria fazer.

Estar perto.

Observar.

Acompanhar.

Aquecer um colo.

Então algo curioso aconteceu.

Os palácios perderam importância.

As monarquias mudaram.

A Europa atravessou revoluções, guerras e transformações sociais.

E o cachorro continuou ali.

Só que, quando começamos a pedir mais dele, descobrimos outra coisa.

Aquele pequeno cão de luxo também conseguia:

correr,

saltar,

resolver problemas,

rastrear,

competir,

aprender sequências complexas,

vencer provas de agility.

De repente, as enormes orelhas deixaram de ser a coisa mais impressionante.

Talvez o cérebro fosse.

Existe uma boa ironia nisso.

A raça passou séculos sendo escolhida porque era bonita o suficiente para aparecer num quadro.

Hoje sabemos que, se colocarmos obstáculos diante dela, provavelmente atravessará todos.

O Papillon continua sendo uma borboleta.

Só que descobrimos que:

ela voa muito melhor do que imaginávamos.

Avaliação editorial de compatibilidade
Apego ao tutor5/5
Adaptação a apartamento5/5
Nível de energia4/5
Necessidade de exercícios3/5
Inteligência5/5
Facilidade de treinamento5/5
Tolerância à solidão2/5
Convivência com crianças pequenas2/5
Convivência com crianças maiores5/5
Convivência com outros cães4/5
Convivência com gatos4/5
Convivência com pequenos animais3/5
Sociabilidade com desconhecidos4/5
Instinto de alerta5/5
Tendência a latir4/5
Queda de pelos2/5
Exigência de cuidados com a pelagem3/5
Tolerância ao calor4/5
Adequação para tutores iniciantes4/5
Custo geral de manutenção2/5
Fontes e links de verificação
PERSONALIDADE

Como essa raça tende a viver com pessoas.

O problema com a aparência do Papillon é que ela prepara o observador para o cachorro errado.

Talvez esperemos:

fragilidade,

passividade,

dependência,

vida inteira de colo.

E então ele começa a correr.

O AKC descreve o Papillon como rápido, curioso, feliz, alerta e amigável. Também destaca que, apesar da aparência refinada, possui constituição relativamente robusta para um cão Toy. American Kennel Club

Sua inteligência é uma das características mais importantes da raça.

Papillons aprendem rapidamente relações entre:

comportamento,

consequência,

rotina

e recompensa.

Isso permite desempenho extraordinário em treinamento.

Também significa que aprendem erros com a mesma eficiência.

Se latir faz alguém abrir a porta:

aprendeu.

Se choramingar produz comida:

aprendeu.

Se ignorar o primeiro chamado não produz consequência alguma:

aprendeu também.

O AKC observa justamente que Papillons aprendem com praticamente todas as experiências e se beneficiam muito de treinamento consistente e positivo. American Kennel Club

Existe também forte interesse por pessoas.

Foram cães de companhia durante séculos.

A proximidade humana não é um detalhe moderno colocado sobre uma raça de trabalho independente.

É parte profunda de sua história.

Muitos gostam de seguir o tutor pela casa, participar das atividades e observar tudo que acontece.

O mesmo vínculo pode gerar dificuldade com solidão excessiva.

O AKC destaca que o Papillon é fundamentalmente um cão de companhia e pode ficar infeliz ou desenvolver comportamentos indesejáveis quando passa longos períodos sozinho. American Kennel Club

Outro traço importante é o alerta.

As grandes orelhas não são apenas decoração.

O cachorro percebe movimentações, ruídos e alterações no ambiente com rapidez.

Isso faz dele um excelente pequeno cão de alarme.

Também pode transformá-lo em comentarista oficial do corredor do apartamento caso vocalização não seja trabalhada.

O Papillon tende a ser mais confiante e ativo do que sua aparência sugere.

Não é desejável que seja excessivamente tímido, nervoso ou frágil emocionalmente.

A FCI considera agressividade e timidez excessiva incompatíveis com o padrão. FCI

Convivência com crianças

Aqui existe uma diferença entre temperamento e física.

O Papillon pode gostar muito de crianças.

O principal problema é que crianças podem não compreender o tamanho do Papillon.

Um exemplar adulto pode pesar três, quatro ou cinco quilos.

Alguns ainda menos.

Uma queda do sofá.

Uma criança tropeçando.

Um abraço apertado.

Um cão pequeno escapando dos braços e atingindo o piso.

Tudo isso pode provocar lesões que seriam banais para um cachorro de 30 kg.

O próprio AKC alerta que a pequena estatura da raça exige cuidado particular com filhotes, escadas, móveis, cães maiores e crianças pequenas que podem machucar acidentalmente o animal. American Kennel Club

Isso não significa que Papillon e criança sejam incompatíveis.

Significa que a idade e o comportamento da criança importam muito.

Com crianças maiores, cuidadosas e capazes de seguir regras, a combinação pode ser excelente.

O Papillon possui energia suficiente para:

  • brincar;
  • buscar objetos;
  • aprender truques;
  • fazer pequenos percursos;
  • participar de treinamento;
  • acompanhar atividades familiares.

Sua inteligência também permite que crianças maiores participem de sessões simples de treinamento supervisionadas por adultos.

Com crianças muito pequenas, a compatibilidade é menor principalmente devido à fragilidade física.

O cachorro não é brinquedo.

Essa frase talvez seja mais importante nesta raça do que em muitas outras.

Convivência com outros animais

O Papillon costuma apresentar boa capacidade de convivência com outros cães quando socializado corretamente.

O tamanho, porém, cria novamente uma variável importante.

Um Papillon pode possuir enorme autoconfiança.

O cachorro que ele acaba de desafiar talvez pese 45 kg.

Nem sempre a matemática participa da decisão.

Interações com cães muito maiores devem ser monitoradas, principalmente quando o Papillon é filhote.

O AKC recomenda cuidado justamente por causa da diferença física entre o Papillon e animais maiores. American Kennel Club

Com gatos, a compatibilidade pode ser excelente.

O AKC menciona inclusive que muitos Papillons conseguem formar vínculos com outros animais de estimação quando os humanos não estão presentes. American Kennel Club

A convivência costuma funcionar especialmente bem quando os animais crescem juntos.

Pequenos animais exigem análise individual.

O Papillon não possui o mesmo histórico predatório especializado de um terrier caçador de roedores, mas continua sendo um cão curioso, rápido e capaz de perseguir algo que se mova.

Aves, hamsters, roedores e outros animais frágeis precisam de ambientes seguros.

Nunca deveríamos transformar “raça amigável” em “qualquer interação é automaticamente segura”.

Apartamento e espaço

Aqui o Papillon é quase uma aula sobre a diferença entre necessidade de espaço e necessidade de atividade.

Ele precisa de pouco espaço.

Mas não precisa de pouca vida.

PetMD considera a raça muito adaptável a apartamentos e destaca que sua energia pode ser parcialmente satisfeita com brincadeiras internas e caminhadas. Ao mesmo tempo, lembra que Papillons são mais ativos do que muitos cães Toy. PetMD

Um pequeno apartamento pode funcionar perfeitamente quando existe:

  • caminhada;
  • interação;
  • treinamento;
  • brincadeiras;
  • estímulo mental;
  • rotina social.

O cachorro consegue correr dentro da própria casa.

Pode buscar brinquedos num corredor.

Pode aprender dezenas de exercícios em poucos metros quadrados.

Mas isso não significa que deveria viver permanentemente dentro deles.

Explorar o mundo continua sendo importante.

Outro desafio urbano é o latido de alerta.

Porta do elevador.

Passos no corredor.

Campainha.

Outro cachorro.

Movimentação na janela.

Tudo pode produzir reação.

Treinar um sinal de silêncio, controlar acesso visual e recompensar comportamentos calmos pode fazer enorme diferença em condomínio.

Por outro lado, seu tamanho facilita praticamente toda a logística urbana.

Transporte.

Viagens.

Consultas.

Carro.

Elevador.

Hospedagem.

Poucas raças oferecem tamanho tão reduzido com capacidade atlética tão grande.

CUIDADOS

O trabalho cotidiano que precisa caber na sua vida.

A aparência sugere uma manutenção muito maior do que realmente existe.

Isso acontece porque o Papillon possui pelo longo e exuberante, mas não possui subpelo segundo o padrão FCI.

Não existe, portanto, aquela enorme camada lanosa encontrada em vários Spitz pequenos.

Ainda assim, manutenção regular é necessária.

PetMD recomenda escovação ou penteado algumas vezes por semana, prestando atenção principalmente às franjas das orelhas. PetMD

Áreas de maior risco de nós incluem:

  • atrás das orelhas;
  • parte posterior das pernas;
  • “culottes” das coxas;
  • região de contato com peitoral;
  • franjas longas.

O AKC também descreve a raça como relativamente simples de cuidar para um cão de pelo comprido, justamente pela ausência de subpelo. American Kennel Club

Banhos podem ser realizados conforme necessidade.

A pelagem não deveria ser raspada para facilitar manutenção.

A apresentação típica é natural, com franjas preservadas.

As unhas merecem cuidado.

Num cachorro pequeno e leve, unhas compridas podem alterar apoio e movimentação rapidamente.

O AKC observa que crescem relativamente rápido e também chama atenção para os ergôs, que podem curvar e provocar lesão se não forem mantidos. American Kennel Club

Mas existe uma área ainda mais importante:

os dentes.

Papillons são cães Toy.

Bocas pequenas podem favorecer acúmulo de placa, tártaro e doença periodontal.

PetMD recomenda escovação dental diária e acompanhamento veterinário periódico. PetMD

Não é detalhe cosmético.

Doença periodontal produz:

dor,

inflamação,

perda dentária,

infecções

e redução da qualidade de vida.

Um cachorro capaz de viver 14, 15 ou 16 anos pode precisar daqueles dentes durante muito tempo.

Exercícios e atividades

O Papillon talvez seja um dos maiores exemplos de por que porte não determina energia.

Ele é minúsculo.

Mas pode ser surpreendentemente atlético.

O AKC destaca seu excelente desempenho em agility, inclusive em níveis competitivos elevados. Também menciona obediência, truques, tracking e até trabalho como cão de terapia. American Kennel Club

PetMD também observa que a raça precisa de mais exercício do que sua aparência pode sugerir. PetMD

Boas atividades incluem:

  • caminhadas;
  • fetch com brinquedos pequenos;
  • agility;
  • rally;
  • obediência;
  • tricks;
  • scent work;
  • jogos de procura;
  • pequenos circuitos;
  • brinquedos interativos.

Existe uma enorme vantagem logística:

cansar fisicamente um cão de quatro quilos exige menos espaço do que cansar um cão de quarenta.

Mas inteligência precisa ser considerada.

Um Papillon pode ficar fisicamente cansado e mentalmente entediado.

Por isso treinamento funciona tão bem como parte da rotina.

Cinco minutos aprendendo uma habilidade nova podem ser mais valiosos que repetir durante meia hora algo que ele já domina.

Outra vantagem é longevidade funcional.

Adultos saudáveis podem permanecer ativos por muitos anos.

Claro que exercício deve acompanhar idade, condição física e possíveis problemas ortopédicos.

Filhotes precisam de cuidado especial com:

quedas,

saltos de móveis,

escadas,

brincadeiras com cães maiores.

Num cão tão pequeno, lesões traumáticas podem ser tão relevantes quanto doenças hereditárias.

Alimentação

O Papillon precisa de pouco alimento.

Isso não significa que seja difícil exagerar.

Na verdade, significa o contrário.

Num cachorro de quatro quilos, uma pequena quantidade adicional de comida representa percentual muito maior do consumo diário do que representaria para um cão grande.

PetMD recomenda medir a quantidade fornecida e acompanhar peso e condição corporal, já que excesso calórico pode levar à obesidade. PetMD

Petiscos de treinamento entram nessa conta.

E Papillons podem ser treinados com bastante frequência.

A solução é simples:

recompensas minúsculas.

O cachorro não mede recompensa em gramas.

Mede em eventos positivos.

Adultos normalmente podem receber duas ou mais refeições conforme rotina e orientação profissional.

Filhotes muito pequenos merecem atenção adicional.

PetMD alerta que filhotes Toy podem apresentar hipoglicemia quando ficam períodos excessivos sem alimentação e cita refeições pequenas e mais frequentes durante os primeiros meses como estratégia preventiva. PetMD

Isso é especialmente importante em filhotes extremamente pequenos.

Sinais como:

fraqueza,

tremores,

desorientação,

apatia

ou colapso

precisam de atenção veterinária imediata.

A dieta deve ser completa e apropriada à idade.

Não existe necessidade de suplementos automáticos quando o alimento já fornece os nutrientes necessários.

Água fresca deve permanecer disponível.

E uma regra visual continua útil:

a elegância do Papillon deveria vir da sua anatomia.

Não de excesso de peso arredondando-a.

SAÚDE

Predisposição não é destino, mas precisa entrar na escolha.

O Papillon é geralmente uma raça saudável e longeva. PetMD utiliza expectativa de vida média de 14 a 16 anos, colocando-o entre as raças de maior longevidade. PetMD

Longevidade, porém, não elimina doenças hereditárias.

O Papillon Club of America recomenda oficialmente três avaliações principais para reprodutores:

Luxação de patela é uma das condições mais importantes.

A patela desloca-se de sua posição normal no joelho.

O tutor pode observar o cachorro correndo normalmente e, de repente, levantando uma pata traseira por alguns passos antes de voltar a apoiá-la.

Casos leves podem ser pouco sintomáticos.

Casos graves podem provocar dor, alterações de marcha, artrite e necessidade de cirurgia. PetMD

Por isso o exame de patelas faz parte do protocolo oficial de criação. American Kennel Club

Problemas cardíacos também justificam avaliação antes da reprodução.

O exame cardíaco recomendado pelo clube nacional busca identificar alterações capazes de ter componente hereditário ou importância reprodutiva. American Kennel Club

Saúde ocular constitui o terceiro pilar do protocolo principal.

Além da avaliação por oftalmologista veterinário, existe teste genético específico para uma forma de atrofia progressiva de retina chamada PRA1, associada ao Papillon. American Kennel Club

A PRA provoca degeneração progressiva da retina.

Não costuma causar dor.

Mas pode levar à perda da visão. PetMD

Conhecer o status genético dos reprodutores permite planejar cruzamentos evitando nascimento de filhotes afetados sem necessariamente eliminar indiscriminadamente todos os portadores da população.

Outro teste genético específico disponível é relacionado à distrofia neuroaxonal — NAD, uma doença neurológica hereditária encontrada na raça. O AKC lista PRA1 e NAD entre os testes opcionais identificados especificamente para Papillon. American Kennel Club

Também existem variantes identificadas na população relacionadas a:

  • deficiência do fator VII de coagulação;
  • doença de von Willebrand tipo I;
  • condrodistrofia;
  • fator de risco para doença do disco intervertebral;
  • osteocondrodisplasia. American Kennel Club

A presença de um teste disponível não significa que todos sejam obrigatórios para toda linhagem.

Significa que criadores responsáveis devem conhecer os problemas presentes em sua população e selecionar exames com base em recomendações do clube, histórico familiar e orientação veterinária/genética.

Existe ainda a fontanela aberta.

Assim como bebês humanos possuem uma região do crânio que fecha durante o desenvolvimento, filhotes de Papillon podem apresentar abertura semelhante.

Normalmente fecha nas primeiras semanas.

Em alguns indivíduos pode persistir na vida adulta.

PetMD observa que muitos cães permanecem sem sintomas, mas a área pode aumentar vulnerabilidade a traumatismos cranianos. PetMD

Outro problema observado em cães pequenos é o colapso de traqueia.

A parede da traqueia perde rigidez e o tubo pode achatar parcialmente.

Um sinal clássico é uma tosse descrita como semelhante ao grasnido de um ganso. Casos leves podem ser manejados clinicamente; quadros graves eventualmente exigem intervenção mais complexa. PetMD

Em cães predispostos, utilizar peitoral em vez de aplicar pressão contínua de coleira sobre o pescoço pode ser uma medida prudente, conforme orientação veterinária.

E existe talvez o risco mais simples de todos:

trauma.

O AKC faz questão de lembrar que Papillons são pequenos e que quedas, escadas, móveis, cães maiores e crianças sem controle podem causar lesões graves. American Kennel Club

Antes da compra de um filhote, o criador deveria conseguir apresentar resultados documentados de:

  • patelas;
  • coração;
  • avaliação oftalmológica.

Também vale perguntar sobre:

  • PRA1;
  • NAD;
  • longevidade dos parentes;
  • problemas neurológicos;
  • doenças cardíacas;
  • fontanela persistente;
  • saúde dentária;
  • causas de morte dos cães mais velhos da linhagem.

Num cachorro que pode viver quinze anos ou mais, genética responsável vale muito mais que uma fotografia bonita de filhote.

TREINAMENTO

Inteligência sem rotina também produz problemas.

Aqui o Papillon realmente muda de categoria.

Ele não é apenas “inteligente para um cachorro pequeno”.

É simplesmente muito inteligente.

O AKC destaca que Papillons podem ser treinados para enorme variedade de tarefas e prosperam quando recebem trabalho mental. American Kennel Club

Reforço positivo funciona especialmente bem.

O pequeno tamanho permite utilizar recompensas minúsculas — algo importante para evitar excesso calórico.

Sessões podem ser:

curtas,

rápidas,

variadas,

frequentes.

O Papillon tende a aprender rapidamente.

Por isso repetir o mesmo exercício dezenas de vezes pode ser menos útil do que aumentar progressivamente a dificuldade.

Ensine sentar.

Depois sentar à distância.

Depois com distração.

Depois em ambiente diferente.

Depois combine com permanência.

Assim o cérebro continua trabalhando.

Prioridades importantes incluem:

  • chamado;
  • controle de latido;
  • espera;
  • permanência;
  • caminhar sem puxar;
  • “deixa”;
  • “solta”;
  • relaxamento;
  • tolerância à manipulação;
  • segurança perto de portas.

O último ponto merece atenção.

Um Papillon consegue passar rapidamente por uma abertura mínima.

Portas de apartamentos, portões e entradas de elevador precisam ser administrados.

Outra habilidade útil é ensinar rampas ou degraus adequados para acesso a sofás e camas quando necessário.

O objetivo não é tratar o cachorro como incapaz.

É evitar que um pequeno atleta repita milhares de saltos desnecessários de alturas proporcionalmente enormes para seu corpo.

Treinamento também pode ajudar a evitar a chamada “síndrome do cachorro pequeno” — expressão popular que muitas vezes descreve algo que nós mesmos criamos.

Pessoas deixam cães pequenos:

latirem para tudo,

pularem,

ameaçarem,

ignorarem comandos,

porque conseguem simplesmente pegá-los no colo.

Um Papillon bem educado não precisa ser carregado para resolver todo problema.

Ele possui cérebro suficiente para aprender.

GALERIA

Conheça diferentes expressões da raça.

Pontos positivos

  • mora em apartamento;
  • procura um cão muito pequeno;
  • deseja forte vínculo com o tutor;
  • gosta de cães inteligentes;
  • quer ensinar truques;
  • deseja praticar agility ou outros esportes em pequena escala;
  • procura um cachorro fácil de transportar;
  • gosta de companheiros participativos;
  • aceita escovação regular;
  • consegue cuidar muito bem da higiene dentária;
  • deseja um cão de longa expectativa de vida;
  • possui crianças maiores e cuidadosas;
  • gosta de caminhadas e atividades moderadas;
  • quer um cão elegante sem manutenção de subpelo intenso;
  • aprecia animais alertas e expressivos.

Pontos de atenção

  • possui crianças muito pequenas e sem supervisão constante;
  • deseja um cachorro extremamente resistente a brincadeiras físicas bruscas;
  • passa longos períodos fora de casa;
  • não tolera latidos de alerta;
  • não pretende oferecer treinamento ou estímulo mental;
  • possui cães grandes muito brutos na brincadeira;
  • não quer cuidar dos dentes diariamente;
  • procura um cão sedentário;
  • acredita que cães Toy não precisam passear;
  • quer deixar o cachorro pular constantemente de móveis altos;
  • deseja um animal emocionalmente distante;
  • prefere uma raça que possa ser tratada de forma fisicamente robusta sem grande preocupação com quedas.