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PERFIL COMPLETO DA RAÇA

Miniature Bull Terrier

Subtítulo emocional

Origem: Grã-Bretanha

Pegaram a força, a cabeça em forma de ovo, a coragem e o humor caótico do Bull Terrier — e reduziram o corpo. Só esqueceram de avisar a personalidade. O Miniature Bull Terrier é uma raça britânica compacta, musculosa e imediatamente reconhecível pela cabeça oval, olhos triangulares e pequenas orelhas eretas.

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EnergiaMuito alta
PortePequeno
PelagemDupla
Expectativa de vidaAproximadamente 10–12 anos
SOBRE A RAÇA

Uma história selecionada para uma função.

Pegaram a força, a cabeça em forma de ovo, a coragem e o humor caótico do Bull Terrier — e reduziram o corpo. Só esqueceram de avisar a personalidade.

O Miniature Bull Terrier é uma raça britânica compacta, musculosa e imediatamente reconhecível pela cabeça oval, olhos triangulares e pequenas orelhas eretas. A FCI o define como corajoso, cheio de espírito, divertido, equilibrado e receptivo à disciplina — embora reconheça no próprio padrão uma característica que qualquer tutor provavelmente descobrirá sozinho: pode ser obstinado. FCI

Ele compartilha praticamente todo o padrão morfológico do Bull Terrier tradicional. A diferença fundamental é o tamanho: o Miniature Bull Terrier não deve ultrapassar 35,5 cm na cernelha. Não existe limite oficial de peso na FCI; o objetivo é preservar o máximo de substância e musculatura possível sem perder equilíbrio corporal. FCI

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História e origem

O Miniature Bull Terrier não surgiu simplesmente porque alguém resolveu criar uma versão moderna e portátil do Bull Terrier.

Cães pequenos do tipo Bull Terrier existem desde o século XIX.

A história das duas raças começa praticamente no mesmo lugar.

Na Grã-Bretanha industrial, diferentes cruzamentos entre Bulldogs e terriers produziram cães conhecidos genericamente como bull-and-terriers. Eram valorizados pela força física, persistência, agilidade e capacidade de combater animais e eliminar roedores. American Kennel Club

Na década de 1850, o criador inglês James Hinks, de Birmingham, começou a selecionar um tipo mais uniforme.

Corpo forte.

Aparência limpa.

E, especialmente, uma cabeça diferente.

Aquela curva contínua que hoje conhecemos como a famosa cabeça em forma de ovo.

O tipo foi apresentado em Birmingham em 1862, e o Bull Terrier Club seria fundado em 1887. FCI

Mas Bull Terriers pequenos já existiam paralelamente.

Alguns eram realmente minúsculos.

No início do século XX, houve tentativas de definir as variedades menores principalmente pelo peso. A enorme variação de tamanho, porém, dificultava manter simultaneamente:

cabeça correta;

ossos fortes;

boa musculatura;

proporções equilibradas.

Criar um cachorro simplesmente pequeno era fácil.

Criar um Bull Terrier verdadeiro em miniatura era muito mais difícil. American Kennel Club

A variedade entrou em declínio.

Antes da Primeira Guerra Mundial, sua popularidade caiu drasticamente.

Em 1918, os cães pequenos chegaram a ser retirados do registro de raças do Kennel Club britânico. FCI

Por algum tempo, parecia que a história acabaria ali.

Então apareceu Richard Glyn.

Em 1938, o coronel Richard Glyn reuniu um grupo de entusiastas e fundou o Miniature Bull Terrier Club, iniciando um esforço sistemático para recuperar o pequeno Bull Terrier sem sacrificar as características fundamentais da raça. FCI

A solução mais importante foi abandonar o peso como principal critério.

O tamanho passou a ser controlado pela altura máxima.

Isso permitia produzir cães musculosos e substanciais sem incentivar exemplares excessivamente leves apenas para cumprir determinada faixa de quilogramas.

O princípio permanece até hoje.

A FCI diz explicitamente:

o padrão do Miniature Bull Terrier é essencialmente o mesmo do Bull Terrier — com a exceção do limite de altura. FCI

O reconhecimento como variedade separada consolidou-se na Grã-Bretanha nas décadas seguintes. O AKC reconheceu o Miniature Bull Terrier nos Estados Unidos em 1991. American Kennel Club

A FCI concedeu reconhecimento definitivo em 5 de julho de 2011, atribuindo-lhe o número 359. Hoje ele pertence ao Grupo 3, Seção 3, junto dos terriers do tipo Bull. FCI

A raça permanece relativamente rara.

O Royal Kennel Club britânico atualmente a classifica inclusive entre suas Vulnerable Native Breeds, categoria destinada a raças britânicas com baixo número anual de registros. Royal Kennel Club

É uma ironia interessante.

O projeto funcionou.

O pequeno Bull Terrier sobreviveu.

Mas continua pequeno não apenas no corpo.

Também na população.

Peso típicoSem limite oficial FCI; referência prática AKC: aproximadamente 8–13 kg
AlturaAté 35,5 cm pela FCI; AKC trabalha com aproximadamente 25–35,5 cm
Função históricaGrupo 3 — Terriers; Seção 3 — Terriers do tipo Bull
Confiança dos dadosAlta
Ficha rápida completa
Nome oficialMiniature Bull Terrier
ApelidosMini Bull, Miniature Bull, Bull Terrier Miniatura
País de origemGrã-Bretanha
Grupo FCIGrupo 3 — Terriers; Seção 3 — Terriers do tipo Bull
Função originalTerrier, controle de roedores e historicamente esportes envolvendo ratos; compartilha raízes com o Bull Terrier
Função atualCompanhia, esportes caninos, agility, obediência, tracking e atividades recreativas
PortePequeno
AlturaAté 35,5 cm pela FCI; AKC trabalha com aproximadamente 25–35,5 cm
PesoSem limite oficial FCI; referência prática AKC: aproximadamente 8–13 kg
Expectativa de vidaAproximadamente 10–12 anos
PelagemCurta, lisa, uniforme, áspera ao toque e brilhante; pode desenvolver subpelo fino no inverno
Cor no padrão FCIBranco puro nos brancos; nos coloridos, a cor deve predominar. Tigrado, preto-tigrado, vermelho, fulvo e tricolor são aceitos; azul e fígado são altamente indesejáveis
Nível de energiaAlto
Queda de pelosBaixa a moderada
Adaptação a apartamentoBoa, desde que receba exercício, treinamento e companhia
Experiência do tutorIntermediária a experiente

Aparência e características físicas

Se existe uma raça que parece impossível de confundir quando vista de perfil, é esta.

A cabeça é a assinatura.

A FCI determina que seja:

longa;

forte;

profunda até a ponta do focinho;

sem aparência grosseira.

Vista pela frente, deve formar um ovo completamente preenchido, sem depressões marcadas. De perfil, a linha superior curva-se suavemente do topo do crânio até a ponta do nariz. FCI

Não existe stop convencional.

É justamente essa continuidade que produz o famoso perfil descendente do Bull Terrier.

O nariz deve ser preto, com ponta curvada para baixo e narinas desenvolvidas. FCI

Os olhos são outra peculiaridade.

Pequenos.

Estreitos.

Triangulares.

Oblíquos.

Preferencialmente tão escuros que parecem praticamente pretos.

A distância da ponta do nariz aos olhos deve ser visivelmente maior que aquela entre os olhos e o topo do crânio. Olhos azuis ou parcialmente azuis são considerados indesejáveis pelo padrão FCI. FCI

As orelhas são:

pequenas;

finas;

próximas entre si;

e completamente eretas.

O cachorro deve conseguir mantê-las firmes apontando para cima. FCI

O pescoço é musculoso e arqueado.

O peito é amplo e profundo.

As costelas são bem arqueadas.

O dorso é curto e forte.

As pernas, apesar do pequeno porte, precisam possuir ossos extremamente substanciais em relação ao tamanho. FCI

Essa é uma das razões pelas quais um Mini Bull correto não parece delicado.

Ele pode ter pouco mais de trinta centímetros.

Mas o corpo transmite a impressão de algo compactado.

Músculo.

Osso.

Potência.

A cauda é curta, de inserção baixa, grossa na base e progressivamente mais fina até a ponta. Deve ser carregada aproximadamente na horizontal. FCI

A movimentação precisa parecer livre e eficiente.

A FCI utiliza uma expressão particularmente apropriada: deve apresentar um certo “jaunty air”, algo próximo de um movimento alegre, confiante e cheio de atitude. FCI

A pelagem é simples.

Curta.

Lisa.

Uniforme.

Relativamente áspera.

Brilhante.

Um subpelo macio pode aparecer durante o inverno.

Nos exemplares brancos, a pelagem corporal deve ser branca pura. Pigmentação na pele e marcas coloridas apenas na cabeça não são penalizadas.

Nos cães coloridos, a cor precisa predominar sobre o branco.

São aceitos:

tigrado;

preto-tigrado;

vermelho;

fulvo;

tricolor.

Azul e fígado são altamente indesejáveis.

E finalmente chegamos à característica que realmente separa o Mini do Bull Terrier convencional:

a altura não pode ultrapassar 35,5 cm.

Não há peso máximo ou mínimo na FCI.

Apenas uma exigência:

ele precisa continuar parecendo um Bull Terrier completo.

Não um Bull Terrier mal acabado porque alguém tentou fazê-lo pequeno demais.

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Tutor indicado

  • gosta de terriers e entende sua independência;
  • procura um cão pequeno, mas muito robusto;
  • mora em apartamento e oferece exercício diário;
  • deseja enorme vínculo com o tutor;
  • gosta de treinamento criativo;
  • aprecia cães brincalhões e engraçados;
  • consegue estabelecer regras consistentes;
  • não se incomoda com alguma teimosia;
  • gosta de caminhadas e atividades;
  • consegue investir em socialização;
  • aceita realizar testes de saúde antes de escolher um criador;
  • deseja grooming muito simples;
  • prefere um cachorro com personalidade intensa em corpo compacto.

Tutor não indicado

  • procura um cão passivo;
  • quer obediência mecânica;
  • não pretende treinar;
  • deixa o cachorro sozinho por longos períodos;
  • possui pequenos animais soltos pela casa;
  • quer levar o cão a parques lotados sem manejo;
  • possui crianças muito pequenas sem possibilidade de supervisão;
  • não tolera comportamentos destrutivos durante a juventude;
  • não aceita um cão forte e determinado;
  • pretende utilizar treinamento baseado em punição pesada;
  • procura seu primeiro cão e não quer apoio profissional;
  • escolheu a raça apenas pela aparência engraçada.

Em resumo

O Miniature Bull Terrier é resultado de um problema muito específico.

Criar um Bull Terrier menor parecia fácil.

Bastava cruzar cães pequenos.

Só que tamanho diminuía.

E, com ele, começavam a desaparecer:

ossatura;

musculatura;

cabeça;

proporções.

Em determinado momento, alguns exemplares eram pequenos.

Mas já não pareciam realmente Bull Terriers.

Então a seleção precisou mudar.

A pergunta deixou de ser:

“quanto ele pesa?”

E virou:

“conseguimos manter tudo isso abaixo de 35,5 centímetros?”

Essa mudança salvou a raça.

O resultado moderno é curioso.

Um cachorro suficientemente pequeno para viver muito bem numa casa urbana.

Mas com:

aquela cabeça impossível;

estrutura fortíssima;

coragem terrier;

prey drive;

inteligência;

teimosia;

e um senso de humor que aparentemente não recebeu qualquer limite de altura.

O padrão FCI resume isso melhor do que qualquer descrição sofisticada.

Ele precisa ser forte.

Musculoso.

Equilibrado.

Ativo.

Corajoso.

Divertido.

E, embora obstinado, bom com pessoas.

É praticamente uma descrição de engenharia.

Pegue um Bull Terrier.

Comprima o corpo.

Mantenha o resto.

E talvez seja justamente por isso que chamar o Miniature Bull Terrier de “versão pequena” diga tão pouco sobre ele.

Porque a miniaturização aconteceu apenas por fora.

Por dentro, ninguém reduziu absolutamente nada.

Avaliação editorial de compatibilidade
Apego ao tutor5/5
Adaptação a apartamento4/5
Nível de energia5/5
Necessidade de exercícios4/5
Inteligência4/5
Facilidade de treinamento3/5
Tolerância à solidão2/5
Convivência com crianças pequenas3/5
Convivência com crianças maiores4/5
Convivência com outros cães2/5
Convivência com gatos2/5
Convivência com pequenos animais1/5
Sociabilidade com desconhecidos3/5
Instinto de alerta4/5
Tendência a latir3/5
Queda de pelos2/5
Exigência de cuidados com a pelagem1/5
Tolerância ao calor3/5
Adequação para tutores iniciantes2/5
Custo geral de manutenção3/5
Fontes e links de verificação
PERSONALIDADE

Como essa raça tende a viver com pessoas.

O padrão FCI parece ter sido escrito por alguém que já viveu com um Mini Bull.

Ele é descrito como:

corajoso;

cheio de espírito;

divertido;

equilibrado;

receptivo à disciplina;

obstinado;

e particularmente bom com pessoas. FCI

Essa combinação explica por que fãs da raça falam tanto em humor.

O Miniature Bull Terrier frequentemente transforma a rotina doméstica num evento.

É brincalhão.

Curioso.

Físico.

Inventivo.

E completamente capaz de olhar para uma instrução simples, compreendê-la perfeitamente e aparentemente concluir:

“interessante. Mas tenho outra proposta.”

Isso não é falta de inteligência.

O Miniature Bull Terrier Club of America chega a descrevê-los como teimosos, não estúpidos, ativos e exigentes em termos de interação.

O AKC contemporâneo segue a mesma linha: considera o Mini Bull alegre, travesso, destemido e fortemente determinado. American Kennel Club

Também existe enorme apego à família.

Alguns tornam-se verdadeiros cães “velcro”.

Querem participar.

Querem estar perto.

Querem investigar o que o tutor está fazendo.

E, preferencialmente, interferir de maneira construtiva ou não.

O clube americano alerta que períodos excessivos de isolamento podem favorecer comportamentos destrutivos e problemas comportamentais.

Portanto, tamanho pequeno não significa independência emocional.

Convivência com crianças

O Miniature Bull Terrier pode ser extremamente afetuoso com crianças.

Mas existem duas ressalvas importantes.

A primeira é física.

Apesar da baixa altura, é um cachorro compacto, musculoso e muito ativo.

Durante uma brincadeira, não se move como um Chihuahua.

Move-se mais como uma pequena bola de demolição com orelhas.

Crianças pequenas podem ser derrubadas acidentalmente.

A segunda questão é excitação.

O clube norte-americano recomenda supervisão especialmente durante situações de brincadeiras físicas intensas entre pessoas ou crianças. Um Mini Bull pode interpretar gritos, corridas e luta recreativa como convite para participar.

O AKC considera a raça mais adequada, em muitos casos, a famílias com crianças maiores, capazes de entender limites e lidar com a intensidade física do cão. American Kennel Club

Isso não significa que não possa viver com crianças pequenas.

Significa que precisa existir:

supervisão;

treinamento;

regras;

e controle de excitação.

A criança também precisa aprender a respeitar o cão.

Nada de puxar orelhas.

Nada de incomodar enquanto come.

Nada de subir em cima.

Nada de transformar o cachorro numa almofada.

Convivência com outros animais

Aqui existe uma das maiores cautelas da raça.

O Miniature Bull Terrier ainda possui forte herança terrier.

Historicamente, pequenos Bull Terriers eram utilizados para matar ratos e participar de competições envolvendo roedores. O comportamento moderno continua podendo incluir prey drive elevado. American Kennel Club

Isso merece atenção com:

hamsters;

ratos;

gerbilos;

coelhos;

aves;

outros pequenos animais.

A convivência com gatos pode funcionar, especialmente quando o cão cresce com eles.

Mas não deveria ser considerada automaticamente segura em qualquer indivíduo.

Com outros cães, a resposta também é variável.

O clube norte-americano recomenda atenção especial às interações, sobretudo em determinados contextos envolvendo cães adultos.

Socialização precoce ajuda muito.

Mas socialização não significa jogar o filhote diariamente num parque cheio de cães desconhecidos.

Significa proporcionar experiências boas, controladas e variadas.

O objetivo é formar um adulto que saiba coexistir.

Não um cachorro que precise brincar com qualquer cão que aparece.

Apartamento e espaço

O tamanho favorece bastante a vida urbana.

O Royal Kennel Club considera o Miniature Bull Terrier adequado a cidade ou campo, trabalhando com casas pequenas e áreas externas modestas como cenários possíveis. Royal Kennel Club

Mas existe uma condição:

atividade.

Um Mini Bull não precisa de uma fazenda.

Precisa de alguma forma de gastar energia.

Um apartamento com tutor ativo pode funcionar muito bem.

Uma casa enorme com um cachorro entediado pode terminar com móveis reinterpretados artisticamente.

O AKC alerta explicitamente que falta de exercício e tédio podem resultar em comportamento destrutivo. American Kennel Club

Outro fator é companhia.

A raça tende a permanecer muito ligada às pessoas.

Longos períodos de isolamento diário não são ideais.

É importante ensinar desde filhote a ficar sozinho gradualmente, justamente para evitar transformar proximidade em incapacidade de lidar com ausência.

CUIDADOS

O trabalho cotidiano que precisa caber na sua vida.

Aqui o Miniature Bull Terrier devolve parte do trabalho que exige em treinamento.

A pelagem é muito simples.

Curta.

Lisa.

Sem necessidade de tosa estrutural.

O Royal Kennel Club recomenda escovação aproximadamente semanal. Royal Kennel Club

Uma luva de borracha ou escova própria para pelo curto costuma ser suficiente para remover fios mortos.

A queda existe.

Pode aumentar sazonalmente, especialmente quando há subpelo de inverno.

Banhos podem ocorrer conforme necessidade.

As orelhas eretas são fáceis de inspecionar e devem ser mantidas limpas sem limpezas agressivas ou profundas desnecessárias.

As unhas merecem atenção porque são fortes e crescem rapidamente. O AKC recomenda apará-las regularmente.

Dentes precisam de escovação.

Patas devem ser verificadas depois de atividades intensas.

E a pele merece observação, especialmente nos exemplares predominantemente brancos.

Exercícios e atividades

O Royal Kennel Club trabalha com até aproximadamente uma hora diária como referência geral de exercício para a raça. Royal Kennel Club

Isso não significa uma hora obrigatoriamente correndo em linha reta.

O Mini Bull se beneficia de variedade.

Caminhadas.

Brincadeiras.

Busca.

Tug controlado.

Agility.

Obediência recreativa.

Tracking.

Jogos de faro.

Treinamento de truques.

O próprio clube norte-americano registra Miniature Bull Terriers titulados em obediência, tracking, agility, earthdog e até trabalho de terapia.

A atividade mental é particularmente importante.

Um cachorro determinado e inteligente que não recebe algo para resolver costuma demonstrar grande criatividade.

Frequentemente utilizando objetos pertencentes a outra pessoa.

Filhotes precisam de cuidado com atividade de impacto.

O corpo é pesado proporcionalmente à altura.

Saltos repetitivos e exercício forçado excessivo durante o crescimento não são necessários.

Adultos saudáveis, por outro lado, podem ser surpreendentemente atléticos.

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Alimentação

O Miniature Bull Terrier possui uma característica perigosa para quem avalia peso apenas visualmente:

ele deve parecer robusto.

Isso pode fazer excesso de gordura ser confundido com “substância”.

Mas não são a mesma coisa.

Músculo é desejável.

Osso é desejável.

Obesidade não.

A alimentação precisa acompanhar:

idade;

atividade;

condição corporal;

saúde;

status reprodutivo.

Adultos normalmente funcionam bem com duas refeições medidas por dia.

Filhotes podem receber refeições menores e mais frequentes.

Petiscos utilizados no treinamento entram na conta energética total.

Isso é especialmente importante porque comida pode funcionar muito bem como recompensa numa raça que precisa ser convencida de que cooperar com o humano é uma excelente ideia.

O corpo deve permanecer compacto e musculoso.

Costelas precisam ser palpáveis sob uma cobertura moderada de gordura.

A cintura deve continuar discernível.

A expressão “maximum substance”, utilizada pelo padrão, descreve estrutura.

Não barriga.

SAÚDE

Predisposição não é destino, mas precisa entrar na escolha.

A saúde merece bastante atenção no Miniature Bull Terrier porque existem hoje testes objetivos para várias condições hereditárias relevantes.

O atual conjunto de exames recomendado pelo clube nacional norte-americano, compilado pelo AKC, inclui:

  • exame cardíaco;
  • teste auditivo BAER;
  • teste de DNA para paralisia laríngea do tipo Miniature Bull Terrier;
  • teste de DNA para Primary Lens Luxation — PLL;
  • teste de DNA para Lethal Acrodermatitis — LAD;
  • avaliação renal por relação proteína:creatinina urinária. American Kennel Club

A Primary Lens Luxation é uma das condições historicamente mais importantes da raça.

O cristalino é normalmente mantido na posição correta por pequenas fibras chamadas zônulas.

Quando essas estruturas falham, o cristalino pode deslocar-se.

Isso pode resultar em:

dor;

inflamação;

glaucoma;

e perda da visão.

Existe teste de DNA específico para PLL, e tanto o AKC quanto o Royal Kennel Club o incorporam às recomendações sanitárias da raça. American Kennel Club

O Royal Kennel Club também recomenda exame oftalmológico formal pelo esquema BVA/RKC/ISDS. Royal Kennel Club

A audição é outro eixo importante.

Surdez congênita pode ocorrer, especialmente em populações relacionadas aos Bull Terriers. O exame BAER — Brainstem Auditory Evoked Response mede a resposta elétrica do sistema auditivo e permite identificar cães com audição bilateral normal, unilateral ou ausência auditiva. O AKC inclui BAER entre os exames atualmente recomendados para Miniature Bull Terrier. American Kennel Club

O coração também deve ser avaliado.

O material do Miniature Bull Terrier Club of America cita alterações como estenose subaórtica e displasia de válvula mitral entre os problemas historicamente acompanhados.

A avaliação cardíaca oficial continua fazendo parte do programa atual do clube norte-americano. American Kennel Club

Os rins merecem atenção particular.

O programa sanitário utiliza a relação proteína:creatinina urinária para identificar perda excessiva de proteína pela urina, um sinal que pode indicar doença renal. American Kennel Club

Existem ainda dois testes genéticos relativamente específicos e importantes.

A Lethal Acrodermatitis — LAD é uma condição hereditária grave associada historicamente aos Bull Terriers e Miniature Bull Terriers. O teste de DNA permite identificar geneticamente indivíduos de risco e portadores. American Kennel Club

A paralisia laríngea do tipo Miniature Bull Terrier também possui teste genético específico e aparece entre os exames oficialmente recomendados pelo clube nacional norte-americano. American Kennel Club

Outro comportamento historicamente observado é o chamado tail chasing, perseguição repetitiva da própria cauda. O clube norte-americano alerta que, em alguns casos, esse comportamento pode estar associado a alterações neurológicas ou compulsivas e não deve ser simplesmente tratado como uma brincadeira engraçada quando se torna intenso ou repetitivo.

E existe uma questão anatômica atual.

O Breed Watch do Royal Kennel Club coloca caninos mal posicionados entre os pontos que merecem atenção especial por juízes, pois dentes direcionados inadequadamente podem ferir tecidos da boca. Royal Kennel Club

Ao escolher um filhote, peça documentação de:

BAER;

coração;

PLL;

LAD;

paralisia laríngea;

avaliação renal.

Não aceite apenas:

“os pais são saudáveis”.

Hoje existem exames.

Criadores responsáveis conseguem mostrar resultados.

TREINAMENTO

Inteligência sem rotina também produz problemas.

O Miniature Bull Terrier aprende.

A questão é convencê-lo de que aprender aquilo que você pediu é a atividade mais interessante disponível naquele momento.

O clube americano recomenda treinamento baseado em recompensas, socialização intensa, consistência e sessões curtas e animadas. Correções pesadas tendem a funcionar mal com a raça.

Isso combina perfeitamente com o perfil terrier.

Use:

comida;

brinquedos;

brincadeiras;

movimento;

acesso ao ambiente.

E evite repetir o mesmo exercício vinte vezes depois que o cachorro já entendeu.

O Mini Bull pode ficar entediado rapidamente.

Treinamentos curtos de cinco minutos várias vezes ao dia frequentemente produzem mais resultado que uma longa sessão mecânica.

Prioridades incluem:

recall;

andar sem puxar;

soltar objetos;

deixar objetos;

autocontrole;

aceitar manipulação;

ficar sozinho;

relaxar;

socialização com cães;

controle de excitação.

O treinamento deve começar cedo.

Não porque seja impossível educar um adulto.

Mas porque é muito mais fácil ensinar boas decisões a um filhote de dez quilos do que corrigir hábitos já consolidados num pequeno bloco muscular extremamente convencido de suas próprias ideias.

GALERIA

Conheça diferentes expressões da raça.

Pontos positivos

  • gosta de terriers e entende sua independência;
  • procura um cão pequeno, mas muito robusto;
  • mora em apartamento e oferece exercício diário;
  • deseja enorme vínculo com o tutor;
  • gosta de treinamento criativo;
  • aprecia cães brincalhões e engraçados;
  • consegue estabelecer regras consistentes;
  • não se incomoda com alguma teimosia;
  • gosta de caminhadas e atividades;
  • consegue investir em socialização;
  • aceita realizar testes de saúde antes de escolher um criador;
  • deseja grooming muito simples;
  • prefere um cachorro com personalidade intensa em corpo compacto.

Pontos de atenção

  • procura um cão passivo;
  • quer obediência mecânica;
  • não pretende treinar;
  • deixa o cachorro sozinho por longos períodos;
  • possui pequenos animais soltos pela casa;
  • quer levar o cão a parques lotados sem manejo;
  • possui crianças muito pequenas sem possibilidade de supervisão;
  • não tolera comportamentos destrutivos durante a juventude;
  • não aceita um cão forte e determinado;
  • pretende utilizar treinamento baseado em punição pesada;
  • procura seu primeiro cão e não quer apoio profissional;
  • escolheu a raça apenas pela aparência engraçada.