LoveCanis
PERFIL COMPLETO DA RAÇA

Nihon Teria

Subtítulo emocional

Origem: Japão

Enquanto o Japão preservava antigos cães de caça do tipo Spitz, seus portos criavam outra coisa completamente diferente: um pequeno terrier europeu que atravessou oceanos, encontrou cães japoneses e acabou se transformando numa raça que quase ninguém fora do país conhece.

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EnergiaAlta
PortePequeno
PelagemCurta
Expectativa de vidaAproximadamente 13–15 anos
SOBRE A RAÇA

Uma história selecionada para uma função.

Enquanto o Japão preservava antigos cães de caça do tipo Spitz, seus portos criavam outra coisa completamente diferente: um pequeno terrier europeu que atravessou oceanos, encontrou cães japoneses e acabou se transformando numa raça que quase ninguém fora do país conhece.

O Nihon Teria, internacionalmente chamado Japanese Terrier e em português Terrier Japonês, é uma das raças caninas japonesas mais raras. Sua aparência já entrega sua história incomum: corpo quase totalmente branco, pelo extremamente curto, estrutura fina de terrier e uma cabeça normalmente negra, castanha e branca que parece ter sido colocada sobre outro cachorro.

A própria entidade cinológica japonesa explica que sua formação começou a partir de Smooth Fox Terriers trazidos dos Países Baixos para Nagasaki, posteriormente cruzados com pequenos cães locais. Diferentemente de muitos terriers europeus, porém, o Nihon Teria acabou sendo selecionado principalmente como cão de companhia, especialmente em cidades portuárias como Kobe e Yokohama. 一般社団法人 ジャパンケネルクラブ

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História e origem

A história do Nihon Teria começa num lugar particularmente importante para a abertura japonesa ao exterior:

Nagasaki.

Durante séculos, o Japão manteve severas restrições ao comércio estrangeiro. Mesmo durante o período de isolamento conhecido como sakoku, porém, comerciantes holandeses continuaram autorizados a operar em Nagasaki.

E junto com pessoas e mercadorias também chegaram cães.

O padrão oficial da FCI registra que, no século XVII, Smooth Fox Terriers vindos dos Países Baixos chegaram a Nagasaki e foram cruzados com pequenos cães nativos ou cães de tipo pointer de pequeno porte. FCI

O Japan Kennel Club descreve uma tradição semelhante, situando a chegada desses cães em torno dos anos 1700. 一般社団法人 ジャパンケネルクラブ

Não devemos imaginar, porém, que alguém desembarcou em Nagasaki com um plano escrito:

> “Hoje criaremos o Terrier Japonês.”

A formação foi gradual.

Cães europeus entraram numa população local.

Cruzamentos aconteceram.

O tipo começou a aparecer.

E, com o tempo, pequenos terriers de pernas relativamente longas e pelo extremamente curto passaram a ser conhecidos em áreas urbanas.

O ponto mais curioso é o destino da raça.

Na Europa, terriers haviam sido moldados principalmente para:

caçar;

entrar em tocas;

controlar ratos;

enfrentar pequenos predadores.

No Japão, aquele terrier começou progressivamente a ocupar outro espaço.

O colo.

A FCI afirma que em cidades portuárias como Kobe e Yokohama, o Japanese Terrier era mantido sobretudo como cão de companhia. FCI

O Japan Kennel Club registra antigos nomes como:

Oyuki Terrier

e

Mikado Terrier. 一般社団法人 ジャパンケネルクラブ

A transformação de população regional em raça propriamente dita ocorreu apenas no século XX.

Segundo a FCI, a criação planejada começou por volta de 1920.

Por volta de 1930, o tipo já estava suficientemente estabilizado para que se pudesse falar de uma raça definida. FCI

E existe uma evidência documental excepcional desse período.

Em 1933, o Nihon Terrier Club publicou no Japão um álbum dedicado a exemplares da raça: Nihon Teria Meiken Shashinshū, algo como Álbum Fotográfico de Grandes Terriers Japoneses.

O exemplar digitalizado preservado pela National Diet Library e atualmente disponível no Wikimedia Commons contém dezenas de cães individualmente identificados. Wikimedia Commons

Não estamos falando de uma reconstrução moderna.

São cães fotografados no Japão enquanto o próprio tipo ainda estava sendo consolidado.

Isso torna o Nihon Teria particularmente interessante.

Poucas raças relativamente raras possuem um registro fotográfico organizado tão próximo do período de estabilização.

Em 1935, o clube publicou inclusive um segundo volume de fotografias. Wikimedia Commons

A população, entretanto, continuaria pequena.

A Segunda Guerra Mundial atingiu brutalmente a criação de cães no Japão, e muitas raças sofreram perdas populacionais severas.

O Nihon Teria sobreviveu.

Mas nunca se tornou numeroso.

Ainda hoje o AKC o descreve como extremamente raro, com poucos criadores no mundo. A raça entrou no Foundation Stock Service norte-americano apenas em 2020. American Kennel Club

Na FCI, entretanto, sua história institucional é muito mais antiga.

O reconhecimento definitivo veio em 1º de abril de 1964.

Seu número é:

FCI 259. FCI

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Peso típicoAproximadamente 4,5–5,5 kg como referência prática
AlturaAproximadamente 30–33 cm para machos e fêmeas
Função históricaGrupo 3 — Terriers; Seção 2 — Terriers de pequeno porte
Confiança dos dadosAlta
Ficha rápida completa
Nome oficialNihon Teria
ApelidosJapanese Terrier, Terrier Japonês, Nihon Terrier, Mikado Terrier, Oyuki Terrier
País de origemJapão
Grupo FCIGrupo 3 — Terriers; Seção 2 — Terriers de pequeno porte
Função originalCompanhia; seus ancestrais terriers também foram associados ao controle de pequenos roedores
Função atualCompanhia, cão familiar, atividades recreativas e esportes compatíveis com o porte
PortePequeno
AlturaAproximadamente 30–33 cm para machos e fêmeas
PesoAproximadamente 4,5–5,5 kg como referência prática
Expectativa de vidaAproximadamente 13–15 anos
PelagemExtremamente curta, lisa, densa e brilhante, com cerca de 2 mm
Cor no padrão FCICabeça tricolor preta, castanha e branca; corpo branco com manchas ou marcações pretas e/ou castanhas
Nível de energiaModerado a alto
Queda de pelosBaixa
Adaptação a apartamentoExcelente
Experiência do tutorIntermediária; possível para iniciantes comprometidos com socialização

Aparência e características físicas

O Nihon Teria é um cão pequeno, mas não possui a aparência compacta e pesada de vários cães de companhia.

Ele é:

fino;

quadrado;

leve;

atlético.

A FCI determina que a proporção entre altura na cernelha e comprimento corporal seja de 1:1. FCI

Ou seja:

visto de lado, o corpo deve aproximar-se de um quadrado.

Também existe uma proporção interessante na cabeça.

O comprimento do crânio e o comprimento do focinho devem ser aproximadamente iguais. FCI

O crânio é:

plano;

moderadamente estreito.

O stop existe, mas não é muito pronunciado.

O focinho permanece refinado, com ponte nasal reta e nariz negro. FCI

As bochechas não devem ser volumosas.

Os lábios são finos e firmes.

A mordedura correta é em tesoura.

Os olhos são:

médios;

ovais;

escuros.

As orelhas ficam inseridas altas, são pequenas e finas, em formato de V, normalmente dobradas para a frente. O padrão também permite o chamado porte em rosa. FCI

A silhueta corporal é muito limpa.

O peito é profundo, mas não excessivamente largo.

O dorso é:

curto;

firme.

A região lombar possui uma discreta curvatura.

O ventre é nitidamente recolhido. FCI

Essa combinação cria um cachorro com aparência muito mais próxima de um pequeno atleta do que de um cão toy arredondado.

Os membros anteriores são retos e não devem ter ossatura pesada.

As coxas são relativamente longas.

Joelhos e jarretes apresentam angulação moderada.

O movimento precisa ser:

leve e ágil.

A cauda merece uma observação.

O padrão registra que tradicionalmente era amputada no país de origem.

Mas o próprio documento atual também descreve explicitamente a cauda natural para países onde o corte é proibido: discretamente curvada, afinando em direção à ponta e portada moderadamente alta durante o movimento. FCI

Para o LoveCanis, a cauda natural é perfeitamente compatível com a descrição contemporânea do padrão.

E então chegamos a uma das características mais extremas da raça:

o pelo.

A FCI informa comprimento aproximado de apenas:

2 milímetros. FCI

É:

curto;

liso;

denso;

brilhante.

A cabeça tradicionalmente concentra a coloração.

Idealmente apresenta:

preto;

castanho;

branco.

Enquanto o corpo é predominantemente branco, podendo possuir manchas ou marcações pretas e castanhas.

Esse contraste é tão forte que, em alguns exemplares, parece visualmente que a cabeça pertence a um cachorro completamente diferente.

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Tutor indicado

  • mora em apartamento;
  • procura um cachorro pequeno e realmente atlético;
  • quer grooming extremamente simples;
  • gosta de terriers;
  • deseja um cão muito ligado ao tutor;
  • gosta de ensinar truques;
  • pretende oferecer atividade diária moderada;
  • valoriza raças raras;
  • consegue socializar desde filhote;
  • aceita alguma reserva com desconhecidos;
  • consegue pesquisar profundamente a procedência do filhote;
  • deseja um cachorro incomum sem estrutura extrema.

Tutor não indicado

  • quer encontrar um filhote facilmente;
  • escolhe raça apenas pela raridade;
  • não pretende pesquisar criadores;
  • possui pequenos roedores vivendo soltos pela casa;
  • deseja um cão totalmente sedentário;
  • deixa o cachorro sozinho por períodos muito longos;
  • não quer trabalhar socialização;
  • procura uma raça com enorme quantidade de dados epidemiológicos disponíveis;
  • vive em clima frio e pretende manter o cachorro permanentemente ao ar livre;
  • acredita que cachorro pequeno não precisa de treinamento.

Em resumo

O Nihon Teria é uma espécie de pequeno acidente histórico que acabou virando patrimônio cinológico japonês.

Um terrier europeu chega a Nagasaki.

Cruza com pequenos cães locais.

A população começa a mudar.

Então aqueles cães aparecem em Kobe.

Yokohama.

Casas urbanas.

Colos.

O terrier que na Europa estava associado a buracos, caça e ratos começa a tornar-se um cachorro de companhia japonês.

Décadas depois, criadores olham para aquela população e decidem fixar o tipo.

Por volta de 1920, começa a seleção organizada.

Por volta de 1930, o padrão visual já está reconhecível. FCI

E então aparece uma coisa extraordinária:

em 1933, um clube japonês publica um livro inteiro com fotografias de exemplares da raça. Wikimedia Commons

Nós conseguimos olhar hoje para cães fotografados há mais de noventa anos e reconhecer imediatamente:

a cabeça escura;

o corpo branco;

as pernas finas;

o pelo mínimo;

a silhueta quadrada.

Isso significa que a história não depende apenas de tradição oral.

Ela deixou fotografias.

Depois vieram guerra, reconstrução e reconhecimento internacional.

Em 1964, a FCI tornou o reconhecimento definitivo. FCI

Hoje continua raro.

Talvez até excessivamente raro.

Mas permanece praticamente aquilo que os criadores japoneses buscavam um século atrás:

um cachorro pequeno.

Elegante.

Rápido.

Muito próximo das pessoas.

E com um visual que ninguém confunde depois de aprender seu nome.

Avaliação editorial de compatibilidade
Apego ao tutor5/5
Adaptação a apartamento5/5
Nível de energia4/5
Necessidade de exercícios3/5
Inteligência4/5
Facilidade de treinamento4/5
Tolerância à solidão2/5
Convivência com crianças pequenas3/5
Convivência com crianças maiores4/5
Convivência com outros cães4/5
Convivência com gatos3/5
Convivência com pequenos animais2/5
Sociabilidade com desconhecidos3/5
Instinto de alerta4/5
Tendência a latir3/5
Queda de pelos2/5
Exigência de cuidados com a pelagem1/5
Tolerância ao calor4/5
Adequação para tutores iniciantes3/5
Custo geral de manutenção2/5
Fontes e links de verificação
PERSONALIDADE

Como essa raça tende a viver com pessoas.

O padrão FCI é econômico na descrição:

ágil e de temperamento vivaz. FCI

O Japan Kennel Club segue praticamente a mesma linha, descrevendo um cão alerta, vivo e ativo. 一般社団法人 ジャパンケネルクラブ

Mas a população moderna apresenta uma combinação particularmente interessante.

Ele continua sendo terrier.

Portanto, pode demonstrar:

curiosidade;

rapidez de reação;

persistência;

interesse por pequenos animais;

independência.

Ao mesmo tempo, durante grande parte de sua formação no Japão foi selecionado como cão de companhia próximo às pessoas.

Isso produz um perfil diferente de vários terriers europeus originalmente criados quase exclusivamente para caça.

O AKC descreve a personalidade da raça como uma combinação entre características de terrier e de cães japoneses primitivos e observa que alguns indivíduos podem ser muito ligados a uma pessoa específica e mais reservados diante de estranhos. American Kennel Club

É pequeno.

Mas não deveria ser tratado como objeto decorativo.

Precisa:

explorar;

brincar;

aprender;

farejar;

participar da rotina.

Convivência com crianças

O Nihon Teria pode viver bem com crianças, especialmente quando cresce num ambiente familiar e recebe socialização adequada.

Mas seu porte pequeno exige cuidado.

Uma criança pode feri-lo facilmente se:

cair sobre ele;

levantá-lo incorretamente;

apertá-lo;

puxar patas ou orelhas.

O melhor cenário é com crianças capazes de compreender que o cachorro possui limites.

O cão também precisa aprender:

não disputar brinquedos;

não perseguir mãos e pés;

controlar excitação;

afastar-se quando a brincadeira termina.

Com crianças maiores, pode existir excelente compatibilidade.

É rápido.

Brincalhão.

Inteligente.

E suficientemente pequeno para participar de uma família urbana sem a logística exigida por cães maiores.

Convivência com outros animais

Aqui reaparece sua herança terrier.

O AKC registra inclusive a tradição de que Japanese Terriers teriam sido utilizados para caçar ratos em navios mercantes. American Kennel Club

Isso não significa que todo Nihon Teria moderno seja um exterminador de roedores.

Mas significa que a raça não deve ser presumida automaticamente segura com:

hamsters;

ratos domésticos;

gerbilos;

aves;

outros pequenos animais.

Com cães, a convivência pode ser muito boa quando socializado adequadamente.

Com gatos, especialmente aqueles apresentados desde filhote, existe bom potencial.

Mas qualquer movimento rápido pode despertar perseguição em determinados indivíduos.

O tamanho reduzido diminui as consequências físicas em comparação com terriers muito maiores.

Não elimina o instinto.

Apartamento e espaço

O Nihon Teria é extremamente adequado à vida em apartamento.

Tem cerca de 30–33 cm.

Peso próximo de cinco quilos.

Pelagem praticamente sem volume.

E necessidade de exercício perfeitamente administrável numa rotina urbana.

O desafio não é espaço.

É atividade e companhia.

Um apartamento pode funcionar perfeitamente quando o cachorro recebe:

passeios;

brincadeiras;

treinamento;

enriquecimento.

Outro aspecto deve ser considerado.

Com pelo de aproximadamente 2 mm e quase nenhuma proteção térmica, é razoável esperar sensibilidade maior ao frio do que em raças de manto duplo.

Em dias frios ou chuvosos, especialmente em animais muito magros, proteção e bom senso podem ser necessários.

No calor, a pelagem mínima é menos problemática, embora qualquer cão ainda precise de sombra e hidratação.

CUIDADOS

O trabalho cotidiano que precisa caber na sua vida.

Aqui está uma das grandes vantagens práticas.

Pelagem de aproximadamente 2 mm. FCI

Não existe:

tosa;

desembolo;

subpelo gigantesco;

horas de secagem.

O AKC recomenda basicamente escovação semanal com escova macia ou luva apropriada para pelo curto e banho apenas quando necessário. American Kennel Club

A queda tende a ser baixa.

Mas pelo curto não significa ausência completa de fios pela casa.

Unhas devem ser aparadas regularmente.

As orelhas precisam ser inspecionadas.

E dentes merecem atenção especial.

O AKC recomenda escovação dental frequente, algo particularmente importante em cães pequenos, que podem acumular doença periodontal ao longo da vida. American Kennel Club

A pele também fica muito exposta.

Qualquer:

vermelhidão;

ferida;

alergia;

parasita

é rapidamente visível.

Exercícios e atividades

O Nihon Teria é pequeno.

Mas é terrier.

Não foi criado para ficar imóvel durante o dia inteiro.

Para muitos adultos, uma combinação de:

passeios;

sessões de brincadeira;

treinamento;

exploração olfativa

é suficiente.

Não precisa correr dezenas de quilômetros.

Mas gosta de atividade em pequenas explosões.

Boas opções incluem:

  • caminhadas;
  • brincadeiras de busca;
  • brinquedos de caça simulada;
  • nosework;
  • agility adaptado ao porte;
  • rally;
  • obediência recreativa;
  • treinamento de truques.

A estrutura leve e o movimento ágil descritos pelo padrão combinam muito bem com atividades que exigem mudanças rápidas de direção.

Alimentação

Um cachorro de aproximadamente cinco quilos trabalha em uma escala calórica pequena.

Isso significa que petiscos aparentemente insignificantes para uma pessoa podem representar parte relevante da energia diária do cão.

A alimentação precisa acompanhar:

idade;

peso;

atividade;

condição corporal.

Adultos normalmente funcionam bem com duas refeições medidas por dia.

Filhotes podem receber refeições menores distribuídas com maior frequência.

O corpo correto é:

leve;

musculoso;

seco.

O peito deve existir.

A cintura também.

Não existe razão para transformar um pequeno terrier atlético num cachorro arredondado.

Parte da própria ração diária pode ser usada no treinamento.

Isso ajuda a controlar calorias e aproveita a alimentação para exercitar o cérebro.

SAÚDE

Predisposição não é destino, mas precisa entrar na escolha.

Esta seção precisa começar com uma limitação importante.

O Nihon Teria é muito raro.

Isso significa que não existe hoje uma base epidemiológica internacional comparável à disponível para Labrador, Golden Retriever ou Pastor Alemão.

Portanto, listas enormes de “doenças típicas do Japanese Terrier” devem ser vistas com cautela.

O AKC descreve a raça de maneira geral como saudável, mas destaca duas condições que criadores responsáveis devem acompanhar:

luxação patelar

e

doença de Legg-Calvé-Perthes. American Kennel Club

A luxação patelar ocorre quando a patela deixa sua posição normal no sulco do joelho.

Pode produzir:

passos intermitentes em três pernas;

“pulinhos” durante a caminhada;

dor;

desgaste articular.

É uma condição particularmente relevante em cães pequenos de maneira geral.

Um estudo veterinário japonês recente sobre luxações patelares em raças pequenas confirma que o problema ortopédico é frequente nesse universo de porte, embora esse estudo não demonstre prevalência específica para o Nihon Teria. PubMed

Portanto, é importante separar duas afirmações:

o problema existe em cães pequenos;

e

o AKC recomenda sua triagem especificamente em Japanese Terriers.

Isso já é motivo suficiente para perguntar ao criador sobre avaliação das patelas dos pais.

A segunda condição mencionada pelo AKC é a Legg-Calvé-Perthes.

Ela envolve perda de irrigação sanguínea da cabeça do fêmur, levando à degeneração do osso na articulação do quadril.

É mais observada em cães pequenos.

Pode provocar:

claudicação;

dor;

redução de musculatura;

dificuldade para apoiar a perna.

American Kennel Club

Como a raça possui uma população internacional muito reduzida, diversidade genética também merece atenção.

Não basta perguntar apenas:

“os pais são campeões?”

Pergunte:

qual é o grau de parentesco?

Quantos descendentes determinados reprodutores já produziram?

Há longevidade documentada?

Existem doenças recorrentes na família?

Há registros ortopédicos?

Outro dado importante é aquilo que não existe.

A lista atual de testes genéticos específicos do AKC não apresenta testes de DNA característicos para o Japanese Terrier. American Kennel Club

Isso significa que saúde responsável depende bastante de:

exame clínico;

histórico familiar;

avaliação ortopédica;

acompanhamento populacional.

O padrão FCI fecha a questão de maneira correta: somente cães funcionalmente e clinicamente saudáveis, com conformação típica, deveriam ser utilizados na reprodução. FCI

TREINAMENTO

Inteligência sem rotina também produz problemas.

O Nihon Teria tende a ser inteligente e rápido.

Mas inteligência não significa submissão automática.

Terriers frequentemente aprendem perfeitamente aquilo que foi pedido e ainda assim analisam se vale a pena executar.

Reforço positivo costuma ser a abordagem mais produtiva.

Use:

comida;

brinquedos;

brincadeira;

movimento;

acesso ao ambiente.

Sessões curtas e variadas tendem a funcionar melhor do que repetição mecânica.

Prioridades:

  • recall;
  • caminhar na guia;
  • controle de perseguição;
  • soltar objetos;
  • ficar sozinho gradualmente;
  • socialização com desconhecidos;
  • aceitar manipulação;
  • relaxar;
  • controle de vocalização.

A socialização é particularmente importante porque fontes modernas descrevem indivíduos que podem ser reservados diante de pessoas desconhecidas. TAIGA JAPANESE TERRIER

O objetivo não é transformar o cachorro em alguém que ama todo mundo.

É criar confiança.

GALERIA

Conheça diferentes expressões da raça.

Pontos positivos

  • mora em apartamento;
  • procura um cachorro pequeno e realmente atlético;
  • quer grooming extremamente simples;
  • gosta de terriers;
  • deseja um cão muito ligado ao tutor;
  • gosta de ensinar truques;
  • pretende oferecer atividade diária moderada;
  • valoriza raças raras;
  • consegue socializar desde filhote;
  • aceita alguma reserva com desconhecidos;
  • consegue pesquisar profundamente a procedência do filhote;
  • deseja um cachorro incomum sem estrutura extrema.

Pontos de atenção

  • quer encontrar um filhote facilmente;
  • escolhe raça apenas pela raridade;
  • não pretende pesquisar criadores;
  • possui pequenos roedores vivendo soltos pela casa;
  • deseja um cão totalmente sedentário;
  • deixa o cachorro sozinho por períodos muito longos;
  • não quer trabalhar socialização;
  • procura uma raça com enorme quantidade de dados epidemiológicos disponíveis;
  • vive em clima frio e pretende manter o cachorro permanentemente ao ar livre;
  • acredita que cachorro pequeno não precisa de treinamento.