LoveCanis
PERFIL COMPLETO DA RAÇA

Portuguese Pointer

Subtítulo emocional

Origem: Portugal

Um cão que aponta para a presa sem precisar persegui-la — porque sua verdadeira especialidade não é correr mais rápido, mas descobrir primeiro onde a história está escondida.

Cão adulto da raça Portuguese Pointer ou Perdigueiro Português em posição de aponte no campo, com corpo médio e musculoso, pelagem curta amarelo-acastanhada, orelhas pendentes e uma pata dianteira elevada.
EnergiaMuito alta
PorteMédio
PelagemÁspera
Expectativa de vidaCerca de 12–14 anos
SOBRE A RAÇA

Uma história selecionada para uma função.

Um cão que aponta para a presa sem precisar persegui-la — porque sua verdadeira especialidade não é correr mais rápido, mas descobrir primeiro onde a história está escondida.

!Image

!Image

!Image

!Image

O Portuguese Pointer — Perdigueiro Português em seu país natal — pertence a uma categoria de cães cuja função parece quase mágica quando observada pela primeira vez.

Ele corre pelo campo.

Fareja o vento.

Procura.

Então, subitamente...

para.

O corpo endurece.

A cabeça aponta numa direção.

Às vezes uma das patas dianteiras permanece suspensa.

Não existe ave visível para nós.

Mas o cachorro sabe que ela está ali.

Esse comportamento de apontar a localização da caça é exatamente aquilo que transformou os cães de parar em ferramentas extraordinárias muito antes do surgimento das armas de fogo modernas.

E o Perdigueiro Português é uma das linhagens mais antigas dessa tradição. Sua presença em Portugal é documentada pelo menos desde o século XII; no século XIV já era chamado de “podengo de mostra” e utilizado nos canis reais e da nobreza durante a caça com falcões. CPC

Hoje continua sendo um verdadeiro cão de caça.

Mas existe uma característica que o distingue de vários outros pointers:

ele não foi selecionado para desaparecer quilômetros à frente.

O padrão português valoriza justamente o contrário.

O Perdigueiro trabalha com paixão...

mas procura permanecer perto do caçador. CPC

Essa proximidade funcional acabou produzindo também algo muito interessante para a vida moderna.

Um cão de trabalho extremamente ligado às pessoas.

História e origem

Para entender o Perdigueiro Português, precisamos voltar a uma época em que o caçador ainda não possuía espingarda.

Existia ave.

Existia cachorro.

E existia um falcão.

O cão precisava encontrar a presa escondida sem simplesmente avançar sobre ela.

Quando detectava o cheiro:

parava.

Indicava.

Esperava.

Então o falcão podia entrar na história.

O Clube Português de Canicultura registra a presença da raça em Portugal pelo menos desde o século XII e informa que, no século XIV, cães desse tipo já eram conhecidos como podengos de mostra, expressão ligada justamente à capacidade de mostrar onde estava a caça. Eram mantidos nos canis reais e nobres e utilizados na falcoaria. CPC

No século XVI, o nome já havia mudado.

Perdigueiro.

A palavra vem de:

perdiz.

E aqui existe algo importante.

A raça começa associada à elite.

Mas não permanece restrita a ela.

O próprio histórico oficial português registra que, no século XVI, o Perdigueiro já era frequentemente utilizado também pelas classes populares. CPC

Isso muda a seleção.

Um cachorro mantido apenas como símbolo aristocrático pode sobreviver sendo bonito.

Um cachorro utilizado por quem realmente depende de sua eficiência precisa:

funcionar.

Faro.

Resistência.

Capacidade de procurar.

Capacidade de apontar.

Cooperação.

Tudo isso passa a valer mais que ornamentação.

A origem profunda da raça é ligada ao antigo Braco Peninsular, população de cães de parar da Península Ibérica considerada ancestral comum de diferentes linhagens posteriores. Ao longo dos séculos, a população portuguesa foi sendo moldada pelo terreno, pelo clima, pelos tipos de caça e pelos critérios culturais locais. CPC

Isso explica uma característica muito interessante.

O Perdigueiro não é exageradamente grande.

Também não possui estrutura extremamente leve.

Ele fica no meio.

Forte o suficiente para trabalhar.

Leve o suficiente para continuar trabalhando.

Essa combinação fazia enorme sentido no território português.

Campos.

Vegetação.

Calor.

Pedras.

Longas horas procurando caça.

No início do século XX, grupos de criadores e caçadores começaram a organizar de maneira mais sistemática a seleção daquilo que se tornaria o padrão moderno da raça. CPC

E existe ainda uma parte fascinante da história internacional.

Fontes cinófilas britânicas e norte-americanas tradicionalmente atribuem ao antigo Perdigueiro Português alguma influência sobre cães de caça levados posteriormente à Inglaterra, especialmente linhagens que participariam do desenvolvimento do Pointer inglês. O UKC registra essa hipótese histórica, enquanto o AKC também menciona a circulação desses cães durante a expansão marítima portuguesa. UKC Dogs

Isso deve ser tratado com a devida prudência.

Não existe uma árvore genealógica moderna capaz de provar cada cruzamento realizado séculos atrás.

Mas a ideia é historicamente plausível.

Portugal possuía:

navegadores,

rotas internacionais,

cães de caça estabelecidos,

trocas culturais contínuas.

Os cachorros viajavam junto com pessoas.

E genes também viajam.

Em 1955, a FCI reconheceu definitivamente o Perdigueiro Português.

Hoje ele permanece uma das raças nacionais portuguesas oficialmente reconhecidas pela entidade internacional. FCI

Mas talvez a coisa mais impressionante seja outra.

O trabalho essencial ainda é reconhecível.

Séculos depois daquele cachorro apontando uma ave para um falcão...

o Perdigueiro moderno ainda encontra o cheiro...

procura...

para...

e aponta.

A tecnologia humana mudou completamente.

O comportamento do cachorro continua extraordinariamente familiar.

Peso típicoMachos: 20–27 kg; fêmeas: 16–22 kg
AlturaMachos: 56 ± 4 cm; fêmeas: 52 ± 4 cm
Função históricaGrupo 7 — Cães de Parar; Seção 1.1 — Cães de Parar Continentais, tipo Braco
Confiança dos dadosAlta
Ficha rápida completa
Nome oficialPortuguese Pointer
ApelidosPerdigueiro Português, Portuguese Pointing Dog, Braco Português
País de origemPortugal
Grupo FCIGrupo 7 — Cães de Parar; Seção 1.1 — Cães de Parar Continentais, tipo Braco
Função originalLocalização e aponte de caça; historicamente também caça com falcões
Função atualCaça, companhia ativa, provas de trabalho, atividades de faro e esportes caninos
PorteMédio
AlturaMachos: 56 ± 4 cm; fêmeas: 52 ± 4 cm
PesoMachos: 20–27 kg; fêmeas: 16–22 kg
Expectativa de vidaCerca de 12–14 anos
PelagemCurta, densa, rente, áspera e resistente
Cor no padrão FCIAmarelo do claro ao escuro, sólido ou com manchas brancas em regiões determinadas
Nível de energiaAlto
Queda de pelosBaixa a moderada
Adaptação a apartamentoModerada, desde que receba atividade física e mental suficiente
Experiência do tutorIntermediária; iniciante ativo e comprometido pode adaptar-se

Aparência e características físicas

O Perdigueiro Português é um cão médio e quase quadrado.

O padrão português o define como:

forte,

harmonioso,

bracóide,

com grande leveza de movimento. CPC

Isso é uma combinação importante.

Forte não pode significar pesado.

Leve não pode significar frágil.

O corpo precisa sustentar horas de procura.

O perfil é elegante.

O dorso relativamente curto.

O peito é profundo e bem desenvolvido.

Os membros são retos, estáveis e preparados para terreno irregular.

As patas possuem:

dedos fortes,

almofadas bem desenvolvidas,

pele espessa,

dura,

resistente. CPC

Detalhes assim contam mais sobre a raça que qualquer fotografia de exposição.

Almofada resistente não ganha curtida.

Mas impede que a ferramenta de caça deixe de funcionar depois de alguns quilômetros sobre terreno agressivo.

A cabeça é talvez sua característica anatômica mais marcante.

Parece maior do que realmente é.

O crânio é largo.

O stop é muito definido.

O focinho é relativamente quadrado.

O nariz é grande, com narinas abertas.

Os lábios superiores são discretamente pendentes. CPC

O resultado produz uma cabeça muito diferente daquela do Pointer inglês.

Menos aerodinâmica.

Mais larga.

Mais robusta.

Os olhos são:

expressivos,

castanhos,

geralmente mais escuros que a pelagem,

vivos e atentos. CPC

As orelhas são triangulares.

Pendentes.

Inseridas acima da linha dos olhos e relativamente para trás.

Quando o cachorro fica atento, podem formar pequenas pregas longitudinais. CPC

Então aparece a cor.

O padrão internacional atual admite tonalidades de amarelo, do claro ao escuro.

O cão pode ser sólido.

Ou possuir áreas brancas em regiões como:

cabeça,

pescoço,

peito,

extremidades dos membros

e ponta da cauda. Royal Kennel Club

Na prática, tons mais profundos podem parecer:

dourados,

alaranjados,

avermelhados.

Mas geneticamente e dentro do padrão estamos falando do espectro descrito como amarelo.

A pelagem é curta.

Isso facilita enormemente a vida do tutor.

Mas não existe nada ornamental nela.

É uma cobertura funcional.

A silhueta inteira transmite exatamente aquilo que o cachorro precisa ser.

Não um velocista extremo.

Não um brutamontes.

Um atleta de campo.

Tutor indicado

  • possui rotina ativa;
  • gosta de caminhadas e trilhas;
  • quer um cão fortemente ligado à família;
  • aprecia treinamento;
  • deseja praticar nose work ou tracking;
  • gosta de cães atléticos;
  • valoriza grooming simples;
  • possui crianças respeitosas;
  • consegue oferecer atividade diariamente;
  • aceita trabalhar recall desde cedo;
  • gosta de cães inteligentes e cooperativos;
  • possui acesso regular a ambientes externos;
  • entende comportamento de caça;
  • prefere um cão de trabalho que mantenha proximidade com o condutor.

Tutor não indicado

  • possui rotina sedentária;
  • quer um cão que passe o dia inteiro sem atividade;
  • não pretende investir em treinamento;
  • deseja deixar o cachorro solto em locais inseguros;
  • mantém aves ou pequenos animais facilmente acessíveis;
  • passa longos períodos fora diariamente;
  • procura uma raça de energia baixa;
  • não gosta de caminhadas;
  • quer obediência completamente automática;
  • imagina que um quintal substitui exercício;
  • não está preparado para administrar forte interesse por cheiros e caça.

Em resumo

A história do Portuguese Pointer começa com algo invisível.

Um cheiro.

Existe uma ave escondida.

O humano não consegue vê-la.

O cachorro consegue senti-la.

Problema resolvido?

Ainda não.

Se correr diretamente sobre a presa:

ela foge.

Então surge uma habilidade extraordinária.

Pare.

O corpo congela.

A cabeça aponta.

O humano agora sabe onde está aquilo que não conseguia enxergar.

Século XIV.

Falcões.

Canis reais.

O cachorro mostra.

O caçador libera a ave de rapina.

Depois surgem armas.

A tecnologia muda.

Mas aquela pausa continua útil.

Séculos passam.

O cão também sai dos canis nobres.

Chega às mãos de caçadores comuns.

Precisa trabalhar de verdade.

Portugal faz o restante.

Terreno.

Clima.

Caça.

Distância.

Seleção.

O corpo fica compacto.

A pata resistente.

O peito forte.

O nariz grande.

Mas talvez a parte mais interessante esteja no comportamento.

O cachorro poderia simplesmente sair procurando sozinho.

Em vez disso, foi selecionado para manter contato próximo com o caçador. CPC

Isso cria um sistema de duas espécies.

O cão encontra aquilo que nós não conseguimos sentir.

O humano interpreta aquilo que o cachorro mostra.

Um possui:

nariz.

Outro:

ferramentas.

Cada um resolve a parte do problema que o outro não resolve tão bem.

É provavelmente por isso que tantos séculos depois o Perdigueiro continua tão ligado às pessoas.

A cooperação não foi adicionada quando ele virou animal de companhia.

Ela já estava no trabalho.

E talvez seja essa a verdadeira essência do Portuguese Pointer.

Não um cachorro que caça para o humano.

Nem um humano que apenas manda no cachorro.

Mas dois animais diferentes...

procurando a mesma coisa...

cada um utilizando o sentido em que é melhor.

Avaliação editorial de compatibilidade
Apego ao tutor5/5
Adaptação a apartamento3/5
Nível de energia5/5
Necessidade de exercícios5/5
Inteligência5/5
Facilidade de treinamento4/5
Tolerância à solidão2/5
Convivência com crianças pequenas4/5
Convivência com crianças maiores5/5
Convivência com outros cães3/5
Convivência com gatos3/5
Convivência com pequenos animais2/5
Sociabilidade com desconhecidos4/5
Instinto de alerta4/5
Tendência a latir3/5
Queda de pelos2/5
Exigência de cuidados com a pelagem1/5
Tolerância ao calor4/5
Adequação para tutores iniciantes3/5
Custo geral de manutenção3/5
Fontes e links de verificação
PERSONALIDADE

Como essa raça tende a viver com pessoas.

O padrão português poderia ter escolhido dezenas de palavras para iniciar a descrição comportamental.

Escolheu:

extremamente meigo e afetivo. CPC

Isso é significativo.

Estamos falando de um cão de caça cujo próprio padrão racial coloca vínculo humano entre suas características centrais.

Depois vêm:

rusticidade,

resistência,

devoção,

calma,

sociabilidade,

curiosidade,

persistência,

vivacidade. CPC

A chave está numa frase.

Durante o trabalho, ele procura permanecer em estreita colaboração com o caçador. CPC

Isso diferencia o Perdigueiro de certas raças de caça extremamente independentes.

Ele toma decisões.

Mas mantém o humano dentro do sistema.

Imagine dois modelos.

No primeiro:

o cachorro desaparece.

Procura sozinho.

Volta eventualmente.

No segundo:

o cachorro explora...

mas continuamente referencia a posição e os movimentos do condutor.

O Perdigueiro aproxima-se muito mais do segundo.

Essa estrutura comportamental ajuda a explicar por que pode tornar-se companheiro tão apegado.

O humano não foi historicamente apenas:

fornecedor de comida.

Foi parceiro operacional.

Existe, porém, um detalhe interessante no padrão.

Embora seja muito sociável, o Perdigueiro pode mostrar-se um pouco altivo ou petulante com outros cães. CPC

Portanto, não devemos transformar:

“sociável”

em:

“ama automaticamente qualquer cachorro”.

Socialização precoce continua importante.

Outro aspecto evidente é a curiosidade.

Este cão quer saber:

o que aconteceu,

quem passou,

onde foi,

por que aquele cheiro existe.

Quando o nariz encontra uma informação importante:

o resto do mundo pode momentaneamente perder prioridade.

Royal Canin chama atenção justamente para essa capacidade de concentração intensa quando o cheiro da caça é detectado. Royal Canin

Não é defeito.

É o produto funcionando.

Convivência com crianças

O temperamento oficialmente descrito como:

meigo,

afetivo,

calmo,

sociável

oferece uma base excelente para convivência familiar. CPC

O porte também ajuda.

Um Perdigueiro adulto é suficientemente robusto para não apresentar a fragilidade extrema de raças Toy.

Ao mesmo tempo, normalmente não possui o peso gigantesco de molossos.

Com crianças maiores, pode ser um parceiro extraordinário.

Caminhadas.

Jogos de busca.

Treinamento.

Faro.

Passeios.

Exploração.

Existe muita coisa para fazer junto.

Com crianças pequenas, continua sendo necessário supervisão.

Um cão de 20 ou 25 kg correndo em casa pode derrubar uma criança sem qualquer intenção agressiva.

Também é importante ensinar:

não puxar orelhas,

não incomodar durante refeições,

não montar no cachorro,

não perturbá-lo dormindo,

respeitar sinais de afastamento.

A raça possui boa predisposição.

Mas convivência segura não é propriedade automática de um pedigree.

É comportamento construído.

Convivência com outros animais

Com cães, a compatibilidade tende a ser de moderada a boa.

O padrão o chama de sociável, mas faz aquela observação específica:

pode apresentar alguma postura altiva diante de congêneres. CPC

Isso significa que socialização precisa ser realizada com qualidade.

Não simplesmente soltar o filhote num parque cheio de cães e esperar que tudo se organize.

Boas experiências.

Cães equilibrados.

Interações graduais.

Capacidade de afastar-se.

Isso importa.

Com gatos, a convivência pode funcionar especialmente quando começa cedo.

Mas existe um elemento inevitável:

prey drive.

Este cachorro foi selecionado para detectar caça.

Aves.

Pequenos animais.

Movimento.

Cheiro.

Logo, coelhos, roedores e aves domésticas precisam ser tratados com cautela.

O objetivo original do Perdigueiro não era matar a presa indiscriminadamente — ele precisava localizá-la e apontá-la.

Isso pode produzir um padrão de caça diferente do terrier exterminador.

Mas não elimina interesse predatório.

Pequeno animal correndo continua sendo um estímulo biologicamente relevante.

Apartamento e espaço

O tamanho permite.

A energia complica.

O Perdigueiro Português não é enorme.

Fisicamente consegue viver num apartamento.

Mas isso só funciona se a vida fora dele for suficientemente rica.

O Royal Kennel Club o classifica como raça de porte médio, adequada tanto a contextos urbanos quanto rurais, embora indique residência maior e jardim como perfil mais natural. Também recomenda exercício diário consistente. Royal Kennel Club

Então precisamos separar:

caber

de

adaptar-se bem.

O cachorro cabe.

Mas precisa:

andar,

cheirar,

explorar,

treinar,

participar.

Um tutor que oferece isso pode ter um Perdigueiro tranquilo dentro de casa.

Um tutor que não oferece pode descobrir que o cachorro desenvolverá seu próprio programa de enriquecimento ambiental.

E provavelmente móveis participarão.

O quintal ajuda.

Mas não resolve sozinho.

Para um cão de faro, um terreno conhecido há seis meses é muito menos estimulante do que:

uma rua nova,

um parque,

uma trilha,

um ambiente cheio de informações olfativas.

O mundo externo é parte do exercício.

CUIDADOS

O trabalho cotidiano que precisa caber na sua vida.

Aqui o Perdigueiro Português é extremamente conveniente.

O pelo é curto.

Denso.

Rente.

Não exige tosa.

Não forma grandes nós.

O AKC classifica a manutenção como mínima e recomenda escovação simples para remoção de pelo morto. American Kennel Club

Uma rotina semanal costuma ser suficiente para a maioria dos cães.

Uma escova de borracha ou instrumento próprio para pelagem curta ajuda a:

remover pelos soltos,

estimular pele,

distribuir oleosidade,

examinar o corpo.

Depois de campo ou trilha, a inspeção é mais importante que a estética.

Verifique:

patas,

espaços entre dedos,

almofadas,

pequenos cortes,

espinhos,

sementes,

carrapatos.

As orelhas são pendentes.

Portanto merecem observação regular.

Não precisam ser limpas compulsivamente quando estão saudáveis.

Mas sinais como:

odor,

vermelhidão,

secreção,

coceira,

dor

exigem atenção veterinária.

Dentes devem receber escovação regular.

Unhas precisam permanecer curtas.

Principalmente num cachorro atlético.

Unha excessivamente longa interfere no apoio e na eficiência da passada.

Exercícios e atividades

O Perdigueiro possui energia alta.

Mas existe uma nuance importante.

Seu trabalho não consiste simplesmente em correr.

Ele precisa:

procurar,

farejar,

localizar,

interpretar,

apontar,

cooperar.

Por isso a melhor rotina combina exercício físico e mental.

Boas atividades incluem:

  • caminhadas;
  • trilhas;
  • nose work;
  • tracking recreativo;
  • busca de objetos;
  • exercícios de aponte controlado;
  • obediência;
  • rally;
  • brincadeiras de recuperação;
  • exploração em ambientes naturais.

O Royal Kennel Club trabalha com até cerca de uma hora diária como referência geral de exercício estruturado, mas indivíduos realmente ativos, esportivos ou utilizados em trabalho podem naturalmente exigir mais estímulo total ao longo do dia. Royal Kennel Club

Não transforme esse número numa regra mecânica.

Quarenta minutos andando em linha reta...

e quarenta minutos investigando ambiente, treinando e resolvendo tarefas...

não possuem o mesmo efeito cognitivo.

Para este cachorro, o nariz precisa trabalhar.

Esconder:

um brinquedo,

uma pessoa,

um objeto,

uma trilha alimentar

pode ser extraordinariamente satisfatório.

Existe ainda uma vantagem.

O exercício olfativo reduz a necessidade de tentar cansar permanentemente o cachorro pelas pernas.

Porque esse jogo é difícil de vencer.

Quanto mais você corre com um atleta...

mais condicionado ele fica.

Alimentação

O Perdigueiro Português deve permanecer atlético.

Essa é a melhor referência visual.

Não gordo.

Não excessivamente magro.

Forte.

Musculoso.

As costelas devem ser palpáveis.

A cintura precisa existir.

O peso adequado é particularmente importante para:

quadris,

joelhos,

resistência,

capacidade de trabalho.

A quantidade de alimento deve considerar:

idade,

peso,

nível de atividade,

condição corporal,

metabolismo.

Um Perdigueiro que realiza longas jornadas de caça ou trilhas possui necessidade energética muito diferente daquele que recebe uma hora diária de atividade moderada.

Adultos geralmente funcionam bem com duas refeições medidas por dia.

Filhotes precisam de dieta apropriada ao crescimento e maior frequência de refeições conforme fase de desenvolvimento.

Petiscos de treinamento entram no total diário.

Isso importa bastante numa raça treinável.

O cachorro pode ganhar muita comida durante:

recall,

obediência,

nose work,

treino de manipulação.

Essas calorias não desaparecem apenas porque foram conquistadas academicamente.

Água fresca deve estar permanentemente disponível.

Especialmente:

no calor,

depois de atividade,

durante viagens,

em trabalho prolongado.

Suplementos devem existir quando existe necessidade.

Não simplesmente porque o rótulo promete transformar o cão num superatleta.

SAÚDE

Predisposição não é destino, mas precisa entrar na escolha.

O Perdigueiro Português apresenta uma situação sanitária interessante.

O AKC descreve a raça como geralmente robusta e saudável e afirma que atualmente não existe uma doença única considerada específica ou definidora do Portuguese Pointer. Ao mesmo tempo, recomenda atenção ao histórico familiar de problemas como convulsões, displasia coxofemoral, câncer precoce e doenças autoimunes. American Kennel Club

Essa é exatamente a interpretação correta.

Ausência de uma longa lista de doenças específicas não significa:

“a raça não fica doente”.

Significa que não devemos inventar predisposições sem dados.

Quadris. Displasia coxofemoral já foi observada na população e faz sentido solicitar histórico ortopédico dos reprodutores, sobretudo num cão atlético cuja função depende de movimentação eficiente. American Kennel Club

Convulsões. O AKC recomenda que criadores conheçam e evitem concentrar linhagens com histórico de crises convulsivas. Isso não significa que epilepsia seja inevitável ou extremamente frequente na raça; é um ponto de monitoramento populacional. American Kennel Club

Doenças autoimunes e câncer de início precoce. Também aparecem entre os problemas que o clube norte-americano recomenda investigar nas famílias reprodutivas. A informação mais útil para o comprador não é apenas saber se os pais parecem saudáveis hoje, mas perguntar o que aconteceu com:

avós,

irmãos,

tios,

linhagens anteriores. American Kennel Club

Diversidade genética. O Royal Kennel Club atualmente não oferece um pacote de DNA específico para a raça e classifica o Portuguese Pointer na categoria 1 do Breed Watch, sem pontos conformacionais especiais de preocupação. Sua principal recomendação sanitária de reprodução é preservar diversidade genética. Royal Kennel Club

Isso é especialmente importante numa raça internacionalmente menos numerosa.

Se um pequeno número de reprodutores populares gerar grande parte das próximas gerações:

a população pode parecer numerosa...

mas geneticamente tornar-se cada vez menor.

Portanto, um bom criador deveria pensar em:

saúde individual,

parentesco,

longevidade,

temperamento,

capacidade funcional,

diversidade.

Antes de adquirir um filhote, pergunte sobre:

  • quadris;
  • histórico de convulsões;
  • doenças autoimunes;
  • câncer precoce;
  • longevidade;
  • saúde cardíaca;
  • saúde ocular;
  • causas de morte dos cães mais velhos;
  • grau de parentesco entre os reprodutores.

E observe os adultos.

Movimentação.

Temperamento.

Respiração.

Pele.

Condição física.

Um cachorro saudável não é apenas um conjunto de exames.

É um organismo funcional.

TREINAMENTO

Inteligência sem rotina também produz problemas.

O Perdigueiro possui uma característica extremamente valiosa.

Quer trabalhar perto do humano.

Isso oferece enorme vantagem.

Ele aprende.

Observa.

Coopera.

Royal Canin o descreve como inteligente e receptivo ao treinamento, enquanto o padrão britânico reforça persistência no trabalho e estreita ligação com o condutor. Royal Canin

Mas não confunda cooperação com submissão automática.

Existe caça dentro daquele cérebro.

O cheiro chega.

A atenção muda.

Por isso algumas habilidades devem receber enorme prioridade:

  • chamado;
  • caminhar com guia;
  • espera;
  • permanência;
  • “deixa”;
  • “solta”;
  • retorno ao condutor;
  • controle de impulso;
  • relaxamento;
  • tolerância à manipulação.

O recall deve começar cedo.

Primeiro:

casa.

Depois:

local cercado.

Depois:

guia longa.

Depois:

cheiros interessantes.

A dificuldade sobe gradualmente.

Não começamos a aprender matemática fazendo cálculo tensorial.

Também não testamos o chamado de um jovem Perdigueiro soltando-o na frente de vinte perdizes.

Reforço positivo combina muito bem com a raça.

Recompensas podem incluir:

comida,

brinquedos,

elogio,

acesso ao ambiente,

permissão para cheirar.

Esse último recurso é poderoso.

O cão quer investigar alguma coisa.

Você pede contato visual.

Ele oferece.

Você libera:

vai cheirar.

Agora a própria vontade do cachorro trabalha a favor do treinamento.

GALERIA

Conheça diferentes expressões da raça.

Pontos positivos

  • possui rotina ativa;
  • gosta de caminhadas e trilhas;
  • quer um cão fortemente ligado à família;
  • aprecia treinamento;
  • deseja praticar nose work ou tracking;
  • gosta de cães atléticos;
  • valoriza grooming simples;
  • possui crianças respeitosas;
  • consegue oferecer atividade diariamente;
  • aceita trabalhar recall desde cedo;
  • gosta de cães inteligentes e cooperativos;
  • possui acesso regular a ambientes externos;
  • entende comportamento de caça;
  • prefere um cão de trabalho que mantenha proximidade com o condutor.

Pontos de atenção

  • possui rotina sedentária;
  • quer um cão que passe o dia inteiro sem atividade;
  • não pretende investir em treinamento;
  • deseja deixar o cachorro solto em locais inseguros;
  • mantém aves ou pequenos animais facilmente acessíveis;
  • passa longos períodos fora diariamente;
  • procura uma raça de energia baixa;
  • não gosta de caminhadas;
  • quer obediência completamente automática;
  • imagina que um quintal substitui exercício;
  • não está preparado para administrar forte interesse por cheiros e caça.