Chesapeake Bay Retriever
O retriever americano criado para atravessar água gelada, quebrar gelo e voltar com a ave mesmo quando o inverno dizia que não
Origem: Estados Unidos da América
O Chesapeake Bay Retriever parece, à primeira vista, apenas mais um retriever marrom. Esse erro normalmente dura até alguém colocá-lo dentro d'água. O “Chessie” nasceu em uma região onde recuperar uma ave abatida podia significar atravessar água quase congelada, enfrentar vento, maré, ondas e repetir a operação muitas vezes durante uma única caçada.
Uma história selecionada para uma função.
O Chesapeake Bay Retriever parece, à primeira vista, apenas mais um retriever marrom.
Esse erro normalmente dura até alguém colocá-lo dentro d'água.
O “Chessie” nasceu em uma região onde recuperar uma ave abatida podia significar atravessar água quase congelada, enfrentar vento, maré, ondas e repetir a operação muitas vezes durante uma única caçada. O padrão oficial da FCI chega a mencionar cães precisando romper gelo durante os retrieves e completar longos percursos nadando em água fria. FCI
Tudo no cachorro começou a ser moldado em torno desse problema.
O subpelo ficou extremamente denso.
A cobertura externa acumulou óleo natural.
As patas ganharam excelente membrana interdigital.
Os posteriores tornaram-se particularmente poderosos para impulsioná-lo na água.
E o temperamento desenvolveu uma combinação curiosa: inteligência, disposição para trabalhar e enorme ligação com sua família, acompanhadas por mais independência e instinto protetor do que muitas pessoas esperam de um retriever. FCI
Não é simplesmente um Labrador marrom de pelo ondulado.
É outro cachorro.
Criado para outro ambiente.
Com outra personalidade.
E com uma história que começa, de maneira quase inacreditável, com um naufrágio.
História e origem
Poucas raças possuem uma história de origem tão cinematográfica.
O ano era 1807.
Um navio britânico carregado principalmente com bacalhau saiu de Newfoundland, no Canadá, em direção à Inglaterra.
No meio da viagem, encontrou uma forte tempestade.
A embarcação começou a naufragar próximo à costa de Maryland.
Outro navio, chamado Canton, conseguiu chegar até ela e resgatar a tripulação.
Mas havia dois passageiros adicionais.
Dois filhotes de cães de água provenientes de Newfoundland.
Um macho avermelhado.
Uma fêmea preta.
O macho recebeu o nome Sailor.
A fêmea acabou chamada Canton, em homenagem ao navio que a havia salvado. American Chesapeake Club
É tentador transformar a história em uma fábula simples:
“os dois cães acasalaram e criaram a raça”.
Mas não foi exatamente isso.
Os dois foram entregues a proprietários diferentes.
Sailor foi para West River.
Canton para Sparrow's Point.
Não existe registro de que tenham sido cruzados diretamente entre si.
O que aconteceu foi mais interessante.
Ambos adquiriram enorme reputação como cães de água e recuperação de aves.
E seus descendentes começaram a espalhar-se entre caçadores da região da Chesapeake Bay. Décadas depois, linhagens descendentes de Sailor e Canton acabariam encontrando-se dentro da população que formaria a raça moderna. American Chesapeake Club
O relato histórico original preservado pelo American Chesapeake Club descreve Sailor como um cão musculoso, forte, de pelagem extraordinariamente espessa e olhos muito claros. Tanto ele quanto Canton tornaram-se famosos pelo trabalho relacionado à caça de patos. American Chesapeake Club
Mas dois cães sozinhos não explicam toda uma raça.
A população local continuou sendo selecionada e provavelmente recebeu contribuições de outros cães de caça e de água disponíveis na região.
A documentação histórica cita influência de cães como Irish Water Spaniels e outros retrievers e hounds da época, embora reconstruir cada cruzamento realizado no século XIX seja impossível. American Kennel Club
O fator realmente decisivo era outro:
Chesapeake Bay.
A baía é um enorme estuário da costa atlântica dos Estados Unidos.
Água doce encontra água salgada.
Existem extensas áreas de pântano.
Vento.
Marés.
Inverno.
E uma abundância histórica de aves aquáticas.
Durante o século XIX, clubes de caça foram estabelecidos ao longo da região.
Caçadores podiam abater numerosas aves em uma única jornada.
Alguém precisava recuperá-las.
Esse alguém era o cachorro.
E o serviço não terminava depois de uma entrada na água.
O padrão FCI descreve múltiplos retrieves extenuantes, frequentemente enfrentando gelo, vento, correnteza e longos períodos de natação. FCI
Imagine a diferença.
Uma ave cai em água fria.
O cachorro entra.
Nada.
Localiza.
Pega cuidadosamente.
Volta.
Entrega.
Outra cai.
Repete.
Depois outra.
E outra.
A água não fica mais quente.
O vento não desaparece.
A fadiga continua acumulando.
O cachorro precisava continuar funcionando.
Foi esse ambiente que realmente criou o Chesapeake Bay Retriever.
A seleção favoreceu cães com:
resistência.
força.
amor pela água.
pelagem extraordinariamente protetora.
capacidade de resolver problemas.
boa memória.
faro.
e boca suficientemente cuidadosa para transportar aves grandes sem destruí-las. FCI
Em 1877, cães provenientes de diferentes regiões da baía apareceram juntos em uma exposição em Baltimore.
Apesar das diferenças existentes entre linhagens, as semelhanças eram suficientes para que fossem considerados parte de um mesmo tipo, então conhecido como Chesapeake Bay Ducking Dog. American Chesapeake Club
A organização formal avançou.
O AKC registra a raça entre as mais antigas de sua história e informa reconhecimento em 1878. O primeiro Chesapeake registrado aparece, portanto, ainda antes da fundação formal do American Kennel Club em 1884, dentro dos registros históricos posteriormente incorporados pela entidade. American Kennel Club
Em 1918, foi fundado o American Chesapeake Club, que permanece o clube nacional oficial da raça nos Estados Unidos. American Chesapeake Club
E existe outro reconhecimento interessante.
Em 1964, Maryland declarou o Chesapeake Bay Retriever seu cão oficial estadual.
É difícil encontrar raça mais intimamente ligada a uma região.
Até o nome funciona como endereço.
A baía não está apenas na história do cachorro.
Está escrita nele.
Ficha rápida completa
Aparência e características físicas
O Chesapeake Bay Retriever é um retriever poderoso.
Mas a FCI deixa uma coisa muito clara:
poder não pode comprometer agilidade e resistência.
O padrão rejeita excesso de tamanho e substância justamente porque se trata de um trabalhador ativo. FCI
Machos possuem:
58 a 66 cm.
29,5 a 36,5 kg.
Fêmeas:
53 a 61 cm.
25 a 32 kg.
É forte.
Musculoso.
De peito profundo e largo.
Mas continua completamente capaz de correr, saltar, nadar e trabalhar durante longos períodos.
A cabeça é ampla.
O crânio é largo e arredondado.
O stop é moderado.
O focinho possui aproximadamente o mesmo comprimento do crânio e afina progressivamente sem terminar em uma ponta exagerada. FCI
As mandíbulas precisam ser suficientemente fortes para transportar aves grandes.
Mas existe uma expressão maravilhosa no padrão:
tender hold.
O cachorro precisa possuir força para segurar.
E delicadeza para não esmagar.
Esse é o princípio da chamada boca macia dos retrievers. FCI
Os olhos estão entre as características mais reconhecíveis.
São relativamente grandes.
Bem separados.
Muito claros.
Em tonalidades:
amareladas.
âmbar.
A expressão deve permanecer inteligente. FCI
Ao lado da pelagem marrom, esses olhos produzem a aparência quase dourada típica de muitos Chessies.
As orelhas são pequenas.
Inseridas relativamente altas.
Caem livremente.
O pescoço é musculoso.
O peito é forte e profundo.
As costelas são arredondadas.
E então surge outra peculiaridade estrutural.
Os posteriores ficam na mesma altura ou ligeiramente acima da linha dos ombros. FCI
Não é defeito.
É característica da raça.
Os posteriores também precisam ser extraordinariamente poderosos.
O padrão explica diretamente por quê:
eles fornecem grande parte da força propulsora da natação. FCI
Essa informação transforma anatomia em engenharia.
O cachorro precisa avançar contra:
ondas.
corrente.
vento.
peso da ave.
A força vem principalmente de trás.
As patas também entregam sua profissão.
São relativamente grandes.
Compactas.
Do tipo “pé de lebre”.
E possuem membranas interdigitais bem desenvolvidas. FCI
Não transformam o cachorro em uma lontra.
Mas aumentam a superfície de contato durante a natação.
A cauda é média.
Pesada na base.
Pode permanecer reta ou discretamente curva.
Não deveria enrolar sobre o dorso. FCI
Mas a verdadeira obra-prima é a pelagem.
Tutor indicado
- Procura um retriever atlético e extremamente resistente.
- Gosta de natação e atividades aquáticas.
- Possui rotina fisicamente ativa.
- Tem interesse em caça, field trials, tracking ou esportes caninos.
- Deseja forte vínculo familiar.
- Valoriza um cão naturalmente vigilante e protetor.
- Está disposto a investir em treinamento desde filhote.
- Pode oferecer bastante estímulo mental.
- Gosta de cães inteligentes e capazes de trabalhar com alguma independência.
- Está disposto a verificar exames de saúde dos reprodutores.
Tutor não indicado
- Procura um cachorro sedentário.
- Deseja um retriever automaticamente sociável com qualquer pessoa.
- Passa longos períodos sem oferecer atividade.
- Não pretende investir em treinamento e socialização.
- Tem baixa tolerância a pelos durante as mudas sazonais.
- Não consegue oferecer exercícios regulares.
- Quer um cachorro que obedeça mecanicamente sem questionar.
- Não aprecia cães vigilantes.
- Escolhe a raça apenas porque gosta de Labrador, mas quer “um diferente”.
- Não está disposto a pesquisar saúde e temperamento da linhagem.
Em resumo
Em 1807, dois filhotes quase desapareceram dentro de um navio que estava afundando.
Sailor.
Canton.
Foram retirados daquela embarcação e acabaram separados em lados diferentes de Maryland. American Chesapeake Club
Se aquela tempestade tivesse terminado alguns minutos antes, talvez ninguém estivesse lendo esta página.
Mas os cães sobreviveram.
Tornaram-se excelentes recuperadores de aves.
Seus descendentes se espalharam.
Outros cães foram incorporados.
E a Chesapeake Bay começou a fazer aquilo que nenhum criador sozinho conseguiria fazer:
selecionar.
O inverno eliminava cães incapazes de suportar frio.
A água revelava quem nadava melhor.
A corrente mostrava quem possuía força.
Múltiplos retrieves mostravam quem tinha resistência.
A ave mostrava quem possuía boca cuidadosa.
E o caçador descobria rapidamente qual cachorro conseguia pensar quando estava longe demais para receber cada instrução. FCI
Pouco a pouco, apareceu um animal diferente.
Olhos claros.
Cor semelhante à vegetação seca e às margens da baía.
Pelagem curta e oleosa.
Subpelo denso.
Pés próprios para água.
Posteriores poderosos.
E personalidade suficientemente forte para continuar trabalhando quando as condições ficavam ruins.
Talvez a pelagem seja a melhor metáfora da raça.
A FCI diz que deveria repelir a água quase como as penas de um pato.
O Chesapeake sai do lago.
Sacode o corpo.
E aquilo que parecia completamente encharcado alguns segundos antes permanece apenas úmido.
É uma pequena peça de engenharia biológica produzida pelo trabalho.
Mas existe algo ainda melhor.
O mundo não precisa mais daquele cachorro exatamente da mesma maneira que precisava no século XIX.
Equipamentos mudaram.
Caça mudou.
Barcos mudaram.
A sociedade mudou.
E mesmo assim o Chessie continua recuperando aves.
Continua disputando provas de campo.
Continua nadando.
Continua trabalhando.
O American Chesapeake Club mantém explicitamente como objetivo preservar tanto a conformação quanto a capacidade funcional da raça. American Chesapeake Club
Isso evita um destino comum em cães históricos.
Virar apenas uma fotografia bonita daquilo que um dia foram.
Um verdadeiro Chesapeake Bay Retriever ainda deveria olhar para uma grande extensão de água e demonstrar alguma coisa próxima daquilo que seus antepassados demonstravam na baía.
Não medo.
Não hesitação.
Mas uma pergunta muito mais simples:
“Onde caiu a ave?”
Avaliação editorial de compatibilidade
Como essa raça tende a viver com pessoas.
A imagem popular dos retrievers costuma ser:
“Todo mundo é meu amigo.”
Isso funciona relativamente bem para explicar muitos Labradores e Goldens.
É uma simplificação perigosa para o Chesapeake.
O Chessie é um retriever.
Ama trabalhar com pessoas.
Forma vínculos intensos.
Pode ser extremamente afetuoso.
Mas geralmente apresenta personalidade mais reservada e protetora.
O padrão FCI descreve:
disposição alegre.
inteligência.
bom senso.
natureza afetuosa e protetora.
coragem.
vontade de trabalhar.
estado de alerta.
bom faro.
amor pela água. FCI
O AKC acrescenta algo importante.
Chessies podem ser educados com desconhecidos sem necessariamente demonstrarem entusiasmo por eles.
Também podem possuir opinião própria e seguir determinada decisão com bastante persistência. American Kennel Club
Essa independência possui explicação funcional.
Imagine um cachorro nadando dezenas de metros da embarcação.
Existe vento.
A ave está parcialmente escondida.
A corrente a deslocou.
O caçador não consegue indicar precisamente cada movimento.
O cachorro precisa resolver.
Essa capacidade de decisão permaneceu.
Por isso, inteligência não significa submissão automática.
O Chessie aprende.
Mas pode avaliar.
E frequentemente lembra muito bem aquilo que aprendeu.
Existe também instinto de proteção mais evidente do que em vários outros retrievers.
O American Chesapeake Club destaca que os cães historicamente deveriam trabalhar junto ao proprietário e proteger, sem agressividade injustificada, tanto o homem quanto sua área e as aves recuperadas. American Chesapeake Club
Um bom Chesapeake não precisa ser agressivo.
O próprio padrão rejeita tanto agressividade extrema quanto timidez excessiva. FCI
O objetivo é confiança.
Convivência com crianças
O Chesapeake Bay Retriever pode ser um excelente cachorro familiar.
É afetuoso.
Brincalhão.
Robusto.
E costuma estabelecer vínculos fortes com sua família.
Mas existe energia.
E existe força.
Um macho pode pesar mais de 35 kg.
Um jovem Chessie entusiasmado correndo pela casa não possui exatamente a aerodinâmica de uma almofada.
Pode derrubar uma criança pequena sem qualquer intenção.
Supervisão continua importante.
Outro fator é sua personalidade protetora.
Crianças recebem amigos.
Brincam de luta.
Correm.
Gritam.
Um cachorro que possui maior vigilância social precisa aprender cedo que essas situações são normais.
Socialização bem feita ajuda enormemente.
Com crianças maiores, o potencial é excelente.
Especialmente se participarem de:
caminhadas.
natação.
brincadeiras de busca.
treinamento.
atividades externas.
O Chessie gosta de fazer coisas junto.
Isso cria uma relação muito mais rica do que simplesmente compartilhar o mesmo sofá.
As crianças também precisam aprender limites.
Não puxar.
Não incomodar durante alimentação.
Não disputar objetos à força.
Não montar sobre o cachorro.
Não interromper descanso constantemente.
Respeito continua sendo uma rua de mão dupla.
Convivência com outros animais
Chesapeakes podem viver bem com outros cães.
Principalmente quando socializados desde cedo.
Mas a personalidade pode ser mais assertiva do que a encontrada em alguns retrievers extremamente sociáveis.
Introduções controladas são melhores.
Com gatos domésticos, existe bom potencial quando a convivência começa cedo.
Mas é importante lembrar a profissão.
O cachorro foi criado para localizar e recuperar animais abatidos.
Existe interesse por aves.
Existe movimento.
Existe instinto de perseguição.
Pequenos animais domésticos devem receber manejo adequado.
O fato de um Chessie possuir “boca macia” com uma ave recuperada durante trabalho treinado não significa automaticamente que qualquer pequeno animal correndo pelo quintal será tratado da mesma maneira.
Treinamento e convivência fazem diferença.
Apartamento e espaço
Um Chesapeake consegue morar em apartamento?
Consegue.
Mas não porque seja naturalmente adequado a uma rotina sedentária.
Funciona quando o tutor compensa completamente a falta de espaço.
Esse cachorro precisa de exercício.
E não pouco.
O AKC o classifica como uma raça inteligente, de alta energia e que realmente necessita de trabalho e atividade frequente. Caminhadas, corrida, caça e natação estão entre as atividades particularmente adequadas. American Kennel Club
Portanto, um Chessie vivendo em apartamento precisará sair bastante.
Uma volta curta no quarteirão três vezes por dia provavelmente não satisfaz um cão adulto saudável.
Uma casa com quintal facilita.
Mas não resolve automaticamente.
Um cachorro pode ter 2.000 metros quadrados e continuar entediado.
Quintal não cria tarefa.
O tutor cria.
Outra questão é o comportamento de alerta.
O Chessie pode perceber movimentação do lado de fora.
Campainha.
Vizinhos.
Corredores.
Portanto, socialização e treinamento de neutralidade ajudam bastante na vida urbana.
O trabalho cotidiano que precisa caber na sua vida.
Talvez esta seja a característica mais importante de toda a raça.
A pelagem do Chesapeake é uma peça de equipamento.
Não decoração.
O padrão estabelece comprimento máximo de aproximadamente 4 centímetros.
O pelo externo é:
curto.
duro.
denso.
com tendência a ondular apenas em áreas específicas:
ombros.
pescoço.
dorso.
lombo.
No rosto e nas pernas, permanece muito curto e reto.
Debaixo existe um subpelo:
fino.
lanoso.
muito denso.
e rico em óleo natural.
Essa combinação produz um efeito extraordinário.
A FCI compara a resistência da pelagem à água com as penas de um pato.
Quando o Chesapeake sai da água e se sacode, a cobertura ideal não deveria permanecer encharcada.
Deveria ficar apenas úmida.
Isso possui enorme valor em água gelada.
Quanto menos água permanecer próxima à pele, menor a perda de calor.
Portanto, shampoo agressivo e banhos desnecessariamente frequentes não fazem muito sentido para uma pelagem cuja oleosidade possui função.
Isso não significa nunca dar banho.
Significa preservar a natureza do pelo e utilizar produtos adequados quando necessário.
A manutenção rotineira é relativamente simples.
Escovação semanal ajuda bastante.
Durante troca de subpelo, a frequência pode aumentar.
O AKC também recomenda escovação aproximadamente semanal e observa que a raça realmente solta pelos. American Kennel Club
Depois de natação, especialmente em mar, piscinas tratadas ou água de qualidade duvidosa, enxaguar e secar adequadamente pode ser útil.
As orelhas pendentes precisam ser verificadas.
Um cachorro que passa muito tempo dentro d'água merece atenção especial a:
umidade.
odor.
vermelhidão.
secreções.
As unhas precisam ser aparadas.
Dentes precisam de higiene preventiva.
Mas tosa estética não é parte da manutenção normal.
A pelagem funcional deveria continuar funcional.
Exercícios e atividades
Existe uma atividade praticamente perfeita:
natação.
Poucas raças possuem relação funcional tão profunda com água.
O Chessie foi criado para entrar em águas frias repetidamente e continuar recuperando aves.
A FCI menciona explicitamente:
vento.
maré.
longas travessias.
gelo.
frio.
múltiplos retrieves. FCI
O cachorro moderno não precisa enfrentar essas condições.
Mas a paixão pela água permanece muito comum.
Nadar é excelente exercício porque utiliza:
musculatura.
sistema cardiovascular.
coordenação.
e ainda produz relativamente pouco impacto articular.
Buscar objetos dentro d'água aproxima-se ainda mais da função original.
Também existem excelentes alternativas em terra:
trilhas.
caminhadas longas.
corrida progressiva.
tracking.
nosework.
obediência.
agility.
field trials.
retriever tests.
dock diving.
O AKC destaca a versatilidade da raça em esportes e trabalho. American Kennel Club
Existe, porém, uma regra importante.
Filhotes não deveriam receber exercício de alto impacto excessivo enquanto estruturas ósseas ainda estão em desenvolvimento.
Um Chesapeake adulto precisa de bastante exercício.
Um filhote precisa de desenvolvimento inteligente.
Alimentação
Machos podem chegar oficialmente a aproximadamente 36,5 kg.
Fêmeas a aproximadamente 32 kg.
Mas novamente:
o número máximo não é objetivo.
O cachorro precisa apresentar condição corporal adequada.
Costelas palpáveis.
Cintura visível.
Musculatura.
Sem excesso de gordura.
A necessidade calórica varia enormemente.
Um Chesapeake que nada, caça ou treina várias vezes por semana pode consumir muito mais energia do que outro com rotina doméstica moderada.
Por isso, alimentação precisa acompanhar:
idade.
peso.
atividade.
metabolismo.
estado reprodutivo.
saúde.
O AKC destaca que cães particularmente ativos podem precisar de alimentação compatível com gasto energético elevado, mas recomenda controle de petiscos justamente para evitar obesidade. American Kennel Club
O treinamento cria uma armadilha.
Retrievers frequentemente respondem muito bem a comida.
Cinco recompensas aqui.
Dez ali.
Um petisco depois do passeio.
Outro quando o tutor sai.
De repente, grande parte das calorias diárias está sendo oferecida fora da refeição principal.
Uma solução simples é utilizar parte da própria alimentação diária como recompensa.
Filhotes precisam de dieta apropriada ao crescimento.
O ganho de peso deve ser progressivo.
Água limpa e fresca deve permanecer permanentemente disponível.
E para um cachorro cuja profissão histórica começa entrando dentro d'água, parece quase ofensivo precisar lembrar isso.
Mas água para nadar e água para beber são coisas diferentes.
Predisposição não é destino, mas precisa entrar na escolha.
Existe uma vantagem importante ao escolher uma raça com clube especializado e testes genéticos disponíveis.
É possível fazer perguntas objetivas.
O American Chesapeake Club recomenda que reprodutores sejam avaliados para:
displasia coxofemoral.
displasia de cotovelo.
doenças oculares hereditárias.
atrofia progressiva da retina — PRA.
Exercise-Induced Collapse — EIC.
mielopatia degenerativa — DM. American Chesapeake Club
O AKC apresenta essencialmente o mesmo conjunto de exames recomendados pelo clube nacional:
avaliação de quadril.
cotovelo.
oftalmologista.
DNA para DM.
DNA para PRA-prcd.
DNA para EIC. American Kennel Club
Isso deveria mudar completamente a forma de procurar um filhote.
Não pergunte apenas:
“Os pais são saudáveis?”
Peça documentação.
Quadris?
Cotovelos?
Olhos?
PRA?
DM?
EIC?
Existe resultado?
Qual?
Displasia coxofemoral e de cotovelo
São particularmente relevantes em cães atléticos.
O Chesapeake precisa correr, nadar, saltar e trabalhar.
Alterações articulares podem comprometer diretamente aquilo que define a raça.
Avaliação dos reprodutores não garante que nenhum filhote desenvolverá problema.
Mas melhora a informação disponível para seleção.
Atrofia progressiva da retina
A PRA corresponde a um grupo de doenças degenerativas da retina capazes de provocar perda progressiva da visão.
Existe teste genético para a variante prcd-PRA relevante na raça.
Isso permite identificar geneticamente indivíduos:
livres.
portadores.
afetados.
E planejar acasalamentos de maneira muito mais responsável.
Exercise-Induced Collapse
EIC merece atenção especial justamente porque estamos falando de um cão extremamente ativo.
Animais geneticamente afetados podem apresentar episódios de fraqueza e colapso associados a exercício intenso.
Existe teste de DNA disponível.
Portanto, novamente:
não existe necessidade de adivinhar.
Mielopatia degenerativa
Também existe teste genético para uma variante associada à mielopatia degenerativa.
O teste não funciona como previsão absoluta de que um determinado cachorro desenvolverá doença clínica.
Mas é uma ferramenta valiosa dentro de programas de reprodução.
Outro ponto importante é o peso.
Obesidade aumenta carga sobre quadris e cotovelos.
Um Chesapeake naturalmente poderoso não precisa ser gordo para parecer forte.
A expectativa de vida informada pelo AKC fica aproximadamente entre 10 e 13 anos. American Kennel Club
E existe algo tão importante quanto todos os testes físicos:
temperamento.
O padrão afirma que disposição deve receber atenção prioritária na seleção e reprodução e considera extremos de agressividade ou timidez inadequados tanto para cão de caça quanto para companhia. FCI
Em uma raça protetora e poderosa, isso não é detalhe.
Inteligência sem rotina também produz problemas.
Treinamento não é opcional.
O AKC chega a dizer diretamente que treinamento de obediência é obrigatório para o Chesapeake e recomenda socialização precoce e aulas para filhotes. American Kennel Club
Faz sentido.
Um cão:
forte.
inteligente.
protetor.
ativo.
e independente.
precisa possuir regras antes de possuir força adulta.
Comece cedo.
Chamada.
Guia.
Espera.
Fica.
Solta.
Deixa.
Manipulação.
Entrada e saída de portas.
Recepção de visitas.
Tudo isso deveria fazer parte da vida.
O método importa.
O Chesapeake pode ser bastante sensível apesar de sua aparência robusta.
O AKC descreve a raça como afetuosa e sensível, e o padrão destaca inteligência e bom senso. American Kennel Club
Força bruta não é treinamento.
Consistência funciona melhor.
Reforço positivo.
Regras claras.
Recompensas.
Tarefas.
Oportunidade para trabalhar.
O cachorro precisa compreender o sistema.
E existe uma vantagem enorme:
retrievers são selecionados para cooperação.
Buscar uma coisa.
Carregá-la.
Voltar.
Entregar.
Existe uma sequência de relacionamento humano incorporada na própria função.
Aproveite isso.
Conheça diferentes expressões da raça.

Pontos positivos
- Procura um retriever atlético e extremamente resistente.
- Gosta de natação e atividades aquáticas.
- Possui rotina fisicamente ativa.
- Tem interesse em caça, field trials, tracking ou esportes caninos.
- Deseja forte vínculo familiar.
- Valoriza um cão naturalmente vigilante e protetor.
- Está disposto a investir em treinamento desde filhote.
- Pode oferecer bastante estímulo mental.
- Gosta de cães inteligentes e capazes de trabalhar com alguma independência.
- Está disposto a verificar exames de saúde dos reprodutores.
Pontos de atenção
- Procura um cachorro sedentário.
- Deseja um retriever automaticamente sociável com qualquer pessoa.
- Passa longos períodos sem oferecer atividade.
- Não pretende investir em treinamento e socialização.
- Tem baixa tolerância a pelos durante as mudas sazonais.
- Não consegue oferecer exercícios regulares.
- Quer um cachorro que obedeça mecanicamente sem questionar.
- Não aprecia cães vigilantes.
- Escolhe a raça apenas porque gosta de Labrador, mas quer “um diferente”.
- Não está disposto a pesquisar saúde e temperamento da linhagem.