Broholmer
O gigante dinamarquês que protege sem precisar demonstrar força
Origem: Dinamarca
Ele não precisa correr em direção ao portão. Não precisa rosnar para cada pessoa que se aproxima nem transformar a casa em território militar. O Broholmer costuma proteger de outra maneira. Levanta a cabeça lentamente, posiciona o corpo entre a família e aquilo que ainda não conhece e observa.
Uma história selecionada para uma função.
Ele não precisa correr em direção ao portão.
Não precisa rosnar para cada pessoa que se aproxima nem transformar a casa em território militar.
O Broholmer costuma proteger de outra maneira.
Levanta a cabeça lentamente, posiciona o corpo entre a família e aquilo que ainda não conhece e observa. Seu tamanho, sua postura e seu latido profundo geralmente fazem o restante do trabalho.
Por trás dessa presença intimidadora existe um cão conhecido pelo temperamento calmo, amistoso e seguro. O padrão oficial exige vigilância e autoconfiança, mas rejeita agressividade e timidez excessiva. O Broholmer deve parecer capaz de enfrentar uma situação sem viver procurando conflitos. FCI
Essa combinação foi construída durante séculos.
Na Idade Média, cães desse tipo participaram da caça de grandes cervos. Posteriormente, passaram a guardar fazendas, propriedades rurais e solares dinamarqueses. No final do século XVIII, foram selecionados de maneira mais organizada pelo camareiro Niels Frederik Bernhard Sehested, proprietário do castelo de Broholm, de onde a raça recebeu seu nome.
Depois da Segunda Guerra Mundial, quase desapareceram.
Sua reconstrução começou na década de 1970 a partir de uma população extremamente pequena, acompanhada pelo Danish Kennel Club e por criadores comprometidos com a recuperação da antiga raça nacional.
O Broholmer atual carrega essa história em cada detalhe.
É grande sem precisar ser exagerado.
É vigilante sem precisar ser hostil.
É poderoso, mas prefere utilizar a própria força permanecendo perto das pessoas que considera sua família.
História e origem
O Broholmer pertence a uma antiga população de cães molossoides da Dinamarca.
A FCI registra que cães desse tipo já eram conhecidos desde a Idade Média, quando participavam da caça ao cervo. A atividade exigia animais suficientemente fortes para acompanhar caçadores, enfrentar terrenos difíceis e contribuir para o controle de uma presa grande e perigosa. FCI
Com o passar dos séculos, a função mudou.
A caça deixou de ser sua principal ocupação, e os cães passaram a trabalhar como guardiões de grandes fazendas e propriedades senhoriais. Seu tamanho, o latido grave e a postura confiante permitiam desencorajar invasores sem exigir agressividade constante.
O cão das propriedades dinamarquesas. O Broholmer tornou-se conhecido como um animal que permanecia próximo a casas, estábulos, mercados e propriedades rurais. Fontes históricas reunidas pelo AKC mencionam que esses cães eram tão comuns perto de açougues e mercados que receberam o apelido de “cão do açougueiro”. Também ajudavam a vigiar e controlar o gado levado às cidades. American Kennel Club
O apelido não significa que fosse um cão desenvolvido para atacar pessoas.
Sua utilidade estava na presença.
Um animal com mais de 60 quilos, cabeça maciça e latido profundo já representava uma barreira considerável. O temperamento ideal era seguro e atento, permitindo distinguir uma movimentação normal de uma situação que realmente exigisse reação.
Sehested e o castelo de Broholm. No final do século XVIII, o camareiro Niels Frederik Bernhard Sehested iniciou um trabalho mais organizado de seleção na propriedade de Broholm. Os cães aumentaram em número e tornaram-se progressivamente uniformes, passando a ser associados ao nome do castelo e de seu proprietário.
A consolidação não ocorreu por meio de um padrão genético moderno.
Os criadores selecionavam animais que reuniam:
- grande porte;
- força;
- cabeça larga;
- peito profundo;
- estabilidade emocional;
- vigilância;
- capacidade de conviver com pessoas;
- resistência ao clima dinamarquês.
A função prática continuava sendo a principal prova de qualidade.
A quase extinção. As mudanças econômicas e sociais dos séculos XIX e XX reduziram a necessidade de grandes cães de propriedade. As duas guerras mundiais agravaram o declínio, interrompendo criações e tornando difícil alimentar animais gigantes. Depois da Segunda Guerra Mundial, a população chegou muito perto de desaparecer. FCI
Durante anos, não existia certeza de que ainda houvesse cães capazes de formar uma população viável.
Na década de 1970, o Danish Kennel Club publicou um apelo em sua revista procurando animais que preservassem características do antigo Broholmer. A busca localizou alguns cães dispersos, mas o número era extremamente pequeno. FCI
Bjørn e Manne. Entre os primeiros animais encontrados estavam Bjørn, um macho amarelo de 11 anos que era estéril, e Manne, um macho preto de sete anos que havia produzido descendentes ao longo de sua vida. A equipe descobriu que uma das famílias descendentes de Manne também possuía contribuição de São Bernardo. FCI
Manne foi então cruzado com uma cadela descendente daquela população, que também possuía contribuição de Boxer. Dessa combinação nasceu um macho amarelo chamado C. Bastian, considerado suficientemente próximo do tipo procurado para participar da reconstrução. FCI
Encontrar uma fêmea compatível foi difícil.
O Danish Kennel Club publicou novos apelos em jornais nacionais e locais até localizar uma cadela chamada Muffe. O cruzamento entre Muffe e C. Bastian produziu uma ninhada de 12 filhotes. Apenas quatro — três machos e uma fêmea — foram considerados adequados para iniciar formalmente o programa de reconstrução. FCI
Esses quatro animais formaram uma base genética perigosamente estreita.
Em 1978, tornou-se necessário introduzir sangue adicional. Dois irmãos produzidos por um cruzamento entre Mastim Espanhol e Mastim Inglês foram adquiridos nos Países Baixos. A fêmea foi incorporada ao programa, ampliando parcialmente a população disponível. FCI
O processo precisou equilibrar dois riscos.
Cruzar cães excessivamente aparentados poderia concentrar doenças e reduzir fertilidade.
Introduzir animais muito diferentes poderia destruir as características que se pretendia recuperar.
A reconstrução utilizou seleção morfológica, avaliação comportamental, registros genealógicos e controle dos acasalamentos. Embora cruzamentos entre irmãos fossem evitados, algum grau de reprodução entre parentes tornou-se inevitável devido à pequena quantidade de animais existentes. FCI
A Sociedade de Reconstrução. Em 1979 foi fundada a organização dedicada à recuperação do Broholmer, posteriormente denominada Broholmerselskabet. O trabalho ocorreu com apoio direto do Danish Kennel Club e de seu comitê voltado às raças nacionais e ameaçadas. FCI
A raça continua sendo tratada na Dinamarca como uma população em reconstrução. A transferência de cães para o registro dinamarquês, a seleção reprodutiva e os cruzamentos são acompanhados de maneira mais rigorosa que em muitas raças numerosas. dkk.dk
O retorno da variedade preta. A população preta tornou-se especialmente difícil de preservar. Na década de 1990, novas buscas foram realizadas para encontrar animais que pudessem contribuir para essa cor sem comprometer o tipo racial. O programa demonstra que a recuperação nunca foi um evento único concluído em 1975, mas um processo contínuo de reconstrução e conservação.
Reconhecimento contemporâneo. A FCI registra o Broholmer sob o padrão número 315, no Grupo 2, Seção 2.1, entre os molossos do tipo mastim. Sua utilização oficial é companhia e guarda, sem exigência de prova de trabalho. O padrão atualmente válido foi publicado em maio de 2025. FCI
Nos Estados Unidos, o Broholmer permanece no Foundation Stock Service do American Kennel Club desde 2013. Esse sistema acompanha raças ainda não plenamente incorporadas às competições regulares da entidade. American Kennel Club
No Brasil, continua extremamente raro.
A compra de um exemplar exige verificação cuidadosa de:
- pedigree;
- microchip;
- origem da importação;
- identificação dos pais;
- exames ortopédicos;
- avaliação cardíaca;
- teste comportamental;
- grau de parentesco;
- documentação sanitária.
A semelhança com outros mastins não é suficiente para comprovar que um cão pertence à raça.
Ficha rápida completa
Aparência e características físicas
O Broholmer é um molosso gigante, retangular e fortemente construído.
Sua aparência é dominada pela parte dianteira: cabeça maciça, pescoço musculoso, peito amplo e membros anteriores poderosos. O corpo não deve parecer quadrado, leve ou excessivamente elegante.
O objetivo não é criar o cão mais pesado possível.
O padrão exige potência acompanhada por movimentação funcional. Exageros que comprometam a respiração, os olhos, a locomoção ou o bem-estar devem ser penalizados. A orientação dinamarquesa para juízes chama atenção especificamente para excesso de pele, olhos inadequados, dentição e movimento deficiente. dkk.dk
Proporções. O corpo é claramente retangular, com dorso relativamente longo. A distância da cernelha ao cotovelo deve ser aproximadamente igual à distância do cotovelo ao chão. FCI
Essa construção produz um cão:
- substancioso;
- estável;
- profundo;
- capaz de percorrer terreno em passada longa;
- menos alto e estreito que determinados molossos;
- mais comprido que um cão de proporções quadradas.
O macho deve parecer claramente masculino e a fêmea claramente feminina. Essa distinção não significa que fêmeas devam ser frágeis, mas que o peso, a cabeça e a musculatura precisam respeitar diferenças naturais entre os sexos.
Cabeça. A cabeça é grande, larga e pesada.
Crânio e focinho possuem comprimentos aproximadamente iguais. O crânio é amplo e relativamente plano, enquanto a linha superior do focinho permanece paralela à do crânio. O stop existe, mas não deve ser abrupto. FCI
O focinho é maciço e pode parecer curto por causa da largura e do volume da cabeça. Não deve ser comprimido nem produzir aparência braquicefálica extrema.
A trufa precisa ser grande e preta.
Narinas abertas ajudam a manter o fluxo respiratório durante caminhadas, brincadeiras e exposição ao calor. Uma trufa que não seja preta constitui falta desqualificante no padrão FCI. FCI
Lábios. Os lábios são discretamente pendentes, mas não excessivos.
Grandes dobras labiais podem acumular saliva, alimento e umidade, além de modificar a expressão da raça. O compêndio dinamarquês alerta contra cantos da boca demasiadamente soltos. FCI
A baba varia entre indivíduos.
Alguns deixam apenas pequenas marcas depois de beber. Outros podem produzir fios de saliva quando estão com fome, excitados ou aquecidos. O tutor deve estar preparado para limpar potes, pisos, paredes próximas e comissuras labiais.
Dentes. Os maxilares são poderosos e bem musculosos.
O padrão aceita mordedura em tesoura ou em pinça. Prognatismo inferior ou superior é desqualificante. FCI
Olhos. Os olhos são arredondados, mas não grandes demais, profundos demais ou excessivamente inclinados.
A tonalidade varia do âmbar-claro ao âmbar-escuro. As pálpebras precisam permanecer bem ajustadas e a expressão deve transmitir autoconfiança. FCI
Excesso de pele ao redor dos olhos não deve ser valorizado.
Pálpebras muito soltas podem expor a conjuntiva, favorecer irritação e aproximar o cão de um hipértipo molossoide incompatível com a saúde funcional. As instruções dinamarquesas recomendam observar cuidadosamente a quantidade de pele e a integridade ocular. dkk.dk
Orelhas. As orelhas são médias, inseridas relativamente alto e permanecem caídas próximas às faces.
Orelhas eretas são desqualificantes. Orelhas excessivamente grandes, pequenas ou dobradas para trás são consideradas inadequadas. FCI
Pescoço e barbela. O pescoço é muito poderoso e musculoso.
Existe pele solta e alguma barbela, mas o volume não deve ser exagerado. A barbela correta começa no pescoço, não como uma continuação descontrolada dos lábios. FCI
Dobras profundas precisam ser inspecionadas para evitar:
- umidade;
- odor;
- dermatite;
- proliferação de bactérias ou leveduras;
- irritação provocada por coleiras.
Corpo. A linha superior é reta, com cernelha forte e claramente definida.
O dorso é relativamente longo. A garupa possui comprimento médio e inclinação discreta. O peito é poderoso, profundo e acompanhado por antepeito bem desenvolvido. FCI
A dianteira pesada faz parte da identidade da raça.
Isso não significa que os membros traseiros possam ser fracos. A parte posterior precisa apresentar musculatura, angulação dos joelhos e força de propulsão suficientes para deslocar todo o corpo. O compêndio oficial observa que fraqueza traseira, jarretes fechados e angulação insuficiente são problemas que precisam ser evitados. FCI
Pernas e patas. Os membros anteriores são retos, fortes e acompanhados por braços muito musculosos.
As patas são redondas, fechadas e apoiadas sobre almofadas resistentes. Metacarpos longos e fracos, dedos abertos e jarretes de vaca prejudicam a movimentação e são considerados faltas. FCI
Cauda. A cauda possui inserção relativamente baixa, é larga na base e permanece caída em formato de sabre quando o cão está em repouso.
Durante o movimento, pode elevar-se aproximadamente até a horizontal, preferencialmente sem ultrapassar a linha superior. Não deve enrolar-se sobre o dorso. FCI
Uma cauda alta em momentos de excitação pode representar apenas o estado emocional.
Entretanto, cauda estruturalmente enrolada, com gancho ou deformação precisa ser diferenciada de uma elevação passageira. FCI
Movimento. O Broholmer movimenta-se principalmente em passo e trote.
A passada deve ser longa, firme, livre e capaz de cobrir terreno. Em repouso e durante deslocamento tranquilo, a cabeça costuma permanecer relativamente baixa, reforçando a aparência pesada da dianteira. FCI
Seu movimento não deve parecer excessivamente leve ou elegante como o de um Dogue Alemão.
O padrão procura uma movimentação composta, poderosa e discretamente inclinada para a frente, mas sem rigidez, dor ou dificuldade respiratória. FCI
Pelagem. O pelo é curto, denso, assentado e acompanhado por subpelo.
A cobertura foi preservada para oferecer proteção no clima dinamarquês. A quantidade de subpelo varia e pode aumentar durante os meses frios, produzindo períodos de queda mais intensa. FCI
Cores. O padrão FCI atualizado aceita:
- amarelo com ou sem máscara preta;
- vermelho com ou sem máscara preta;
- preto.
A máscara deve permanecer concentrada no focinho, sem avançar excessivamente sobre os olhos e o crânio. Marcas brancas são opcionais no peito, nas patas e na ponta da cauda.
O salpicado preto excessivo sobre cães amarelos ou vermelhos pode produzir aparência fuliginosa e é considerado indesejável quando modifica o conjunto e a expressão amigável. Pelagem longa, preto com castanho ou distribuição malhada fora do padrão não são aceitos. FCI
Tutor indicado
- deseja um cão familiar e vigilante;
- aprecia cães grandes e tranquilos;
- possui casa com boa circulação;
- pode oferecer área externa cercada;
- gosta de caminhadas moderadas;
- aceita socializar desde cedo;
- utiliza treinamento respeitoso;
- consegue controlar fisicamente um cão gigante;
- deseja um cão de alerta sem agressividade excessiva;
- convive com crianças respeitosas;
- aceita custos elevados de alimentação;
- possui veículo adequado;
- está disposto a realizar exames ortopédicos e cardíacos;
- procura um companheiro próximo da família.
Tutor não indicado
- mora em espaço muito pequeno;
- não consegue transportar um cão gigante;
- busca baixo custo de manutenção;
- não pretende treinar desde filhote;
- passa longas jornadas fora;
- deseja um cão extremamente atlético;
- não tolera baba;
- não tolera pelos;
- possui muitos degraus em casa;
- não consegue adaptar pisos escorregadios;
- vive em clima quente sem ambiente fresco;
- deseja estimular guarda agressiva;
- não consegue supervisionar crianças pequenas;
- não aceita risco de doenças ortopédicas;
- escolhe a raça apenas pela aparência imponente.
Em resumo
O Broholmer é um molosso gigante originário da Dinamarca.
Cães desse tipo eram utilizados desde a Idade Média na caça de cervos e, posteriormente, na guarda de grandes fazendas e solares. No final do século XVIII, o camareiro Sehested, da propriedade de Broholm, ajudou a uniformizar e aumentar a população, dando origem ao nome da raça.
Depois da Segunda Guerra Mundial, o Broholmer chegou perto da extinção.
Na década de 1970, o Danish Kennel Club iniciou uma busca nacional pelos animais restantes. Cães como Manne, C. Bastian e Muffe participaram de um programa de reconstrução baseado em uma quantidade extremamente pequena de exemplares. A introdução controlada de outros mastins ajudou a ampliar parcialmente a base genética. FCI
A recuperação tornou-se um projeto nacional.
A Broholmerselskabet e o Danish Kennel Club continuam acompanhando pedigree, morfologia, comportamento, saúde e parentesco. A raça ainda é considerada uma população em reconstrução dentro do sistema dinamarquês. Broholmerselskabet
Fisicamente, o Broholmer é grande, retangular e dominado por uma dianteira poderosa.
Machos medem aproximadamente 75 centímetros e pesam entre 50 e 70 quilos. Fêmeas medem cerca de 70 centímetros e pesam entre 40 e 60 quilos. A cabeça é larga, o peito profundo e a movimentação precisa ser longa, firme e funcional.
A pelagem é curta e densa, acompanhada por subpelo.
As cores oficiais são amarelo, vermelho ou preto. Cães amarelos e vermelhos podem apresentar máscara preta limitada ao focinho, e pequenas marcações brancas são permitidas no peito, nas patas e na ponta da cauda.
O temperamento ideal é calmo, amistoso, vigilante e extremamente autoconfiante.
O Broholmer utiliza principalmente tamanho, postura e latido para proteger. Não deve demonstrar agressividade injustificada nem medo excessivo. FCI
Forma vínculos intensos e prefere viver integrado à família.
Pode conviver muito bem com crianças e animais conhecidos, embora seu peso exija supervisão. Com outros cães do mesmo sexo, especialmente machos adultos, pode existir seletividade. FCI
Sua energia é moderada.
Precisa de caminhadas, treinamento, faro e participação diária, mas não deve ser submetido a exercícios extremos, principalmente durante o crescimento.
A pelagem requer poucos cuidados, embora o subpelo produza trocas sazonais importantes.
Na saúde, a criação responsável precisa priorizar quadris, cotovelos, coração, olhos, movimento e diversidade genética.
As regras dinamarquesas atuais exigem avaliações ortopédicas, descrição mental e aprovação morfológica para reprodução. O rastreamento cardíaco para estenose subaórtica também possui importância crescente. Hundeweb
O Broholmer não protege porque acredita que o mundo inteiro seja perigoso.
Protege porque permanece presente.
Observa a casa.
Acompanha a família.
Escuta o que acontece do outro lado da porta.
E, quando algo muda, ergue lentamente uma cabeça que já foi suficiente para afastar problemas durante séculos.
Avaliação editorial de compatibilidade
Fontes e links de verificação
- 315g02-en
- Broholmer - Dog Breed Information
- C:UserskenneAppDataLocalTempmso36A6.tmp
- Dkk.dk
- Breed Specific Instructions (BSI)
- Stil krav til din opdrætter ~ Broholmerselskabet
- Mentalbeskrivelse ~ Broholmerselskabet
- Racerestriktioner / sundhedsoplysninger
- Albueledsdysplasi - AD ~ Broholmerselskabet
- Broholmerselskabet
- Aortastenose - SAS og hjertescanning ~ Broholmerselskabet
- Stenosis of the Semilunar Valves in Animals - Circulatory System - Merck Veterinary Manual
- Gastric Dilation and Volvulus in Small Animals - Digestive System - Merck Veterinary Manual
- Nutrition Guidelines - WSAVA
- Hoftledsdysplasi - HD samt HD-index ~ Broholmerselskabet
- Elbow Dysplasia in Dogs - Musculoskeletal System - Merck Veterinary Manual
Como essa raça tende a viver com pessoas.
O padrão resume o Broholmer em cinco características:
calmo, bem-disposto, amistoso, vigilante e autoconfiante. FCI
Essas palavras precisam aparecer juntas.
Um cão calmo sem vigilância perderia parte de sua função.
Um cão vigilante sem equilíbrio poderia tornar-se reativo.
Um cão grande sem autoconfiança poderia responder ao medo utilizando força desproporcional.
O Broholmer ideal observa antes de agir.
Guarda moderada. O compêndio oficial o posiciona no extremo mais brando entre os cães de guarda. Sua defesa baseia-se principalmente na segurança, no tamanho e no latido, não na busca ativa por confronto. A agressividade não faz parte do temperamento desejado. FCI
Isso não significa que seja indiferente.
Pode:
- interromper o descanso quando ouve algo;
- posicionar-se próximo da porta;
- observar visitantes;
- latir diante de uma aproximação;
- permanecer entre a família e um desconhecido;
- acompanhar movimentações na propriedade.
O tutor precisa ensinar que a decisão final pertence às pessoas.
Apego familiar. O Broholmer contemporâneo é principalmente um cão de família.
O clube dinamarquês recomenda escolher criadores cujos cães vivam em contato humano durante a maior parte do dia, pois a integração familiar é considerada essencial à formação dos filhotes. Broholmeren
Dentro de casa, pode:
- seguir os moradores;
- deitar em áreas de passagem;
- apoiar a cabeça no colo;
- tentar sentar sobre os pés;
- acompanhar refeições;
- permanecer próximo às crianças;
- dormir no mesmo cômodo.
O tamanho frequentemente não corresponde à percepção que o cão possui de si mesmo.
Ele pode tentar caber em espaços, camas ou colos claramente menores do que seu corpo.
Atividade moderada. O Broholmer não é um cão de energia explosiva.
Adultos equilibrados costumam alternar caminhadas, brincadeiras e longos períodos de descanso. Ainda assim, não devem tornar-se sedentários. Caminhadas, exploração olfativa, treinamento e convivência são necessários para preservar musculatura e estabilidade emocional. American Kennel Club
Maturidade lenta. Como ocorre com muitos cães gigantes, o crescimento físico e emocional é prolongado.
Um adolescente pode pesar mais de 50 quilos e ainda apresentar:
- descoordenação;
- brincadeiras bruscas;
- saltos;
- dificuldade para esperar;
- curiosidade intensa;
- pouca consciência corporal.
Treinamento e socialização não devem ser adiados até o cão parecer adulto.
Contato com desconhecidos. O Broholmer pode demonstrar reserva e observação inicial.
Depois que a família aceita o visitante, espera-se que consiga permanecer calmo e controlado. A avaliação comportamental dinamarquesa considera desejável que o cão aceite contato e manipulação sem fuga, rosnado ou tentativa de morder. Broholmeren
Ele não precisa cumprimentar todos com entusiasmo.
Neutralidade segura é suficiente.
Outros cães. A maioria pode conviver bem com cães e animais domésticos. Entretanto, o compêndio oficial registra ocorrência de conflitos entre animais do mesmo sexo, principalmente entre machos, embora também possa acontecer entre fêmeas. FCI
A socialização deve incluir:
- encontros controlados;
- cães de portes diferentes;
- interrupção de brincadeiras;
- tolerância à frustração;
- neutralidade em passeios;
- prevenção de disputas por recursos.
Não é necessário permitir que um Broholmer adulto interaja livremente com todos os cães desconhecidos.
Instinto de perseguição. A avaliação comportamental desejada indica baixa disposição para iniciar e completar perseguições em alta velocidade. A raça atual não deve possuir impulso predatório intenso, embora existam diferenças individuais. Broholmeren
Latido. O latido é grave, volumoso e normalmente utilizado para alerta.
A tendência não costuma ser de vocalização constante, mas cada latido pode ser ouvido a grande distância. Em condomínios ou propriedades próximas a vizinhos, o cão precisa aprender um comando de interrupção.
Solidão. Pode aprender a permanecer sozinho por períodos razoáveis.
Contudo, um cão criado para viver perto da casa e observar a família não deve passar a maior parte do dia isolado. Ausências prolongadas podem produzir:
- tédio;
- destruição;
- latidos;
- patrulhamento;
- ansiedade;
- apatia;
- comportamentos excessivos no reencontro.
Convivência com crianças
O Broholmer é frequentemente descrito como paciente e afetuoso com crianças conhecidas.
O AKC destaca sua boa convivência familiar, mas também adverte que ele pode subestimar o próprio tamanho. American Kennel Club
Esse é o principal ponto de atenção.
Um cão de 60 ou 70 quilos pode derrubar uma criança ao:
- virar rapidamente;
- levantar-se;
- movimentar a cauda;
- encostar o corpo;
- correr para receber alguém;
- disputar um brinquedo;
- tentar deitar no mesmo espaço.
O acidente pode acontecer sem qualquer comportamento agressivo.
Crianças pequenas. A convivência deve ser supervisionada diretamente.
O cão precisa aprender:
- manter as quatro patas no chão;
- esperar;
- ir para uma cama;
- afastar-se sob comando;
- soltar objetos;
- não bloquear passagens;
- movimentar-se com calma dentro de casa.
As crianças precisam aprender a:
- não subir sobre o cão;
- não puxar orelhas ou lábios;
- não mexer na comida;
- não acordá-lo bruscamente;
- não retirar objetos da boca;
- não abraçá-lo à força;
- não entrar na cama do animal;
- não abrir portões.
Crianças visitantes. Gritos, corridas e brincadeiras físicas podem ser interpretados como situações que exigem vigilância.
Durante festas ou jogos agitados, o Broholmer deve permanecer sob controle, acompanhado por um adulto ou separado por uma barreira confortável.
Crianças maiores. Podem participar de:
- treinamento básico;
- jogos de faro;
- escovação;
- preparação de brinquedos;
- caminhadas acompanhadas;
- exercícios de permanência.
Uma criança não deve conduzir sozinha um cão gigante em áreas públicas.
Mesmo o exemplar mais dócil pode produzir força suficiente para arrastar uma pessoa pequena diante de outro cão, animal ou susto.
Convivência com outros animais
O Broholmer costuma apresentar boa capacidade de convivência com animais conhecidos.
Sua função histórica dependia de permanecer próximo de fazendas, gado, cavalos, aves e outros cães sem transformar toda movimentação em perseguição. O compêndio oficial afirma que a maioria convive bem com cães e animais domésticos. FCI
Outros cães. A compatibilidade tende a ser boa quando existe socialização e escolha cuidadosa dos parceiros.
O tamanho exige atenção durante brincadeiras. Cães pequenos, idosos ou frágeis podem ser derrubados mesmo quando o Broholmer está apenas tentando interagir.
Com cães do mesmo sexo, principalmente adultos, pode existir seletividade.
A família deve administrar:
- comida;
- ossos;
- brinquedos de alto valor;
- espaços de descanso;
- passagens estreitas;
- apresentações;
- momentos de excitação.
Gatos. Muitos exemplares aceitam gatos da família, principalmente quando crescem ao lado deles.
O gato precisa possuir:
- rotas de fuga;
- áreas elevadas;
- alimentação separada;
- caixa de areia protegida;
- cômodos exclusivos;
- períodos sem contato.
A diferença de peso transforma qualquer brincadeira descontrolada em risco.
Aves e pequenos animais. O impulso de caça atual costuma ser menor que o de cães esportivos, mas não deve ser considerado inexistente.
Coelhos, roedores e aves precisam permanecer em recintos protegidos. Curiosidade, uma patada ou tentativa de carregar já pode causar lesões graves.
Animais rurais. Pode aprender a conviver com cavalos, bovinos e outros animais grandes.
As apresentações devem ocorrer com guia e distância. O fato de a raça ter sido historicamente utilizada perto de gado não significa que cada filhote saiba automaticamente como comportar-se.
Apartamento e espaço
O Broholmer pode apresentar comportamento calmo dentro de casa.
O tamanho, entretanto, torna sua adaptação a apartamentos difícil.
Um macho adulto pode pesar 70 quilos, possuir peito muito largo e ocupar uma área considerável quando se deita. Corredores estreitos, elevadores pequenos, escadas, pisos lisos e ausência de áreas externas podem transformar atividades simples em problemas cotidianos.
A configuração mais adequada costuma incluir:
- casa com boa circulação;
- área externa cercada;
- piso com aderência;
- local fresco;
- cama grande e firme;
- acesso fácil sem muitas escadas;
- proximidade com a família.
O quintal não deve ser utilizado como substituto da convivência.
Deixar o Broholmer permanentemente do lado de fora pode aumentar patrulhamento, latidos e territorialidade. O cão precisa viver integrado à rotina doméstica.
Elevadores. O tutor deve avaliar:
- limite de peso;
- espaço interno;
- segurança da entrada;
- possibilidade de encontrar outros cães;
- acesso em caso de falha;
- transporte de um animal ferido.
Carregar um Broholmer adulto no colo normalmente não será possível.
Escadas. Filhotes não devem subir e descer grandes lances repetidamente.
Na velhice, artrite, dor ou fraqueza podem transformar uma casa com muitos degraus em ambiente inadequado.
Pisos. Superfícies escorregadias aumentam o esforço articular e o risco de quedas.
Tapetes, passadeiras e áreas antiderrapantes ajudam principalmente:
- filhotes;
- cães idosos;
- animais com displasia;
- cães em recuperação;
- exemplares pesados que se levantam com dificuldade.
Cercamento. A área externa precisa possuir portões resistentes.
O Broholmer pode não ser um grande fugitivo, mas seu peso permite empurrar estruturas frágeis, abrir trincos mal posicionados ou atravessar cercas inadequadas.
Clima brasileiro. O corpo gigante e o subpelo reduzem a tolerância ao calor intenso.
A raça precisa de:
- sombra;
- ventilação;
- água fresca;
- exercícios em horários amenos;
- acesso ao interior;
- interrupção imediata diante de sinais de superaquecimento.
O trabalho cotidiano que precisa caber na sua vida.
A pelagem curta exige manutenção relativamente simples.
Uma escovação semanal remove pelos mortos, distribui a oleosidade e permite examinar a pele. Durante as trocas sazonais do subpelo, a frequência pode aumentar. FCI
Podem ser utilizados:
- luva de borracha;
- escova para pelo curto;
- ferramenta delicada para subpelo;
- pano macio.
Ferramentas agressivas podem irritar a pele e quebrar fios saudáveis.
Banho. Deve ocorrer conforme a necessidade.
O tamanho exige planejamento:
- piso antiderrapante;
- água em temperatura confortável;
- enxágue completo;
- secagem das dobras;
- acesso seguro à banheira;
- prevenção de quedas.
Produtos humanos não devem ser utilizados sem orientação veterinária.
Dobras e barbela. A pele do pescoço precisa permanecer limpa e seca.
Procure:
- odor;
- vermelhidão;
- coceira;
- umidade;
- secreção;
- pequenas feridas;
- irritação provocada pela coleira.
O padrão aceita pele solta, mas rejeita exageros que possam prejudicar olhos, orelhas ou pele. dkk.dk
Lábios. As comissuras podem acumular saliva e alimento.
Um pano úmido seguido de secagem costuma ser suficiente para a rotina diária.
Orelhas. Devem ser observadas semanalmente.
Sinais de problema incluem:
- odor intenso;
- secreção;
- vermelhidão;
- dor;
- coceira;
- movimentos repetidos da cabeça.
A limpeza interna deve utilizar produto recomendado pelo veterinário.
Olhos. Pálpebras e conjuntiva precisam ser verificadas.
Lacrimejamento constante, exposição excessiva da conjuntiva, olho semicerrado, vermelhidão ou secreção justificam avaliação.
Unhas. Devem permanecer curtas.
O peso corporal multiplica o efeito de unhas longas sobre apoio, postura e articulações.
Dentes. A escovação frequente ajuda a controlar placa e inflamação gengival.
Mastigáveis podem complementar a rotina, mas não substituem escovação e avaliação odontológica.
Queda de pelos. Embora o pelo seja curto, existe subpelo.
Durante determinadas épocas, a quantidade de fios soltos pode aumentar significativamente. A raça não é hipoalergênica.
Exercícios e atividades
O Broholmer precisa de atividade regular, mas não de exercício extremo.
Adultos saudáveis costumam beneficiar-se de caminhadas diárias, exploração olfativa, brincadeiras controladas e treinamento. O AKC também menciona caminhadas, trilhas, natação, busca de objetos, obediência, rally e agility adaptado como opções recreativas. American Kennel Club
Caminhadas. Uma ou mais caminhadas moderadas costumam ser mais adequadas que uma corrida exaustiva.
O passo e o trote são os movimentos naturais da raça. A passada longa permite cobrir terreno sem necessidade de explosões constantes de velocidade. FCI
O cão precisa aprender a caminhar sem puxar antes de atingir o tamanho adulto.
Um exemplar de 60 quilos que decide avançar pode superar facilmente a força de muitos tutores.
Faro. Atividades olfativas oferecem excelente estímulo com baixo impacto.
Podem incluir:
- procurar alimentos;
- localizar brinquedos;
- seguir trilhas curtas;
- encontrar uma pessoa;
- selecionar caixas;
- procurar objetos no jardim.
Brincadeiras. Busca de bolas roladas, cabo de guerra com regras e procura de objetos podem ser utilizadas.
Saltos altos, giros bruscos e frenagens repetitivas não devem dominar a rotina de um cão tão pesado.
Natação. Alguns Broholmers gostam de água, mas nem todos são nadadores eficientes.
Peito largo, massa corporal e fadiga podem dificultar a flutuação. A atividade precisa ser supervisionada, com entrada e saída acessíveis e, quando apropriado, colete de flutuação.
Esportes. Obediência, rally e exercícios de faro costumam ser mais seguros que modalidades baseadas em velocidade e impacto.
Agility pode ser adaptado com:
- obstáculos baixos;
- superfícies seguras;
- ausência de curvas fechadas;
- progressão gradual;
- avaliação ortopédica;
- foco em mobilidade, não competição extrema.
Filhotes. O crescimento de um cão gigante exige cautela.
Filhotes devem receber:
- brincadeiras livres;
- caminhadas curtas;
- socialização;
- exercícios de coordenação;
- treinamento;
- exploração;
- descanso abundante.
Devem ser evitados:
- corridas prolongadas;
- saltos altos;
- escadas repetitivas;
- pisos escorregadios;
- excesso de peso;
- brincadeiras violentas com cães maiores;
- exercício forçado até a exaustão.
Adultos e idosos. A atividade precisa continuar ao longo da vida.
Reduzir completamente o movimento pode acelerar perda muscular. Em idosos, caminhadas menores e frequentes, fisioterapia e exercícios orientados ajudam a preservar mobilidade.
Alimentação
O Broholmer precisa de alimentação completa e equilibrada, adaptada ao crescimento de um cão gigante.
O período de filhote merece atenção especial porque peso excessivo, crescimento acelerado e desequilíbrio mineral aumentam a carga sobre articulações ainda imaturas.
Filhotes. Devem receber alimento formulado para crescimento de cães grandes ou gigantes.
A dieta precisa oferecer:
- energia controlada;
- relação adequada entre cálcio e fósforo;
- proteína de boa qualidade;
- vitaminas e minerais equilibrados;
- porções ajustadas à condição corporal.
Suplementos de cálcio não devem ser adicionados a uma alimentação completa sem recomendação veterinária.
Mais cálcio não significa ossos mais fortes e pode prejudicar o desenvolvimento.
Adultos. Geralmente podem receber duas refeições medidas por dia.
A quantidade precisa considerar:
- peso;
- atividade;
- castração;
- idade;
- petiscos;
- metabolismo;
- condição muscular;
- densidade calórica do alimento.
A WSAVA recomenda que a avaliação nutricional inclua dieta, peso, condição corporal, massa muscular e estado de saúde, em vez de depender apenas da quantidade indicada na embalagem. WSAVA
Condição corporal. As costelas devem ser palpáveis sob uma camada moderada de gordura.
O cão precisa apresentar musculatura e substância, não obesidade.
A pesagem regular é importante porque um ganho de cinco quilos pode passar despercebido em um animal que já pesa 60.
Petiscos. Precisam ser contabilizados.
Parte da própria ração pode ser utilizada durante:
- treinamento;
- socialização;
- manipulação;
- caminhada;
- exercícios de permanência;
- adaptação a visitantes.
Velocidade para comer. Alguns cães ingerem alimento rapidamente.
Comedouros lentos e divisão das refeições podem ajudar, desde que o equipamento seja grande, resistente, fácil de limpar e não provoque frustração excessiva.
Refeições e exercício. Evite atividade intensa imediatamente antes ou depois de uma refeição volumosa.
Essa medida não elimina o risco de torção gástrica. O tutor ainda precisa conhecer os sinais e discutir prevenção veterinária individual. Merck Veterinary Manual
Água. Precisa permanecer disponível.
Depois de exercícios, o cão pode beber rapidamente e espalhar grande quantidade de água ao redor do pote. Recipientes pesados e pisos antiderrapantes ajudam a evitar derramamentos e quedas.
Dietas caseiras. Precisam ser formuladas por médico-veterinário especializado em nutrição.
Misturar carne, arroz e legumes não garante equilíbrio de:
- aminoácidos;
- cálcio;
- fósforo;
- vitaminas;
- minerais;
- ácidos graxos;
- energia.
Em um filhote gigante, um erro nutricional pode produzir consequências ortopédicas permanentes.
Predisposição não é destino, mas precisa entrar na escolha.
O Broholmer exige uma criação orientada por dados.
A população foi reconstruída a partir de poucos animais e continua com diversidade genética limitada. O próprio clube incentiva que cães sejam avaliados mesmo quando não serão reproduzidos, porque cada resultado ajuda a compreender e melhorar a raça. Broholmeren
As regras dinamarquesas atualizadas para reprodução são mais rigorosas que simples apresentação de pedigree.
Desde março de 2026, os requisitos mínimos incluem:
- quadris oficialmente avaliados;
- cotovelos oficialmente avaliados;
- avaliação de conformação depois dos 24 meses;
- descrição mental antes do acasalamento;
- cumprimento das regras éticas de saúde física e comportamental.
Filhotes só podem ser registrados quando os pais possuem quadris A ou B; cães com grau C podem ser utilizados apenas com parceiro A. Para cotovelos, os pais precisam apresentar grau 0 ou 1. Hundeweb
Para o registro dinamarquês de categoria ampliada, o clube também recomenda índice combinado de quadris de pelo menos 200 e situação cardíaca conhecida para estenose subaórtica. Hundeweb
Displasia coxofemoral. A articulação do quadril pode desenvolver frouxidão e encaixe inadequado, provocando desgaste e artrose.
Os sinais podem incluir:
- dificuldade para levantar;
- claudicação;
- recusa de saltos;
- movimento semelhante a salto de coelho;
- dor;
- perda muscular;
- redução da atividade.
A radiografia dos reprodutores é obrigatória na Dinamarca. O resultado genético da família, o peso, a velocidade de crescimento e o manejo físico influenciam o risco. Hundeweb
Displasia de cotovelo. Reúne diferentes alterações no desenvolvimento da articulação.
Pode provocar:
- rigidez;
- dor nos membros anteriores;
- claudicação;
- redução do desempenho;
- artrose.
O clube recomenda reprodução apenas com graus 0 ou 1 e sugere que um animal de grau 1 seja combinado com parceiro livre. Broholmeren
Osteocondrose e OCD. A osteocondrose é um distúrbio de desenvolvimento da cartilagem que pode atingir ombros, cotovelos, joelhos ou jarretes. A Broholmerselskabet mantém essa condição entre os temas específicos de acompanhamento da raça. Broholmerselskabet
Claudicação durante o crescimento não deve ser atribuída automaticamente a “dores normais de filhote”.
Cães gigantes precisam de avaliação veterinária quando apresentam dor persistente, alteração de movimento ou recusa de apoio.
Estenose subaórtica — SAS. A raça possui histórico documentado de casos de estenose aórtica e subaórtica.
Em 2013, três jovens Broholmers não aparentados receberam diagnóstico grave, levando o clube, a Universidade de Copenhague e cardiologistas a iniciar um projeto de rastreamento. Foram avaliados 72 cães. O estudo confirmou a existência de cardiopatias na população, embora não tenha considerado a situação uma emergência imediata. A pequena base genética justificou a recomendação de ecocardiografia antes da reprodução. Broholmeren
A SAS cria obstrução à saída do sangue do ventrículo esquerdo.
Possíveis sinais incluem:
- sopro;
- cansaço;
- intolerância ao exercício;
- desmaio;
- fraqueza;
- morte súbita em casos graves.
Alguns cães afetados não apresentam sinais perceptíveis sem exame cardíaco. Merck Veterinary Manual
Olhos e excesso de pele. O padrão exige pálpebras ajustadas.
Entropion, ectropion e exposição excessiva da conjuntiva podem produzir irritação, dor e lesões. A seleção deve evitar cabeças com pele tão abundante que comprometa a função ocular. dkk.dk
Spondilose. O clube dinamarquês acompanha a spondilose entre as preocupações ortopédicas da raça. Ela envolve formação de pontes ósseas ao longo da coluna e pode ser assintomática ou contribuir para rigidez e desconforto. Broholmerselskabet
Alterações de mobilidade não devem ser consideradas inevitáveis apenas porque o cão é grande ou idoso.
Dilatação e torção gástrica. O Broholmer possui corpo grande e peito profundo.
Embora os dados específicos da raça sejam limitados, essa conformação e o histórico familiar são fatores de risco reconhecidos para dilatação e torção gástrica. O estômago se distende e pode girar, comprometendo circulação e órgãos. Merck Veterinary Manual
Os sinais incluem:
- tentativa de vomitar sem produzir conteúdo;
- salivação;
- inquietação;
- abdômen aumentado;
- dor;
- fraqueza;
- colapso.
É uma emergência.
O tutor deve discutir o risco individual e a possibilidade de gastropexia preventiva com o veterinário.
Obesidade. O excesso de peso aumenta a carga sobre quadris, cotovelos, coluna e coração.
A cintura pode ser menos evidente em um cão pesado e largo, tornando necessário palpar regularmente as costelas e acompanhar o peso.
Diversidade genética. A reconstrução a partir de poucos animais torna o parentesco um fator central.
Criadores responsáveis precisam analisar:
- coeficiente de consanguinidade;
- utilização repetitiva de machos;
- fertilidade;
- tamanho das ninhadas;
- longevidade;
- causas de morte;
- saúde ortopédica;
- coração;
- temperamento;
- famílias pouco representadas.
Escolher apenas o reprodutor mais premiado pode empobrecer ainda mais a população.
Antes de adquirir um filhote. Solicite:
- pedigree reconhecido;
- microchip;
- quadris dos pais;
- cotovelos dos pais;
- ecocardiograma ou situação cardíaca;
- descrição mental;
- avaliação de conformação;
- índice de quadril, quando disponível;
- grau de parentesco;
- histórico de longevidade;
- causas de morte;
- contrato;
- suporte posterior.
Um criador responsável deve explicar os resultados, não apenas afirmar que os cães são “saudáveis”.
Inteligência sem rotina também produz problemas.
Treinar um Broholmer é mais simples quando o trabalho começa antes que seu tamanho se torne um problema.
A raça é inteligente e geralmente cooperativa, mas também amadurece lentamente e pode demonstrar independência.
O objetivo não deve ser produzir obediência por intimidação.
Um cão inseguro com 60 quilos é muito mais perigoso que um cão confiante que compreende claramente as regras.
Socialização. O filhote precisa conhecer gradualmente:
- homens e mulheres;
- crianças;
- pessoas idosas;
- uniformes;
- veículos;
- bicicletas;
- cães equilibrados;
- gatos;
- clínicas veterinárias;
- superfícies;
- sons;
- visitantes;
- períodos sozinho.
A socialização não busca transformar o Broholmer em um cão que recebe qualquer desconhecido com entusiasmo.
Busca construir segurança e capacidade de manter-se neutro.
A Dinamarca exige que reprodutores realizem uma descrição mental antes do acasalamento. O teste avalia contato, manipulação, atividade, medo, reação a estímulos e outros aspectos comportamentais. Hundeweb
Caminhada com guia. Deve começar imediatamente.
O cão precisa aprender:
- acompanhar mudanças de direção;
- parar quando a guia tensiona;
- esperar;
- atravessar portas sob autorização;
- ignorar estímulos;
- permanecer próximo;
- utilizar focinheira tipo cesta quando necessário.
Equipamentos de contenção ajudam no manejo, mas não substituem o treinamento.
Portas e visitantes. Um protocolo seguro pode incluir:
1. afastar o cão da entrada; 2. pedir permanência; 3. permitir que o visitante entre; 4. recompensar comportamento calmo; 5. liberar aproximação somente sob controle; 6. utilizar barreira quando necessário.
O Broholmer não deve ser autorizado a bloquear, encurralar ou investigar fisicamente todas as pessoas que chegam.
Manipulação. Desde cedo, precisa aceitar:
- toque nas patas;
- corte de unhas;
- inspeção das orelhas;
- abertura da boca;
- limpeza das dobras;
- exame dos olhos;
- contenção veterinária;
- entrada em veículos;
- permanência sobre balança.
Transportar ou imobilizar um adulto que nunca foi habituado pode ser extremamente difícil.
Reforço positivo. Boas recompensas incluem:
- alimento;
- elogios;
- contato;
- brinquedos;
- acesso ao jardim;
- permissão para farejar;
- descanso próximo da família.
Sessões curtas funcionam melhor que repetições longas.
Guarda. Não é necessário ensinar o Broholmer a proteger.
Seu porte, vigilância e latido já oferecem capacidade suficiente. Treinamentos destinados a estimular hostilidade podem aumentar responsabilidade e risco sem produzir benefício real.
O foco deve estar em:
- interrupção;
- neutralidade;
- chamada;
- controle em portões;
- aceitação de visitantes;
- resposta ao tutor;
- tolerância à frustração.
Tutor iniciante. Uma pessoa responsável pode ter sucesso como primeira experiência, mas precisará de apoio profissional e estrutura.
Erros simples tornam-se grandes quando envolvem um animal gigante.
Permitir saltos, puxões, disputa de espaço ou recusa de manipulação durante a infância pode produzir um adulto quase impossível de controlar.
Conheça diferentes expressões da raça.

Pontos positivos
- deseja um cão familiar e vigilante;
- aprecia cães grandes e tranquilos;
- possui casa com boa circulação;
- pode oferecer área externa cercada;
- gosta de caminhadas moderadas;
- aceita socializar desde cedo;
- utiliza treinamento respeitoso;
- consegue controlar fisicamente um cão gigante;
- deseja um cão de alerta sem agressividade excessiva;
- convive com crianças respeitosas;
- aceita custos elevados de alimentação;
- possui veículo adequado;
- está disposto a realizar exames ortopédicos e cardíacos;
- procura um companheiro próximo da família.
Pontos de atenção
- mora em espaço muito pequeno;
- não consegue transportar um cão gigante;
- busca baixo custo de manutenção;
- não pretende treinar desde filhote;
- passa longas jornadas fora;
- deseja um cão extremamente atlético;
- não tolera baba;
- não tolera pelos;
- possui muitos degraus em casa;
- não consegue adaptar pisos escorregadios;
- vive em clima quente sem ambiente fresco;
- deseja estimular guarda agressiva;
- não consegue supervisionar crianças pequenas;
- não aceita risco de doenças ortopédicas;
- escolhe a raça apenas pela aparência imponente.