Cane da Pastore Bergamasco
O pastor alpino cuja armadura cresce junto com ele
Origem: Itália
À primeira vista, é difícil saber onde termina o cão e começa a pelagem. O corpo parece coberto por mantos de feltro, placas irregulares e longas faixas que descem em direção ao solo. Os olhos quase desaparecem sob os fios, e cada movimento produz a impressão de que uma pequena montanha começou a caminhar.
Uma história selecionada para uma função.
À primeira vista, é difícil saber onde termina o cão e começa a pelagem.
O corpo parece coberto por mantos de feltro, placas irregulares e longas faixas que descem em direção ao solo. Os olhos quase desaparecem sob os fios, e cada movimento produz a impressão de que uma pequena montanha começou a caminhar.
Mas aquela cobertura não surgiu para criar uma aparência exótica.
O Pastor-Bergamasco foi desenvolvido para conduzir e proteger rebanhos entre os Alpes italianos e as planícies do vale do Pó. Precisava enfrentar frio, chuva, pedras, vegetação e jornadas prolongadas ao lado de pastores que dependiam de sua inteligência para movimentar os animais com segurança.
Sua pelagem tornou-se uma proteção natural. Sua mente transformou-se em uma ferramenta de trabalho.
O resultado é um cão forte, paciente e profundamente ligado às pessoas, mas suficientemente independente para avaliar situações e agir sem esperar cada comando.
O Bergamasco não trabalha como uma máquina obediente.
Ele observa, pensa e então decide como colaborar.
História e origem
O Pastor-Bergamasco é uma antiga raça de pastoreio das regiões alpinas e pré-alpinas da Itália.
Seu nome está associado à província de Bérgamo, no norte do país, onde a criação de ovelhas teve grande importância econômica e onde numerosos cães desse tipo eram encontrados.
A raça auxiliava pastores durante os deslocamentos sazonais entre as pastagens elevadas dos Alpes e as planícies do vale do Pó.
Essas movimentações, conhecidas como transumância, podiam envolver longas distâncias, mudanças de altitude, clima imprevisível e rebanhos numerosos.
O cão precisava:
- manter os animais reunidos;
- recuperar indivíduos que se separavam;
- conduzir o rebanho por passagens estreitas;
- impedir deslocamentos em direção a precipícios;
- controlar animais resistentes;
- vigiar aproximações;
- trabalhar distante do pastor;
- conservar energia durante jornadas prolongadas.
A FCI registra que cães semelhantes ao Bergamasco aparecem em uma pintura do século XVI e que os primeiros exemplares foram registrados no livro genealógico italiano em 1891. FCI
A antiguidade da raça não significa que exista uma genealogia completa acompanhando cada geração durante séculos.
Grande parte de sua história ocorreu antes dos registros modernos, quando cães eram mantidos por sua utilidade e reproduzidos de acordo com desempenho, resistência e capacidade para trabalhar.
As características visuais surgiam como consequência da função.
Um cão incapaz de caminhar por terrenos rochosos, suportar o frio ou compreender a movimentação do rebanho dificilmente seria mantido como reprodutor, independentemente de sua aparência.
A seleção favoreceu animais capazes de combinar:
- vigilância;
- concentração;
- inteligência;
- paciência;
- determinação;
- autocontrole;
- vínculo com o pastor.
O Bergamasco não precisava apenas obedecer a sinais.
Nas montanhas, muitas situações exigiam decisões imediatas.
Uma ovelha podia tentar ultrapassar o grupo. Um animal assustado podia aproximar-se de uma passagem perigosa. O pastor nem sempre conseguia enxergar toda a extensão do rebanho.
O cão precisava interpretar a situação e agir.
Essa autonomia permanece no temperamento moderno.
O Bergamasco aprende, coopera e cria forte ligação com as pessoas, mas nem sempre executa comandos de maneira mecânica. Ele tende a avaliar o ambiente e pode procurar compreender a finalidade do exercício antes de repeti-lo.
O padrão oficial descreve sua função como conduzir e proteger rebanhos, destacando que a raça realiza esse trabalho por meio de vigilância, concentração, capacidade de aprendizagem, determinação, moderação e paciência. Também afirma que estabelece uma relação muito próxima com o ser humano. FCI
A pelagem desenvolveu-se dentro desse contexto.
O cão trabalhava exposto a:
- frio;
- vento;
- umidade;
- neve;
- vegetação;
- insetos;
- contato com outros animais.
Os diferentes tipos de pelo unem-se e formam placas achatadas que protegem o corpo. Essas placas são chamadas de flocks em inglês e não devem ser confundidas com os cordões cilíndricos encontrados em raças como Puli e Komondor. Bergamasco Sheepdog Club of America
A cobertura também funciona como uma barreira física contra atrito, sujeira e pequenas agressões ambientais.
Isso não significa que a pelagem dispense cuidados ou transforme o cão em animal imune ao calor, à umidade ou a infecções de pele.
A função protetora depende de um manto corretamente separado, limpo, ventilado e seco.
Durante o século XX, a redução da atividade pastoril tradicional colocou muitas raças rurais europeias em risco.
A mecanização, as cercas, a diminuição da transumância e as mudanças econômicas reduziram a necessidade de grandes populações de cães pastores.
O Bergamasco permaneceu raro, mas criadores italianos conservaram sua estrutura, sua pelagem e seu temperamento funcional.
A entidade cinófila italiana descreve a raça como pouco modificada pela seleção exclusivamente voltada às exposições e destaca que criadores conseguiram preservar fertilidade, longevidade e robustez. ENCI
Nos Estados Unidos, o Bergamasco Sheepdog Club of America foi estabelecido em 1996. O American Kennel Club reconheceu plenamente a raça em 2015, inserindo-a no grupo de pastoreio. Bergamasco Sheepdog Club of America
Atualmente, o Bergamasco pode atuar em:
- pastoreio;
- guarda de propriedades;
- obediência;
- rally;
- rastreamento;
- mantrailing;
- nosework;
- busca de objetos;
- caminhadas;
- atividades terapêuticas;
- companhia familiar.
Seu comportamento tende a ser menos explosivo do que o de alguns pastores selecionados para trabalhos policiais ou esportes de alta intensidade.
Ainda assim, não é um cão puramente decorativo.
Precisa de exercícios, contato com a família e oportunidades para utilizar a mente.
A aparência pode ter transformado a raça em curiosidade visual.
Sua verdadeira identidade, porém, continua sendo a de um trabalhador alpino.
Ficha rápida completa
Aparência e características físicas
O Pastor-Bergamasco é um cão forte, bem proporcionado e aproximadamente quadrado.
O comprimento do corpo, medido do ombro à parte posterior, deve ser igual à altura na cernelha. A profundidade do peito corresponde a aproximadamente metade da altura total. FCI
A pelagem pode criar a impressão de um cão enorme e pesado.
Debaixo dela, o corpo deve ser:
- musculoso;
- atlético;
- equilibrado;
- funcional;
- sem excesso de gordura;
- capaz de trotar por longos períodos.
A FCI descreve o Bergamasco como um cão de porte médio, aspecto rústico, construção poderosa e proporções harmoniosas. FCI
O formato quadrado contribui para estabilidade e mobilidade.
Um corpo excessivamente comprido poderia dificultar mudanças de direção em terrenos acidentados. Um cão curto e pesado perderia eficiência durante deslocamentos prolongados.
A cabeça parece grande por causa da quantidade de pelos, mas precisa permanecer proporcional ao corpo.
O comprimento da cabeça corresponde a aproximadamente quatro décimos da altura do cão.
Crânio e focinho possuem comprimentos equivalentes, com linhas superiores aproximadamente paralelas.
A pele é ajustada, sem rugas ou excesso de tecido. FCI
O crânio tende a ser relativamente plano na parte superior, com testa desenvolvida e sulco frontal perceptível.
O focinho afina discretamente em direção ao nariz, mas nunca deve parecer pontudo.
O nariz é grande, preto e possui narinas bem abertas.
Os lábios são ajustados e pigmentados.
A mordedura correta é em tesoura, com dentes implantados regularmente.
Os olhos são grandes, ovais e castanhos, variando de acordo com a tonalidade da pelagem.
A expressão desejada é:
- serena;
- atenta;
- inteligente;
- gentil.
O pelo pode cair sobre os olhos, mas não deve provocar irritação nem impedir permanentemente a visão.
Olhos salientes, muito pequenos, excessivamente profundos ou com alterações importantes de pigmentação são penalizados pelo padrão. Royal Kennel Club
As orelhas possuem inserção alta, formato triangular e pontas discretamente arredondadas.
A parte superior tende a ficar semicaída, enquanto a base pode levantar quando o cão percebe algo interessante.
Os pelos das orelhas são mais macios e ligeiramente ondulados, formando pequenas franjas.
O pescoço é forte, musculoso e sem barbela.
O dorso permanece largo e reto.
O peito alcança os cotovelos e apresenta espaço suficiente para coração e pulmões, permitindo trabalho prolongado.
A garupa possui inclinação moderada, e o abdômen não deve ser excessivamente recolhido.
A cauda é forte na base e afina em direção à ponta.
Em repouso, desce em formato de sabre, com pequena curvatura no trecho final. Durante a atividade, movimenta-se lateralmente como uma bandeira. FCI
As pernas dianteiras são retas, fortes e proporcionais.
Os ombros possuem musculatura desenvolvida e boa inclinação.
Os pés são ovais, compactos e protegidos por almofadas resistentes.
Os membros posteriores apresentam coxas longas, largas e musculosas.
Os joelhos e jarretes precisam permanecer alinhados, sem desviar para dentro ou para fora.
A movimentação é livre e cobre bastante terreno.
O trote alongado é a marcha preferida e pode ser mantido durante períodos prolongados. A conformação também permite que o cão passe facilmente ao galope e sustente esse movimento por distância considerável. FCI
A pelagem
A pelagem é a característica mais conhecida e mais incompreendida da raça.
Ela não é composta por um único tipo de fio.
Existem três componentes principais:
- subpelo macio;
- pelo lanoso;
- pelo áspero semelhante ao de cabra.
A distribuição desses fios varia de acordo com a região do corpo.
Na parte dianteira, especialmente sobre ombros e tronco anterior, predominam fios mais ásperos e ondulados.
Da região central do peito em direção à parte traseira, a pelagem torna-se mais lanosa e forma mantos largos e achatados. FCI
O subpelo macio fica preso entre os outros fios, contribuindo para a formação das placas de feltro.
Essas placas começam na linha superior e descem pelas laterais do corpo.
Nos membros dianteiros, os mantos tendem a ser mais macios. Nas pernas traseiras, tornam-se mais densos e evidentes.
A cabeça possui pelos menos ásperos, que caem sobre a face.
O manto não deve ser confundido com negligência.
Existe diferença entre:
- flock corretamente formado;
- emaranhado compacto junto à pele;
- nó sujo;
- massa úmida;
- pelagem sem ventilação.
O padrão oficial exige que o manto seja mantido limpo e destaca especialmente a necessidade de evitar compactações inadequadas na barba, focinho e orelhas. Também afirma que uma cobertura excessivamente longa e espessa, capaz de impedir o movimento ou comprometer o bem-estar, deve ser evitada. FCI
Os filhotes nascem com pelos macios e relativamente comuns.
A transformação começa geralmente entre os 12 e 15 meses, quando os diferentes tipos de fio passam a unir-se.
Durante essa fase, o tutor precisa separar manualmente os agrupamentos, orientando a formação dos flocks e impedindo que toda a cobertura se transforme em uma única placa compacta. FCI
A aparência adulta completa demora anos.
O clube norte-americano informa que o manto pode continuar crescendo e aproximar-se do chão por volta dos cinco anos. Bergamasco Sheepdog Club of America
A cor mais comum é o cinza, que pode apresentar:
- tonalidade muito clara;
- cinza médio;
- cinza-escuro;
- manchas negras;
- efeito marmorizado;
- áreas quase pretas.
Também são permitidos:
- preto opaco;
- isabela;
- fulvo-claro.
Áreas brancas são toleradas desde que não ultrapassem um quinto da superfície corporal. FCI
Tutor indicado
- procura um cão inteligente e profundamente ligado à família;
- aprecia cães pastores de temperamento paciente;
- possui espaço para cuidar e secar uma pelagem volumosa;
- gosta de caminhadas e atividades ao ar livre;
- deseja praticar pastoreio, faro ou obediência;
- utiliza reforço positivo;
- consegue oferecer aproximadamente uma hora ou mais de atividade diária;
- aceita um cão reservado com desconhecidos;
- possui crianças respeitosas;
- deseja um companheiro geralmente equilibrado;
- consegue aprender o processo de formação dos flocks;
- valoriza raças raras e funcionais;
- mantém portas e cercas seguras;
- aceita realizar manutenção manual da pelagem;
- dispõe de tempo para socialização;
- consegue controlar o peso por avaliação tátil;
- oferece participação na vida familiar;
- procura um cão de guarda moderado, não agressivo.
Tutor não indicado
- deseja uma pelagem convencional;
- pretende escovar todo o corpo adulto diariamente;
- não possui local ventilado para secagem;
- deseja dar banhos frequentes e rápidos;
- pretende raspar o cão regularmente;
- vive em clima muito quente sem controle ambiental;
- passa longos períodos fora de casa;
- não oferece exercícios;
- procura obediência automática;
- utiliza punições físicas;
- não aceita pelos cobrindo parcialmente o rosto;
- não possui tempo para acompanhar a formação do manto;
- deseja um cão pequeno;
- não consegue lidar com sujeira trazida pelos flocks;
- não pretende verificar quadris e cotovelos;
- deseja um cão expansivo com todos os desconhecidos;
- mantém o animal permanentemente no quintal;
- escolhe a raça apenas pela aparência exótica.
Em resumo
O Pastor-Bergamasco parece carregar uma paisagem inteira sobre o corpo.
Seus mantos cinzentos lembram pedras, lã, neblina e encostas alpinas.
Essa aparência não surgiu para chamar atenção em exposições.
Foi construída pelo trabalho.
O cão precisava conduzir rebanhos entre montanhas e planícies, enfrentar mudanças de clima e permanecer ao lado do pastor durante longas jornadas.
A pelagem tornou-se proteção.
A inteligência tornou-se sobrevivência.
O Bergamasco aprendeu a observar o rebanho, compreender a intenção humana e decidir como agir quando não havia tempo para esperar um comando detalhado.
Essa autonomia continua presente.
Ele aprende rapidamente, mas prefere cooperação a repetição. Guarda a família sem precisar viver em permanente confronto. Pode ser paciente com crianças e conviver bem com outros animais, desde que receba socialização e limites.
Sua aparência rústica esconde uma responsabilidade técnica.
O manto não pode ser abandonado à própria sorte. A fase de formação exige separação manual, e o adulto precisa ser mantido limpo, ventilado e completamente seco.
Não é uma pelagem difícil todos os dias.
É uma pelagem que exige conhecimento nos momentos certos.
A saúde geral da raça é considerada robusta, mas quadris, cotovelos, diversidade genética e mielopatia degenerativa precisam ser considerados na reprodução.
O Bergamasco não é indicado para quem deseja apenas um cão diferente.
É uma escolha para quem valoriza paciência, parceria e uma raça que ainda carrega visivelmente sua função original.
Por baixo de cada placa de feltro existe um atleta.
Por trás dos pelos sobre os olhos existe um observador atento.
E dentro daquele corpo rústico permanece a mente de um antigo pastor que aprendeu a cuidar do rebanho sem precisar que alguém lhe explicasse cada passo do caminho.
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Fontes e links de verificação
- Microsoft Word - 194g01-en
- Overview — Bergamasco Sheepdog Club of America
- CANE DA PASTORE BERGAMASCO
- Bergamasco Sheepdog Club of America
- Bergamasco | Breed Standards | The Kennel Club
- Coat — Bergamasco Sheepdog Club of America
- Bergamasco Sheepdog - Dog Breed Information
- Bergamasco | Breeds A to Z | The Kennel Club
- Coat — Bergamasco Sheepdog Club of America
- Herding Group Health Testing Requirements – American Kennel Club
Como essa raça tende a viver com pessoas.
O Pastor-Bergamasco é inteligente, paciente, vigilante e profundamente ligado à família.
O padrão descreve um cão determinado, moderado, concentrado e capaz de aprender, sem comportamento agressivo ou medroso. Uma reserva discreta diante de desconhecidos pode ocorrer e é considerada compatível com sua origem pastoril. FCI
Sua inteligência não se manifesta apenas pela velocidade com que memoriza comandos.
O Bergamasco tende a:
- observar;
- comparar experiências;
- antecipar rotinas;
- avaliar intenções;
- procurar soluções próprias;
- decidir quando uma intervenção é necessária.
Essa autonomia surgiu no trabalho com rebanhos.
O pastor não podia explicar detalhadamente cada situação. O cão precisava compreender o objetivo geral e adaptar o comportamento ao terreno e aos animais.
Na vida doméstica, essa característica pode produzir um cão cooperativo, mas não necessariamente submisso.
Ele pode aprender um comando e ainda assim hesitar quando não percebe sentido na solicitação.
Sessões repetitivas e mecânicas tendem a produzir desinteresse.
O treinamento funciona melhor quando apresenta:
- objetivo claro;
- variedade;
- interação;
- resolução de problemas;
- recompensas;
- participação real.
O Bergamasco costuma formar vínculos muito fortes.
Pode acompanhar pessoas pela casa, observar movimentos e escolher locais de descanso de onde consiga controlar o ambiente.
O apego não precisa transformar-se em dependência.
O filhote deve aprender a:
- permanecer sozinho por períodos curtos;
- descansar em outra área;
- não seguir cada deslocamento;
- aceitar barreiras;
- dormir sem contato constante.
A vigilância faz parte do temperamento.
O cão pode perceber rapidamente:
- visitantes;
- veículos;
- animais;
- sons fora da rotina;
- alterações no comportamento da família.
Não costuma precisar de estímulo para guardar.
Incentivar desconfiança, latidos em cercas ou confrontos pode tornar o cão excessivamente territorial.
O objetivo deve ser ensinar que o tutor controla:
- a entrada de pessoas;
- os portões;
- as apresentações;
- a decisão de encerrar o alerta.
Com desconhecidos, muitos exemplares observam antes de se aproximar.
O contato deve ocorrer sem forçar carícias.
Uma apresentação equilibrada permite que o cão:
- veja a pessoa;
- perceba a reação do tutor;
- fareje;
- aproxime-se quando estiver confortável;
- afaste-se.
Reserva não é sinônimo de medo.
Um Bergamasco equilibrado deve recuperar-se de novidades, permanecer controlável e aceitar ambientes diferentes.
A FCI desclassifica cães agressivos ou excessivamente tímidos. FCI
A energia costuma ser moderada a alta.
O Bergamasco não apresenta necessariamente a explosividade de algumas raças policiais, mas foi criado para trabalhar durante horas.
Uma rotina sedentária pode produzir:
- latidos;
- vigilância excessiva;
- escavação;
- destruição;
- controle de pessoas;
- dificuldade para relaxar;
- ganho de peso.
Ao mesmo tempo, não precisa ser mantido permanentemente excitado.
A paciência e a moderação fazem parte do padrão.
O cão deve aprender tanto a trabalhar quanto a desligar-se depois da atividade.
Convivência com crianças
O Pastor-Bergamasco costuma apresentar boa convivência com crianças quando é socializado e quando as interações são respeitosas.
Sua paciência, ligação familiar e tendência protetora podem torná-lo um companheiro atento.
O AKC descreve a raça como geralmente feliz com crianças e outros animais, destacando comportamento paciente e protetor. American Kennel Club
Entretanto, nenhum cão deve assumir a função de babá.
O Bergamasco é forte, pesa mais de 30 quilos e pode derrubar uma criança durante uma corrida ou mudança rápida de direção.
Seu instinto de pastoreio também pode levá-lo a:
- seguir crianças;
- bloquear passagens;
- circular ao redor;
- empurrar com o corpo;
- tentar reunir o grupo;
- reagir a corridas e gritos.
Esses comportamentos não representam necessariamente agressão, mas precisam ser orientados.
As crianças devem aprender a:
- não puxar os mantos;
- não sentar sobre o cão;
- não abraçar contra sua vontade;
- não tocar enquanto ele come;
- não entrar em sua cama;
- não correr provocando perseguição;
- não abrir portões;
- não retirar objetos diretamente da boca;
- não esconder-se dentro da pelagem;
- não manipular olhos e orelhas.
Puxar um flock pode causar desconforto, especialmente quando a base está presa a outros fios.
O cão precisa possuir um local de descanso protegido.
Quando ele se afasta, a interação deve terminar.
O Bergamasco também precisa aprender a:
- manter as patas no chão;
- não bloquear crianças;
- ir para uma cama;
- soltar objetos;
- interromper brincadeiras;
- caminhar sem puxar;
- esperar diante de portas;
- tolerar movimentos sem tentar controlá-los.
Crianças maiores podem participar de:
- jogos de faro;
- treinamento básico;
- preparação de brinquedos;
- caminhadas acompanhadas;
- separação supervisionada dos flocks.
O adulto continua responsável por segurança, treinamento e manutenção do manto.
Compatibilidade com crianças pequenas: boa
Compatibilidade com crianças maiores e respeitosas: excelente
Convivência com outros animais
O Pastor-Bergamasco foi desenvolvido para trabalhar próximo a ovelhas, cabras e outros animais de criação.
Isso favorece capacidade para conviver sem atacar indiscriminadamente.
Entretanto, instinto de pastoreio não significa aceitação automática de qualquer animal.
O cão pode tentar:
- perseguir;
- reunir;
- bloquear;
- controlar deslocamentos;
- aproximar-se de maneira intensa.
Com outros cães, muitos exemplares são sociais ou neutros.
A convivência depende de:
- socialização;
- sexo;
- idade;
- personalidade;
- território;
- experiências anteriores;
- manejo de recursos.
As apresentações devem ocorrer gradualmente, preferencialmente em ambiente neutro.
No início, é prudente separar:
- refeições;
- ossos;
- brinquedos de alto valor;
- camas;
- períodos sem supervisão.
O manto longo pode dificultar a leitura corporal por outros cães.
Parte das pernas, cauda e expressão pode ficar escondida.
Isso torna importante observar:
- rigidez;
- afastamento;
- interrupção da brincadeira;
- vocalizações;
- bloqueios;
- tentativa de fuga.
A convivência com gatos pode funcionar muito bem quando começa cedo.
O gato precisa possuir áreas elevadas e rotas de fuga.
O Bergamasco pode tentar pastoreá-lo, especialmente quando o felino corre.
Esse comportamento deve ser interrompido antes de se tornar hábito.
Animais de produção exigem introdução planejada.
Um cão com instinto não nasce automaticamente preparado para conduzir um rebanho.
Sem orientação, pode perseguir, pressionar demais os animais ou provocar pânico.
Quando existe intenção de trabalho, a introdução deve ocorrer com um instrutor de pastoreio.
Pequenos animais como hamsters, ratos domésticos e aves precisam permanecer protegidos.
Embora a raça não seja um terrier de caça, qualquer cão pode demonstrar impulso predatório diante de movimentos rápidos.
Apartamento e espaço
O Pastor-Bergamasco pode viver em uma residência urbana, mas adapta-se melhor quando possui acesso frequente a áreas externas e uma rotina ativa.
O Royal Kennel Club associa a raça principalmente à vida no campo, casa grande e jardim de pequeno ou médio porte, utilizando até uma hora diária como referência geral de exercício. Royal Kennel Club
O tamanho do imóvel não é o único fator.
Os principais desafios do apartamento são:
- volume corporal;
- pelagem molhada;
- tempo de secagem;
- vigilância;
- latidos;
- necessidade de espaço para manutenção;
- calor;
- ausência prolongada do tutor.
Um Bergamasco adulto molhado pode levar muitas horas para secar.
Em uma residência pequena, é necessário possuir:
- local ventilado;
- toalhas;
- secadores ou ventiladores seguros;
- piso fácil de limpar;
- espaço para separar os flocks;
- possibilidade de impedir que o cão deite ainda úmido sobre superfícies fechadas.
Umidade retida dentro do manto pode favorecer odor, irritação e proliferação de micro-organismos.
O cão também precisa aprender a lidar com corredores, elevadores e visitas.
Deve ser ensinado a:
- esperar antes de sair;
- entrar e sair do elevador com calma;
- passar por pessoas;
- ignorar portas vizinhas;
- não bloquear corredores;
- dirigir-se a uma cama após a campainha;
- interromper o alerta.
Janelas podem tornar-se postos de vigilância.
Permitir latidos constantes diante de pessoas e animais reforça territorialidade.
Barreiras visuais e treinamento de descanso podem ser necessários.
Uma casa com quintal costuma facilitar a rotina, mas não substitui passeios.
O Bergamasco precisa de interação, novidades e tarefas.
Deixá-lo permanentemente do lado de fora pode aumentar:
- isolamento;
- latidos;
- patrulhamento;
- escavação;
- dificuldade de convivência;
- sujeira acumulada no manto.
O ambiente ideal combina espaço, proximidade da família e possibilidade de manter a pelagem seca.
O trabalho cotidiano que precisa caber na sua vida.
A manutenção do Pastor-Bergamasco é diferente da manutenção de praticamente todas as raças de pelo longo.
Não se trata de escovar diariamente todo o corpo durante a vida inteira.
Também não se trata de deixar o pelo formar uma massa única sem supervisão.
O manejo muda conforme a idade.
Primeiro ano
Durante os primeiros meses, o filhote possui pelagem macia e relativamente comum.
Nessa fase, pode ser escovado para evitar nós simples e habituá-lo ao manejo.
O processo verdadeiro de formação dos flocks costuma começar próximo de um ano, embora alguns cães iniciem antes. Bergamasco Sheepdog Club of America
Fase de transição
Entre aproximadamente um e dois anos, o subpelo, os fios lanosos e os pelos ásperos começam a misturar-se.
Surgem agrupamentos irregulares que precisam ser acompanhados manualmente.
O tutor deve:
- identificar as placas;
- separá-las gradualmente;
- impedir que se unam em uma camada contínua;
- preservar ventilação junto à pele;
- evitar compactações na barba e nas orelhas;
- observar irritações.
Essa é a fase mais trabalhosa.
Separar cedo demais pode enfraquecer os flocks. Esperar demais pode permitir compactação excessiva.
A orientação de um criador experiente é extremamente valiosa.
Manto adulto
Depois que os flocks estão bem definidos, a escovação integral deixa de ser apropriada.
O tutor passa a:
- verificar separação;
- dividir placas excessivamente largas;
- retirar sujeira;
- examinar a pele;
- aparar quando necessário;
- manter face, barba e orelhas limpas;
- realizar secagem completa.
O clube norte-americano informa que, após a formação correta, os flocks maduros exigem relativamente pouca manipulação diária. Bergamasco Sheepdog Club of America
Isso não significa ausência de manutenção.
Um cão que vive em ambiente urbano, entra em água, lama ou vegetação precisa de inspeção frequente.
As placas podem esconder:
- carrapatos;
- ferimentos;
- sementes;
- dermatites;
- áreas úmidas;
- alterações de peso;
- caroços.
O tutor deve conseguir alcançar a pele entre os flocks.
Banho e secagem
O banho pode ser pouco frequente, dependendo do estilo de vida, mas precisa ser completo quando ocorre.
A maior dificuldade não é molhar o cão.
É secá-lo.
O manto absorve grande quantidade de água.
O processo pode exigir:
- remoção manual do excesso;
- várias toalhas;
- ventilação intensa;
- secador com temperatura segura;
- muitas horas;
- mudança de posição;
- conferência da base dos flocks.
Nunca se deve guardar o cão ainda úmido em ambiente sem ventilação.
Umidade presa pode favorecer odor, fungos, bactérias e irritação.
Durante a fase inicial de formação, o banho precisa ser planejado com cuidado, pois placas ainda não separadas podem contrair-se e secar de maneira inadequada. Bergamasco Sheepdog Club of America
Aparar ou raspar
A FCI afirma que mantos excessivamente longos e espessos, capazes de comprometer movimento e bem-estar, devem ser evitados. FCI
O comprimento pode ser aparado para facilitar a vida doméstica.
Raspar completamente, porém, pode provocar crescimento desorganizado e dificultar a reconstrução correta.
O objetivo deve ser preservar:
- ventilação;
- mobilidade;
- higiene;
- conforto;
- estrutura funcional da pelagem.
Face, orelhas, patas e dentes
A barba precisa ser limpa após refeições e água.
Alimentos e umidade podem acumular-se entre os fios.
As orelhas devem ser verificadas semanalmente.
Mau cheiro, secreção, coceira e dor exigem avaliação veterinária.
As patas precisam ser inspecionadas após caminhadas.
Os flocks podem esconder espinhos e sementes entre os dedos.
As unhas devem permanecer curtas.
A higiene dentária deve incluir escovação frequente com produto veterinário.
Exercícios e atividades
O Pastor-Bergamasco foi desenvolvido para deslocar-se durante longos períodos.
Seu trote eficiente e sua resistência permitem caminhadas, trilhas e atividades moderadamente prolongadas. FCI
Para muitos adultos, aproximadamente uma hora de exercício diário representa uma boa referência inicial.
Indivíduos jovens, trabalhadores ou especialmente ativos podem precisar de mais.
A rotina deve combinar:
- caminhada;
- exploração;
- treinamento;
- faro;
- resolução de problemas;
- descanso.
Atividades adequadas incluem:
- pastoreio;
- trilhas;
- rastreamento;
- mantrailing;
- nosework;
- busca de objetos;
- obediência;
- rally;
- caminhadas rurais;
- exercícios de equilíbrio;
- brincadeiras controladas.
O faro é uma excelente opção porque utiliza concentração sem exigir impacto constante.
O tutor pode esconder:
- brinquedos;
- objetos pessoais;
- pequenas porções da refeição;
- odores específicos;
- pessoas.
A dificuldade deve crescer gradualmente.
O Bergamasco tende a apreciar atividades que apresentem um problema real em vez de repetições sem finalidade.
O pastoreio pode aproveitar seus instintos, mas precisa ser realizado com segurança.
O cão deve aprender a controlar a pressão exercida sobre os animais.
Filhotes não devem realizar:
- corridas forçadas;
- longas distâncias;
- saltos repetitivos;
- exercício ao lado de bicicletas;
- tração pesada;
- atividades em pisos escorregadios.
Durante o crescimento, são preferíveis:
- passeios moderados;
- exploração;
- socialização;
- brincadeiras livres;
- treinamento curto;
- faro.
O manto cria cuidados adicionais durante exercícios no calor.
Embora ofereça isolamento, ele não elimina o risco de hipertermia.
No clima brasileiro, as atividades devem ocorrer cedo ou no final do dia.
O tutor precisa observar:
- ofegação intensa;
- fraqueza;
- salivação excessiva;
- desorientação;
- língua muito avermelhada;
- dificuldade para continuar.
O cão deve ter acesso a sombra, água e pausas.
Raspar completamente a pelagem não deve ser utilizado como solução automática para o calor. A remoção altera sua estrutura e pode produzir crescimento desorganizado. O clube da raça recomenda preservar a construção do manto, mesmo quando ele é aparado em comprimento menor. Bergamasco Sheepdog Club of America
Alimentação
A alimentação do Pastor-Bergamasco deve ser completa, equilibrada e ajustada ao peso e à atividade.
Filhotes precisam de alimento formulado para crescimento de cães médios ou grandes.
O objetivo é permitir desenvolvimento gradual.
Crescimento acelerado e excesso de calorias podem aumentar a carga sobre articulações ainda imaturas.
Adultos normalmente podem receber duas refeições diárias.
A quantidade deve considerar:
- idade;
- sexo;
- peso;
- castração;
- atividade;
- metabolismo;
- clima;
- condição corporal;
- saúde.
A pelagem dificulta a avaliação visual.
O tutor precisa tocar o cão regularmente.
As costelas devem ser perceptíveis sob uma camada moderada de gordura.
A cintura pode ser sentida mesmo quando não está visível.
Petiscos utilizados no treinamento precisam ser contabilizados.
Parte da própria refeição pode ser reservada para:
- exercícios;
- busca de alimentos;
- brinquedos dispensadores;
- treinamento de manutenção da pelagem;
- recompensas por calma.
O Bergamasco pode receber dietas mais energéticas quando realiza trabalho regular, mas um companheiro doméstico não deve ser alimentado como atleta apenas por pertencer a uma raça de pastoreio.
A água precisa permanecer disponível.
A barba pode entrar no recipiente e acumular umidade.
Tigelas adequadas e secagem após beber ajudam a manter a face limpa.
Depois de grandes refeições, exercícios intensos devem ser evitados.
Suplementos não devem ser oferecidos automaticamente.
Cálcio e minerais em excesso podem prejudicar o crescimento.
Dietas caseiras precisam ser formuladas por médico-veterinário especializado em nutrição.
Predisposição não é destino, mas precisa entrar na escolha.
O Pastor-Bergamasco é descrito por clubes e entidades cinófilas como uma raça geralmente robusta.
Entretanto, a população mundial é pequena, e a ausência de grande quantidade de estudos não deve ser confundida com ausência absoluta de doenças.
O clube norte-americano afirma que não existe atualmente uma doença conhecida que afete toda a raça, mas recomenda controle de quadris e monitoramento genético.
As recomendações atuais ligadas ao AKC incluem:
- avaliação dos quadris;
- avaliação dos cotovelos;
- teste genético para a variante comum associada à mielopatia degenerativa. American Kennel Club
Displasia coxofemoral
A displasia ocorre quando a articulação do quadril não se desenvolve de maneira adequada.
Pode provocar frouxidão, inflamação e osteoartrite.
Os sinais incluem:
- rigidez;
- dificuldade para levantar;
- claudicação;
- redução das caminhadas;
- passos alterados;
- perda de musculatura;
- dor depois de exercícios.
O clube norte-americano historicamente recomendou PennHIP como método preferencial e destacou a importância de avaliar cães destinados à reprodução após o desenvolvimento esquelético.
O resultado dos pais não garante quadris perfeitos em todos os filhotes, mas permite evitar a reprodução indiscriminada de cães com alterações importantes.
Controle de peso, crescimento gradual e exercícios apropriados à idade também ajudam a reduzir sobrecarga.
Displasia de cotovelo
Alterações nos cotovelos podem provocar dor e claudicação dos membros dianteiros.
Um cão pode apresentar:
- passos curtos;
- rigidez;
- resistência a saltar;
- redução de desempenho;
- piora depois de atividade.
A avaliação radiográfica dos cotovelos integra as recomendações atuais do clube nacional norte-americano. American Kennel Club
Mielopatia degenerativa
A mielopatia degenerativa é uma doença neurológica progressiva que afeta a medula espinhal.
Pode causar:
- fraqueza nas pernas traseiras;
- perda de coordenação;
- desgaste das unhas;
- dificuldade para levantar;
- progressão para incapacidade de caminhar.
Existe um teste genético para uma variante comum associada ao risco.
O resultado genético não funciona como diagnóstico definitivo.
Cães classificados como de risco podem nunca desenvolver sintomas, enquanto outras causas neurológicas podem produzir sinais semelhantes.
O clube da raça afirmou que a doença não era considerada um problema disseminado na população, mas recomendou testes preventivos para impedir que se tornasse mais frequente.
Portadores não devem ser automaticamente excluídos quando a diversidade genética está em risco.
Um cruzamento planejado com animal livre pode evitar filhotes geneticamente afetados pela combinação recessiva sem eliminar toda uma linhagem.
Olhos
A pelagem pode dificultar a observação diária dos olhos.
O tutor precisa levantar cuidadosamente os fios e verificar:
- vermelhidão;
- secreção;
- opacidade;
- dor;
- lacrimejamento;
- irritação provocada por pelos.
O padrão considera olhos salientes, muito profundos, pequenos ou com alterações significativas de pigmentação faltas graves. FCI
Exames oftalmológicos podem ser úteis em reprodutores, mesmo que não apareçam entre os requisitos mínimos atuais do clube norte-americano.
Pele e pelagem
O manto pode esconder problemas durante muito tempo.
O tutor deve procurar:
- odor;
- umidade;
- feridas;
- vermelhidão;
- coceira;
- queda localizada;
- parasitas;
- caroços;
- dor ao tocar.
Flocks muito apertados junto à pele podem provocar tração, reduzir ventilação e dificultar a secagem.
A pelagem funcional deve proteger, não causar sofrimento.
Otites
As orelhas semicaídas e cobertas por pelos podem reter umidade.
Depois de banhos e atividades na chuva, precisam ser secas.
São sinais de alerta:
- mau cheiro;
- secreção;
- coceira;
- dor;
- movimentos repetidos da cabeça;
- resistência ao toque.
Lesões ortopédicas
O Bergamasco é forte e ativo.
Atividades em terrenos irregulares podem provocar:
- torções;
- cortes;
- desgaste das almofadas;
- unhas quebradas;
- distensões;
- lesões musculares.
A pelagem pode esconder inchaços e alterações de postura.
O tutor precisa examinar o cão com as mãos depois de trilhas e trabalhos.
Obesidade
O peso é difícil de avaliar visualmente.
Os flocks escondem cintura, costelas e abdômen.
A condição corporal deve ser avaliada pelo toque.
O excesso de gordura aumenta a carga sobre quadris, cotovelos e coluna e reduz a tolerância ao calor.
O tutor deve acompanhar:
- peso;
- costelas;
- musculatura;
- disposição;
- movimentação.
Dilatação e torção gástrica
O Bergamasco possui peito profundo.
Não existem dados suficientes para afirmar que esteja entre as raças de maior incidência, mas os tutores devem reconhecer os sinais de emergência:
- tentativas improdutivas de vomitar;
- abdômen aumentado;
- inquietação;
- salivação;
- fraqueza;
- colapso.
O atendimento precisa ser imediato.
Diversidade genética
A população pequena merece atenção especial.
O Royal Kennel Club coloca a preservação da diversidade genética como recomendação principal para a raça. Royal Kennel Club
Criadores responsáveis devem analisar:
- grau de parentesco;
- quantidade de descendentes de cada reprodutor;
- longevidade;
- causas de morte;
- fertilidade;
- temperamento;
- saúde dos irmãos;
- resultados ortopédicos.
O uso repetido de poucos cães populares pode espalhar rapidamente características indesejáveis.
Cuidados antes da compra
Ao procurar um criador, solicite documentação sobre:
- avaliação dos quadris;
- avaliação dos cotovelos;
- teste para mielopatia degenerativa;
- movimentação dos pais;
- saúde da pele;
- condição dos olhos;
- histórico de epilepsia ou doenças neurológicas;
- longevidade dos ancestrais;
- causas de morte;
- fertilidade;
- grau de parentesco;
- temperamento;
- capacidade de trabalho.
Também é importante observar como os cães adultos vivem.
A pelagem deve estar separada, limpa e sem odor intenso.
Os cães precisam movimentar-se livremente, enxergar, respirar e interagir sem sinais de desconforto.
Inteligência sem rotina também produz problemas.
O Pastor-Bergamasco aprende com facilidade, mas conserva independência.
Sua inteligência foi desenvolvida para colaborar na resolução de problemas, não apenas para obedecer mecanicamente.
O treinamento precisa ser:
- claro;
- respeitoso;
- variado;
- consistente;
- baseado em recompensas;
- relacionado a objetivos compreensíveis.
Métodos de intimidação podem produzir resistência, retraimento ou perda de confiança.
O padrão valoriza moderação e paciência, não submissão por medo. FCI
Podem funcionar como recompensa:
- alimentos;
- brinquedos;
- permissão para explorar;
- contato social;
- início de uma atividade;
- acesso a uma área;
- oportunidade de farejar.
Os primeiros ensinamentos devem incluir:
- resposta ao nome;
- atenção voluntária;
- sentar;
- deitar;
- permanecer;
- caminhar sem puxar;
- esperar diante de portas;
- retornar quando chamado;
- soltar e trocar objetos;
- ir para uma cama;
- aceitar manipulação;
- permitir cuidados com o manto;
- permanecer sozinho gradualmente;
- utilizar focinheira de maneira positiva.
O treinamento para a pelagem precisa começar antes da formação dos flocks.
O filhote deve aprender a permanecer tranquilo enquanto o tutor:
- toca o corpo;
- separa os pelos;
- examina a pele;
- levanta as placas;
- toca patas e orelhas;
- utiliza ventiladores;
- realiza a secagem;
- procura sementes e carrapatos.
A experiência precisa ser construída em sessões curtas e recompensadoras.
Esperar até que o manto esteja completamente formado para iniciar o manejo pode transformar cada cuidado em conflito.
O retorno ao chamado também precisa ser treinado.
Embora o Bergamasco costume permanecer ligado à família, seu instinto de pastoreio e vigilância pode levá-lo a seguir animais ou investigar movimentos.
Uma progressão segura inclui:
1. ambiente interno; 2. quintal cercado; 3. guia longa; 4. áreas com poucas distrações; 5. ambientes naturais controlados; 6. presença gradual de animais e movimento.
O cão também deve aprender a não controlar todos os moradores.
Bloquear passagens, circular ao redor das pessoas e perseguir crianças podem tornar-se comportamentos autorreforçadores.
O tutor deve ensinar alternativas como:
- ir para a cama;
- caminhar junto;
- permanecer;
- procurar um objeto;
- interromper a perseguição.
A socialização deve incluir:
- pessoas diferentes;
- crianças respeitosas;
- cães equilibrados;
- gatos protegidos;
- veículos;
- superfícies;
- clínicas veterinárias;
- ambientes urbanos;
- áreas rurais;
- sons;
- períodos curtos de separação.
Socializar não significa obrigar o cão a permitir contato de qualquer pessoa.
O objetivo é desenvolver estabilidade e capacidade de seguir a orientação do tutor.
Conheça diferentes expressões da raça.

Pontos positivos
- procura um cão inteligente e profundamente ligado à família;
- aprecia cães pastores de temperamento paciente;
- possui espaço para cuidar e secar uma pelagem volumosa;
- gosta de caminhadas e atividades ao ar livre;
- deseja praticar pastoreio, faro ou obediência;
- utiliza reforço positivo;
- consegue oferecer aproximadamente uma hora ou mais de atividade diária;
- aceita um cão reservado com desconhecidos;
- possui crianças respeitosas;
- deseja um companheiro geralmente equilibrado;
- consegue aprender o processo de formação dos flocks;
- valoriza raças raras e funcionais;
- mantém portas e cercas seguras;
- aceita realizar manutenção manual da pelagem;
- dispõe de tempo para socialização;
- consegue controlar o peso por avaliação tátil;
- oferece participação na vida familiar;
- procura um cão de guarda moderado, não agressivo.
Pontos de atenção
- deseja uma pelagem convencional;
- pretende escovar todo o corpo adulto diariamente;
- não possui local ventilado para secagem;
- deseja dar banhos frequentes e rápidos;
- pretende raspar o cão regularmente;
- vive em clima muito quente sem controle ambiental;
- passa longos períodos fora de casa;
- não oferece exercícios;
- procura obediência automática;
- utiliza punições físicas;
- não aceita pelos cobrindo parcialmente o rosto;
- não possui tempo para acompanhar a formação do manto;
- deseja um cão pequeno;
- não consegue lidar com sujeira trazida pelos flocks;
- não pretende verificar quadris e cotovelos;
- deseja um cão expansivo com todos os desconhecidos;
- mantém o animal permanentemente no quintal;
- escolhe a raça apenas pela aparência exótica.