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PERFIL COMPLETO DA RAÇA

Norwich Terrier

Subtítulo emocional

Origem: Grã-Bretanha

Pequeno o suficiente para desaparecer atrás de uma almofada — e corajoso o bastante para entrar sozinho numa toca onde um animal muito maior não estava exatamente esperando visitas. O Norwich Terrier reúne uma contradição típica dos grandes terriers em miniatura.

Cão adulto da raça Norwich Terrier em pé sobre gramado, com corpo pequeno e compacto, pelagem áspera avermelhada, olhos escuros e características orelhas triangulares eretas.
EnergiaAlta
PortePequeno
PelagemDupla
Expectativa de vidaCerca de 12 a 15 anos
SOBRE A RAÇA

Uma história selecionada para uma função.

Pequeno o suficiente para desaparecer atrás de uma almofada — e corajoso o bastante para entrar sozinho numa toca onde um animal muito maior não estava exatamente esperando visitas.

O Norwich Terrier reúne uma contradição típica dos grandes terriers em miniatura. Tem aproximadamente 25 centímetros de altura, pesa pouco mais de 5 quilos e possui uma expressão viva que pode fazê-lo parecer um pequeno brinquedo peludo.

Mas foi criado para trabalhar.

Ratos em celeiros, raposas, animais de toca e a rotina das propriedades rurais de East Anglia exigiam um cachorro compacto, resistente, rápido e disposto a continuar avançando quando a alternativa mais sensata talvez fosse recuar. O padrão da FCI ainda o descreve como um dos menores terriers, mas compacto, forte, extremamente ativo, resistente e destemido — sem ser naturalmente briguento.

O Norwich não sabe que é pequeno.

E talvez essa seja exatamente a característica que permitiu que a raça existisse.

História e origem

A história do Norwich Terrier começa numa época em que ninguém estava particularmente preocupado em decidir qual pequeno terrier vermelho pertencia a qual raça.

No início e em meados do século XIX, cães desse tipo eram simplesmente cães de fazenda.

Tinham trabalho.

Ratos infestavam celeiros, estábulos e depósitos de grãos. Raposas e outros animais ocupavam tocas. Propriedades rurais precisavam de cães pequenos o bastante para entrar nesses espaços, mas resistentes o suficiente para enfrentar aquilo que encontrassem.

A FCI aponta Glen of Imaal Terriers, Cairn Terriers vermelhos e Dandie Dinmont Terriers entre as populações que contribuíram para a formação daqueles terriers de East Anglia. O objetivo não era produzir um cachorro de exposição perfeitamente uniforme, mas um pequeno trabalhador eficiente.

No final do século XIX, esses pequenos cães ganharam fama também entre estudantes da Universidade de Cambridge.

Cambridge tinha universidades.

E tinha ratos.

Alguns estudantes compravam pequenos terriers de comerciantes locais para controlar roedores nos alojamentos e arredores. Por isso, determinados cães passaram a ser conhecidos como Cantab Terriers, nome derivado de Cambridge. Outros foram chamados de Trumpington Terriers, referência a uma região ligada aos primeiros criadores. Clube do Terrier Norwich

A raça ainda não existia como a conhecemos.

Existia uma população de pequenos terriers de trabalho.

O que os unia era muito mais comportamento do que aparência.

Eles deveriam ser:

  • pequenos;
  • valentes;
  • resistentes;
  • bons caçadores de vermes;
  • suficientemente sociáveis para trabalhar perto de outros cães e pessoas.

Um dos nomes fundamentais na consolidação desse tipo foi Frank Jones, criador e homem ligado ao mundo dos cavalos e das caçadas. Alguns de seus cães tornaram-se conhecidos como Jones Terriers, e exemplares de sua criação ajudaram a levar o tipo para os Estados Unidos. Clube do Terrier Norwich

Em 1914, um cão chamado William Jones, conhecido como “Willum”, tornou-se o primeiro exemplar do tipo documentado como levado para os Estados Unidos. Pesava cerca de 12 libras e tornou-se popular entre círculos ligados às caçadas a cavalo. Clube do Terrier Norwich

Na Inglaterra, o Kennel Club reconheceu oficialmente o Norwich Terrier em 1932.

Mas havia um detalhe.

Existiam cães com:

orelhas eretas

e cães com:

orelhas caídas.

Inicialmente, ambos eram simplesmente Norwich Terriers.

O padrão aceitava os dois tipos.

Com o tempo, criadores começaram a perceber que não estavam lidando apenas com uma diferença estética trivial. As linhagens passaram progressivamente a ser separadas, e os dois tipos começaram a consolidar características próprias.

Em 1964, o Kennel Club britânico realizou a divisão definitiva.

O cão de orelhas eretas preservou o nome:

Norwich Terrier.

O de orelhas caídas tornou-se:

Norfolk Terrier.

Nos Estados Unidos, a separação oficial ocorreu mais tarde, em 1979. Até então, o AKC ainda registrava as variedades de orelhas eretas e caídas sob o mesmo nome. Clube do Terrier Norwich

Isso cria uma curiosidade histórica interessante.

Norfolk e Norwich não são simplesmente duas raças que se parecem.

Durante décadas, eram oficialmente a mesma raça.

Hoje, a maneira mais rápida de distingui-las continua sendo justamente aquela característica que terminou dividindo sua história:

o Norwich tem orelhas eretas.

O Norfolk tem orelhas dobradas.

Peso típicoCerca de 5,4 kg como referência; a FCI não determina peso oficial
AlturaAproximadamente 25 cm na cernelha
Função históricaGrupo 3 — Terriers; Seção 2 — Terriers de pequeno porte
Confiança dos dadosAlta
Ficha rápida completa
Nome oficialNorwich Terrier
ApelidosNorwich, Cantab Terrier e Jones Terrier como nomes históricos
País de origemGrã-Bretanha
Grupo FCIGrupo 3 — Terriers; Seção 2 — Terriers de pequeno porte
Função originalControle de ratos e outros pequenos animais, trabalho em tocas e apoio em caçadas
Função atualCompanhia, esportes caninos, atividades de faro, Earthdog e Barn Hunt
PortePequeno
AlturaAproximadamente 25 cm na cernelha
PesoCerca de 5,4 kg como referência; a FCI não determina peso oficial
Expectativa de vidaCerca de 12 a 15 anos
PelagemDupla, dura, áspera, reta e resistente às intempéries
Cor no padrão FCITodos os tons de vermelho, trigo, preto e castanho ou grizzle
Nível de energiaAlto
Queda de pelosBaixa a moderada quando a pelagem recebe manutenção adequada
Adaptação a apartamentoMuito boa, desde que receba exercício e estímulo mental
Experiência do tutorIniciante dedicado a intermediário

Aparência e características físicas

O Norwich Terrier é um dos menores terriers genuinamente desenvolvidos para trabalho.

Mas o padrão insiste em algo importante:

pequeno não significa delicado.

A FCI descreve um cão baixo, compacto e forte, com boa substância e boa ossatura. Até antigas cicatrizes resultantes de trabalho honesto não deveriam ser excessivamente penalizadas em exposição — uma frase quase arqueológica que revela aquilo que se esperava desses cães.

Ele deveria parecer capaz de trabalhar.

Não um brinquedo moldado para parecer um terrier.

A cabeça é relativamente larga entre as orelhas.

O crânio é discretamente arredondado.

O focinho possui formato de cunha e permanece forte.

Os dentes são relativamente grandes em comparação com o tamanho do animal, com mordedura em tesoura.

Isso também faz sentido.

Um cachorro de cinco quilos tentando controlar um rato não poderia depender de uma mandíbula ornamental.

Os olhos são pequenos, ovais, escuros, brilhantes e extremamente expressivos.

A expressão transmite atenção.

Curiosidade.

E aquela sensação permanente de que existe alguma atividade ocorrendo dentro da cabeça.

As orelhas são a assinatura da raça.

São:

  • eretas;
  • relativamente afastadas;
  • triangulares;
  • de tamanho médio;
  • pontudas.

Quando o cachorro está atento, permanecem perfeitamente levantadas. Quando relaxado, podem ser inclinadas para trás.

O corpo é compacto.

O dorso é curto.

A linha superior é nivelada.

O peito possui boa profundidade e costelas bem desenvolvidas.

As pernas são curtas, fortes e retas.

Os pés são arredondados e bem acolchoados, descritos pela FCI como semelhantes aos de um gato.

A traseira precisa ser forte e musculosa.

O movimento deve ocorrer para a frente sem desvios desnecessários, com boa propulsão posterior.

Um Norwich correto não deveria parecer pesado nem frágil.

Deveria parecer uma pequena máquina de trabalho.

A pelagem possui duas camadas.

A cobertura externa é:

  • dura;
  • áspera;
  • reta;
  • aderente ao corpo.

Por baixo existe subpelo denso.

Na região do pescoço, os fios ficam mais longos e ásperos, criando uma pequena juba ao redor da cabeça. No rosto aparecem bigodes e discretas sobrancelhas.

As cores oficiais são:

  • todos os tons de vermelho;
  • trigo;
  • preto e castanho;
  • grizzle.

Marcas brancas são consideradas indesejáveis no padrão FCI.

O conjunto é rústico.

E deveria continuar assim.

Um Norwich excessivamente aparado até parecer uma escultura perde justamente parte da aparência funcional que caracteriza a raça.

Tutor indicado

  • mora em apartamento ou casa;
  • deseja um cão pequeno e resistente;
  • gosta de cães ativos;
  • aprecia personalidade terrier;
  • quer forte vínculo familiar;
  • gosta de treinamento;
  • deseja praticar esportes caninos;
  • aceita cuidar de pelagem dura;
  • gosta de caminhadas e atividades de faro;
  • possui crianças maiores e respeitosas;
  • quer um cachorro portátil para viagens;
  • procura uma raça alegre e participativa;
  • aceita algum grau de independência.

Tutor não indicado

  • procura um cão sedentário;
  • deseja obediência automática;
  • não pretende oferecer exercício diário;
  • mantém pequenos roedores acessíveis;
  • não deseja realizar grooming regular;
  • procura um cachorro completamente silencioso;
  • deixa cães soltos em locais sem cercamento;
  • passa longos períodos fora sem companhia ou estímulo;
  • quer apenas um cão de colo passivo;
  • não está disposto a acompanhar saúde dentária e respiratória;
  • prefere um animal pouco curioso ou pouco explorador.

Em resumo

O Norwich Terrier é o resultado de uma época em que cachorro pequeno ainda precisava justificar a própria comida.

Celeiros tinham ratos.

Propriedades tinham vermes.

Caçadores precisavam de cães capazes de entrar onde cães maiores simplesmente não cabiam.

E nas fazendas de East Anglia surgiu um pequeno terrier que não precisava ser grande.

Precisava ser incapaz de desistir.

Durante algum tempo, ninguém se preocupou muito com a direção de suas orelhas.

Depois a cinofilia começou a organizar aquilo que o campo havia produzido.

O cão de orelhas caídas virou Norfolk.

O de orelhas eretas permaneceu Norwich.

A separação criou duas raças.

Mas não apagou a origem comum.

O Norwich moderno ainda carrega a mesma estrutura compacta.

A mesma atenção.

A mesma coragem.

A mesma curiosidade.

E provavelmente a mesma convicção de que qualquer pequeno buraco merece uma auditoria imediata.

Hoje ele pode viver num apartamento.

Dormir sobre uma almofada.

Viajar no colo.

Participar de agility.

Receber petiscos por sentar.

Mas não existe muita distância entre esse cachorro e aquele pequeno trabalhador que enfrentava ratos e entrava em tocas no interior inglês.

A civilização mudou seu emprego.

Não conseguiu convencê-lo de que ele se aposentou.

Avaliação editorial de compatibilidade
Apego ao tutor5/5
Adaptação a apartamento5/5
Nível de energia4/5
Necessidade de exercícios4/5
Inteligência4/5
Facilidade de treinamento4/5
Tolerância à solidão2/5
Convivência com crianças pequenas3/5
Convivência com crianças maiores5/5
Convivência com outros cães4/5
Convivência com gatos3/5
Convivência com pequenos animais1/5
Sociabilidade com desconhecidos4/5
Instinto de alerta4/5
Tendência a latir4/5
Queda de pelos2/5
Exigência de cuidados com a pelagem3/5
Tolerância ao calor3/5
Adequação para tutores iniciantes4/5
Custo geral de manutenção2/5
Fontes e links de verificação
PERSONALIDADE

Como essa raça tende a viver com pessoas.

O padrão FCI oferece uma descrição particularmente boa:

afetuoso, não briguento, tremendamente ativo, resistente, alegre e destemido.

Essa combinação explica por que o Norwich conseguiu migrar tão bem do celeiro para a casa.

Ele preservou coragem e energia.

Mas não foi selecionado para procurar conflito gratuitamente.

Historicamente, também podia trabalhar próximo de outros terriers durante caçadas, o que favoreceu um temperamento relativamente sociável para os padrões do grupo. O AKC destaca justamente que, apesar da autoconfiança, Norwiches costumam ser alegres, afetuosos e capazes de passar de brincadeiras intensas para longos períodos no colo da pessoa favorita. American Kennel Club

Existe bastante personalidade concentrada naquele corpo.

O Norwich pode ser:

  • curioso;
  • participativo;
  • brincalhão;
  • atento;
  • persistente;
  • independente.

E eventualmente um pouco mandão.

O AKC chega a utilizar a ideia de “bossy” para alguns indivíduos. American Kennel Club

Não significa que seja dominante no sentido simplista frequentemente utilizado para descrever cães.

Significa que ele costuma ter opiniões.

Se alguma coisa está acontecendo, gostaria de participar.

Se uma porta está fechada, provavelmente deseja saber o que existe atrás dela.

Se algum pequeno animal corre, uma parte muito antiga do cérebro pode imediatamente concluir que o expediente começou.

O vínculo com as pessoas costuma ser forte.

O Norwich gosta de companhia humana e não foi desenvolvido para passar a vida isolado.

Pode seguir o tutor pela casa.

Dormir próximo.

Participar de atividades familiares.

Viajar relativamente bem.

Sua pequena estatura torna tudo isso logisticamente fácil.

Mas não devemos confundir afeto com obediência automática.

O Norwich é inteligente.

Isso significa que aprende rapidamente.

Também significa que pode aprender rapidamente exatamente aquilo que ninguém pretendia ensinar.

Convivência com crianças

O Norwich Terrier possui bom potencial como cão de família.

PetMD o descreve como um cão sociável, afetuoso e geralmente compatível com famílias, incluindo aquelas com crianças. PetMD

Existe, porém, um ponto inevitável:

é pequeno.

Cinco quilos continuam sendo cinco quilos.

Uma criança pode machucar acidentalmente um Norwich ao:

  • pegá-lo de maneira incorreta;
  • deixá-lo cair;
  • pisar sobre ele;
  • apertá-lo;
  • encurralá-lo;
  • interromper seu sono repetidamente.

O cachorro, por outro lado, possui temperamento terrier e pode responder quando se sente ameaçado ou desconfortável.

Por isso a convivência é melhor quando as crianças aprendem desde cedo que o cão:

não é brinquedo,

não precisa aceitar tudo,

e também possui direito a descanso.

Com crianças maiores, a combinação pode ser excelente.

O Norwich gosta de brincar.

Corre.

Busca objetos.

Participa de treinamento.

Pode acompanhar aventuras familiares.

Sua resistência física é muito maior do que a aparência delicada sugeriria.

Para crianças que já compreendem limites, pode ser um companheiro extremamente divertido.

Convivência com outros animais

O Norwich geralmente apresenta boa capacidade de convivência com outros cães.

Isso o diferencia um pouco de alguns terriers historicamente mais solitários ou combativos.

O AKC destaca que Norwiches foram utilizados inclusive em grupos durante caçadas à raposa, o que favoreceu cães capazes de funcionar ao lado de companheiros. American Kennel Club

Socialização continua necessária.

Dois cães não se tornam amigos automaticamente porque pertencem a uma raça considerada sociável.

Com gatos, a convivência pode funcionar especialmente bem quando começa cedo.

Mas existe uma linha importante entre animais reconhecidos como membros da casa e pequenos animais interpretados como presas.

O Norwich foi desenvolvido para matar vermes.

Portanto, casas com:

  • hamsters;
  • ratos;
  • camundongos;
  • gerbilos;
  • pequenos coelhos;

exigem cuidado significativo.

Um Norwich pode dormir tranquilamente ao lado do gato da família e ainda reagir instantaneamente a um pequeno roedor correndo.

Isso não é contradição.

É contexto.

Apartamento e espaço

O Norwich Terrier adapta-se muito bem à vida urbana.

Seu tamanho reduzido facilita:

  • apartamentos;
  • transporte;
  • elevadores;
  • viagens;
  • ambientes pequenos.

O AKC considera a raça altamente adaptável e capaz de viver tanto na cidade quanto no campo. American Kennel Club

O problema não é espaço físico.

É tédio.

Um Norwich pode morar em quarenta metros quadrados e ser perfeitamente feliz se todos os dias receber:

caminhadas,

brincadeiras,

treinamento,

oportunidades para farejar,

e convivência.

Também pode morar em uma fazenda enorme e tornar-se um pequeno desastre se for simplesmente abandonado no quintal sem interação.

O outro desafio urbano é o alerta.

Terriers percebem movimentos.

Uma porta fecha no corredor.

Alguém chega.

O elevador para.

Um cachorro passa na janela.

O Norwich pode sentir obrigação de comunicar.

Treinar controle de vocalização desde cedo é útil.

Cercamento também merece atenção.

Esses cães foram desenvolvidos para entrar em buracos.

Uma pequena abertura no portão que o tutor considera irrelevante talvez seja interpretada pelo Norwich como:

saída de serviço.

CUIDADOS

O trabalho cotidiano que precisa caber na sua vida.

A pelagem dura é relativamente prática no cotidiano, mas exige uma decisão importante de manejo.

Escovação deve ser regular. PetMD recomenda pelo menos duas sessões semanais para remover pelos soltos e evitar pequenos emaranhados. PetMD

A cobertura tradicional também se beneficia do hand stripping.

Nesse procedimento, fios externos mortos são retirados manualmente em vez de simplesmente cortados.

O método preserva:

  • textura áspera;
  • cor;
  • resistência do pelo;
  • aparência típica do terrier.

PetMD recomenda stripping algumas vezes por ano para preservar corretamente a cobertura dura. PetMD

Máquina pode ser utilizada por tutores que priorizam praticidade em cães exclusivamente de companhia.

Mas o resultado muda.

O pelo tende a ficar mais macio e pode perder parte da textura e coloração características.

A pelagem correta não exige banho constante.

PetMD alerta que banhos excessivos podem irritar a pele e utiliza intervalos amplos como referência para muitos Norwiches, sempre ajustando conforme estilo de vida. PetMD

Os dentes merecem especial atenção.

Cães pequenos apresentam predisposição importante à doença periodontal, e tanto PetMD quanto o AKC destacam higiene dentária regular para o Norwich. PetMD

Escovação frequente dos dentes reduz:

  • placa;
  • tártaro;
  • inflamação gengival;
  • perda dentária.

As unhas precisam permanecer curtas.

Os ouvidos devem ser examinados regularmente.

E olhos com secreção persistente ou irritação merecem avaliação.

Exercícios e atividades

O Norwich é tremendamente ativo para o tamanho.

A FCI utiliza exatamente essa ideia ao descrever seu temperamento.

Isso não significa que precise correr uma maratona diariamente.

Mas uma curta saída apenas para necessidades fisiológicas não atende ao projeto do cachorro.

Ele precisa utilizar corpo e cérebro.

Boas atividades incluem:

  • caminhadas;
  • busca de brinquedos;
  • jogos de faro;
  • esconde-esconde;
  • agility;
  • flyball;
  • rally;
  • Earthdog;
  • Barn Hunt;
  • trilhas;
  • brinquedos interativos.

PetMD também recomenda atividades físicas e mentais variadas e cita caminhada, hiking, treinamento de obediência, quebra-cabeças e esportes caninos como boas opções. PetMD

Earthdog e Barn Hunt são particularmente interessantes porque permitem transformar instintos históricos em atividade controlada.

Em vez de esperar que o cachorro encontre um rato real em casa, podemos oferecer uma tarefa que reproduz parte do problema ancestral.

Isso costuma ser muito mais eficiente do que simplesmente tentar convencer um terrier de que todo seu equipamento de caça perdeu utilidade.

Outro cuidado é exercício em ambientes abertos.

O chamado precisa ser muito bem treinado.

Quando um animal pequeno corre, a velocidade de processamento pode ficar assim:

presa → perseguição → talvez depois eu lembre do tutor.

Guias longas e áreas cercadas continuam sendo ferramentas excelentes.

Alimentação

O Norwich é pequeno, ativo e frequentemente bastante interessado em comida.

Essa combinação pode ser excelente para treinamento.

E péssima para a cintura se ninguém estiver contando.

Um pequeno excesso diário representa muito mais em um cão de 5,4 kg do que em um cachorro de 40 kg.

A alimentação deve ser completa e equilibrada, ajustada a:

  • idade;
  • peso;
  • atividade;
  • condição corporal;
  • saúde individual.

Adultos normalmente podem receber duas refeições diárias.

Filhotes podem precisar de refeições menores e mais frequentes durante o crescimento.

Petiscos utilizados em treinamento precisam ser contabilizados.

Um Norwich treinado frequentemente com comida pode ingerir uma parte surpreendente de suas calorias sem que o tutor perceba.

A condição corporal deve permanecer atlética.

Costelas facilmente palpáveis.

Cintura visível.

Abdômen discretamente recolhido.

Sobrepeso aumenta carga sobre:

  • patelas;
  • quadris;
  • coluna;
  • sistema respiratório.

Água fresca deve permanecer disponível.

Suplementos não devem ser utilizados automaticamente quando a dieta já é nutricionalmente completa.

SAÚDE

Predisposição não é destino, mas precisa entrar na escolha.

O Norwich Terrier é considerado uma raça geralmente saudável e apresenta expectativa de vida frequentemente estimada em 12 a 15 anos. PetMD

Mas existem alguns problemas importantes que precisam entrar no planejamento de criação responsável.

O Norwich Terrier Club of America recomenda como exames centrais do programa CHIC:

Luxação de patela ocorre quando a rótula desloca-se da posição normal.

O cão pode apresentar um padrão bastante típico:

corre normalmente,

levanta subitamente uma perna traseira,

dá alguns passos pulando,

e volta ao normal.

Casos leves podem necessitar apenas de acompanhamento.

Casos severos podem exigir cirurgia. PetMD

Displasia coxofemoral também merece atenção, apesar do pequeno porte.

O fato de uma doença ser mais famosa em cães grandes não significa que seja exclusiva deles.

O clube da raça recomenda oficialmente avaliação dos quadris antes da reprodução. Clube do Terrier Norwich

Saúde ocular constitui o terceiro componente fundamental do rastreamento recomendado.

Exames especializados conseguem detectar alterações hereditárias antes que sinais claros apareçam ao tutor. Clube do Terrier Norwich

Existe ainda uma questão particularmente relevante no Norwich:

Upper Airway Syndrome — síndrome das vias aéreas superiores.

O AKC registra essa condição entre os problemas observados na raça e destaca que sua prevalência e modo de herança ainda não são completamente compreendidos. O Norwich Terrier Club of America também mantém pesquisa e avaliação clínica específica da via aérea. American Kennel Club

Isso merece atenção porque o Norwich não é uma raça braquicefálica extrema.

Portanto, respiração ruidosa, intolerância marcante ao exercício, desmaios ou dificuldade respiratória não devem ser descartados simplesmente como “normal do terrier”.

O clube americano possui inclusive uma avaliação específica conhecida como NTUAS, utilizada para documentar a condição das vias aéreas em alguns cães. Clube do Terrier Norwich

PetMD também menciona colapso de traqueia entre problemas que podem aparecer em cães pequenos, incluindo Norwiches. Tosse semelhante a um grasnado, fadiga ou desmaios justificam avaliação veterinária. O uso de peitoral em vez de pressão excessiva de coleira sobre o pescoço pode ser útil em indivíduos predispostos. PetMD

Saúde dentária talvez pareça menos dramática, mas é uma das questões mais práticas.

O AKC destaca tendência ao acúmulo de placa e tártaro. American Kennel Club

Em cães pequenos, doença periodontal pode avançar silenciosamente e terminar em:

dor,

infecção,

extrações,

perda dentária.

Finalmente, existem testes de DNA identificados para algumas alterações presentes na população Norwich, incluindo variantes associadas à mielopatia degenerativa, luxação primária de cristalino e displasia renal cística difusa com fibrose hepática. Esses testes não substituem os exames clínicos recomendados pelo clube, mas podem integrar programas reprodutivos mais amplos conforme linhagem e orientação especializada. American Kennel Club

Antes da compra de um filhote, peça documentação objetiva dos pais.

No mínimo:

  • quadris;
  • patelas;
  • olhos.

Pergunte também sobre:

  • vias aéreas;
  • longevidade da família;
  • epilepsia;
  • doenças neurológicas;
  • problemas renais;
  • saúde dentária;
  • causas de morte dos parentes.

Um criador sério não deveria considerar perguntas de saúde um incômodo.

Deveria considerá-las parte do trabalho.

TREINAMENTO

Inteligência sem rotina também produz problemas.

O Norwich Terrier é inteligente e treinável.

O AKC recomenda sessões curtas e positivas justamente porque a raça pode ser esperta, cooperativa e ao mesmo tempo relativamente teimosa. American Kennel Club

A palavra-chave é:

motivação.

Ele precisa perceber alguma vantagem em colaborar.

Recompensas alimentares podem funcionar muito bem.

Brincadeiras também.

Elogios também.

Repetir mecanicamente o mesmo exercício dezenas de vezes normalmente produz retorno decrescente.

O cachorro já entendeu.

Agora está apenas tentando descobrir por que o ser humano continua fazendo a mesma coisa.

Prioridades incluem:

  • chamado;
  • caminhada sem puxar;
  • “deixa”;
  • “solta”;
  • espera;
  • permanência;
  • controle de impulso;
  • relaxamento;
  • controle de vocalização.

O recall é especialmente importante.

Um cachorro criado para perseguir pequenos animais não deveria depender de um chamado treinado apenas dentro da cozinha.

Treine progressivamente.

Primeiro sem distrações.

Depois com distância.

Depois com estímulos.

Depois em ambientes diferentes.

A socialização também precisa começar cedo.

Pessoas.

Crianças.

Cães equilibrados.

Sons.

Carros.

Veterinário.

Grooming.

Manipulação de patas e boca.

Quanto mais normalidade o filhote conhece, menos novidade precisará interpretar sozinho quando adulto.

GALERIA

Conheça diferentes expressões da raça.

Pontos positivos

  • mora em apartamento ou casa;
  • deseja um cão pequeno e resistente;
  • gosta de cães ativos;
  • aprecia personalidade terrier;
  • quer forte vínculo familiar;
  • gosta de treinamento;
  • deseja praticar esportes caninos;
  • aceita cuidar de pelagem dura;
  • gosta de caminhadas e atividades de faro;
  • possui crianças maiores e respeitosas;
  • quer um cachorro portátil para viagens;
  • procura uma raça alegre e participativa;
  • aceita algum grau de independência.

Pontos de atenção

  • procura um cão sedentário;
  • deseja obediência automática;
  • não pretende oferecer exercício diário;
  • mantém pequenos roedores acessíveis;
  • não deseja realizar grooming regular;
  • procura um cachorro completamente silencioso;
  • deixa cães soltos em locais sem cercamento;
  • passa longos períodos fora sem companhia ou estímulo;
  • quer apenas um cão de colo passivo;
  • não está disposto a acompanhar saúde dentária e respiratória;
  • prefere um animal pouco curioso ou pouco explorador.