LoveCanis
PERFIL COMPLETO DA RAÇA

Monster Bull

Subtítulo emocional

Origem: Brasil

Ele nasceu no Brasil de uma seleção que buscava volume, musculatura e presença extrema. O desafio agora é outro: provar que um cão impressionante também pode ser funcional, saudável e equilibrado. O Monster Bull ocupa uma posição particularmente interessante na cinofilia brasileira.

Image
EnergiaAlta
PorteGrande
PelagemCurta
Expectativa de vidaAproximadamente 10–12 anos em referências especializadas; ainda faltam grandes estudos populacionais
SOBRE A RAÇA

Uma história selecionada para uma função.

Ele nasceu no Brasil de uma seleção que buscava volume, musculatura e presença extrema. O desafio agora é outro: provar que um cão impressionante também pode ser funcional, saudável e equilibrado.

O Monster Bull ocupa uma posição particularmente interessante na cinofilia brasileira. A CBKC o lista oficialmente como raça brasileira do Grupo 11, reservado às raças reconhecidas pela entidade mas ainda não reconhecidas pela FCI, com padrão datado de 10 de junho de 2025. CBKC

Existe, porém, uma peculiaridade importante para esta página do LoveCanis: em agosto de 2026, a própria página pública da CBKC informa que o padrão está em processo de revisão e o PDF com os detalhes morfológicos não está disponível para consulta. Portanto, quando medidas ou características precisas aparecem abaixo, elas são claramente identificadas como provenientes da documentação histórica e contemporânea da população Pit Monster/Brazilian Bull, da qual deriva o desenvolvimento do Monster Bull, e não apresentadas falsamente como exigências atuais da CBKC. CBKC

!Image

!Image

!Image

História e origem

A história do Monster Bull é diferente da história das raças antigas.

Não existe castelo medieval.

Não existe pastor do século XII.

Não existe manuscrito romano.

Existe internet.

Existem pedigrees modernos.

Existem linhagens importadas.

Existem criadores brasileiros.

E existe uma enorme discussão sobre o que exatamente estava sendo criado.

Durante o final do século XX e o início do XXI, começaram a aparecer no Brasil cães extremamente robustos relacionados ao universo do American Pit Bull Terrier, American Bully e diferentes linhagens do tipo bull e molossóide.

Alguns possuíam:

mais massa;

mais ossatura;

cabeça maior;

peito mais largo;

peso muito superior ao de um APBT tradicional.

A população passou a ser chamada informalmente de:

Pit Monster.

O problema era que muitos desses cães ainda eram registrados como American Pit Bull Terrier apesar de não corresponderem mais ao tipo tradicional da raça.

Essa incompatibilidade acabou criando uma questão cinológica real.

Se o cachorro possui:

conformação diferente;

história de seleção diferente;

temperamento desejado diferente;

e objetivo de criação diferente,

até que ponto ainda faz sentido registrá-lo como a raça ancestral?

A IBC informa que chegou exatamente a essa conclusão em 2017, quando decidiu reconhecer os chamados Pit Monsters separadamente e desenvolver um caminho próprio de seleção. IBC Dogs

A IBRC também registra a população separadamente desde 2018, descrevendo sua formação como resultado de uma base complexa envolvendo Pit Bull, American Bully e componentes molossóides, além de linhagens selecionadas especificamente por porte e estrutura. IBRC - Pedigree

Não existe, portanto, uma fórmula simples como:

50% raça A.

25% raça B.

25% raça C.

A genealogia histórica é muito mais fragmentada.

A própria documentação contemporânea menciona linhagens como:

Camelot;

McKenna;

Chevy;

Elli's;

Razor Edge;

além de diferentes linhagens relacionadas aos Pit Bulls brasileiros. alkc

Isso explica uma das características mais marcantes do desenvolvimento inicial:

variabilidade.

Alguns cães eram altos e atléticos.

Outros extremamente pesados.

Alguns lembravam um APBT exageradamente robusto.

Outros aproximavam-se mais visualmente de American Bullies XL ou antigos tipos Extreme.

Para transformar uma população assim numa raça, não basta multiplicá-la.

É preciso reduzir a variabilidade sem destruir a diversidade genética e sem selecionar deformidades como se fossem virtudes.

Essa é a parte realmente interessante da história.

Em 2023, a IBC dividiu os cães nas pistas de conformação em dois tipos:

Standard

e

Extreme.

Mas não os transformou em duas raças.

Segundo a própria organização, a separação serviria apenas para permitir avaliação de tipos fenotípicos diferentes mantendo um pool genético compartilhado, numa tentativa de evitar fragmentação excessiva da população. IBC Dogs

Então aconteceu uma mudança ainda mais importante.

Em fevereiro de 2025, representantes da IBC, AIC, IDR, ABBR e BKR reuniram-se com criadores para discutir a identidade da raça.

O nome Pit Monster carregava dois problemas.

“Pit” mantinha associação constante com o Pit Bull.

“Monster” transmitia deliberadamente uma imagem intimidatória.

Para uma população tentando construir identidade independente e enfatizar temperamento equilibrado, o próprio nome começava a trabalhar contra o projeto.

Essas organizações decidiram utilizar:

Brazilian Bull. IBC Dogs

A justificativa era simples.

Brazilian:

marca a origem.

Bull:

preserva a ligação morfológica com os cães do tipo bull.

E o novo nome poderia facilitar a construção de uma identidade internacional menos dependente da imagem de “monstro”.

Mas a história ficou ainda mais curiosa.

Poucos meses depois, a CBKC passou a listar oficialmente a raça brasileira como Monster Bull, com padrão datado de 10 de junho de 2025. CBKC

Portanto, hoje coexistem nomenclaturas próximas dentro desse mesmo processo histórico.

A lista oficial usada pelo LoveCanis acompanha a CBKC:

MONSTER BULL.

Outras organizações utilizam:

Brazilian Bull / Pit Monster.

E registros históricos continuam repletos de cães denominados Pit Monster.

Não é apenas confusão terminológica.

É a fotografia de uma raça ainda consolidando sua identidade institucional.

!Image

!Image

!Image

Peso típicoCBKC não disponibiliza atualmente o valor público; referência IBC: machos adultos desejavelmente acima de 45 kg e fêmeas acima de 40 kg, sempre condicionados e não obesos
AlturaO padrão CBKC encontra-se em revisão; referência IBC/Brazilian Bull: machos desejáveis 50–65 cm, fêmeas 45–60 cm
Função históricaNão reconhecido pela FCI; CBKC Grupo 11 — raças reconhecidas somente pela CBKC
Confiança dos dadosAlta
Ficha rápida completa
Nome oficialMonster Bull
ApelidosHistoricamente relacionado às denominações Pit Monster, Brazilian Pit Monster, Brazilian Monster e, em outros registros atuais, Brazilian Bull
País de origemBrasil
Grupo FCINão reconhecido pela FCI; CBKC Grupo 11 — raças reconhecidas somente pela CBKC
Função originalCompanhia e seleção cinófila de cães do tipo bull/molossóide com grande força, musculatura e presença
Função atualCompanhia, exposições de conformação e atividades físicas compatíveis com sua estrutura
PorteGrande
AlturaO padrão CBKC encontra-se em revisão; referência IBC/Brazilian Bull: machos desejáveis 50–65 cm, fêmeas 45–60 cm
PesoCBKC não disponibiliza atualmente o valor público; referência IBC: machos adultos desejavelmente acima de 45 kg e fêmeas acima de 40 kg, sempre condicionados e não obesos
Expectativa de vidaAproximadamente 10–12 anos em referências especializadas; ainda faltam grandes estudos populacionais
PelagemCurta, lisa, brilhante e aderida
Cor no padrão FCINão há padrão FCI; a documentação IBC aceita todas as cores e distribuições
Nível de energiaModerado a alto
Queda de pelosBaixa a moderada
Adaptação a apartamentoModerada; depende fortemente de exercício, treinamento e espaço funcional
Experiência do tutorIntermediária a experiente

Aparência e características físicas

O Monster Bull foi construído para causar impacto.

A primeira impressão é de:

massa;

musculatura;

cabeça volumosa;

peito amplo;

ossos fortes.

Mas existe uma diferença fundamental entre estrutura extrema e estrutura disfuncional.

A documentação IBC de 2025 insiste repetidamente nisso.

O cão pode ser volumoso.

Pode possuir musculatura extraordinária.

Pode apresentar cabeça enorme.

Mas precisa continuar:

andando corretamente;

respirando corretamente;

movendo-se livremente;

sendo atlético.

A própria IBC afirma que cães da população devem estar livres de problemas respiratórios e ser capazes de realizar atividades externas normalmente. Narinas estenosadas aparecem entre suas faltas desqualificantes. IBC Dogs

Esse detalhe deveria ser central na seleção.

Um cachorro não se torna “mais Monster” porque tem dificuldade de respirar.

Não se torna melhor porque mal consegue trotar.

Não se torna mais impressionante porque suas pernas suportam mal seu próprio peso.

O tipo Standard descrito pela IBC possui corpo discretamente mais comprido do que alto, forte e extremamente musculoso.

A cabeça é elemento essencial.

Grande.

Larga.

Mas proporcional ao corpo.

Vista de cima, apresenta tendência triangular.

Os masseteres e arcos zigomáticos devem ser muito desenvolvidos.

Crânio e focinho permanecem aproximadamente paralelos quando vistos de perfil. IBC Dogs

O focinho é largo e profundo.

No Standard Type, sua proporção aproximada é de 2:3 em relação ao comprimento total da cabeça, portanto curto em relação ao crânio, mas não tão reduzido a ponto de comprometer a funcionalidade respiratória. IBC Dogs

O nariz deve ser grande.

As narinas:

largas;

abertas;

funcionais.

A mandíbula é poderosa.

A mordedura preferida é em tesoura. Prognatismo acentuado, retrognatismo e torções mandibulares são tratados como alterações graves nesse padrão. IBC Dogs

Os olhos variam de amendoados a triangulares.

As orelhas são pequenas a médias e de inserção alta. Documentos históricos ainda registram exemplares com orelhas cortadas, mas a página LoveCanis não recomenda procedimentos cirúrgicos puramente estéticos; a conformação natural precisa ser considerada dentro da legislação e das normas veterinárias aplicáveis.

O pescoço é extremamente musculoso.

O tórax:

profundo;

cheio;

largo.

O posterior também precisa ser largo e musculoso, mas com angulação suficiente para garantir deslocamento adequado. IBC Dogs

Isso merece atenção.

Existe uma tendência em algumas criações de cães do universo bully de valorizar exageradamente largura e volume.

Só que o padrão funcional descreve o oposto da caricatura.

Pernas precisam permanecer alinhadas.

Pés firmes.

Jarretes funcionais.

Boa angulação.

O cachorro deve conseguir trotar com:

equilíbrio;

propulsão;

alcance dianteiro;

movimentação poderosa.

A IBC penaliza explicitamente dificuldade grave de locomoção. IBC Dogs

A pelagem é curta.

Lisa.

Brilhante.

A pele deve preferencialmente permanecer aderida, sem excesso molossóide.

Todas as cores e combinações são aceitas no padrão IBC contemporâneo. IBC Dogs

Mas novamente:

o atual padrão público da CBKC está em revisão.

Portanto, o LoveCanis não deve transformar automaticamente essas regras de outra organização em “padrão CBKC”.

Tutor indicado

  • gosta de cães grandes e extremamente robustos;
  • possui experiência com cães fortes;
  • deseja um companheiro muito ligado à família;
  • gosta de treinamento;
  • consegue oferecer exercício regular;
  • possui espaço e cercamento seguro;
  • aceita custos elevados de alimentação;
  • consegue controlar fisicamente um cão de mais de 40 kg;
  • entende a importância de socialização precoce;
  • procura criadores que priorizem movimento e respiração, não apenas aparência;
  • exige exames de saúde documentados;
  • valoriza uma raça brasileira moderna em processo de consolidação;
  • deseja participar de forma responsável do desenvolvimento da raça.

Tutor não indicado

  • escolhe cachorro apenas pelo tamanho da cabeça;
  • quer o cão mais pesado possível;
  • procura um animal de manutenção barata;
  • não pretende treinar;
  • deixa o cachorro sozinho durante longos períodos sem atividade;
  • não consegue controlar fisicamente um cão extremamente forte;
  • possui espaço muito limitado e rotina sedentária;
  • deseja estimular agressividade humana;
  • considera dificuldade respiratória parte de uma aparência “extrema” aceitável;
  • não pretende verificar saúde dos progenitores;
  • quer respostas epidemiológicas tão consolidadas quanto as disponíveis para raças centenárias;
  • não aceita que o padrão da raça ainda esteja em desenvolvimento institucional.

Em resumo

O Monster Bull talvez seja uma das páginas mais interessantes de toda a lista LoveCanis justamente porque sua história ainda não terminou.

Não estamos olhando para uma raça cujo padrão foi fechado cem anos atrás.

Estamos vendo o processo acontecer.

Primeiro havia cães registrados como Pit Bulls.

Mas alguns começaram a ficar maiores.

Mais pesados.

Mais largos.

Mais musculosos.

E diferentes demais para continuar fingindo que nada havia mudado.

Então apareceu um nome:

Pit Monster.

Vieram criadores.

Registros próprios.

Pedigrees.

Debates.

Padrões.

Em 2017, a IBC decidiu separar formalmente a população do APBT. IBC Dogs

Em 2023, Standard e Extreme passaram a competir separadamente dentro da mesma raça.

Em fevereiro de 2025, várias organizações brasileiras reuniram-se e decidiram adotar o nome:

Brazilian Bull. IBC Dogs

Quatro meses depois, a CBKC colocou em sua lista de raças brasileiras do Grupo 11:

Monster Bull.

Padrão:

10 de junho de 2025. CBKC

E agora o próprio documento está em revisão.

Isso não é necessariamente um problema.

Pode ser uma oportunidade.

Porque o que os criadores decidirem selecionar agora determinará o cachorro que existirá daqui a vinte anos.

Podem selecionar apenas:

mais cabeça;

mais massa;

mais exagero.

Ou podem selecionar:

estrutura;

movimento;

respiração;

longevidade;

temperamento;

diversidade genética.

A diferença entre esses dois caminhos é enorme.

Um cria uma caricatura.

O outro pode criar uma raça.

O Monster Bull já conseguiu chamar atenção.

O próximo desafio é provar que consegue transformar potência em qualidade.

Avaliação editorial de compatibilidade
Apego ao tutor5/5
Adaptação a apartamento3/5
Nível de energia4/5
Necessidade de exercícios4/5
Inteligência4/5
Facilidade de treinamento4/5
Tolerância à solidão2/5
Convivência com crianças pequenas3/5
Convivência com crianças maiores4/5
Convivência com outros cães3/5
Convivência com gatos3/5
Convivência com pequenos animais2/5
Sociabilidade com desconhecidos4/5
Instinto de alerta3/5
Tendência a latir2/5
Queda de pelos2/5
Exigência de cuidados com a pelagem1/5
Tolerância ao calor2/5
Adequação para tutores iniciantes2/5
Custo geral de manutenção4/5
Fontes e links de verificação
PERSONALIDADE

Como essa raça tende a viver com pessoas.

Aqui aparece talvez o ponto mais importante de toda a proposta moderna.

Um Monster Bull não deve ser selecionado para agressividade humana.

A documentação IBC define a essência comportamental como:

lealdade;

estabilidade;

confiança;

disposição para agradar;

alegria;

boa aptidão como companheiro.

E afirma explicitamente que agressividade contra seres humanos é altamente indesejável e desqualificante. IBC Dogs

Isso não significa que todo indivíduo automaticamente nascerá sociável, obediente e seguro.

Nenhuma raça funciona assim.

Genética influencia.

Mas também influenciam:

socialização;

ambiente;

experiências;

treinamento;

manejo;

saúde.

E nesse caso existe um fator que amplifica todas as consequências:

força física.

Um cachorro de quarenta ou cinquenta quilos muito musculoso não precisa ser agressivo para causar problemas.

Basta:

puxar;

saltar;

derrubar;

arrastar;

brincar sem controle.

Por isso, educação precoce é indispensável.

A raça é descrita por registros especializados como confiante, amistosa, ativa e bastante próxima do tutor. A ALKC trabalha com perfil moderadamente ativo e expectativa de um cão companheiro e carinhoso. alkc

O objetivo comportamental deveria ser simples:

um cachorro poderoso que não precise demonstrar poder o tempo inteiro.

Convivência com crianças

O discurso de muitos criadores da população Pit Monster enfatiza boa convivência com crianças.

Existem motivos plausíveis para isso: a seleção moderna afirma privilegiar sociabilidade humana e comportamento familiar.

Mas uma página séria precisa colocar uma vírgula enorme depois dessa afirmação.

O Monster Bull é:

grande;

forte;

pesado;

musculoso.

Uma criança pequena pode ser derrubada por uma brincadeira completamente amistosa.

Portanto, convivência precisa de supervisão.

Não porque se deva presumir agressividade.

Mas porque diferença de massa corporal importa.

O cachorro precisa aprender:

não saltar;

não disputar comida;

não puxar brinquedos das mãos;

esperar em portas;

não utilizar o corpo para empurrar pessoas;

interromper brincadeiras quando solicitado.

A criança precisa aprender:

não montar no cachorro;

não puxar orelhas;

não incomodar enquanto ele come;

não agarrar pescoço;

não acordar à força;

não impedir que se afaste.

Com crianças maiores e responsáveis, um indivíduo equilibrado pode tornar-se um companheiro extremamente participativo.

Mas “ama crianças” jamais deveria ser usado como desculpa para deixar qualquer cão de 40–50 kg sem supervisão com uma criança pequena.

Convivência com outros animais

Aqui os dados confiáveis são menos sólidos.

A população que originou o Monster Bull possui contribuição de diferentes cães do universo bull e bully, e comportamento entre indivíduos pode variar significativamente.

Não é correto prometer convivência perfeita com todos os cães.

Também não é correto assumir agressividade inevitável.

Socialização precoce faz enorme diferença.

Um filhote criado adequadamente com outro cão ou gato pode desenvolver excelente convivência.

Mas o tamanho e a potência novamente mudam as consequências de um conflito.

Encontros devem ser:

graduais;

controlados;

positivos.

Com pequenos animais, a cautela deve aumentar.

Coelhos.

Aves.

Roedores.

Gatos desconhecidos correndo.

A história genética ligada a cães do tipo bull significa que algum impulso de perseguição pode existir, ainda que o projeto moderno enfatize companhia.

O melhor critério é avaliar o indivíduo, não confiar apenas no rótulo da raça.

Apartamento e espaço

É possível manter um Monster Bull em apartamento?

Fisicamente, sim.

É a melhor combinação possível?

Nem sempre.

O verdadeiro problema não é apenas altura.

É volume.

Um cão de mais de 40 kg ocupa espaço quando:

passa;

vira;

brinca;

deita;

corre.

Também precisa de atividade regular.

Por outro lado, não estamos necessariamente diante de um atleta de resistência interminável.

A ALKC descreve o tipo como moderadamente ativo, enquanto diferentes criadores modernos trabalham com cães capazes de alternar exercício e vida familiar. alkc

Um apartamento pode funcionar se o tutor oferecer:

passeios;

treinamento;

brincadeiras;

enriquecimento mental;

controle térmico;

companhia.

Uma casa com quintal facilita.

Mas quintal não substitui interação.

Deixar um cão poderoso permanentemente isolado do lado de fora pode favorecer:

hipervigilância;

frustração;

tédio;

destruição;

problemas de socialização.

CUIDADOS

O trabalho cotidiano que precisa caber na sua vida.

A pelagem é uma das partes mais fáceis.

Curta.

Lisa.

Brilhante.

Sem necessidade de tosa estrutural. IBC Dogs

Escovação semanal com luva de borracha ou escova apropriada costuma ajudar a retirar fios mortos.

Banhos podem ocorrer conforme necessidade.

A pele merece observação.

Em cães de pelo curto, é fácil identificar:

vermelhidão;

falhas;

lesões;

irritação;

parasitas externos.

As orelhas devem ser inspecionadas.

Unhas precisam permanecer curtas.

Dentes devem receber escovação frequente.

Mas existe um cuidado de higiene que talvez seja ainda mais importante nesta raça:

peso corporal.

Num cachorro já naturalmente volumoso, obesidade pode passar despercebida porque “grande” e “pesado” são características desejadas.

Só que a própria documentação de padrão faz questão de dizer:

cães devem ser musculosos.

Não gordos. IBC Dogs

Exercícios e atividades

Existe um princípio especialmente importante para o Monster Bull:

exercício deve construir saúde, não provar força.

A própria IBC exige que o cão seja atlético e capaz de atividades externas sem dificuldade respiratória. IBC Dogs

Para adultos saudáveis, boas opções incluem:

  • caminhadas;
  • trilhas moderadas;
  • treinamento de obediência;
  • exercícios de faro;
  • brincadeiras de busca;
  • atividades de força controlada;
  • natação, quando o indivíduo gosta e possui condição adequada;
  • exercícios funcionais orientados por profissional.

O objetivo não deve ser levar articulações e ligamentos ao limite apenas porque o cachorro possui aparência musculosa.

Filhotes merecem ainda mais cautela.

Evite:

saltos altos repetitivos;

tração pesada;

corrida forçada;

ganho excessivamente rápido de peso.

Um filhote robusto ainda possui:

placas de crescimento;

tendões em desenvolvimento;

articulações imaturas.

Músculo aparente não transforma um jovem em adulto biomecanicamente pronto.

Alimentação

A aparência musculosa cria um risco específico:

a ideia de que mais peso significa melhor exemplar.

Não significa.

O padrão IBC é extremamente claro ao distinguir:

volume muscular

de

gordura. IBC Dogs

Um Monster Bull adulto saudável precisa parecer poderoso, mas continuar funcional.

A alimentação deve ser ajustada a:

idade;

peso;

atividade;

condição corporal;

saúde;

estado reprodutivo.

Durante crescimento, cuidado redobrado.

Não tente “acelerar” o filhote para fazê-lo ficar monstruoso aos seis meses.

Crescimento rápido demais combinado com excesso de peso aumenta desnecessariamente o estresse sobre articulações em desenvolvimento.

Uma dieta completa formulada para cães de porte grande é uma base muito mais racional que suplementações aleatórias.

Cálcio, vitaminas e suplementos não deveriam ser adicionados sem indicação veterinária.

Em adultos, duas refeições medidas diariamente funcionam bem para muitos indivíduos.

A condição corporal deve ser acompanhada com as mãos.

A pelagem curta ajuda:

costelas precisam ser palpáveis;

cintura deve continuar presente;

músculos devem ser visíveis e firmes.

Um Monster Bull pesado pode ser correto.

Um Monster Bull obeso continua sendo obeso.

SAÚDE

Predisposição não é destino, mas precisa entrar na escolha.

Esta seção precisa ser tratada com muito rigor porque o Monster Bull é uma raça recente.

Até agosto de 2026, não existe uma grande literatura epidemiológica revisada por pares que permita montar uma lista confiável de “doenças mais comuns do Monster Bull” com prevalências conhecidas.

A própria padronização ainda está consolidando-se.

Isso significa que qualquer página afirmando categoricamente:

“Monster Bull sofre muito de doença X, Y e Z”

deveria mostrar dados.

Na ausência deles, o LoveCanis prefere separar evidência de precaução.

A documentação IBC traz um princípio sanitário extremamente útil:

o cão precisa ser atlético, saudável, capaz de realizar atividades ao ar livre e livre de comprometimento respiratório. Narinas estenosadas são desqualificantes. IBC Dogs

Essa exigência deve ser levada a sério.

Selecionar focinhos progressivamente menores e cabeças cada vez mais extremas pode aumentar pressão contra a funcionalidade respiratória.

O cachorro precisa conseguir:

respirar;

correr;

esfriar-se;

recuperar-se.

Outro ponto lógico é o sistema locomotor.

Estamos falando de cães de grande massa corporal e ossatura pesada.

Mesmo sem dados suficientes para afirmar prevalência específica, faz sentido exigir de um programa reprodutivo sério avaliações de:

quadris;

cotovelos;

movimentação;

joelhos;

coluna quando houver indicação clínica ou histórico familiar.

Isso é prevenção.

Não diagnóstico populacional.

O mesmo vale para o coração.

Fontes de criação relacionadas ao universo Pit Monster/Bully já apontam utilização de triagens cardíacas como parte de programas sanitários responsáveis, mas ainda não existe um protocolo CBKC público específico para o Monster Bull que permita apresentar uma lista obrigatória oficial. CANIL PITBULLY

Portanto, para um criador da raça, um programa sanitário responsável deveria idealmente acumular dados.

Radiografar.

Examinar.

Registrar.

Compartilhar resultados.

Porque é assim que uma raça nova deixa de trabalhar com impressão e começa a construir epidemiologia.

Há ainda uma questão especialmente importante para qualquer raça que valorize morfologia extrema.

A seleção nunca deveria recompensar:

dificuldade respiratória;

marcha anormal;

pernas estruturalmente incapazes de suportar o corpo;

obesidade;

mandíbulas severamente deformadas;

pele excessivamente solta;

incapacidade de atividade física normal.

A própria documentação IBC penaliza vários desses extremos. IBC Dogs

A expectativa de vida frequentemente citada para a população é de 10–12 anos, inclusive pela ALKC, mas esse número deve ser tratado como referência de raça jovem e não como resultado de um grande estudo longitudinal. alkc

Ao procurar um filhote, pergunte:

Os pais têm radiografia de quadril?

E cotovelos?

Já fizeram avaliação cardíaca?

Respiram silenciosamente depois de exercício moderado?

Conseguem trotar livremente?

Há histórico de rupturas de ligamento?

Problemas de pele?

Doenças neurológicas?

Qual a idade e causa de morte dos avós?

Existe controle de consanguinidade?

Essa última pergunta é especialmente importante numa raça jovem.

Pedigree deve servir não apenas para provar ancestralidade.

Deve servir para administrar diversidade genética.

TREINAMENTO

Inteligência sem rotina também produz problemas.

Treinamento não é opcional.

Estamos falando de um cão capaz de desenvolver enorme força física.

O objetivo não é fazer o cachorro obedecer por medo.

É construir controle.

Reforço positivo e consistência funcionam particularmente bem quando existe forte motivação por:

comida;

brincadeira;

interação social.

As prioridades deveriam incluir:

  • recall;
  • caminhar sem puxar;
  • sentar e esperar;
  • ir para um local definido;
  • soltar objetos;
  • deixar objetos;
  • aceitar manipulação;
  • receber visitas de maneira controlada;
  • utilizar focinheira de forma confortável;
  • autocontrole durante brincadeiras.

Focinheira treinada positivamente é uma ferramenta de manejo.

Não uma declaração de agressividade.

Qualquer cão grande pode precisar dela em:

emergência veterinária;

dor intensa;

transporte;

situações previstas por legislação.

Também é importante socializar sem exagerar.

Socializar não é permitir que cinquenta pessoas abracem o filhote.

É ensinar que:

pessoas;

animais;

ruídos;

superfícies;

veículos;

veterinários;

ambientes diferentes

fazem parte do mundo e não precisam gerar reação exagerada.

GALERIA

Conheça diferentes expressões da raça.

Pontos positivos

  • gosta de cães grandes e extremamente robustos;
  • possui experiência com cães fortes;
  • deseja um companheiro muito ligado à família;
  • gosta de treinamento;
  • consegue oferecer exercício regular;
  • possui espaço e cercamento seguro;
  • aceita custos elevados de alimentação;
  • consegue controlar fisicamente um cão de mais de 40 kg;
  • entende a importância de socialização precoce;
  • procura criadores que priorizem movimento e respiração, não apenas aparência;
  • exige exames de saúde documentados;
  • valoriza uma raça brasileira moderna em processo de consolidação;
  • deseja participar de forma responsável do desenvolvimento da raça.

Pontos de atenção

  • escolhe cachorro apenas pelo tamanho da cabeça;
  • quer o cão mais pesado possível;
  • procura um animal de manutenção barata;
  • não pretende treinar;
  • deixa o cachorro sozinho durante longos períodos sem atividade;
  • não consegue controlar fisicamente um cão extremamente forte;
  • possui espaço muito limitado e rotina sedentária;
  • deseja estimular agressividade humana;
  • considera dificuldade respiratória parte de uma aparência “extrema” aceitável;
  • não pretende verificar saúde dos progenitores;
  • quer respostas epidemiológicas tão consolidadas quanto as disponíveis para raças centenárias;
  • não aceita que o padrão da raça ainda esteja em desenvolvimento institucional.