Bichon Havanais
O pequeno cubano que transformou companhia em especialidade
Origem: Cuba
Ele possui o tamanho de um cão de colo, a movimentação elástica de um pequeno atleta e a convicção absoluta de que qualquer acontecimento dentro da casa precisa de sua participação. O Bichon Havanais não quer apenas morar com a família.
Uma história selecionada para uma função.
Ele possui o tamanho de um cão de colo, a movimentação elástica de um pequeno atleta e a convicção absoluta de que qualquer acontecimento dentro da casa precisa de sua participação.
O Bichon Havanais não quer apenas morar com a família.
Ele quer acompanhar a preparação do café, investigar a chegada das compras, observar a arrumação da cama e seguir o tutor até lugares onde nenhuma colaboração canina seria necessária.
Por baixo da pelagem longa e sedosa existe um cão resistente, inteligente e surpreendentemente ágil. Sua história atravessou rotas comerciais do Mediterrâneo, mansões da elite cubana, apresentações circenses, revolução política e exílio.
A raça quase desapareceu.
Sobreviveu porque algumas famílias cubanas conseguiram sair do país levando seus cães e porque criadores decidiram reconstruir uma população a partir de um número muito pequeno de exemplares.
Hoje, o Havanês é conhecido como o cão nacional de Cuba.
Sua maior qualidade continua sendo aquela que garantiu sua sobrevivência durante séculos:
a capacidade de criar vínculos profundos com as pessoas.
Essa proximidade torna o Havanês um excelente cão familiar.
Também explica por que ele pode sofrer quando é tratado como um enfeite independente, deixado sozinho por muitas horas ou excluído da rotina da casa.
História e origem
O Bichon Havanais pertence à antiga família dos bichons, pequenos cães de companhia associados às regiões mediterrâneas.
O padrão da FCI registra que os ancestrais da raça vieram da área ocidental do Mediterrâneo e se desenvolveram ao longo das costas espanholas e italianas. Cães desse tipo teriam sido levados para Cuba por navegadores e comerciantes europeus. :contentReference[oaicite:2]{index=2}
Os detalhes exatos dessa viagem não foram documentados de maneira definitiva.
Uma hipótese sugere que navegadores italianos transportaram cães semelhantes ao Bolognese para territórios espanhóis nas Américas. Outra afirma que comerciantes espanhóis levaram pequenos bichons ao Caribe depois de passarem por ilhas mediterrâneas e pelas Canárias.
O ponto historicamente mais seguro é que a raça adquiriu suas características próprias em Cuba. :contentReference[oaicite:3]{index=3}
Um presente que abria portas
Na sociedade colonial cubana, pequenos cães europeus eram oferecidos como presentes às mulheres e filhas das famílias proprietárias de grandes plantações.
O gesto não era apenas romântico.
Para comerciantes europeus, conquistar a simpatia dessas famílias poderia facilitar relações comerciais. Um cão pequeno, elegante e raro funcionava como presente de prestígio e como uma espécie de cartão de visitas vivo. :contentReference[oaicite:4]{index=4}
Dentro dessas famílias, o Havanês foi criado principalmente para companhia.
Não precisava caçar animais, guardar grandes territórios ou conduzir rebanhos durante horas. Seu trabalho era viver próximo das pessoas, observar o ambiente e alertar quando algo diferente acontecia.
Essa seleção favoreceu características ainda visíveis:
- forte apego às pessoas;
- atenção constante;
- inteligência social;
- comportamento brincalhão;
- facilidade para aprender truques;
- disposição para alertar;
- grande capacidade de adaptação doméstica.
Por muito tempo, os cães permaneceram associados às classes mais ricas de Cuba. Não eram comercializados livremente e frequentemente passavam de uma família para outra como presentes. :contentReference[oaicite:5]{index=5}
O nome de Havana
A coloração castanha, conhecida como tabaco ou marrom-havana, ajudou a criar a ideia de que a raça teria surgido especificamente na cidade de Havana.
A FCI considera equivocada a interpretação de que o nome e a cor provam uma origem exclusivamente havanesa. A formação mais antiga ocorreu no Mediterrâneo, embora o desenvolvimento que transformou o cão em uma raça distinta tenha acontecido em Cuba. :contentReference[oaicite:6]{index=6}
Por isso, as duas ideias podem coexistir:
- seus ancestrais vieram do Mediterrâneo;
- sua identidade racial foi construída em Cuba.
Da aristocracia para os circos
Com mudanças econômicas e sociais, parte da elite açucareira cubana perdeu patrimônio ou deixou o país.
Alguns cães foram levados para a Europa, onde chegaram a despertar interesse. Com o tempo, porém, a popularidade diminuiu.
A inteligência, a agilidade e a natureza exibida do Havanês favoreceram uma nova função: apresentações circenses e espetáculos populares.
Ele conseguia aprender rapidamente a:
- girar;
- caminhar sobre as patas traseiras;
- saltar obstáculos;
- empurrar objetos;
- responder a sinais;
- executar sequências;
- interagir com o público.
As guerras mundiais destruíram grande parte das populações europeias, e registros históricos da raça apontam que nenhuma linhagem conhecida conseguiu sobreviver na Europa daquele período. :contentReference[oaicite:7]{index=7}
A Revolução Cubana e o quase desaparecimento
A Revolução Cubana alterou radicalmente a estrutura social do país.
Muitas famílias ligadas às antigas classes proprietárias deixaram Cuba. Pouquíssimas conseguiram levar seus cães.
A FCI registra que as antigas linhagens cubanas desapareceram do país e que alguns exemplares retirados de Cuba deram origem à população preservada nos Estados Unidos. :contentReference[oaicite:8]{index=8}
Relatos históricos citados pelo AKC destacam especialmente as famílias Perez e Fantasio, que se estabeleceram na Flórida, e o senhor Barba, que foi para a Costa Rica.
Os cães levados por esses exilados representaram uma parte fundamental da base genética que permitiu a reconstrução da raça. :contentReference[oaicite:9]{index=9}
Dorothy Goodale e a reconstrução
Na década de 1970, a criadora norte-americana Dorothy Goodale começou a procurar exemplares do antigo cão cubano.
Ela reuniu inicialmente seis cães com pedigree e posteriormente acrescentou outros animais provenientes das famílias exiladas.
O programa utilizou como referência o padrão da FCI existente na época e ajudou a reconstruir a população, organizar registros e devolver a raça à cinofilia internacional. :contentReference[oaicite:10]{index=10}
O Havanês também voltou à Europa por meio de descendentes das linhas reconstruídas nos Estados Unidos.
O American Kennel Club reconheceu oficialmente a raça em 1996. Desde então, ela ganhou popularidade como cão urbano, familiar, esportivo e de terapia. :contentReference[oaicite:11]{index=11}
A história do Bichon Havanais é, portanto, uma história de deslocamento.
Seus ancestrais cruzaram o Atlântico.
Seus tutores cruzaram fronteiras para fugir de uma revolução.
E a própria raça precisou atravessar um quase desaparecimento para voltar a ocupar o lugar que sempre procurou:
perto das pessoas.
Ficha rápida completa
Aparência e características físicas
O Bichon Havanais é pequeno, mas não deve apresentar aparência frágil.
A FCI descreve um cão sólido, de pernas relativamente curtas, corpo discretamente alongado e pelagem abundante. Sua movimentação precisa ser leve, viva e elástica. :contentReference[oaicite:12]{index=12}
A relação entre comprimento corporal e altura é de aproximadamente quatro para três.
Isso significa que o cão deve parecer um pouco mais comprido do que alto, sem se tornar excessivamente baixo ou alongado. :contentReference[oaicite:13]{index=13}
Cabeça e expressão
A cabeça possui comprimento médio e deve permanecer proporcional ao corpo.
O crânio é relativamente largo, quase plano ou apenas discretamente arredondado. O focinho afina suavemente em direção à trufa, sem ficar pontudo ou abruptamente curto. :contentReference[oaicite:14]{index=14}
Os olhos são:
- relativamente grandes;
- amendoados;
- castanhos;
- preferencialmente muito escuros;
- acompanhados por bordas palpebrais pigmentadas;
- de expressão gentil e atenta.
A expressão do Havanês é parte importante de sua identidade.
Os olhos escuros, parcialmente emoldurados por pelos longos, costumam transmitir curiosidade e uma impressão quase humana de atenção. :contentReference[oaicite:15]{index=15}
A trufa pode ser preta ou marrom, acompanhando determinadas colorações da pelagem.
As orelhas possuem implantação relativamente alta, caem junto às faces e apresentam franjas longas. Não devem ficar completamente coladas à cabeça nem projetadas lateralmente como pequenas hélices. :contentReference[oaicite:16]{index=16}
Corpo e pernas
O dorso é reto, com discreta elevação na região lombar.
As costelas são bem arqueadas e o abdômen apresenta recolhimento visível, contribuindo para uma aparência leve e atlética. :contentReference[oaicite:17]{index=17}
As pernas são relativamente curtas, mas precisam possuir ossatura suficiente para sustentar um corpo funcional.
O Havanês não deve parecer uma miniatura delicada incapaz de correr, saltar ou brincar. Sua construção histórica favoreceu resistência superior à de alguns cães de colo extremamente refinados.
Movimentação elástica
Uma das marcas da raça é a movimentação aparentemente saltitante.
A FCI descreve passos leves e elásticos, com boa impulsão dos membros posteriores. O AKC também destaca o movimento característico como parte essencial do tipo racial. :contentReference[oaicite:18]{index=18}
Essa forma de caminhar não deve resultar de exageros ou fraqueza.
Ela surge da combinação entre estrutura corporal, proporções, angulações e personalidade animada.
Quando corre, o Havanês frequentemente parece estar ligeiramente atrasado para uma festa que começou sem ele.
Cauda
A cauda possui inserção alta e é carregada curvada ou enrolada sobre o dorso.
Ela apresenta franjas longas e sedosas, contribuindo para a aparência abundante da pelagem. :contentReference[oaicite:19]{index=19}
Quando o cão está relaxado, a posição pode variar. Durante a movimentação e o estado de atenção, a cauda geralmente se eleva.
Pelagem
A pelagem adulta pode alcançar aproximadamente 12 a 18 centímetros.
O pelo externo é:
- muito longo;
- abundante;
- macio;
- liso ou ondulado;
- ocasionalmente organizado em mechas encaracoladas.
O subpelo é pouco desenvolvido e, em alguns exemplares, pode estar praticamente ausente. :contentReference[oaicite:20]{index=20}
A textura não deve ser pesada ou excessivamente lanosa.
A pelagem correta movimenta-se com o corpo, contribuindo para a aparência leve e descontraída da raça.
Cores
Ao contrário do Bichon Frisé, o Havanês não está limitado ao branco.
A FCI aceita:
- branco;
- fulvo em diferentes tonalidades;
- preto;
- marrom-havana;
- tabaco;
- marrom-avermelhado;
- manchas e combinações dessas cores;
- marcações castanhas em várias tonalidades.
O Royal Kennel Club também registra uma ampla variedade de cores tradicionais. :contentReference[oaicite:21]{index=21}
Essa diversidade é uma das características visuais mais marcantes da raça.
Uma ninhada pode apresentar filhotes muito diferentes entre si, incluindo exemplares claros, escuros, bicolores, tricolores ou com padrões que se modificam durante o crescimento.
Mudança de cor
Alguns Havaneses clareiam significativamente com a idade.
Filhotes escuros podem desenvolver áreas prateadas, cinzentas, creme ou mais claras. Essa transformação depende dos genes presentes e pode continuar por vários anos.
Por isso, a cor observada em um filhote não representa necessariamente a aparência definitiva do adulto.
Tutor indicado
- mora em apartamento;
- deseja um cão pequeno;
- procura forte vínculo afetivo;
- trabalha em casa ou possui rotina flexível;
- gosta de ensinar truques;
- convive com crianças cuidadosas;
- possui outros cães;
- possui gatos;
- prefere baixa queda de pelos;
- consegue escovar frequentemente;
- aceita utilizar banho e tosa profissional;
- deseja uma raça longeva;
- procura um cão sociável;
- utiliza treinamento positivo.
Tutor não indicado
- passa muitas horas fora de casa;
- procura um cão independente;
- não deseja escovar pelos;
- acredita que baixa queda significa manutenção baixa;
- não possui orçamento para estética profissional;
- quer um cão de guarda física;
- não tolera latidos;
- possui crianças que tratam animais de forma brusca;
- pretende deixá-lo permanentemente no quintal;
- não deseja cuidar dos dentes;
- procura um companheiro para atividades esportivas extremas;
- não pretende ensinar o cão a ficar sozinho;
- deseja um animal pouco interessado na rotina familiar;
- prefere uma pelagem curta e simples.
Em resumo
O Bichon Havanais é um pequeno cão de companhia desenvolvido em Cuba a partir de ancestrais mediterrâneos.
Durante sua história, viveu entre famílias ricas, atravessou o Atlântico, participou de apresentações populares e quase desapareceu após profundas transformações políticas.
A raça sobreviveu graças a poucos exemplares levados para fora de Cuba e ao trabalho de criadores que reconstruíram sua população.
O Havanês moderno preserva as características que definiram sua trajetória.
É inteligente, sociável, engraçado, observador e profundamente ligado às pessoas.
Adapta-se muito bem a apartamentos, exige exercício moderado e costuma conviver bem com crianças e outros animais.
Sua pelagem solta poucos fios, mas precisa de escovação frequente. Seus dentes, olhos, patelas e quadris merecem acompanhamento.
Sua maior dificuldade costuma ser a solidão.
O Havanês não foi criado para viver afastado.
Foi criado para observar a família, divertir as pessoas, avisar quando alguém chega e permanecer perto o suficiente para não perder nenhum acontecimento importante — incluindo aqueles que não são importantes para mais ninguém.
Ele é pequeno.
Mas sua participação na rotina nunca é discreta.
Avaliação editorial de compatibilidade
Como essa raça tende a viver com pessoas.
A FCI descreve o Bichon Havanais como excepcionalmente inteligente, fácil de treinar, afetuoso, alegre, amável, encantador, brincalhão e um pouco palhaço. :contentReference[oaicite:22]{index=22}
Poucas descrições oficiais combinam tão bem com a experiência cotidiana da raça.
O Havanês costuma observar atentamente as pessoas e aprender rapidamente quais comportamentos provocam:
- risadas;
- carinho;
- petiscos;
- brincadeiras;
- abertura de portas;
- espaço no sofá;
- interrupção de uma atividade humana.
Essa inteligência social pode ser tão importante quanto sua capacidade de aprender comandos.
Ele não observa apenas o que o tutor diz.
Observa o que funciona.
Um cão-sombra
O Havanês frequentemente segue sua pessoa favorita pela casa.
Pode descansar sob a mesa enquanto alguém trabalha, acompanhar deslocamentos entre cômodos e esperar do lado de fora do banheiro como se tivesse recebido a missão oficial de proteger aquela porta.
Essa proximidade não significa necessariamente insegurança.
A raça foi selecionada durante séculos para viver perto das pessoas. Participar da rotina é parte de seu comportamento natural. :contentReference[oaicite:23]{index=23}
O problema aparece quando o cão nunca aprende que pequenas separações são seguras.
Um filhote que permanece acompanhado durante todos os minutos do dia pode crescer sem desenvolver tolerância à ausência.
Ansiedade de separação
Alguns Havaneses podem apresentar ansiedade ou sofrimento relacionado à separação.
Os sinais podem incluir:
- choros;
- latidos persistentes;
- destruição;
- tentativas de fuga;
- salivação;
- perda de controle sanitário;
- recusa de alimento;
- agitação antes da saída do tutor.
A raça não é ideal para permanecer sozinha durante jornadas diárias muito longas. Isso não significa que o cão precise ter companhia humana durante 24 horas.
Ele precisa ser ensinado gradualmente a tolerar ausências realistas. :contentReference[oaicite:24]{index=24}
Comportamento de alarme
O padrão oficial menciona facilidade para atuar como cão de alarme.
O Havanês percebe sons, movimentações e aproximações e pode avisar a família por meio de latidos. :contentReference[oaicite:25]{index=25}
Ele não é um cão de proteção física.
Seu papel é informar que algo aconteceu.
Depois do aviso, muitos exemplares se mostram interessados em conhecer a visita, especialmente quando percebem que a família recebeu a pessoa com tranquilidade.
Sem treinamento, os latidos podem se tornar frequentes em apartamentos, corredores e residências movimentadas. :contentReference[oaicite:26]{index=26}
Sensibilidade
O Havanês tende a responder mal a gritos, intimidação e punições físicas.
Por ser atento às pessoas e muito interessado em cooperação, normalmente aprende melhor com:
- recompensas;
- brincadeiras;
- elogios;
- repetição;
- orientação clara;
- limites consistentes;
- sessões curtas.
Métodos agressivos podem produzir medo, esquiva ou reatividade defensiva.
A firmeza necessária para educar a raça vem da consistência, não da brutalidade.
Convivência com crianças
A FCI afirma diretamente que o Havanês gosta de crianças e pode brincar longamente com elas. :contentReference[oaicite:27]{index=27}
Essa disposição brincalhona, combinada com sociabilidade e energia moderada, favorece a convivência familiar.
O Havanês pode participar de:
- brincadeiras de buscar;
- pequenos circuitos;
- treinamento de truques;
- jogos de esconder brinquedos;
- caminhadas;
- momentos tranquilos no sofá.
A principal preocupação é seu tamanho.
Um cão de aproximadamente 3 a 6 quilos pode sofrer lesões se for derrubado, apertado, pisado ou carregado incorretamente.
Crianças pequenas não devem circular segurando o cão no colo.
Uma queda de altura aparentemente pequena pode causar fraturas ou traumas.
A convivência funciona melhor quando:
- as interações são supervisionadas;
- a criança aprende a tocar com delicadeza;
- o cão possui um local de descanso;
- ninguém interrompe alimentação ou sono;
- não existem brincadeiras de puxar pelos;
- o animal não é tratado como brinquedo;
- os adultos assumem a responsabilidade pelos cuidados.
O Havanês costuma preferir brincar com crianças a fugir delas.
Isso torna ainda mais importante proteger o cão de interações excessivas. Um animal sociável também precisa ter o direito de descansar.
Compatibilidade com crianças pequenas: muito boa, com supervisão
Compatibilidade com crianças maiores e respeitosas: excelente
Convivência com outros animais
O Bichon Havanais geralmente apresenta boa sociabilidade com outros cães.
Sua história como cão de companhia e sua tendência relativamente baixa ao confronto favorecem casas com múltiplos animais, desde que existam socialização e apresentações adequadas. :contentReference[oaicite:28]{index=28}
O estilo de brincadeira pode incluir:
- corridas curtas;
- perseguições;
- saltos;
- uso das patas;
- giros;
- convites repetidos para brincar.
Com cães muito grandes, o tutor deve observar a diferença física.
Um companheiro amistoso, porém intenso, pode machucar o Havanês acidentalmente.
A compatibilidade depende menos da raça do outro cão e mais de seu controle corporal, temperamento e estilo de interação.
Convivência com gatos
A convivência com gatos costuma ser possível.
Quando criados juntos, Havaneses e gatos frequentemente aprendem a compartilhar espaços, móveis e períodos de descanso.
O cão pode tentar iniciar brincadeiras, seguir o gato ou latir quando ele corre. É importante oferecer ao felino:
- locais elevados;
- rotas de fuga;
- alimentação separada;
- caixas de areia protegidas;
- períodos sem contato.
Pequenos animais
A raça não possui histórico principal de caça.
Ainda assim, qualquer cão pode perseguir aves, roedores ou coelhos por curiosidade ou excitação.
Animais frágeis devem permanecer em instalações seguras e separados quando não houver supervisão.
Apartamento e espaço
O Havanês está entre as raças mais adequadas para apartamentos.
O Royal Kennel Club o classifica como apropriado para espaços pequenos e estima até 30 minutos diários de exercício estruturado. :contentReference[oaicite:29]{index=29}
Seu porte reduzido permite que cama, potes e área de descanso ocupem pouco espaço.
Entretanto, a adaptação não depende apenas do tamanho corporal.
Um Havanês sem companhia, atividade ou treinamento pode produzir mais problemas em um apartamento do que um cão maior e emocionalmente equilibrado.
Latidos em prédios
Sons de elevadores, passos, portas e vizinhos podem ativar o comportamento de alarme.
O tutor deve ensinar:
- interromper o latido;
- permanecer em um local definido;
- não correr até a porta;
- tolerar ruídos;
- aguardar calmamente no elevador;
- cruzar com pessoas e cães;
- relaxar quando está sozinho.
O objetivo não é impedir qualquer vocalização.
É evitar que cada movimento no corredor seja tratado como uma invasão internacional.
Segurança
Por ser pequeno, o Havanês consegue atravessar vãos estreitos.
Sacadas, janelas, portões e grades precisam ser avaliados com atenção.
Também existe risco de acidentes dentro da casa:
- ser pisado;
- ficar preso em portas;
- saltar de móveis altos;
- cair de escadas;
- ser atingido por objetos;
- mastigar itens pequenos.
Filhotes especialmente curiosos precisam de supervisão e adaptação do ambiente.
Quintal
O Havanês pode gostar muito de um quintal, mas não deve permanecer sozinho do lado de fora.
Seu porte o torna vulnerável a:
- fugas;
- furtos;
- ataques de cães;
- aves de rapina em algumas regiões;
- calor;
- insetos;
- plantas tóxicas.
O quintal é um espaço de brincadeira.
Não substitui a convivência familiar.
Adaptação a apartamento: excelente, desde que exista controle de latidos, passeio e companhia adequada.
O trabalho cotidiano que precisa caber na sua vida.
A pelagem do Havanês apresenta queda muito baixa.
O Royal Kennel Club classifica a raça como praticamente sem queda perceptível, enquanto fontes veterinárias destacam que os fios soltos costumam permanecer presos na própria pelagem. :contentReference[oaicite:33]{index=33}
Isso reduz a quantidade de pelos no chão.
Não reduz o trabalho.
Escovação
A pelagem longa deve ser escovada diariamente ou, no mínimo, várias vezes por semana.
O objetivo é alcançar a base dos fios e impedir a formação de nós próximos à pele. :contentReference[oaicite:34]{index=34}
As regiões mais problemáticas incluem:
- atrás das orelhas;
- axilas;
- peito;
- virilha;
- pernas;
- base da cauda;
- áreas sob coleiras e peitorais.
A escovação superficial pode deixar a parte externa bonita enquanto a pelagem próxima à pele se compacta.
Um pente metálico ajuda a confirmar que não restaram nós.
Mudança da pelagem de filhote
Durante a transição para a pelagem adulta, os fios de texturas diferentes podem embaraçar com facilidade.
Esse período exige cuidados adicionais e paciência.
O filhote deve ser acostumado à escovação antes que a pelagem se torne difícil.
Esperar a formação dos primeiros grandes nós para apresentar o pente costuma ser uma estratégia eficiente apenas para criar um cão que odeia pentes.
Banho
A frequência depende da rotina, do comprimento da pelagem e da saúde da pele.
O banho precisa utilizar produtos próprios para cães e ser seguido de secagem completa.
Umidade retida pode favorecer:
- nós;
- odor;
- irritação;
- proliferação de microrganismos;
- desconforto.
Secadores devem trabalhar em temperatura segura, sem superaquecer a pele.
Pelagem natural e corte curto
No padrão de exposição da FCI, cortes e modelagem da pelagem são proibidos, com pequenas exceções para organizar os pés, liberar discretamente os olhos e aparar o focinho. :contentReference[oaicite:35]{index=35}
Essa regra pertence às exposições.
Cães de companhia podem utilizar cortes mais curtos para facilitar a manutenção.
O chamado puppy cut reduz o comprimento dos fios, mas não elimina:
- escovação;
- banhos;
- corte periódico;
- cuidados com orelhas;
- higiene dos olhos;
- manutenção das patas.
Um corte curto é manutenção reduzida.
Não é ausência de manutenção.
Cordões
A pelagem do Havanês pode formar cordões naturais quando manejada de maneira específica.
Esse estilo exige separação cuidadosa das mechas, limpeza e secagem completa.
Não deve ser confundido com nós abandonados.
Cordões saudáveis são organizados e monitorados; nós compactados puxam a pele e podem esconder lesões.
Olhos
Os pelos podem irritar os olhos ou acumular secreções.
A região deve ser limpa delicadamente com pano úmido ou produto recomendado pelo veterinário.
Lacrimejamento excessivo, vermelhidão, olhos semicerrados ou secreção persistente exigem avaliação. :contentReference[oaicite:36]{index=36}
Orelhas
As orelhas caídas e cobertas por pelos podem reter umidade.
Devem ser observadas para detectar:
- odor;
- vermelhidão;
- secreção;
- coceira;
- sensibilidade.
A limpeza precisa seguir orientação veterinária, evitando introduzir objetos profundamente no canal. :contentReference[oaicite:37]{index=37}
Dentes
A higiene dental é uma necessidade central em cães pequenos.
O ideal é realizar escovação frequente, preferencialmente diária, com pasta própria para cães.
Mau hálito persistente, gengivas inflamadas, dificuldade para mastigar e dentes soltos não devem ser tratados como consequências inevitáveis da idade. :contentReference[oaicite:38]{index=38}
É hipoalergênico?
O Havanês é frequentemente anunciado como hipoalergênico por soltar poucos pelos.
Nenhuma raça, porém, é completamente incapaz de provocar alergia.
Alérgenos também estão presentes na saliva, na urina e nas partículas da pele. Uma pessoa alérgica pode reagir ao Havanês mesmo quando quase nenhum pelo é encontrado pela casa. :contentReference[oaicite:39]{index=39}
A pessoa sensível deve conviver previamente com exemplares da raça e buscar orientação médica.
Exercícios e atividades
O Bichon Havanais possui energia moderada.
Não necessita de longas corridas, mas também não deve ser tratado como um objeto decorativo de sofá.
O Royal Kennel Club utiliza como referência até 30 minutos diários de exercício, enquanto fontes veterinárias recomendam caminhadas e brincadeiras distribuídas ao longo do dia. :contentReference[oaicite:30]{index=30}
Boas atividades incluem:
- caminhadas;
- brincadeiras de buscar;
- treinamento de truques;
- caça ao petisco;
- exercícios de faro;
- pequenos circuitos;
- obediência;
- rally;
- agility adaptado;
- dança canina;
- brinquedos interativos.
O Havanês frequentemente apresenta explosões curtas de energia.
Pode correr em círculos pela sala, saltar sobre almofadas e, poucos minutos depois, deitar como se nada tivesse acontecido.
Passeios
Mesmo quando consegue gastar energia dentro de casa, o cão precisa conhecer o ambiente externo.
Os passeios oferecem:
- cheiros;
- sons;
- contato social;
- superfícies;
- novidades;
- estímulos mentais;
- oportunidade de treinamento.
Um Havanês privado dessas experiências pode se tornar inseguro, excessivamente excitado ou reativo diante de situações comuns.
Esportes
A inteligência, a agilidade e a movimentação elástica permitem participação em diferentes esportes.
A raça pode se destacar em agility, obediência, rally, faro e freestyle, desde que os exercícios sejam adaptados ao tamanho e à saúde individual. :contentReference[oaicite:31]{index=31}
Filhotes não devem executar saltos altos ou impactos repetitivos.
Exercícios precisam respeitar o desenvolvimento das articulações.
Calor
A pelagem pode ser longa, mas o Havanês foi desenvolvido em Cuba e geralmente apresenta adaptação razoável a climas quentes.
Isso não significa tolerância ilimitada.
Passeios devem evitar o sol mais intenso, especialmente em cidades brasileiras com pisos muito quentes.
Água, sombra e observação da respiração continuam essenciais.
Alimentação
O Bichon Havanais deve receber alimentação completa e equilibrada, adequada à idade, ao peso e ao nível de atividade.
Por ser pequeno, variações aparentemente discretas na quantidade podem representar excesso calórico importante.
Uma colher adicional de alimento possui impacto proporcionalmente muito maior em um cão de 4 quilos do que em um animal de 40.
A quantidade diária deve considerar:
- idade;
- peso;
- condição corporal;
- atividade;
- castração;
- metabolismo;
- saúde;
- quantidade de petiscos.
A recomendação da embalagem funciona como ponto inicial.
O ajuste ideal deve ser feito com acompanhamento veterinário. :contentReference[oaicite:51]{index=51}
Refeições
Adultos geralmente podem receber duas ou três refeições medidas por dia.
Filhotes pequenos podem precisar de três ou quatro refeições distribuídas para reduzir o risco de hipoglicemia e manter ingestão regular de energia. :contentReference[oaicite:52]{index=52}
Fraqueza, tremores, desorientação ou colapso em um filhote exigem atendimento veterinário.
Controle de peso
A cintura deve ser visível quando observada de cima.
As costelas precisam ser palpáveis sob uma camada discreta de gordura.
A pelagem longa pode esconder ganho de peso, tornando importante tocar o corpo e acompanhar regularmente a balança.
Manter peso adequado reduz a carga sobre:
- patelas;
- quadris;
- coluna;
- coração;
- sistema respiratório.
Petiscos
O Havanês costuma responder bem a recompensas alimentares.
Como aprende rapidamente, pode receber muitos petiscos durante uma única sessão.
As unidades devem ser pequenas e contabilizadas na ingestão diária.
Parte da própria ração pode ser reservada para treinamento.
Predisposição não é destino, mas precisa entrar na escolha.
O Bichon Havanais costuma apresentar boa longevidade, frequentemente entre 14 e 16 anos.
Ainda assim, existem problemas ortopédicos, oftalmológicos e dentários que merecem acompanhamento. :contentReference[oaicite:40]{index=40}
O Havanese Club of America recomenda como exames fundamentais para reprodutores:
- avaliação das patelas;
- avaliação dos quadris;
- exame oftalmológico.
Esses requisitos são apresentados pelo AKC com base nas orientações do clube nacional da raça. :contentReference[oaicite:41]{index=41}
Luxação de patela
A patela é o pequeno osso localizado na região do joelho.
Na luxação patelar, ela sai do sulco onde deveria se movimentar.
O cão pode:
- levantar uma perna durante alguns passos;
- caminhar com três patas;
- estender o membro repentinamente;
- apresentar dor;
- evitar saltos;
- desenvolver artrite.
Casos leves podem ser acompanhados clinicamente. Situações graves podem exigir cirurgia. :contentReference[oaicite:42]{index=42}
O excesso de peso aumenta a carga sobre os joelhos e pode agravar o desconforto.
Displasia coxofemoral
Embora seja pequeno, o Havanês também pode apresentar desenvolvimento inadequado dos quadris.
Por esse motivo, a avaliação radiográfica dos reprodutores faz parte dos exames recomendados pelo clube da raça. :contentReference[oaicite:43]{index=43}
Os sinais podem incluir:
- dificuldade para levantar;
- relutância para saltar;
- movimentação alterada;
- dor após exercício;
- redução de atividade.
Um exame normal dos pais reduz riscos populacionais, mas não garante que todo descendente será livre do problema.
Doença de Legg-Calvé-Perthes
A doença de Legg-Calvé-Perthes compromete a cabeça do fêmur.
O osso perde suprimento sanguíneo adequado, começa a degenerar e provoca dor no quadril.
A condição costuma aparecer em cães jovens, frequentemente antes dos 18 meses. :contentReference[oaicite:44]{index=44}
Os sinais podem incluir:
- claudicação;
- dor;
- perda de musculatura;
- resistência ao toque;
- dificuldade para apoiar uma pata traseira.
Casos severos podem exigir cirurgia.
Atrofia progressiva da retina
A atrofia progressiva da retina reúne doenças hereditárias que degeneram as células responsáveis pela visão.
Os primeiros sinais podem aparecer como dificuldade para enxergar no escuro.
Com o avanço, o cão pode perder completamente a visão. :contentReference[oaicite:45]{index=45}
Não existe tratamento capaz de reverter a degeneração.
O exame oftalmológico dos reprodutores ajuda a identificar alterações e reduzir a propagação de doenças oculares.
O Royal Kennel Club também recomenda avaliação oftalmológica como teste prioritário para a raça. :contentReference[oaicite:46]{index=46}
Outras alterações oculares
Além da atrofia progressiva da retina, cães podem apresentar cataratas, irritações, alterações palpebrais ou problemas relacionados a pelos que tocam a superfície dos olhos.
O tutor deve observar:
- opacidade;
- lacrimejamento excessivo;
- vermelhidão;
- coceira;
- colisões com objetos;
- insegurança em ambientes escuros;
- mudança na aparência da pupila.
Doença dental
Cães pequenos possuem maior predisposição ao acúmulo de placa e ao desenvolvimento de doença periodontal.
Sem prevenção, bactérias e tártaro causam inflamação, dor, perda óssea e queda dos dentes. :contentReference[oaicite:47]{index=47}
A prevenção inclui:
- escovação;
- consultas veterinárias;
- avaliação da gengiva;
- limpeza profissional quando indicada;
- tratamento de dentes fraturados ou infectados.
Exames recomendados antes da reprodução
Os exames mínimos recomendados pelo clube nacional norte-americano são:
1. avaliação das patelas; 2. avaliação dos quadris; 3. exame oftalmológico realizado por especialista. :contentReference[oaicite:48]{index=48}
O Royal Kennel Club recomenda exames oculares e também inclui avaliação dos cotovelos entre suas melhores práticas de saúde. :contentReference[oaicite:49]{index=49}
Antes de adquirir um filhote, o futuro tutor deve solicitar:
- identificação dos pais;
- resultados dos exames;
- histórico familiar;
- informações sobre longevidade;
- registros de problemas ortopédicos;
- dados oftalmológicos;
- contrato;
- acompanhamento do criador.
Um número CHIC significa que os testes exigidos foram realizados e divulgados publicamente.
Não significa necessariamente que todos os resultados foram normais nem que o cão jamais desenvolverá doença. :contentReference[oaicite:50]{index=50}
Dietas e produtos odontológicos podem complementar os cuidados, mas não substituem escovação e avaliação veterinária.
O veterinário pode recomendar alimentos específicos quando houver doença periodontal ou risco aumentado. :contentReference[oaicite:53]{index=53}
Dietas caseiras
Uma dieta preparada em casa deve ser formulada por médico-veterinário especializado em nutrição.
Combinações improvisadas de carne, arroz, legumes e suplementos podem apresentar desequilíbrios de:
- cálcio;
- fósforo;
- vitaminas;
- minerais;
- aminoácidos;
- ácidos graxos.
Água limpa deve permanecer disponível durante todo o dia.
Inteligência sem rotina também produz problemas.
O Bichon Havanais é considerado muito inteligente e relativamente fácil de treinar.
O padrão da FCI descreve explicitamente essa facilidade, e fontes veterinárias recomendam jogos e reforço positivo como principais estratégias. :contentReference[oaicite:32]{index=32}
Sua atenção às pessoas torna possível ensinar uma grande variedade de comportamentos.
Ele pode aprender:
- sentar;
- deitar;
- permanecer;
- vir quando chamado;
- tocar alvos;
- guardar brinquedos;
- girar;
- caminhar entre as pernas;
- buscar objetos;
- fechar portas leves;
- executar sequências.
Sessões curtas
O treinamento deve ser frequente, mas não cansativo.
Sessões de poucos minutos costumam funcionar melhor do que longos períodos de repetição.
O Havanês percebe rapidamente quando uma atividade deixou de ser interessante e pode começar a improvisar.
Variar recompensas e exercícios mantém sua atenção.
Educação sanitária
A educação para fazer necessidades no local correto pode exigir consistência.
Cães pequenos possuem bexiga menor e precisam de oportunidades frequentes, especialmente durante a fase de filhote.
Uma rotina eficiente inclui levar o cão ao local correto:
- depois de acordar;
- após refeições;
- depois de beber muita água;
- após brincadeiras;
- antes de dormir;
- sempre que apresentar sinais de procura.
O acerto deve ser recompensado imediatamente.
Punições após acidentes não ensinam o local correto. Podem apenas fazer o cão evitar urinar na presença do tutor.
Permanência sozinho
O treinamento de separação precisa começar cedo.
O filhote pode aprender a descansar em um espaço seguro enquanto o tutor permanece em outro cômodo.
Posteriormente, pequenas saídas podem ser introduzidas.
O tempo deve aumentar gradualmente, sem esperar que o cão passe de companhia permanente para uma jornada inteira sozinho.
Socialização
O Havanês deve conhecer:
- crianças;
- adultos;
- pessoas com diferentes roupas;
- cães equilibrados;
- gatos;
- veículos;
- sons urbanos;
- clínicas veterinárias;
- pisos;
- escadas;
- elevadores;
- manipulação corporal.
Socialização não significa permitir contato descontrolado com todos.
Significa construir confiança e neutralidade.
Manipulação
Como a pelagem exige cuidados frequentes, o filhote precisa aprender a aceitar:
- escova;
- pente;
- secador;
- banho;
- toque nas patas;
- corte de unhas;
- limpeza dos olhos;
- inspeção das orelhas;
- escovação dental.
Um adulto que coopera durante a higiene transforma a manutenção em rotina.
Um adulto que não aceita manipulação transforma cada nó em um conflito diplomático.
Conheça diferentes expressões da raça.

Pontos positivos
- mora em apartamento;
- deseja um cão pequeno;
- procura forte vínculo afetivo;
- trabalha em casa ou possui rotina flexível;
- gosta de ensinar truques;
- convive com crianças cuidadosas;
- possui outros cães;
- possui gatos;
- prefere baixa queda de pelos;
- consegue escovar frequentemente;
- aceita utilizar banho e tosa profissional;
- deseja uma raça longeva;
- procura um cão sociável;
- utiliza treinamento positivo.
Pontos de atenção
- passa muitas horas fora de casa;
- procura um cão independente;
- não deseja escovar pelos;
- acredita que baixa queda significa manutenção baixa;
- não possui orçamento para estética profissional;
- quer um cão de guarda física;
- não tolera latidos;
- possui crianças que tratam animais de forma brusca;
- pretende deixá-lo permanentemente no quintal;
- não deseja cuidar dos dentes;
- procura um companheiro para atividades esportivas extremas;
- não pretende ensinar o cão a ficar sozinho;
- deseja um animal pouco interessado na rotina familiar;
- prefere uma pelagem curta e simples.