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PERFIL COMPLETO DA RAÇA

Old English Sheepdog

O enorme pastor de aparência desajeitada que foi construído para atravessar quilômetros levando rebanhos ao mercado

Origem: Grã-Bretanha

![Image](https://cdn.marketplace.akc.org/media/625251/1560130675_8094_8245.jpg) ![Image](https://cdn.marketplace.akc.org/media/1749371/1692728913_8705_5990.jpg) ![Image](https://cdn.marketplace.akc.org/media/2059308/1689574912_1662_1658.jpg) Talvez poucas raças consigam esconder tão bem aquilo que são.

Cão adulto da raça Old English Sheepdog em pé, com corpo grande e compacto, pelagem longa e desgrenhada branca e cinza e expressão típica do Bobtail.
EnergiaAlta
PorteGrande
PelagemDupla
Expectativa de vidaCerca de 10 a 12 anos
SOBRE A RAÇA

Uma história selecionada para uma função.

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Talvez poucas raças consigam esconder tão bem aquilo que são.

O Old English Sheepdog parece um gigantesco novelo de lã com pernas. A pelagem cobre boa parte do rosto, o corpo parece arredondado, o andar pode adquirir um característico balanço semelhante ao de um urso e, quando corretamente cuidado, ele transmite uma imagem quase cômica de cachorro de desenho animado.

Só que aquela aparência nasceu sobre um trabalhador.

O Old English Sheepdog — também chamado de Bobtail — foi desenvolvido na Grã-Bretanha principalmente como cão de condução. Sua função histórica não era simplesmente ficar ao redor das ovelhas mantendo-as reunidas num campo. Ele precisava ajudar a deslocar ovelhas e bovinos por longas distâncias até mercados, trabalhando durante horas em terrenos rurais, sob chuva, vento e lama. A FCI ainda descreve a raça como forte, compacta, musculosa, resistente, inteligente e amigável, com a típica linha superior que sobe discretamente em direção ao lombo.

E é por isso que existe algo importante escondido sob todo aquele pelo:

um cão de trabalho grande, poderoso, inteligente e muito mais atlético do que parece.

História e origem

Apesar do nome, o Old English Sheepdog não é particularmente “old” quando comparado a raças realmente antigas.

Sua história organizada parece começar principalmente entre o final do século XVIII e o início do XIX, com forte associação ao oeste e sudoeste da Inglaterra, especialmente Devon, Somerset e Cornwall. A própria origem genética permanece parcialmente discutida. Documentação histórica e padrões modernos mencionam possíveis influências de cães pastores europeus, incluindo tipos relacionados ao Owtcharka e ao Bergamasco, combinados com cães pastores britânicos.

O ponto mais seguro não está em tentar identificar um ancestral único.

Está na função.

O Bobtail surgiu num sistema econômico em que animais não eram colocados em caminhões e transportados até os centros consumidores.

Eles caminhavam.

Rebanhos de ovelhas e bovinos precisavam sair das fazendas e percorrer longas distâncias até feiras, cidades e mercados.

Isso criava uma profissão específica:

o drover, o condutor de rebanhos.

E junto dele surgiu o drover's dog.

Esse cão não precisava apenas reunir animais.

Precisava ajudar a movimentá-los continuamente.

Manter ritmo.

Impedir dispersões.

Lidar com animais grandes.

Tolerar chuva.

Atravessar lama.

Continuar trabalhando depois de quilômetros.

E, em determinadas situações, defender o rebanho e o condutor. O Old English Sheepdog Club of America preserva relatos históricos que descrevem justamente cães de enorme resistência e estabilidade, utilizados para levar ovelhas e bovinos aos mercados. Old English Sheepdog Club of America

Isso explica por que o OES não é apenas um “cão peludo”.

Aquele corpo precisava ser forte.

A pelagem precisava proteger.

A inteligência precisava permitir decisões.

E o temperamento tinha que ser suficientemente estável para trabalhar em contato constante com animais, pessoas e outros cães.

O famoso apelido Bobtail também nasceu dessa história.

Durante muito tempo, caudas eram tradicionalmente cortadas. Uma das explicações históricas mais difundidas afirma que cães de trabalho possivelmente recebiam isenção de determinados impostos e que a cauda cortada funcionava como indicação visual de que se tratava de um trabalhador rural, e não simplesmente de um animal de companhia. A documentação histórica existe, embora detalhes fiscais exatos e sua aplicação ao longo do tempo sejam objeto de discussão entre historiadores da raça. Old English Sheepdog Club of America

De qualquer forma, o nome permaneceu.

Bob.

Bobtail.

Mesmo agora, quando muitos países restringem ou proíbem o corte estético de caudas e inúmeros Old English Sheepdogs vivem com sua cauda natural.

A raça começou a aparecer formalmente em exposições britânicas no século XIX. Registros históricos do clube americano apontam apresentações já na década de 1860 e uma classificação específica na década de 1870. O primeiro clube inglês dedicado à raça surgiu em 1888. Old English Sheepdog Club of America

Nos Estados Unidos, o Bobtail teve uma trajetória curiosa.

Não começou como cachorro popular.

Começou como símbolo de prestígio.

No final do século XIX e início do XX, famílias extremamente ricas passaram a importar e criar exemplares. O clube americano registra Bobtails associados a famílias como Morgan, Vanderbilt, Gould, Harrison e Guggenheim — proprietários que também possuíam equipes inteiras para cuidar de uma pelagem que hoje assusta tutores modernos com apenas uma escova na mão. Old English Sheepdog Club of America

A FCI reconheceu definitivamente a raça em 25 de novembro de 1963. O padrão internacional vigente utilizado como referência foi publicado em 2010/2011. FCI

O mais curioso é que o cão saiu do mercado de gado e entrou na cultura popular sem abandonar completamente o corpo que aquela profissão criou.

Debaixo da pelagem moderna continua existindo um drover.

Peso típicoAproximadamente 27 a 45 kg, com variação conforme sexo, estrutura e linhagem
AlturaMachos: mínimo 61 cm; fêmeas: mínimo 56 cm
Função históricaGrupo 1 — Cães Pastores e Boiadeiros, exceto Boiadeiros Suíços; Seção 1 — Cães Pastores
Confiança dos dadosAlta
Ficha rápida completa
Nome oficialOld English Sheepdog
ApelidosOES, Bobtail, Sheepdog Inglês Antigo
País de origemGrã-Bretanha
Grupo FCIGrupo 1 — Cães Pastores e Boiadeiros, exceto Boiadeiros Suíços; Seção 1 — Cães Pastores
Função originalCondução de ovelhas e bovinos, especialmente deslocamento de rebanhos até mercados
Função atualCompanhia, exposições, esportes, pastoreio recreativo e atividades familiares
PorteGrande
AlturaMachos: mínimo 61 cm; fêmeas: mínimo 56 cm
PesoAproximadamente 27 a 45 kg, com variação conforme sexo, estrutura e linhagem
Expectativa de vidaCerca de 10 a 12 anos
PelagemDupla, abundante, áspera, desgrenhada e com subpelo impermeável
Cor no padrão FCITons de cinza, grizzle ou azul, combinados ou não com branco nas regiões permitidas
Nível de energiaModerado a alto
Queda de pelosModerada, mas o volume total de pelagem exige manutenção intensa
Adaptação a apartamentoModerada, desde que receba exercício, companhia e grooming adequados
Experiência do tutorIntermediária, principalmente devido ao porte, à pelagem e à necessidade de manejo consistente

Aparência e características físicas

O Old English Sheepdog é grande, forte e compacto.

O padrão FCI exige uma construção praticamente quadrada, musculosa e equilibrada, sem aparência excessivamente alta ou alongada. Visto de cima, o corpo tende a apresentar um formato discretamente semelhante a uma pera devido à robustez dos posteriores.

Existe uma característica estrutural particularmente incomum:

o cão fica mais baixo na cernelha do que no lombo.

Isso produz aquela linha superior discretamente ascendente quando observamos o cachorro de perfil.

Não é defeito.

É uma das assinaturas morfológicas da raça.

A cabeça é grande em proporção ao corpo, com crânio relativamente quadrado e amplo.

O focinho é forte e truncado.

O nariz deve ser grande e preto.

Os dentes são grandes e fortes.

Os olhos podem ser escuros ou azuis; até dois olhos azuis são aceitos pela FCI. Heterocromia — um olho de cada cor — também aparece com relativa frequência e faz parte da imagem clássica de muitos Bobtails.

As orelhas são pequenas e ficam assentadas contra as laterais da cabeça.

O pescoço é relativamente longo e forte.

O peito é profundo.

A região lombar é robusta e discretamente arqueada.

Os posteriores são poderosos e musculosos.

Isso importa muito.

O Old English Sheepdog precisava empurrar o próprio corpo durante longas jornadas, realizar mudanças de direção e manter ritmo ao lado de animais que frequentemente pesavam muitas vezes mais do que ele.

A movimentação também possui uma particularidade famosa.

Ao caminhar lentamente, o padrão descreve um balanço semelhante ao de um urso.

Em trote, entretanto, precisa existir extensão eficiente e propulsão posterior forte.

No galope, o cachorro deve demonstrar elasticidade surpreendente para sua aparência pesada.

E então aparece a pelagem.

Ela é talvez a característica mais famosa da raça.

Mas existe uma diferença enorme entre:

muito pelo

e

pelo correto.

A FCI pede cobertura abundante, áspera e desgrenhada, mas não encaracolada. O subpelo deve formar uma camada densa e resistente à água. Qualidade e textura são consideradas mais importantes do que comprimento exagerado.

Isso significa que a pelagem não deveria transformar o cachorro numa escultura incapaz de funcionar.

Ela existe porque um trabalhador rural britânico precisava continuar trabalhando depois que começasse a chover.

As cores permitidas são tons de:

  • cinza;
  • grizzle;
  • azul.

Corpo e posteriores devem apresentar a tonalidade sólida adequada, com ou sem extremidades brancas. Cabeça, pescoço, membros anteriores e parte inferior podem ser predominantemente brancos. Tons marrons são considerados indesejáveis no padrão FCI.

O resultado é uma das silhuetas mais reconhecíveis do mundo canino.

Mas quanto mais correto for o cão, menos a pelagem deveria esconder sua função.

Tutor indicado

  • deseja um cão grande e extremamente ligado à família;
  • gosta de cães brincalhões e participativos;
  • possui tempo para grooming regular;
  • aceita contratar groomer profissional quando necessário;
  • gosta de caminhadas e atividades ao ar livre;
  • deseja um cão inteligente;
  • possui crianças e consegue supervisionar as interações;
  • gosta de treinamento baseado em reforço positivo;
  • deseja um cão de presença marcante;
  • aceita queda de pelos e manutenção intensa;
  • consegue manter boa climatização e horários adequados em regiões quentes;
  • procura um companheiro que permaneça emocionalmente próximo;
  • entende que a aparência de “urso de pelúcia” esconde um verdadeiro cão de trabalho.

Tutor não indicado

  • deseja manutenção de pelagem mínima;
  • não gosta de pelos pela casa;
  • não possui tempo ou orçamento para grooming;
  • procura um cachorro pequeno;
  • vive em calor extremo sem possibilidade de manejo ambiental;
  • passa longos períodos fora de casa;
  • deseja um cão sedentário;
  • não pretende oferecer treinamento;
  • não consegue controlar fisicamente um cão grande;
  • não quer lidar com lama e sujeira presas na pelagem;
  • prefere uma raça que amadureça rapidamente;
  • deseja um cachorro completamente independente da família;
  • procura um animal barato de manter.

Em resumo

Existe uma ironia no Old English Sheepdog.

Hoje ele é lembrado pelo pelo.

Mas o pelo não foi aquilo que tornou a raça necessária.

Foi o caminho.

Imagine a Inglaterra rural antes dos caminhões.

Um rebanho precisava chegar ao mercado.

Talvez estivesse a dezenas de quilômetros.

Não bastava soltá-lo na estrada.

Alguém precisava conduzir animais que se dispersavam, paravam, assustavam-se, desviavam e ocasionalmente decidiam que continuar andando não fazia parte dos planos.

O homem tinha pernas.

Precisava de outro trabalhador com quatro.

Esse cachorro precisava de resistência para caminhar.

Coragem para enfrentar animais grandes.

Inteligência para interpretar situações.

Estabilidade para trabalhar próximo de pessoas.

Pelagem para continuar funcionando quando o tempo inglês lembrasse que chuva era praticamente uma instituição nacional.

E assim surgiu aquele estranho corpo quadrado, forte, mais alto no lombo, coberto por um casaco cinza e branco.

Depois vieram as exposições.

Os criadores.

As mansões americanas.

As propagandas.

Os filmes.

A televisão.

E o antigo drover virou um dos cachorros mais reconhecíveis do planeta.

Mas basta afastar o pelo com a mão.

Ainda existe um trabalhador embaixo.

Talvez essa seja a melhor maneira de entender o Bobtail:

não é um enorme casaco com um cachorro dentro.

É um antigo cão de trabalho sobre o qual a história acabou colocando um enorme casaco.

Avaliação editorial de compatibilidade
Apego ao tutor5/5
Adaptação a apartamento3/5
Nível de energia4/5
Necessidade de exercícios4/5
Inteligência5/5
Facilidade de treinamento4/5
Tolerância à solidão2/5
Convivência com crianças pequenas4/5
Convivência com crianças maiores5/5
Convivência com outros cães4/5
Convivência com gatos4/5
Convivência com pequenos animais3/5
Sociabilidade com desconhecidos4/5
Instinto de alerta4/5
Tendência a latir3/5
Queda de pelos4/5
Exigência de cuidados com a pelagem5/5
Tolerância ao calor2/5
Adequação para tutores iniciantes2/5
Custo geral de manutenção5/5
Fontes e links de verificação
PERSONALIDADE

Como essa raça tende a viver com pessoas.

A FCI descreve o Old English Sheepdog como um cão treinável, equilibrado, corajoso, fiel e confiável, sem sinais de nervosismo ou agressividade não provocada.

Essa é uma definição extremamente importante.

O Bobtail não deveria ser simplesmente exuberante.

Precisa ser estável.

É um cão grande.

Um adulto pode facilmente ultrapassar 30 quilos.

Quando um cachorro desse tamanho pula, corre ou esbarra numa pessoa, a física participa da convivência.

Por isso socialização e autocontrole precisam começar cedo.

Em casa, o OES tende a ser muito ligado à família.

PetMD o descreve como afetuoso, divertido, inteligente e frequentemente brincalhão mesmo na idade adulta. PetMD

Existe uma característica quase infantil em muitos indivíduos.

Eles podem manter durante anos aquele comportamento de “cachorro grande que esqueceu o próprio tamanho”.

Querem participar.

Encostam.

Seguem pessoas.

Entram no meio da atividade.

Podem tentar sentar perto demais.

E quando decidem demonstrar entusiasmo, existe muito cachorro envolvido.

A herança de pastoreio e condução também pode aparecer.

Alguns indivíduos tentam controlar deslocamentos dentro da casa.

Podem acompanhar crianças.

Circular ao redor das pessoas.

Bloquear passagens.

Ou tentar direcionar movimentos através do corpo.

É uma versão doméstica de um sistema que foi desenvolvido para impedir que rebanhos se dispersassem.

O comportamento precisa ser redirecionado, não interpretado automaticamente como “dominância”.

Outro ponto interessante é o latido.

A FCI registra que a raça possui um latido particularmente ressonante, historicamente suficiente para intimidar intrusos.

O OES não costuma ser descrito como um cão agressivo de guarda.

Mas pode ser excelente alerta.

Um intruso ouvindo aquele som grave atrás de uma porta talvez não precise saber imediatamente que do outro lado existe um cachorro que parece uma nuvem.

Convivência com crianças

O Old English Sheepdog ganhou boa reputação como cão de família.

PetMD o descreve como afetuoso e brincalhão com pessoas de diferentes idades, e muitos indivíduos desenvolvem vínculo particularmente forte com crianças. PetMD

Existe, porém, uma consideração impossível de ignorar:

tamanho.

Mesmo um cachorro perfeitamente amigável pode derrubar uma criança pequena simplesmente mudando de direção.

O OES não precisa ter intenção de machucar.

Basta esquecer que pesa dezenas de quilos.

Filhotes e adolescentes são especialmente exuberantes.

Saltos, corridas e brincadeiras precisam ser administrados.

Além disso, a herança de condução pode gerar tentativa de controlar crianças correndo.

Alguns cães acompanham.

Outros circulam.

Outros bloqueiam caminho.

O objetivo do treinamento é ensinar que pessoas não precisam ser pastoreadas.

Com crianças maiores, a combinação pode ser excelente.

O Bobtail costuma gostar de participar de:

  • brincadeiras;
  • caminhadas;
  • treinamento;
  • atividades externas;
  • jogos de busca.

O mais importante é construir respeito dos dois lados.

Criança não deve:

  • puxar pelagem;
  • subir sobre o cachorro;
  • interromper o sono;
  • mexer na comida;
  • abraçar à força;
  • utilizar o cão como brinquedo.

Um cachorro tolerante continua sendo cachorro.

Supervisão permanece necessária.

Convivência com outros animais

O histórico de trabalho rural favoreceu convivência relativamente boa com outros animais.

O Old English Sheepdog precisava operar próximo de:

  • ovelhas;
  • bovinos;
  • outros cães;
  • cavalos;
  • pessoas.

Essa seleção não produziu uma raça especializada em confrontos.

Com socialização adequada, muitos OES convivem muito bem com outros cães.

PetMD também descreve boa possibilidade de convivência com animais domésticos quando introduções são realizadas corretamente. PetMD

Com gatos, a adaptação tende a ser bastante possível.

Especialmente quando o filhote cresce junto deles.

O comportamento mais provável não costuma ser predatório intenso como vemos em algumas raças de caça.

Pode aparecer, em vez disso:

controle de movimento.

O cachorro vê o gato andando.

Acompanha.

O gato acelera.

O Bobtail resolve ajudar na logística.

O gato não solicitou ajuda.

Por isso treinamento de autocontrole continua necessário.

Com animais menores, manejo individual é prudente.

Nenhum histórico de pastoreio transforma automaticamente qualquer pequeno animal em parceiro seguro.

O porte do Old English Sheepdog também significa que mesmo uma brincadeira sem agressividade pode machucar fisicamente um animal muito pequeno.

Apartamento e espaço

Aqui existe uma surpresa.

O Old English Sheepdog pode viver em apartamento.

Mas não é exatamente o cachorro mais simples para isso.

PetMD observa que a raça consegue viver dentro de casa desde que receba oportunidades diárias de exercício físico e mental. PetMD

O primeiro desafio obviamente é tamanho.

Um OES adulto ocupa área.

Quando ele decide deitar no meio de um corredor, o corredor sofre alteração urbanística.

O segundo problema é pelagem.

Chuva.

Lama.

Folhas.

Poeira.

Água.

Tudo que entra naquele casaco volumoso precisa entrar em algum lugar quando o cachorro volta para dentro.

O terceiro é energia.

Mesmo que não seja tão frenético quanto algumas raças pastoras modernas, ainda é um cão de trabalho.

Precisa caminhar.

Explorar.

Pensar.

Conviver.

Um apartamento funciona muito melhor quando existe:

  • boa rotina de passeios;
  • espaço organizado;
  • treinamento;
  • grooming constante;
  • acesso relativamente fácil à rua;
  • tempo diário com a família.

Casa com quintal facilita.

Mas quintal não substitui exercício.

Um Bobtail deixado sozinho no terreno durante oito horas não está trabalhando.

Está esperando.

E pode decidir inventar uma função própria.

CUIDADOS

O trabalho cotidiano que precisa caber na sua vida.

Aqui está a parte que determina se o Old English Sheepdog combina ou não com muita gente.

A pelagem é linda.

E exige trabalho.

Muito trabalho.

O AKC recomenda uma escovação completa até a pele, pelo menos semanalmente, enquanto PetMD estima que tutores mantendo a pelagem longa podem gastar aproximadamente três a quatro horas por semana apenas com manutenção. American Kennel Club

Não basta passar uma escova superficialmente por cima.

Nós começam perto da pele.

Áreas particularmente problemáticas incluem:

  • atrás das orelhas;
  • axilas;
  • virilha;
  • pescoço;
  • patas;
  • região abaixo da cauda;
  • locais de atrito da coleira.

A pelagem longa também coleta o mundo.

Folhas.

Grama.

Terra.

Areia.

Água.

Pequenos galhos.

Em dias de chuva, um passeio simples pode retornar para casa acompanhado por parte do ecossistema local.

Cães de companhia podem utilizar cortes mais curtos por praticidade.

O AKC menciona o chamado puppy trim como opção perfeitamente razoável para cães que não precisam manter pelagem completa de exposição. American Kennel Club

Isso reduz manutenção.

Não a elimina.

Mesmo com pelo curto, escovação continua necessária.

Banhos precisam ser acompanhados de secagem completa.

Deixar um subpelo muito denso permanentemente úmido pode favorecer:

  • mau odor;
  • irritação;
  • dermatites;
  • proliferação microbiana.

Os olhos também precisam permanecer livres de irritação.

Existe o clichê visual do Sheepdog com pelo cobrindo completamente a visão.

Mas estética nunca deveria impedir funcionalidade.

Se a pelagem entra nos olhos ou prejudica visão, precisa ser manejada.

Patas devem ser verificadas após passeios.

Dentes precisam de escovação frequente.

Unhas devem permanecer curtas.

Ouvidos precisam ser inspecionados regularmente.

E a região traseira requer higiene rigorosa.

O cachorro pode ser muito peludo.

A biologia intestinal não liga para isso.

Exercícios e atividades

O Old English Sheepdog possui energia moderada a alta.

Não costuma apresentar a intensidade quase elétrica de alguns Border Collies.

Mas também não é um enorme urso de sofá.

Foi desenvolvido para percorrer distâncias acompanhando rebanhos.

Isso exige resistência.

PetMD recomenda atividade física diária acompanhada de estímulo mental. PetMD

Boas atividades incluem:

  • caminhadas longas;
  • hiking;
  • brincadeiras de busca;
  • treinamento de obediência;
  • rally;
  • atividades de pastoreio;
  • nosework;
  • circuitos de mobilidade;
  • brincadeiras familiares.

Adultos saudáveis podem acompanhar famílias bastante ativas.

Mas existe diferença entre resistência e tolerância ao calor.

A enorme pelagem dupla torna dias quentes mais difíceis.

No Brasil, isso importa muito.

Exercício deve ser realizado preferencialmente nos horários frescos.

Sombra e água são indispensáveis.

Sinais de superaquecimento nunca devem ser ignorados.

Também existe cuidado importante durante crescimento.

Cães grandes amadurecem lentamente.

Filhotes não deveriam ser submetidos a:

  • corridas forçadas longas;
  • saltos repetitivos;
  • exercícios de alto impacto;
  • excesso de escadas.

O objetivo é permitir que estrutura óssea e muscular se desenvolva antes de transformar o cachorro num atleta.

Alimentação

O Old English Sheepdog precisa de alimentação completa e equilibrada adequada a:

  • idade;
  • peso;
  • fase de crescimento;
  • atividade;
  • condição corporal;
  • eventuais doenças.

O AKC alerta que alguns indivíduos possuem tendência a ganhar peso, portanto consumo calórico e petiscos precisam ser monitorados. American Kennel Club

Isso é particularmente importante numa raça grande.

Cada quilo adicional aumenta carga sobre:

  • quadris;
  • joelhos;
  • coluna.

A própria pelagem cria um problema adicional:

ela pode esconder gordura.

Num cão de pelo curto, aumento de peso aparece visualmente rápido.

Num Sheepdog, o tutor pode continuar vendo aproximadamente a mesma nuvem.

Por isso é necessário tocar no cachorro.

As costelas devem ser facilmente palpáveis sob uma camada adequada de gordura.

A cintura precisa existir, mesmo que o pelo não permita observá-la claramente.

Filhotes de raças grandes também precisam de crescimento controlado.

Crescer mais rápido não significa crescer melhor.

Dietas adequadas para filhotes de porte grande ajudam a manter equilíbrio de energia e minerais durante o desenvolvimento.

Adultos normalmente podem receber duas refeições diárias.

Petiscos entram no total calórico.

Água fresca deve permanecer disponível.

E suplementos não devem ser acrescentados automaticamente quando a alimentação já é completa.

Um Bobtail saudável não precisa apenas parecer enorme.

Precisa continuar funcional sob aquele casaco.

SAÚDE

Predisposição não é destino, mas precisa entrar na escolha.

O Old English Sheepdog é geralmente considerado uma raça relativamente saudável, mas possui predisposições importantes e criação responsável exige rastreamento sistemático.

O AKC e o clube nacional americano recomendam oficialmente, entre outros exames, avaliação de quadril, exame oftalmológico, avaliação da tireoide e teste genético para Exercise-Induced Collapse — EIC. American Kennel Club

Displasia coxofemoral é uma das principais preocupações ortopédicas.

O encaixe inadequado da articulação pode produzir frouxidão, inflamação, dor e artrite progressiva.

PetMD cita sinais como dificuldade para levantar, relutância em saltar, claudicação e perda de massa muscular posterior. PetMD

Manter peso correto ajuda.

Mas não substitui genética.

Por isso os quadris dos reprodutores precisam ser avaliados.

Problemas oculares também são monitorados.

Entre eles aparecem cataratas hereditárias e formas de atrofia progressiva de retina — PRA.

Na PRA, células da retina degeneram progressivamente, podendo levar à cegueira. Alterações iniciais costumam aparecer primeiro em ambientes escuros. American Kennel Club

Tireoidite autoimune é outra condição importante.

O sistema imunológico passa a atacar tecido tireoidiano e pode levar ao hipotireoidismo.

Entre os sinais possíveis estão:

  • ganho de peso;
  • apatia;
  • alterações de pele;
  • queda de pelo;
  • intolerância ao frio;
  • infecções cutâneas recorrentes. PetMD

Surdez congênita também aparece na população.

A associação entre pigmentação branca e determinadas formas hereditárias de surdez é conhecida em diversas raças. Pode afetar um ouvido ou ambos. American Kennel Club

Exames auditivos especializados, como BAER, podem ser utilizados conforme o programa de criação.

A raça também possui testes genéticos disponíveis para problemas neurológicos e respiratórios específicos.

Degeneração cerebelar / ataxia cerebelar provoca deterioração progressiva de células responsáveis pela coordenação motora. O cachorro pode apresentar postura ampla, dificuldade de equilíbrio, movimentos anormais e incapacidade progressiva de se locomover normalmente. PetMD

Primary Ciliary Dyskinesia — PCD, ou discinesia ciliar primária, afeta estruturas microscópicas responsáveis por movimentar secreções no trato respiratório e em outros tecidos. Pode provocar infecções respiratórias recorrentes, secreção nasal, tosse crônica e outros problemas. Existe teste genético específico para a variante conhecida no Old English Sheepdog. American Kennel Club

Exercise-Induced Collapse — EIC também possui teste de DNA recomendado.

Cães afetados podem desenvolver fraqueza ou colapso depois de atividade intensa. O teste ajuda criadores a evitar combinações reprodutivas de risco. American Kennel Club

Outro teste relevante é MDR1, relacionado à sensibilidade aumentada a determinados medicamentos.

Cães com variantes específicas podem sofrer toxicidade grave com certos fármacos em doses normalmente toleradas por outros animais. PetMD

Também merece atenção o coração. O AKC cita anomalias cardíacas entre condições monitoradas por criadores responsáveis. American Kennel Club

Antes de comprar um filhote, solicite documentação objetiva sobre:

  • quadris;
  • olhos;
  • tireoide;
  • EIC;
  • histórico de surdez;
  • saúde cardíaca;
  • testes genéticos relevantes à linhagem;
  • longevidade dos parentes.

A pelagem pode esconder muita coisa.

Documentos de saúde não deveriam ficar escondidos junto.

TREINAMENTO

Inteligência sem rotina também produz problemas.

O Old English Sheepdog é inteligente.

E sua profissão original exigia isso.

Um condutor de rebanhos não poderia controlar cada movimento do cachorro a cada segundo.

O cão precisava interpretar contexto.

Essa inteligência pode tornar treinamento excelente.

Mas também significa que repetições mecânicas podem se tornar tediosas.

O AKC observa que OES podem se cansar de exercícios excessivamente repetitivos e respondem melhor quando o trabalho é mantido interessante e variado. American Kennel Club

Treinamento baseado em reforço positivo costuma funcionar muito bem.

Alimento.

Brinquedos.

Brincadeira.

Contato.

Acesso ao ambiente.

Tudo pode ser utilizado.

O tamanho da raça transforma alguns comportamentos em prioridade.

Caminhar sem puxar é um deles.

Um filhote puxando pode parecer engraçado.

Um adulto de 40 kg possui outro nível de negociação física.

Também são importantes:

  • chamado;
  • espera;
  • permanência;
  • “deixa”;
  • “solta”;
  • controle de pulos;
  • relaxamento;
  • aceitação de grooming;
  • tolerância à manipulação.

O último item talvez seja tão importante quanto sentar.

Um cachorro que precisará passar horas de sua vida sendo escovado deve aprender desde filhote que:

escova,

pente,

secador,

toque nas patas,

manipulação das orelhas,

exame dos dentes

fazem parte da rotina.

Tentar convencer um adulto de 35 kg cheio de nós de que escovar é divertido costuma ser uma negociação tardia.

GALERIA

Conheça diferentes expressões da raça.

Pontos positivos

  • deseja um cão grande e extremamente ligado à família;
  • gosta de cães brincalhões e participativos;
  • possui tempo para grooming regular;
  • aceita contratar groomer profissional quando necessário;
  • gosta de caminhadas e atividades ao ar livre;
  • deseja um cão inteligente;
  • possui crianças e consegue supervisionar as interações;
  • gosta de treinamento baseado em reforço positivo;
  • deseja um cão de presença marcante;
  • aceita queda de pelos e manutenção intensa;
  • consegue manter boa climatização e horários adequados em regiões quentes;
  • procura um companheiro que permaneça emocionalmente próximo;
  • entende que a aparência de “urso de pelúcia” esconde um verdadeiro cão de trabalho.

Pontos de atenção

  • deseja manutenção de pelagem mínima;
  • não gosta de pelos pela casa;
  • não possui tempo ou orçamento para grooming;
  • procura um cachorro pequeno;
  • vive em calor extremo sem possibilidade de manejo ambiental;
  • passa longos períodos fora de casa;
  • deseja um cão sedentário;
  • não pretende oferecer treinamento;
  • não consegue controlar fisicamente um cão grande;
  • não quer lidar com lama e sujeira presas na pelagem;
  • prefere uma raça que amadureça rapidamente;
  • deseja um cachorro completamente independente da família;
  • procura um animal barato de manter.