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PERFIL COMPLETO DA RAÇA

Nova Scotia Duck Tolling Retriever

O retriever que não perseguia os patos — fazia os patos virem até ele

Origem: Canadá

Existe uma parte particularmente estranha na história da caça com cães. Na maior parte das vezes, o cachorro encontra a presa. O Nova Scotia Duck Tolling Retriever fazia algo diferente. Ele brincava. Corria pela margem. Desaparecia atrás da vegetação. Voltava. Perseguia um graveto. Agitava a cauda.

Cão adulto da raça Nova Scotia Duck Tolling Retriever em pé ao ar livre, com pelagem dupla vermelho-cobre, peito branco, orelhas triangulares caídas e cauda longa e franjada.
EnergiaMuito alta
PorteMédio
PelagemDupla
Expectativa de vidaCerca de 12 a 14 anos
SOBRE A RAÇA

Uma história selecionada para uma função.

Existe uma parte particularmente estranha na história da caça com cães.

Na maior parte das vezes, o cachorro encontra a presa.

O Nova Scotia Duck Tolling Retriever fazia algo diferente.

Ele brincava.

Corria pela margem.

Desaparecia atrás da vegetação.

Voltava.

Perseguia um graveto.

Agitava a cauda.

E, de algum modo, essa movimentação despertava a curiosidade dos patos que permaneciam afastados da margem.

Eles começavam a se aproximar.

Quando chegavam suficientemente perto, o papel do cão mudava completamente: depois do disparo do caçador, aquele pequeno cachorro vermelho entrava na água fria e recuperava as aves abatidas ou feridas. O próprio padrão da FCI ainda descreve exatamente essa sequência de trabalho. FCI

Era simultaneamente chamariz e retriever.

E talvez seja por isso que o Toller continue sendo um dos cães esportivos mais peculiares do mundo.

História e origem

O Toller surgiu no sudoeste da província canadense da Nova Escócia, principalmente na região de Yarmouth County.

O desenvolvimento da raça começou aproximadamente no início do século XIX. Antes de receber seu nome atual, esses cães ficaram conhecidos como Little River Duck Dogs ou Yarmouth Tollers, referências diretas às comunidades onde eram utilizados. American Kennel Club

O princípio da caça era inspirado em um comportamento observado em raposas.

Caçadores perceberam que aves aquáticas às vezes demonstravam curiosidade diante da movimentação de uma raposa vermelha ao longo da margem.

Em vez de fugir imediatamente, alguns patos se aproximavam para investigar.

Alguém teve uma ideia extraordinária:

e se um cachorro pudesse reproduzir o mesmo efeito?

A história não preservou o nome de um único criador responsável pela invenção da raça. Segundo a reconstrução histórica apresentada pelo AKC, boa parte do conhecimento de criação foi transmitida oralmente entre pescadores e agricultores, sem pedigrees completos do período inicial. American Kennel Club

O Canadian Kennel Club registra como hipótese histórica que retrievers, spaniels e setters participaram da formação da raça, possivelmente com alguma contribuição de cães de fazenda do tipo Collie. Isso deve ser entendido como reconstrução histórica provável, não como uma fórmula genética perfeitamente documentada. CKC

O objetivo funcional era muito claro.

O cão deveria movimentar-se rapidamente próximo da margem enquanto o caçador permanecia escondido.

Um graveto ou pequena bola era lançado.

O cachorro corria para buscá-lo.

Voltava.

O objeto era lançado novamente.

A movimentação rápida, a cor avermelhada e principalmente a cauda muito ativa chamavam a atenção das aves.

O próprio padrão FCI descreve o Toller correndo, saltando e brincando ao longo da margem, desaparecendo ocasionalmente de vista e reaparecendo rapidamente. Os patos curiosos aproximavam-se até entrar no alcance do caçador. Depois do disparo, o cão era enviado para recuperar as aves. FCI

O nome tolling deriva de uma antiga palavra inglesa ligada à ideia de atrair ou induzir algo a aproximar-se.

Ou seja:

o nome completo da raça quase descreve a operação inteira.

Nova Scotia — onde surgiu.

Duck — o alvo.

Tolling — atrair.

Retriever — recuperar.

Provavelmente nenhum departamento de marketing participou da reunião.

Mas pelo menos ninguém pode dizer que o nome não explica o produto.

A raça foi reconhecida pelo Canadian Kennel Club em 1945. Mais tarde tornou-se também o cão oficial da província da Nova Escócia, uma homenagem particularmente apropriada para um cachorro cuja identidade está inseparavelmente ligada à região. Clube NSDTR do Canadá

A FCI reconheceu definitivamente a raça em 30 de novembro de 1981, sob o padrão nº 312, classificando-a entre os retrievers e exigindo prova de trabalho dentro de sua nomenclatura internacional. FCI

Nos Estados Unidos, o reconhecimento completo pelo AKC aconteceu apenas em 2003, quando o Toller tornou-se a 150ª raça reconhecida pela entidade. American Kennel Club

Curiosamente, algumas décadas antes disso a população havia chegado a um ponto preocupante. O AKC registra que, nos anos 1970, havia receio real de que a raça pudesse desaparecer como população pura. Criadores canadenses e americanos organizaram programas de preservação que posteriormente ajudariam a expandir o Toller internacionalmente. American Kennel Club

Hoje ele deixou de ser segredo de caçadores canadenses.

Mas continua sendo um retriever relativamente incomum.

E sua função original ainda explica quase tudo sobre ele.

Peso típicoMachos: aproximadamente 20–23 kg; fêmeas: aproximadamente 17–20 kg
AlturaMachos: ideal 48–51 cm; fêmeas: ideal 45–48 cm
Função históricaGrupo 8 — Retrievers, Levantadores de Caça e Cães d'Água; Seção 1 — Retrievers
Confiança dos dadosAlta
Ficha rápida completa
Nome oficialNova Scotia Duck Tolling Retriever
ApelidosToller, Duck Toller, Little River Duck Dog e Yarmouth Toller como nomes históricos
País de origemCanadá
Grupo FCIGrupo 8 — Retrievers, Levantadores de Caça e Cães d'Água; Seção 1 — Retrievers
Função originalAtrair aves aquáticas para perto da margem e recuperar aves abatidas ou feridas
Função atualCompanhia, caça, esportes caninos, trabalho de faro, agility, dock diving e provas de retriever
PorteMédio
AlturaMachos: ideal 48–51 cm; fêmeas: ideal 45–48 cm
PesoMachos: aproximadamente 20–23 kg; fêmeas: aproximadamente 17–20 kg
Expectativa de vidaCerca de 12 a 14 anos
PelagemDupla, repelente à água, de comprimento médio, com subpelo denso e macio
Cor no padrão FCIDiversos tons de vermelho ou laranja, geralmente com marcações brancas permitidas
Nível de energiaMuito alto
Queda de pelosModerada a alta, especialmente nas trocas sazonais
Adaptação a apartamentoModerada, desde que receba exercício e estímulo mental intensos
Experiência do tutorIntermediária; iniciante apenas se muito comprometido com atividade e treinamento

Aparência e características físicas

O Nova Scotia Duck Tolling Retriever é o menor dos retrievers tradicionalmente reconhecidos.

Isso não significa que seja pequeno.

É um cão médio, musculoso, compacto e atlético. A FCI descreve uma estrutura poderosa e equilibrada, de ossatura moderada a forte, combinada com enorme agilidade, atenção e determinação. FCI

O corpo deve transmitir funcionalidade.

Não peso.

Não delicadeza.

O Toller precisava:

  • correr;
  • saltar;
  • mudar rapidamente de direção;
  • nadar;
  • enfrentar água fria;
  • carregar aves;
  • trabalhar durante longos períodos.

A aparência moderna continua construída em torno desse conjunto.

A cabeça é limpa e discretamente em forma de cunha.

Os olhos são amendoados, relativamente afastados e variam do âmbar ao marrom.

A expressão costuma ser uma das características mais interessantes.

O padrão FCI observa que muitos Tollers parecem possuir uma expressão ligeiramente triste quando estão tranquilos.

Então começam a trabalhar.

A expressão muda quase instantaneamente para intensa concentração e excitação. FCI

É como se existissem dois cães.

O de casa.

E o cachorro que acabou de perceber que alguém pegou uma bola.

As orelhas são triangulares, médias e inseridas relativamente altas e para trás.

O focinho afina progressivamente em direção ao nariz.

A mandíbula precisa ser forte o suficiente para carregar uma ave relativamente grande, mas existe uma exigência típica de retrievers:

boca macia.

O cão deve carregar a caça sem esmagá-la. FCI

Os pés também revelam sua função.

São fortemente palmados, formando uma superfície eficiente para natação.

A ausência dessa característica é considerada falta desqualificante no padrão FCI. FCI

A cauda é larga na base e densamente revestida.

Durante o trabalho, permanece em movimento constante.

Isso não é apenas estética.

Na prática original do tolling, uma cauda clara e agitada junto à margem fazia parte do estímulo visual que ajudava a chamar a atenção das aves.

A pelagem é dupla e repelente à água.

O pelo externo possui comprimento médio e textura relativamente macia, enquanto o subpelo é mais denso.

O padrão explica diretamente por quê:

o Toller foi desenvolvido para entrar em águas geladas. FCI

As cores são variações de:

  • vermelho;
  • vermelho-dourado;
  • laranja;
  • cobre.

Normalmente existem áreas mais claras na parte inferior da cauda e nas franjas.

Marcas brancas podem aparecer em:

  • ponta da cauda;
  • pés;
  • peito;
  • faixa facial.

A ausência de branco não desqualifica um bom exemplar.

Por outro lado, branco em determinadas regiões extensas, como costas, laterais do corpo ou ao redor das orelhas, foge do padrão. Tons prateados, cinza, grandes áreas negras ou cores fora da família vermelho-laranja também são desqualificantes pela FCI. FCI

A aparência lembra ocasionalmente um pequeno Golden Retriever avermelhado.

Mas a raça não é simplesmente um “Golden pequeno”.

O Toller possui história, anatomia, comportamento e função próprias.

Tutor indicado

  • possui rotina realmente ativa;
  • gosta de caminhadas e trilhas;
  • pratica esportes caninos;
  • deseja um cão extremamente inteligente;
  • gosta de treinamento;
  • procura um retriever menor;
  • possui interesse em atividades aquáticas;
  • gosta de brincar de buscar;
  • quer forte vínculo com o cachorro;
  • possui crianças e consegue oferecer supervisão adequada;
  • deseja um cão versátil;
  • aceita queda sazonal de pelos;
  • possui tempo para exercício físico e mental todos os dias;
  • aprecia cães intensos e participativos.

Tutor não indicado

  • procura um cão sedentário;
  • passa longos períodos fora sem oferecer atividade;
  • pretende realizar apenas caminhadas curtas;
  • deseja uma raça extremamente tranquila;
  • não gosta de treinamento;
  • não tolera vocalizações agudas;
  • quer um cachorro que fique satisfeito apenas no quintal;
  • procura manutenção física mínima;
  • não pretende investigar saúde genética dos pais;
  • deseja obediência automática;
  • possui rotina muito pouco ativa;
  • não consegue oferecer estímulo mental frequente;
  • quer simplesmente um “Golden Retriever pequeno”.

Em resumo

A maior curiosidade do Nova Scotia Duck Tolling Retriever não é sua cor.

Nem o tamanho.

Nem o famoso grito.

É a ideia que criou a raça.

Um caçador precisava trazer patos que estavam longe demais da margem.

A solução convencional seria procurar uma arma melhor.

Ou um barco.

Alguém decidiu fazer algo completamente diferente.

Criou um cachorro que brincava diante deles.

O movimento despertava curiosidade.

Os patos aproximavam-se.

O caçador permanecia escondido.

Depois do disparo, o mesmo cachorro que havia funcionado como chamariz transformava-se imediatamente em retriever, entrava na água gelada e trazia a ave de volta.

Problema.

Solução.

Outro problema.

Outra função.

Toda a raça foi construída em torno dessa sequência.

Por isso o Toller precisava ser brincalhão.

Precisava gostar de buscar.

Precisava observar.

Precisava correr.

Precisava nadar.

Precisava aprender.

Precisava trabalhar perto de pessoas.

Até sua cauda fazia parte da operação.

Hoje muitos Tollers nunca verão um pato sendo caçado.

Mas a máquina continua montada.

A bola substitui a ave.

O lago substitui a costa da Nova Escócia.

O agility substitui o campo.

O brinquedo substitui o graveto lançado pelo caçador.

O trabalho muda.

A necessidade de trabalhar, não.

Talvez seja essa a melhor maneira de entender a raça.

O Toller não é apenas um cachorro bonito que gosta de brincar.

Ele é um cão cuja brincadeira foi transformada em tecnologia de caça.

Avaliação editorial de compatibilidade
Apego ao tutor5/5
Adaptação a apartamento3/5
Nível de energia5/5
Necessidade de exercícios5/5
Inteligência5/5
Facilidade de treinamento4/5
Tolerância à solidão2/5
Convivência com crianças pequenas4/5
Convivência com crianças maiores5/5
Convivência com outros cães4/5
Convivência com gatos3/5
Convivência com pequenos animais2/5
Sociabilidade com desconhecidos3/5
Instinto de alerta4/5
Tendência a latir3/5
Queda de pelos4/5
Exigência de cuidados com a pelagem3/5
Tolerância ao calor3/5
Adequação para tutores iniciantes2/5
Custo geral de manutenção3/5
Fontes e links de verificação
PERSONALIDADE

Como essa raça tende a viver com pessoas.

Poucas palavras são tão importantes para entender o Toller quanto:

intensidade.

Ele é inteligente.

Muito inteligente.

Afetuoso.

Brincalhão.

Atento.

Atlético.

E normalmente possui uma enorme vontade de fazer alguma coisa.

A FCI o descreve como altamente inteligente, fácil de treinar, resistente, forte nadador e retriever tenaz tanto em terra quanto na água. Sua paixão por buscar objetos e sua brincadeira constante são consideradas essenciais para a função original de tolling. FCI

O clube canadense reforça que Tollers são alertas, de alta energia, muito ligados à família e normalmente pacientes com crianças. Clube NSDTR do Canadá

Mas “fácil de treinar” não significa necessariamente “fácil de ter”.

O Toller aprende rápido.

Isso é ótimo quando está aprendendo:

  • chamado;
  • busca;
  • obediência;
  • agility.

Também funciona perfeitamente quando está aprendendo:

  • qual armário guarda a bola;
  • qual pessoa da família cede primeiro;
  • qual comportamento produz atenção;
  • qual porta não fecha completamente.

Cães inteligentes observam sistemas.

Famílias também são sistemas.

E o Toller faz auditoria.

Existe também uma característica frequentemente relatada por tutores:

o famoso Toller scream.

Quando extremamente excitado ou ansioso para começar uma atividade, alguns indivíduos emitem uma vocalização muito aguda, intensa e penetrante.

Não parece exatamente um latido.

Parece alguém descobrindo dramaticamente que o mundo acabou.

Mas normalmente significa apenas:

“JOGA A BOLA.” American Kennel Club

Essa característica merece consideração séria para quem mora em condomínio.

Nem todos os Tollers vocalizam com a mesma intensidade.

Treinamento pode reduzir o comportamento.

Mas é melhor conhecer a existência do fenômeno antes de descobrir pela primeira vez às seis da manhã.

Com desconhecidos, alguns indivíduos podem ser mais reservados.

O padrão moderno aceita certa cautela diante de situações novas, mas timidez excessiva não é desejável. O cão correto deve ser estável, atento e funcional. Nsdtrc USA

Dentro da família, o apego costuma ser muito forte.

O Toller geralmente quer participar.

E esse verbo é importante.

Ele não deseja apenas morar com você.

Quer fazer coisas com você.

Convivência com crianças

O Toller pode ser um excelente cão de família.

PetMD descreve a raça como leal, amorosa e normalmente boa com crianças, enquanto o clube canadense destaca sua conhecida paciência com os membros mais jovens da família. PetMD

O tamanho é bastante conveniente.

É grande o suficiente para não ser extremamente frágil.

Pequeno o suficiente para não representar a mesma logística física de um retriever de 35 ou 40 kg.

A energia, entretanto, merece atenção.

Um Toller jovem pode:

  • correr;
  • saltar;
  • buscar;
  • girar;
  • perseguir brinquedos;
  • atravessar a sala em alta velocidade.

Crianças muito pequenas podem ser derrubadas acidentalmente.

Por isso supervisão continua necessária.

Com crianças maiores, a combinação pode ser excelente.

O cão pode participar de:

  • brincadeiras;
  • caminhadas;
  • treinamento;
  • jogos de busca;
  • atividades aquáticas.

Existe ainda uma vantagem educativa interessante.

O Toller gosta de aprender.

Crianças mais velhas, orientadas por adultos, podem participar de pequenas sessões de treinamento e criar uma relação muito rica com o animal.

Mas o respeito precisa ser mútuo.

Nenhuma raça deveria ter que tolerar:

  • puxões;
  • abraços forçados;
  • interrupções durante o sono;
  • perseguição;
  • manipulação invasiva.

Bom cachorro de família não significa brinquedo infinitamente tolerante.

Convivência com outros animais

Tollers costumam conviver bem com outros cães quando socializados adequadamente.

Sua história não envolvia confrontos entre cães, e a maior parte dos indivíduos modernos apresenta boa capacidade social. PetMD

Com gatos, a convivência pode funcionar.

Especialmente quando o cachorro cresce com eles.

Mas existe uma variável importante:

instinto de caça.

PetMD alerta que animais pequenos podem despertar comportamento de perseguição em alguns Tollers. PetMD

Isso não significa que todo Toller irá perseguir gatos.

Significa que não deveríamos supor automaticamente que um retriever de aves ignorará qualquer coisa pequena que corra.

Com:

  • hamsters;
  • coelhos pequenos;
  • aves domésticas;
  • roedores;

o cuidado deve ser maior.

O fato de o Toller possuir “boca macia” não transforma pequenos animais em parceiros seguros de brincadeira.

Manejo continua sendo necessário.

Apartamento e espaço

O tamanho favorece a vida em apartamento.

A energia não.

Um Toller fisicamente cabe perfeitamente em ambientes relativamente pequenos.

Mas precisa sair.

Muito.

PetMD observa que o porte médio pode permitir vida em casas menores ou apartamentos, desde que as exigências de atividade sejam atendidas. PetMD

Um apartamento pode funcionar muito bem quando o tutor oferece:

  • caminhadas longas;
  • treinamento;
  • atividades de faro;
  • brincadeiras de busca;
  • esportes;
  • contato social;
  • novidades.

Sem isso, a situação muda.

Cães de trabalho extremamente inteligentes não costumam desligar o cérebro apenas porque não existe nada planejado.

Eles criam projetos.

Um projeto do Toller pode incluir:

“vamos desmontar esta almofada para estudar sua estrutura interna.”

Ou:

“descobri que emitir um grito às 6h17 faz todos levantarem.”

Uma casa com quintal facilita logística.

Mas o quintal sozinho não resolve.

Quintal não substitui trabalho mental.

Nem relacionamento.

Nem exercício estruturado.

CUIDADOS

O trabalho cotidiano que precisa caber na sua vida.

O Toller possui uma pelagem funcional.

Ela foi criada para água.

O padrão FCI exige cobertura dupla repelente à água, com pelo externo médio e subpelo macio e denso. FCI

A manutenção cotidiana é moderada.

PetMD recomenda escovação aproximadamente uma ou duas vezes por semana, aumentando a frequência durante períodos de troca intensa. PetMD

As áreas atrás das orelhas merecem atenção.

O pelo ali é mais fino e pode formar nós com maior facilidade.

As franjas também precisam ser verificadas regularmente.

Durante troca sazonal de subpelo, a quantidade de pelos aumenta significativamente.

Aquele pequeno retriever aparentemente compacto demonstra então possuir acesso a uma reserva estratégica de pelo que não parecia caber dentro dele.

Depois de natação, orelhas merecem cuidado especial.

PetMD alerta para risco de otites quando umidade permanece presa no canal auditivo. PetMD

Portanto:

  • seque bem;
  • examine as orelhas;
  • observe odor;
  • observe vermelhidão;
  • procure atendimento se houver secreção ou desconforto.

O pelo entre as almofadas também pode crescer e reduzir aderência em pisos muito lisos.

Pequenos aparos funcionais podem ajudar.

Unhas precisam permanecer curtas.

Dentes devem ser escovados regularmente.

Banhos podem ocorrer conforme necessidade.

O Toller não necessita de tosas decorativas complexas.

Sua aparência deve continuar natural e funcional.

Exercícios e atividades

Este é um cão de energia muito alta.

O Toller foi desenvolvido para trabalhar durante longos períodos na margem e na água.

Portanto, exercício diário não é bônus.

É parte da manutenção básica.

PetMD recomenda variedade de atividades e cita caminhadas, corrida, natação, caça, dock diving, agility e flyball entre opções muito adequadas. PetMD

Boas atividades incluem:

  • fetch;
  • natação;
  • trilhas;
  • corrida com adulto saudável;
  • agility;
  • flyball;
  • dock diving;
  • rally;
  • obediência;
  • scent work;
  • tracking;
  • provas de retriever;
  • jogos de busca.

Buscar objetos merece destaque.

Existe forte predisposição para isso.

Alguns Tollers parecem capazes de repetir a tarefa indefinidamente.

O AKC resume essa característica com humor: você pode jogar a bola até o braço direito cair, e provavelmente o Toller sugerirá que você continue com o esquerdo. American Kennel Club

Mas existe uma armadilha.

Se toda atividade física for simplesmente correr atrás de uma bola, o cachorro pode desenvolver resistência cardiovascular cada vez maior sem receber variedade mental suficiente.

Ou seja:

você cria um atleta ainda mais difícil de cansar.

O ideal combina esforço físico com resolução de problemas.

Uma caminhada onde o cão pode farejar.

Uma sessão de obediência.

Procura de objetos.

Trabalho na água.

Desafios diferentes.

É isso que satisfaz um cérebro construído para resolver uma sequência inteira de caça.

Filhotes devem ter exercício adequado à idade.

Corridas forçadas e saltos repetitivos devem esperar maior maturidade musculoesquelética.

Alimentação

O Toller não exige uma dieta exótica apenas por possuir nome comprido.

Precisa de alimentação completa e equilibrada adequada à:

  • idade;
  • peso;
  • atividade;
  • condição corporal;
  • estado de saúde.

PetMD recomenda que filhotes recebam refeições menores e mais frequentes, enquanto adultos normalmente podem ser alimentados duas vezes ao dia. PetMD

A quantidade precisa acompanhar atividade.

Um Toller que realiza:

  • natação;
  • trilhas;
  • caça;
  • agility;
  • corrida;

pode gastar muito mais energia do que outro que possui rotina doméstica moderada.

Mas existe um erro comum.

Confundir “cão ativo” com “cão que pode comer à vontade”.

Não pode.

Sobrepeso compromete:

  • articulações;
  • resistência;
  • velocidade;
  • saúde metabólica.

A condição ideal é atlética.

Costelas devem ser facilmente palpáveis sob cobertura adequada.

A cintura precisa permanecer visível.

Petiscos utilizados em treinamento também entram na conta.

Isso é particularmente importante em uma raça que pode realizar muitas pequenas sessões de aprendizado durante o dia.

Dez minutos de treinamento podem parecer pouco.

Até alguém contar quarenta pedacinhos de recompensa.

Água fresca deve permanecer disponível.

E cães que realizam exercício intenso precisam de planejamento adequado de alimentação e hidratação em torno da atividade.

Suplementos articulares, ômega-3 ou outros produtos só devem ser utilizados quando houver indicação nutricional ou veterinária adequada. PetMD

SAÚDE

Predisposição não é destino, mas precisa entrar na escolha.

O Toller é geralmente considerado uma raça saudável, mas possui um conjunto de doenças hereditárias suficientemente relevante para que a escolha do criador seja extremamente importante. PetMD

O programa de saúde recomendado pelo clube nacional americano inclui atualmente avaliação de:

  • quadris;
  • coração;
  • olhos;
  • teste de DNA para fissura palatina/sindactilia;
  • PRA-prcd;
  • Juvenile Addison's Disease;
  • variante genética Buff. American Kennel Club

Além disso, o clube mantém informações sobre testes disponíveis para outros problemas genéticos conhecidos na população. Nsdtrc USA

Displasia coxofemoral e displasia de cotovelo. Ambas podem causar dor, desgaste articular e artrite. PetMD inclui quadril e cotovelo entre problemas observados na raça, enquanto o programa oficial americano exige especificamente avaliação do quadril para certificação reprodutiva. PetMD

Peso corporal, crescimento e exercício também influenciam o impacto clínico dessas alterações.

Um Toller acima do peso coloca carga extra exatamente sobre articulações que deveriam sustentar um atleta.

Atrofia progressiva de retina — PRA-prcd. É uma doença hereditária degenerativa que pode levar à perda progressiva da visão. Existe teste genético, e o rastreamento faz parte das recomendações oficiais do clube da raça. PetMD

A existência do teste não significa simplesmente excluir automaticamente todos os portadores da reprodução. Programas responsáveis utilizam informação genética para evitar cruzamentos capazes de produzir filhotes afetados, preservando simultaneamente diversidade genética.

Doença de Addison. PetMD relata predisposição da raça ao hipoadrenocorticismo, no qual as glândulas adrenais deixam de produzir quantidades adequadas de hormônios essenciais. PetMD

Os sinais podem parecer extremamente inespecíficos:

  • apatia;
  • falta de apetite;
  • vômitos;
  • diarreia;
  • fraqueza.

Em situações graves pode ocorrer uma crise addisoniana, potencialmente fatal.

Existe ainda um teste genético específico para Juvenile Addison's Disease — JADD, incluído no protocolo recomendado pelo clube nacional americano. American Kennel Club

É importante compreender que JADD corresponde a uma forma genética específica juvenil e não representa todas as possíveis formas de Addison observadas na raça.

Fissura palatina e sindactilia. Alterações congênitas relacionadas à formação do palato e dos dedos também possuem testes genéticos específicos no Toller. A recomendação oficial atual inclui CP1/CLPS entre os exames destinados a orientar cruzamentos. American Kennel Club

Mielopatia degenerativa. PetMD menciona a doença como uma condição neurológica potencial na raça. Ela causa deterioração progressiva da função da medula espinhal, geralmente começando pelos membros posteriores. PetMD

Existe teste genético para uma variante associada à doença, mas resultado genético não equivale automaticamente a diagnóstico ou previsão absoluta de manifestação clínica.

Saúde cardíaca. A avaliação cardíaca faz parte dos exames recomendados oficialmente para reprodutores. American Kennel Club

O clube americano também lista atualmente teste genético para Cardiac Laminopathy — CLAM entre ferramentas disponíveis à criação responsável. Nsdtrc USA

Cerebellar Degeneration-Myositis Complex — CDMC, degenerative encephalopathy, chondrodystrophy/CDDY, Collie Eye Anomaly, entre outras variantes, também possuem testes disponíveis para a raça. A necessidade e interpretação de cada teste deve levar em consideração linhagem, histórico familiar e orientação veterinária/genética. Nsdtrc USA

Buff. Curiosamente, o chamado teste Buff não procura uma doença grave. Ele identifica uma variante recessiva de diluição da cor da pelagem capaz de produzir Tollers muito claros, com aparência desbotada ou prateada, fora do padrão de exposição. A literatura do clube americano explica que essa diluição não parece estar associada aos problemas de pele observados em algumas outras raças diluídas. Nsdtrc USA

Antes de escolher um filhote, o futuro tutor deveria solicitar documentação sobre:

  • quadris;
  • olhos;
  • coração;
  • PRA-prcd;
  • JADD;
  • CP1/CLPS;
  • histórico familiar de Addison;
  • histórico ortopédico;
  • longevidade;
  • doenças autoimunes;
  • eventuais testes genéticos adicionais utilizados naquela linhagem.

Uma raça inteligente merece um comprador inteligente.

“Os pais parecem saudáveis” não é um exame genético.

TREINAMENTO

Inteligência sem rotina também produz problemas.

O Toller possui potencial extraordinário para treinamento.

Mas exige sensibilidade.

O AKC descreve uma mistura interessante:

pode ser relativamente obstinado e, ao mesmo tempo, emocionalmente sensível.

Por isso sessões curtas, positivas e produtivas costumam funcionar melhor do que pressão excessiva. American Kennel Club

Reforço positivo é especialmente eficiente.

Alimento.

Brinquedo.

Busca.

Natação.

Acesso à atividade desejada.

Tudo isso pode funcionar como recompensa.

O tutor inteligente utiliza aquilo que o cachorro já quer.

Não precisa disputar força.

Prioridades desde cedo incluem:

  • chamado;
  • autocontrole;
  • relaxamento;
  • caminhada sem puxar;
  • espera;
  • “deixa”;
  • “solta”;
  • permanência;
  • controle de vocalização;
  • tolerância à frustração.

O último item é particularmente importante.

Cães intensos podem ficar extremamente excitados quando percebem que a atividade favorita está prestes a começar.

Ensinar:

“você recebe a bola quando estiver calmo”

pode ser muito mais importante para a vida doméstica do que ensinar truques impressionantes.

A socialização também deve começar cedo.

Pessoas.

Cães.

Crianças.

Carros.

Ambientes urbanos.

Superfícies diferentes.

Veterinário.

Água.

Ruídos.

Mas socializar não significa obrigar o filhote a interagir com tudo.

Significa permitir experiências positivas e seguras.

Um Toller adulto pode continuar reservado diante de novidades sem ser inseguro.

GALERIA

Conheça diferentes expressões da raça.

Pontos positivos

  • possui rotina realmente ativa;
  • gosta de caminhadas e trilhas;
  • pratica esportes caninos;
  • deseja um cão extremamente inteligente;
  • gosta de treinamento;
  • procura um retriever menor;
  • possui interesse em atividades aquáticas;
  • gosta de brincar de buscar;
  • quer forte vínculo com o cachorro;
  • possui crianças e consegue oferecer supervisão adequada;
  • deseja um cão versátil;
  • aceita queda sazonal de pelos;
  • possui tempo para exercício físico e mental todos os dias;
  • aprecia cães intensos e participativos.

Pontos de atenção

  • procura um cão sedentário;
  • passa longos períodos fora sem oferecer atividade;
  • pretende realizar apenas caminhadas curtas;
  • deseja uma raça extremamente tranquila;
  • não gosta de treinamento;
  • não tolera vocalizações agudas;
  • quer um cachorro que fique satisfeito apenas no quintal;
  • procura manutenção física mínima;
  • não pretende investigar saúde genética dos pais;
  • deseja obediência automática;
  • possui rotina muito pouco ativa;
  • não consegue oferecer estímulo mental frequente;
  • quer simplesmente um “Golden Retriever pequeno”.